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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Abya Yala*, Chile/O TSUNAMI CHILENO


23 outubro 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/chile/boron_21out19.html

por Atilio A. Borón

– Piñera e a repressão





O regime de Piñera – e insisto nisso de "regime" porque um governo que reprime com a brutalidade que todo o mundo viu não se pode considerar democrático – defronta-se com a mais séria ameaça popular já enfrentada por qualquer governo desde o derrube da Unidade Popular em 11 de Setembro de 1973.

As ridículas explicações oficiais não convencem nem aqueles que as divulgam; ouvem-se

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

11 DE SETEMBRO E O TERRORISMO NO CHILE

11 setembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Augusto Buonicore*

Em janeiro de 1970 a Unidade Popular ainda não tinha decidido quem seria o seu candidato à presidência da República. Existia certa resistência ao nome do socialista Salvador Allende que havia sido derrotado por três vezes consecutivas. Enquanto se desenvolviam as negociações, o Partido Comunista lançou o seu próprio candidato: o poeta Pablo Neruda. No entanto, a situação exigia a unidade das forças de esquerda e, finalmente, chegou-se a um acordo em torno do nome do candidato socialista.


A Unidade Popular (UP) foi composta pelos partidos socialista, comunista, radical, social-democrata, Movimento de Ação Popular Unitário (Mapu) e Ação Popular. As duas principais forças eram a socialista e a comunista. O Partido Socialista podia ser considerado a extrema-esquerda da Internacional Socialista. Muitos de seus dirigentes se diziam marxista-leninistas e defendiam Cuba socialista. O Partido Comunista do Chile, por sua vez, era o maior partido da esquerda e,

sábado, 2 de julho de 2016

BRICS/O POVO CHINÊS SENTE-SE ULTRAJADO: "A CHINA IRÁ REAGIR SE PROVOCADA NOVAMENTE. ESTÁ-SE A ARRISCAR UMA GUERRA" -- Andre Vltchek*



1 julho 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

Alessandro Bianchi -- Começo com uma pergunta brutal: em que se tornou um país que propõe Donald Trump como seu "melhor candidato"'?

AV - Não é muito diferente do país que costumava ser há décadas, até há séculos. Desde o início, os presidentes dos Estados Unidos (todos de stock europeu, claro), promoveram a escravidão, campanhas de extermínio contra a população nativa da América do Norte, bárbaras guerras de agressão contra o México e outros países da América Latina, Filipinas, etc. Mudou alguma coisa agora? Duvido muito. Donald Trump é horroroso, mas ele também é honesto. Ambos os presidentes Clinton e Obama foram grandes oradores, mas impenitentes assassinos em massa.

AB - Numa pesquisa recente mais de 53% dos americanos estavam contra Hillary Clinton e Donald Trump. Quanto tempo mais se vai continuar a considerar os Estados Unidos uma democracia? E porquê, na sua opinião, é a abstenção a única forma de "rebelião" de uma população completamente excluída das tomadas de decisão?

AV - "Democracia" significa nada mais que, "governo do povo", em grego. Não há nada de democrático nos conceitos políticos dos Estados Unidos e da Europa. E não há absolutamente nada democrático no "acordo global", através do qual o Ocidente tem governando sobre o resto do mundo durante décadas e séculos. A segunda parte, estou convencido, é muito mais

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A DESESTABILIZAÇÃO ECONÓMICA NA VENEZUELA REPETE O PRECEDENTE CHILENO



3 novembro 2013, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

Os Editores

Um esclarecedor vídeo que nos chega da Venezuela alerta para a gravidade da conspiração em desenvolvimento, montada em Washington com o objetivo de destruir a Revolução Bolivariana.

A intensificação da desestabilização económica desencadeada naquele país pela direita repete com pouca imaginação a primeira fase do plano golpista contra o Chile da Unidade Popular, ideado pela Administração Nixon e cujo desfecho foi o sangrento golpe fascista do 11 de setembro de 1973.

Em Caracas e nas principais cidades da Venezuela a escassez é hoje uma realidade. Nos supermercados falta carne, peixe, farinha, arroz, óleos comestíveis, sabão, até papel higiénico. O bolívar desvaloriza-se, o câmbio negro do dólar dispara, a inflação galopante aumenta a cada semana. A violência alastra, os atentados terroristas multiplicam-se.

A oposição legal organiza manifestações que lembram as passeatas das panelas chilenas, tenta desorganizar os transportes. Os media - controlados maioritariamente pela oligarquia financeira - incitam à rebelião,