quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Brasil/Nova pesquisa CNT/Sensus indica vantagem ainda maior de Dilma

Pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transportes), divulgada nesta quarta-feira (27), aponta a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, com 51,9% das intenções de voto contra 36,7% do tucano José Serra. Brancos e nulos totalizaram 4,7% e indecisos, 6,8%.

27 de Outubro de 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Na análise apenas dos votos válidos (que excluem nulos e brancos), Dilma ficou com 58,6% ante 41,4% de Serra, chegando a uma vantagem de 17,2% da candidata. Os votos válidos desconsideram brancos e nulos, que somaram 4,7% dos eleitores entrevistados e indecisos somaram 6,8%. A margem de erro é de 2, 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento mostra aumento da vantagem da petista em mais de 10 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, realizada nos dias 18 e 19 deste mês. Antes, Dilma tinha 52,8% dos votos válidos contra 47,2% de Serra: vantagem de 5,6 pontos percentuais. Agora, a diferença entre os dois chega a 17,2 pontos percentuais.

Na pesquisa espontânea, em que os candidatos não são identificados aos entrevistados, Dilma teve 50,4% das intenções de votos e Serra obteve 35,7%. Outros nomes citados pontuaram 0,3% e o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ainda foi citado por 0,2% dos entrevistados. Os votos brancos e nulos somaram 4,6% e os que não sabem ou não responderam correspondem a 8,9%.

Realizada entre os dias 23 e 25 de outubro, a pesquisa entrevistou 2.000 eleitores em 24 Estados, com sorteio aleatório de 136 municípios, e foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 37609/2010, no dia 20 de outubro.

Rejeição
O índice de rejeição à candidata petista que era de 35,2% na pesquisa anterior, caiu para 32,5%. Serra tinha rejeição de 39,8% e agora atinge seu recorde da pesquisa CNT/Sensus, com 43%. Para o instituto, rejeições acima de 40% seriam indicativos de derrota do candidato.

Na análise do instituto, a troca mútua de acusações entre os candidatos faz o eleitor voltar seu interesse novamente para os aspectos econômicos, onde a petista levaria vantagem. (Da redação, com UOL e Terra)



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Brasil/DILMA: A IMPORTÂNCIA DE UMA MULHER NA PRESIDÊNCIA

Agência de Informação Frei Tito para a América Latina (ADITAL)
26 outubro 2010/ ADITAL http://www.adital.com.br

Leonardo Boff *

Há duas formas principais de estarmos presentes no mundo: pelo trabalho e pelo cuidado. Como somos seres sem nenhum órgão especializado, à diferença dos animais, temos que trabalhar para sobreviver. Vale dizer, precisamos tirar da natureza tudo o que precisamos. Nessa diligência usamos a razão prática, a criatividade e a tecnologia. Aqui, precisamos ser objetivos e efetivos; caso contrário, sucumbimos às necessidades. Na história humana, pelo menos no Ocidente, instaurou-se a ditadura do trabalho. Este, mais do que obra, foi transformado num meio de produção, vendido na forma de salário, implicando concorrência e devastação atroz da natureza e perversa injustiça social. Representantes principais, mas não exclusivos, do modo de ser do trabalho são os homens.

A segunda forma é o cuidado. Ele tem como centralidade a vida e as relações interpessoais e sociais. Todos somos filhos e filhas do cuidado, porque se nossas mães não tivessem tido infinito cuidado quando nascemos, algumas horas depois teríamos morrido e não estaríamos aqui para escrever sobre estas coisas. O cuidado tem a ver mais com sujeitos que interagem entre si do que com objetos a serem gestionados. O cuidado é um gesto amoroso para com a realidade.

O cuidado não se opõe ao trabalho. Dá-lhe uma característica própria que é ser feito de tal forma que respeita as coisas e permite que se refaçam. Cuidar significa estar junto das coisas protegendo-as e não sobre elas, dominando-as. Elas nunca são meros meios. Representam valores e símbolos que nos evocam sentimentos de beleza, complexidade e força. Obviamente, ocorrem resistências e perplexidades. Mas elas são superadas pela paciência perseverante. A mulher, no lugar da agressividade, tende a colocar a convivência amorosa. Em vez da dominação, a companhia afetuosa. A cooperação substitui a concorrência. Portadoras privilegiadas, mas não exclusivas, do cuidado são as mulheres.

Desde a mais remota antiguidade, assistimos a um drama de consequências funestas: a ruptura entre o trabalho e o cuidado. Desde o neolítico se impôs o trabalho como busca frenética de eficácia e de riqueza. Esse modo de ser submete a mulher, mata o cuidado, liquida a ternura e tensiona as relações humanas. É o império do androcentrismo, do predomínio do homem sobre a natureza e a mulher. Chegamos, agora, a um impasse fundamental: ou impomos limites à voracidade produtivista e resgatamos o cuidado ou a Terra não aguentará mais.

Sentimos a urgência de feminilizar as relações; quer dizer, reintroduzir em todos os âmbitos o cuidado especialmente com referência às pessoas mais massacradas (dois terços da humanidade), à natureza devastada e ao mundo da política. A porta de entrada ao universo do cuidado é a razão cordial e sensível que nos permite sentir as feridas da natureza e das pessoas, deixar-se envolver e se mobilizar para a humanização das relações entre todos, sem descurar da colaboração fundamental da razão intrumental-analítica que nos permite sermos eficazes.

É aqui que vejo a importância de podermos ter providencialmente à frente do governo do Brasil uma mulher como Dilma Rousseff. Ela poderá unir as duas dimensões do trabalho que busca racionalidade e eficácia (a dimensão masculina) e do cuidado que acolhe o mais pobre e sofrido e projeta políticas de inclusão e de recuperação da dignidade (dimensão feminina). Ela possui o caráter de uma grande e eficiente gestora (seu lado de trabalho/masculino) e ao mesmo tempo a capacidade de levar avante com enternecimento e compaixão o projeto de Lula de cuidar dos pobres e dos oprimidos (seu lado de cuidado/feminino). Ela pode realizar o ideal de Gandhi: "política é um gesto amoroso para com o povo".

Neste momento dramático da história do Brasil e do mundo é importante que uma mulher exerça o poder como cuidado e serviço. Ela, Dilma, imbuída desta consciência, poderá impor limites ao trabalho devastador e poderá fazer com que o desenvolvimento ansiado se faça com a natureza e não contra ela, com sentido de justiça social, de solidariedade a partir de baixo e de uma fraternidade aberta que inclui todos os povos e a inteira a comunidade de vida.

* Teólogo, filósofo e escritor

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

Nações Unidas/VITÓRIA DE CUBA. 187 PAÍSES APÓIAM RESOLUÇÃO CONTRA O BLOQUEIO!

Agência de Informação Frei Tito para a América Latina (ADITAL)
27 outubro 2010/ ADITAL http://www.adital.com.br

Bruno Rodríguez Parrilla *

Tradução: ADITAL

[As Nações Unidas ratificaram hoje por décima nona vez o rechaço mundial ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra Cuba há quase meio século e o isolamento de Washington na manutenção desse assédio. A solidão do governo norteamericano voltou a ficar em evidência na Assembleia Geral durante a votação de uma resolução intitulada Necessidade de colocar fim ao bloqueio econõmico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba].

Discurso do Ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, em Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas

Senhor Presidente,

Graves e eminentes perigos ameaçam a existência de nossa espécie. Para preservar a vida humana temos que preservar a paz. Somente o emprego de uma parte ínfima do enorme arsenal nuclear mundial implicaria no fim da espécie. A única garantia de que as armas nucleares não podem ser usadas por Estados nem por ninguém, será sua destruição, junto à geração de armas convencionais de quase similar letalidade desenvolvidas no período recente. A única solução é o desarme.

Para sobreviver, é imprescindível um salto na consciência da Humanidade, somente possível mediante a difusão de informação veraz sobre esses temas que a maioria dos políticos escondem ou ignoram, a imprensa não publica e que, para as pessoas, são tão horrorosos que parecem incríveis.

Estamos em uma nova época e, em nossa opinião, corresponde a esta Assembleia Geral, com toda urgência, como, incessantemente, pede Fidel Castro, liderar uma mobilização mundial para exigir o respeito ao direito dos seres humanos e ao direito dos povos a viver.

Construamos outra ordem mundial; fundemos uma ética coletiva baseada na solidariedade humana e na justiça; encontremos solução aos conflitos mediante o diálogo e a cooperação; cessem o egoísmo e o despojo que levam à guerra e ao uso da força. Ante o sério perigo, afastemos o que nos confronta ou divide e unamo-nos para salvar a paz, o planeta e a vida das futuras gerações.

Senhor Presidente,

Especialmente nessas circunstâncias, a política dos Estados Unidos contra Cuba não tem nenhuma sustentação ética ou legal, não tem credibilidade ou apoio. Os 180 votos nesta Assembleia Geral das Nações Unidas demonstram o que, nos últimos anos, têm sido reclamado: o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro.

No relatório do Secretário Geral posto à nossa disposição, mais de 180 países e agências especializadas do sistema das Nações Unidas documentam sua oposição a essa política.

O rechaço da América Latina e do Caribe é enérgico e unânime. A Cúpula da Unidade, celebrada em Cancún, em fevereiro de 2010, assim o expressou. Os líderes da região comunicaram isso diretamente ao presidente norteamericano. Ele pode assegurar-se que o repúdio expresso ao bloqueio e à Lei Helms-Burton identifica, como poucos temas, ao acervo político da região.

Visões igualmente inequívocas têm sido referendadas pelo Movimento de Países Não Alinhados, pelas Cúpulas Iberoamericanas, pelas Cúpulas da América Latina e Caribe com a União Europeia, pela União Africana, pelas Cúpulas do Grupo ACP e praticamente por qualquer conjunto de nações que tenham se pronunciado a favor do Direito Internacional e do respeito aos princípios e propósitos da Carta da ONU.

É amplo e crescente o consenso na sociedade norteamericana e na emigração cubana nesse país contra o bloqueio e a favor da mudança de política em relação à Cuba. Pesquisas recentes demonstram que 71% dos estadunidenses advogam pela normalização das relações entre Cuba e os Estados Unidos, enquanto que 64% deles e similar proporção dos cubanos residentes no sul da Flórida se opõem à proibição de viajar a Cuba, o que desrespeita seus direitos cidadãos.

Senhor Presidente,

Como em outros temas, dois anos depois do presidente dos Estados Unidos ter proclamado "um novo começo com Cuba", os fatos confirmam que nada mudou, nem utilizou suas amplas prerrogativas para flexibilizar o bloqueio.

As sanções contra Cuba permanecem intactas e se aplicam com todo rigor.

Em 2010, o cerco econômico endureceu e seu impacto cotidiano continua sendo visível em todos os aspectos da vida em Cuba. Tem consequências particularmente sérias em esferas tão sensíveis para a população, como a saúde e a alimentação.

Os serviços oftalmológicos cubanos não podem empregar a Terapia Térmica Transpupilar, por meio do microscópio cirúrgico, no tratamento a crianças que padecem de tumor retinoblastoma; isto é, câncer na retina, porque é impossível adquirir os equipamentos para esse tratamento, que somente podem ser comprados à companhia norteamericana Íris Medical Instruments. Sem essa tecnologia, não é possível tratar o tumor da retina e conservar o olho atingido.

As crianças cubanas não podem dispor do medicamento Servofluorane, o mais avançado agente anestésico geral inalatório, ou seja, anestesia para operar as crianças, porque seu fabricante, a companhia norteamericana ABBOT está proibida de vendê-lo a Cuba.

Tampouco se pode adquirir o Tomógrafo de Coerência Ótica (OCT) para estudos de retina e do nervo ótico da empresa alemã Carl Zeiss porque tem componentes fabricados pela companhia norteamericana Humphrey. As onerosas e discriminatórias condições que prevalecem para as compras de alimentos norteamericanos, que supostamente se amparam em uma exceção humanitária, enquanto todas as normas do comércio internacional são violadas, têm repercutido na drástica diminuição dessas operações no último ano. Essa realidade não somente prejudica ao nosso povo, mas também aos agricultores norteamericanos. Estaríamos faltando com a verdade se alguém nessa sala voltasse a qualificar de "sócio comercial" a um país ao que Cuba não pode vender nem uma dose de medicamento, nem uma grama de níquel.

Apesar de que Washington autorizou muito seletivamente alguns intercâmbios culturais, acadêmicos e científicos, esses continuam sujeitos a severas restrições e múltiplos projetos desse tipo não puderam ser realizados devido às negativas de licenças, vistos e outras autorizações. É pouco conhecido que se proíbe aos artistas cubanos receber remuneração por suas apresentações nesse país.

A perseguição contra os bens e ativos cubanos tem aumentado e também contra as transferências comerciais e financeiras desde e para Cuba ou que envolvem instituições e indivíduos estabelecidos em nosso país.

As multas dos Departamentos do Tesouro e Justiça contra entidades de seu país e da Europa nesse último ano, por transações realizadas com Cuba, entre outros Estados, superam em seu conjunto os 800 milhões de dólares.

O governo norteamericano, em uma evidente escalada, apropriou-se também de transferências em moedas de terceiros países, como o euro. A confiscação de uma transferência de mais de 107 mil euros pertencentes à Companhia Cubana de Aviação e realizada por meio do Banco Popular Espanhol desde Madrid para Moscou, constituiu um roubo.

O dano econômico direto ocasionado ao povo cubano pela aplicação do bloqueio, supera nesses cinquenta anos os 751 bilhões de dólares, em valor atualizado dessa moeda.

Senhor Presidente,

Apesar do rechaço universal a esta política, altos funcionários deste governo têm reiterado que se manterá invariável. No passado 2 de setembro, o próprio presidente Obama ratificou as sanções contra Cuba, aludindo ao suposto "interesse nacional" dos Estados unidos. Porém, todos sabem que a Casa Branca continua prestando a maior atenção aos "interesses especiais", bem financiados, de uma exígua minoria que tem feito da política contra Cuba um negócio muito lucrativo.

É evidente que os Estados Unidos não têm nenhuma intenção de eliminar o bloqueio. Nem sequer se vislumbra a vontade de seu governo para desmontar os aspectos mais irracionais do que já é o conjunto de sanções e medidas econômicas coercitivas mais abrangente e prolongado jamais aplicado a qualquer país.

Historicamente, cada vez que caem por terra os pretextos esgrimidos como supostos obstáculos ao levantamento do bloqueio contra Cuba, estes são substituídos por novas desculpas para justificar a continuidade de uma política que é insustentável desde todo ponto de vista.

Recentemente, segundo várias agências de imprensa, no dia 19 de outubro, o presidente Obama qualificou de insuficientes os processos que, em seu julgamento, acontecem em Cuba e condicionou qualquer novo passo à realização das mudanças internas que querem ver acontecer em nosso país.

O presidente se equivoca ao assumir que tem direito a imiscuir-se e a qualificar os processos que acontecem atualmente em Cuba. É lamentável que esteja tão mal informado e assessorado.

As transformações que atualmente empreendemos respondem aos anseios dos cubanos e às decisões soberanas de nosso povo. Destinam-se a atualizar e tornar eficiente nosso modelo econômico; aperfeiçoar nossa sociedade; aprofundar nossa cultura e desenvolver nosso socialismo. Não se propõem para comprazer os desejos ou satisfazer os interesses do governo dos Estados Unidos, até hoje sempre opostos ao interesses do povo cubano.

Para a superpotência, tudo o que não conduz ao estabelecimento de um regime que se subordine a seus interesses será insuficiente; porém, isso não vai acontecer porque muitas gerações de cubanos têm dedicado e dedicam o melhor de suas vidas a defender a soberania e a independência de Cuba.

Além disso, o governo norteamericano tem ignorado as múltiplas declarações e as propostas apresentadas pelo governo de Cuba, em público e em privado, que ratificam nossa vontade de estabelecer um diálogo sério, construtivo, em condições de igualdade e pleno respeito à nossa independência.

Não houve resposta sobre os novos projetos de cooperação apresentados durante o ano de 2010 pelo governo cubano, para avançar em temas de interesse comum, como o combate ao narcotráfico e ao terrorismo, a proteção do meio ambiente, a prevenção de desastres naturais e, inclusive, no enfrentamento a possíveis acidentes na exploração petroleira no Golfo do México. Novamente, perde-se a oportunidade de avançar em áreas que beneficiariam a ambos os povos.

Ao contrário, dito governo tem continuado a arbitrária prática de colocar Cuba nas espúrias listas, incluída na dos Estados que supostamente patrocinam o terrorismo internacional, fabricadas pelo Departamento de Estado para qualificar o comportamento de outras nações. Esse país não tem a autoridade moral para elaborar tais listas que, como regra, teria que encabeçar; nem existe uma só razão para incluir Cuba em nenhuma dessas listas.

O governo norteamericano também mantém o injusto castigo aos Cinco cubanos lutadores antiterroristas que são mantidos presos há doze anos, em suas prisões, cuja causa tem acarretado a mais ampla solidariedade da comunidade internacional.

Cuba, que foi e é vítima do terrorismo de Estado, reclama a dito governo que ponha fim ao ataque a à impunidade de que gozam em seu território os autores confessos de atos de terrorismo que se gestaram amparados pela política anticubana desse país, concebida com a finalidade de desestabilização, nos anos 60, e que incluiu a sabotagem, o sequestro, o assassinato e a agressão armada. Isso seria uma verdadeira contribuição ao combate internacional contra esse flagelo.

Senhor Presidente,

É indignante e insólito que a política de bloqueio e subversão dos Estados Unidos contra Cuba continue sendo guiada pela lógica do memorando do subsecretário assistente de Estado, Lester Mallory, escrito no dia 6 de abril de 1960 e desclassificado há poucos anos, cujo texto cito:

"A maioria dos cubanos apoiam a Castro [...]. Não existe uma oposição política efetiva [...]. O único meio possível para fazer com que percam o apoio interno é provocar o desengano e o desalento mediante a insatisfação econômica e a penúria [...]. Temos que clocar em prática rapidamente todos os meios possíveis para debilitar a vida econômica [...], negando a Cuba dinheiro e subministros, com o fim de reduzir os salários nominais e reais, com o objetivo de provocar fome, desespero e o derrocamento do governo".


Trata-se de uma política de agressão, cruel e absolutamente contrária ao Direito Internacional que este governo persiste em manter mesmo sabendo que causa danos, provoca sofrimento e viola os direitos humanos de todo um povo.

Não é uma questão bilateral, como costumam repetir os representantes norteamericanos. Seu marcado caráter extraterritorial está referendado nas leis e existem exemplos de sobra da aplicação das medidas coercitivas a cidadãos e entidades de terceiros países.

O bloqueio, por sua natureza e sua amplitude, qualifica como um ato de genocídio, em virtude do Artigo II da Convenção de Genebra, de 1948, para a Prevenção e para a Sanção do Delito de Genocídio; e também como um ato de guerra econômica, de acordo com a Declaração Relativa ao Direito da Guerra Marítima adotada em 1909.

É um ato hostil e unilateral que deve cessar unilateralmente.

Cada vez mais, em nome do povo de Cuba, solicito aos representantes de todos os países aqui reunidos votar a favor do projeto de resolução que tenho a honra de apresentar com o título "Necessidade de por fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro do Governo dos Estados Unidos da América contra Cuba".

Senhor Presidente,

Os cubanos, nos sentimos orgulhosos de nossa obra. Se esta guerra econômica, mesmo provocando privações, não custa vidas humanas e não consegue causar dano traumático e generalizado a nossa população é graças ao esforço e sacrifício dos cubanos e à vontade e empenho de seu Governo.

Apesar de que a perseguição econômica constitui o principal obstáculo para o desenvolvimento do país e para a elevação dos níveis de vida do povo, Cuba mostra resultados inegáveis na eliminação da pobreza e da fome, em índices de saúde e educação que são referência mundial; na promoção da igualdade de gênero; na liberdade e no bem estar equitativo dos cubanos; no consenso social; na participação democrática dos cidadãos nas decisões do país; na reversão do deterioro ambiental e no desenvolvimento da cooperação internacional como uma centena de países do Terceiro Mundo.

Cuba pode declarar aqui, semanas atrás, um elevado e excepcional cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Esses resultados, alcançados por Cuba, ainda são uma utopia para uma grande parte da população do planeta.

Os cuvanos assumimos nosso destino histórico com otimismo, compromisso e criatividade. O que nos inspiram são sentimentos de paz, justiça e solidariedade que caracterizam nosso povo e a amizade através da qual o mundo se identifica com nossa ilha livre e rebelde.

Cuba continuará disposta a entabular relações de paz e respeito com os Estados Unidos, como as que disfruta com a imensa maioria da comunidade internacional e com todo o hemisfério.

Cuba jamais recuará na denúncia do bloqueio e não deixará de reclamar o direito legítimo de seu povo a viver e trabalhar por seu desenvolvimento socioeconômico em condições de igualdade, em cooperação com o resto das nações, sem cerco econômico, nem pressões externas.

Cuba agradece à comunidade internacional a firme solidariedade com nosso povo, segura de que algum dia será feita justiça e esta resolução já não será necessária.

Muito obrigado.


* Ministro de Relações Exteriores de Cuba


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Moçambique/Tendo em vista os objectivos do milénio: Meta é reduzir analfabetismo

O governo reafirmou ontem o compromisso de reduzir as actuais taxas de analfabetismo, estimadas em 48,1 porcento para 30, até 2015. O desafio para atingir esta vontade passa por alfabetizar um milhão de pessoas por ano, segundo o preconizado no Plano Estratégico da Educação 2006-201, que destaca ainda o aumento do acesso aos programas de alfabetização, a melhoria da qualidade e reverência dos programas e o reforço das capacidades dos institutos de formação de educadores de adultos e dos centros de formação de quadros de alfabetização e educação de adultos.

27 outubro 2010/Notícias

Igualmente, para o Ministro da Educação, Zeferino Martins, que falava ontem, em Maputo, na abertura da IV Oficina de Cooperação Sul-Sul no domínio da Educação e Formação de Jovens e Adultos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a redução das actuais taxas constitui uma parte do esforço que vem sendo desenvolvido para o combate à pobreza que assola grande parte dos moçambicanos, bem como para acelerar a erradicação do analfabetismo no país.

O governante apontou que o Governo considera que a contínua expansão do ensino primário no país é contemplada pelos programas de alfabetização dirigidos particularmente a mulheres e jovens de ambos os sexos, com enfoque para a educação da mulher e da rapariga, não só para o seu desenvolvimento individual, mas também como provedores de cuidados aos seus filhos.

Moçambique, através do Ministério da Educação e, dando resposta às exigências do milénio, tem desenvolvido programas específicos, como alfabetização regular, via rádio e televisão, família sem analfabetismo, educação não-formal, acompanhados por iniciativas de outros segmentos da sociedade civil que promovem actividades de alfabetização, com vista à melhoria das condições de vida das comunidades e o empoderamento da população. Os resultados destes programas, de acordo com Zeferino Martins, são já visíveis, destacando-se, entre outros, a alfabetização via rádio, que conseguiu, num curto espaço de tempo, mudar o estilo e as condições de vida das comunidades, através de cursos de educação não formal, nomeadamente construção a baixo custo, horta organizada e gestão de pequenos negócios, bem como a participação mais activa da população nas actividades políticas e socioeconómicas.

Criada em 2006, a Rede de Cooperação Sul-Sul integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, e na reunião de Maputo avaliam o grau de cumprimento do plano estabelecido em matéria de educação e formação de jovens adultos e, simultaneamente, o grau de implementação das acções estabelecidas para o período 2009-2010.

Angola/Ministra exorta pesquisadores a trabalharem para sustentabilidade da humanidade

Luanda, 27 outubro 2010 (Angola Press) – A ministra do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira, exortou hoje, em Luanda, os pesquisadores, académicos e governantes a primarem em acções que garantam um futuro sustentável para a humanidade.

Falando na abertura das Segundas Jornadas Científicas da Universidade Óscar Ribas, Cândida Teixeira fez saber que este desenvolvimento é humano, social, económico e ambiental, e consiste no desenvolvimento do presente que não comprometa as gerações vindouras.

Em Angola, disse, à semelhança de outros países em vias de desenvolvimento, se perspectiva encontrar soluções para os problemas inerentes ao combate à fome, redução da pobreza, segurança alimentar, grandes epidemias do século, como as doenças endémicas, e a preservação da biodiversidade.

“Isto serve apenas para dizer que todos nós concorremos para solucionar os problemas na busca do bem-estar da população, representando o compromisso maior do Executivo angolano”, explicou.

Para si, o sector do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia tem a responsabilidade de contribuir para a resolução desses problemas, com soluções que tenham presente o princípio da sustentabilidade, de forma a não comprometer o futuro do país.

Fraseando o Presidente da República no seu discurso proferido na abertura do ano legislativo da Assembleia Nacional, a ministra Cândida Teixeira reafirmou que o principal desafio do seu pelouro cinge-se nas preocupações do chefe da nação, “que quadros devemos formar em quantidade e qualidade?”, e uma das respostas é aquela que suporta a formação de quadros comprometidos com o desenvolvimento sustentável do país.

Assim sendo, segundo a governante, se deve afirmar o compromisso de todos na garantia de um futuro melhor para as próximas gerações.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Brasil/Manifestos de apoio à Dilma crescem: “Marineiros” aderem à moda

26 outubro 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

“Marineiros com Dilma” é o mais novo manifesto divulgado de apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. “Com base nesta avaliação, conclamamos todos os que apoiaram Marina a uma participação ativa nesta reta final da campanha em favor da candidata Dilma Rousseff”, diz o documento, avaliando que “a opção representada por Dilma nos parece a mais adequada para impedir um retrocesso histórico cuja conta será paga pelos mais pobres.”

O texto justifica ainda o apoio à Dilma, destacando que “a resposta oferecida por Dilma ao documento enviado por Marina às duas candidaturas que disputam o segundo turno foi a que mais se aproximou das nossas propostas, o que nutre expectativas de que Dilma poderá incorporar em seu governo vários dos compromissos da agenda socioambiental que defendemos.”

Os quase 20 milhões de eleitores de Marina no primeiro turno avaliam que “um eventual governo da coligação PSDB-DEM afastaria o Brasil destes grandes desafios, privilegiando os compromissos do "Estado Mínimo" e o discurso repressivo do tipo "Lei e Ordem".

E criticam a campanha de acusações, boatos e calúnias: “A candidatura de José Serra, neste particular, tem se mostrado insuperável e é repugnante que tenha transformado o preconceito em seu principal aliado”, afirma o documento.

Saúde e educação
Outros dois novos manifestos divulgados recentemente são dos professores universitários em defesa da educação pública e dos “Médicos com Dilma, Presidente do Brasil”.

Os professores das universidades públicas do Brasil consideram retrocesso a candidatura Serra, dizem no texto que pretendia reunir cinco mil assinaturas, mas já superou esse número.

“Nós, cinco mil professores universitários das principais universidades do país, consideramos um retrocesso as propostas e métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país”, dizem os professores.

Os médicos, que declararam ter votado no primeiro turno das eleições presidenciais em distintas candidaturas, “demonstram publicamente a nossa união em torno da eleição de Dilma Rousseff nesse 2o turno”.

Críticas a Serra
Os profissionais da saúde justificam a sua escolha por Dilma afirmando que “optamos pela candidatura de Dilma Rousseff por não apoiarmos as políticas de desmantelamento do Estado como a privatização do patrimônio público e a terceirização da atenção à saúde, implementadas por FHC entre 1994 e 2002, que não obtiveram êxito nem em elevar a capacidade produtiva do Brasil, nem em melhorar a qualidade de vida de nossa gente.”

Também os médicos criticam a campanha do candidato José Serra (PSDB). Segundo o manifesto da categoria, “a candidatura de Serra esconde-se em debates menores, que tem intenção de desqualificar a candidatura de Dilma Rousseff, ao invés de tentar provar que o projeto que defende é melhor para os brasileiros”, acrescentando que “ao contrário, traz para o centro de sua campanha uma falsa religiosidade, que nunca fez parte do projeto de seu partido, tratando com leviandade a questão do aborto, e comprometendo um debate fundamental dentro da Saúde Pública, por puro oportunismo político.” (De Brasília Márcia Xavier)



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Brasil/Abaixo-Assinado (#7315): MARINEIROS COM DILMA

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7315

Estivemos com Marina Silva no primeiro turno, porque buscamos uma alternativa política para o Brasil capaz de afirmar uma conduta pública marcada pela ética na política, em favor de uma política econômica que supere definitivamente a miséria e a concentração de renda e que redirecione o próprio modelo social com base na sustentabilidade. Nos orgulhamos de uma campanha que ofereceu uma contribuição efetiva ao País e que, mesmo com um tempo mínimo de propaganda eleitoral no rádio e na TV, conseguiu enfrentar as máquinas eleitorais montadas com o apoio do Estado, dos partidos tradicionais e do grande capital.

A votação recebida por Marina Silva expressa, basicamente, um claro sinal de que parcelas expressivas da população não toleram mais o jogo de cena, as alianças sem programa, os acordos que visam apenas a repartição do poder, a corrupção endêmica que abala as instituições, o oportunismo eleitoral e a demagogia que amesquinham a própria política. Os quase 20 milhões de votos que alcançamos sinalizam, ainda, que o Brasil precisa de uma agenda socioambiental séria e que este tema, antes circunscrito a pequenos grupos de ativistas ambientais e à intelectualidade, já possui apelo popular entre nós.

Por conta de tudo aquilo que a candidatura de Marina Silva representou, vivemos a generosa experiência da militância de centenas de milhares de apoiadores em uma campanha que nos ofereceu de volta o espaço da paixão pelas ideias, ao invés da promessa de cargos ou de qualquer expectativa de benefício pessoal. Talvez por conta disso, enfrentamos o sectarismo de muitos que se julgam o “sal da terra” e mesmo Marina – que jamais agrediu ou desrespeitou seus adversários – foi tratada primeiro com desprezo, depois com a costumeira intolerância que acompanha a trajetória da antiga esquerda como uma sombra.

No próximo dia 31, entretanto, esta antiga esquerda se defronta nas urnas com a direita de sempre. Melhor seria para o Brasil que ambas as posições tivessem avançado em seus pressupostos e firmado compromissos mais nítidos em torno de programas de governo. Como se sabe, este não foi o resultado do processo eleitoral. Pelo contrário, somos testemunhas de uma radicalização da disputa, marcada por acusações, boatos e calúnias. A candidatura de José Serra, neste particular, tem se mostrado insuperável e é repugnante que tenha transformado o preconceito em seu principal aliado.

Ao mesmo tempo, é preciso afirmar um caminho que aponte para um futuro de mais inclusão social e de maior sensibilidade com a realidade dos milhões de brasileiros que seguem à margem da própria cidadania. Entendemos que um eventual governo da coligação PSDB-DEM afastaria o Brasil destes grandes desafios, privilegiando os compromissos do “Estado Mínimo” e o discurso repressivo do tipo “Lei e Ordem”. Por isso, a opção representada por Dilma nos parece a mais adequada para impedir um retrocesso histórico cuja conta será paga pelos mais pobres. No mais, a resposta oferecida por Dilma ao documento enviado por Marina às duas candidaturas que disputam o segundo turno foi a que mais se aproximou das nossas propostas, o que nutre expectativas de que Dilma poderá incorporar em seu governo vários dos compromissos da agenda socioambiental que defendemos.

Com base nesta avaliação, conclamamos todos os que apoiaram Marina a uma participação ativa nesta reta final da campanha em favor da candidata Dilma Rousseff.

Endereço para divulgação: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7315



Brasil/PROFESSORES LANÇAM MANIFESTO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

19 outubro 2010 http://www.cartacapital.com.br/

Nomes como Antônio Cândido, Fábio Konder Comparato, Marilena Chauí, Emília Viotti da Costa, Maria Victoria Benevides, Alfredo Bosi e Carlos Nelson Coutinho estão entre os assinantes. Professores universitários, de faculdade públicas e particulares, lançaram um manifesto e ainda estão colhendo assinaturas contra as propostas e os métodos políticos do candidato a presidência da República José Serra. E defendem um sistema educacional que priorize o ensino superior público.

Leia abaixo a íntegra do manifesto:

Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina a difamação, manipulando dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Antonio Candido, USP
Alfredo Bosi, USP
Fábio Konder Comparato, USP
Joel Birman, UFRJ
Carlos Nelson Coutinho, UFRJ
Otávio Velho, UFRJ
Marilena Chaui, USP
Walnice Nogueira Galvão, USP
Renato Ortiz, Unicamp
Laymert Garcia dos Santos, Unicamp
Dermeval Saviani, Unicamp
Laura de Mello e Souza, USP
Maria Odila L. da Silva Dias
Sergio Miceli, USP
Luiz Costa Lima, Uerj
Flora Sussekind, Unirio
João José Reis, UFBA
Ruy Fausto, USP
Franklin Leopoldo e Silva, USP
João Adolfo Hansen, USP
Eduardo Viveiros de Castro, UFRJ
Emilia Viotti da Costa, USP
Newton Bignotto, UFMG
Wander Melo Miranda, UFMG
Juarez Guimarães, UFMG
Heloisa Fernandes, USP
Maria Victoria de Mesquita Benevides, USP
Glauco Arbix, USP
Vera da Silva Telles, USP
Theotonio dos Santos, UFF
Ronaldo Vainfas, UFF
Gilberto Bercovici, USP
Benjamin Abdalla Jr., USP
Enio Candotti, UFRJ
Angela Leite Lopes, UFRJ
Sidney Chalhoub, Unicamp
Arley R. Moreno, Unicamp
Maria Ligia Coelho Prado,USP
Celso F. Favaretto, USP
José Castilho de Marques Neto, Unesp
Emir Sader, Uerj
Scarlett Marton, USP
José Sérgio F. de Carvalho, USP
José Arbex Jr., PUC-SP
Peter Pal Pelbart, PUC- SP
Viviana Bosi, USP
Irene Cardoso, USP
Wolfgang LeoMaar, UFSCar
João Quartim de Moraes, Unicamp
Léon Kossovitch, USP
Vladimir Safatle, USP
Leda Paulani, USP
Ildeu de Castro Moreira, UFRJ
José Ricardo Ramalho, UFRJ
Ivana Bentes, UFRJ
Cibele Saliba Rizek, USP
Afrânio Catani, USP
Sergio Cardoso, USP
Ricardo Musse, USP
Armando Boito, Unicamp
Enid Yatsuda Frederico, Unicamp
Andréia Galvão, Unicamp
Cynthia Sarti, Unifesp
Luiz Roncari, USP
Flavio Aguiar, USP
Iumna Simon, USP
Luis Fernandes, UFRJ
Marcos Dantas, UFRJ
Laura Tavares, UFRJ
Sérgio de Carvalho, USP
Marcos Silva, USP
Alessandro Octaviani, USP
Ligia Chiappini, Universidade Livre de Berlim
Celso Frederico, USP
José Carlos Bruni, USP
José Jeremias de Oliveira Filho, USP
Sebastião Velasco e Cruz, Unicamp
Liliana Segnini, Unicamp
Maria Lygia Quartim de Moraes, Unicamp
Ladislau Dowbor, PUC-SP
Bernardo Ricupero, USP
Adriano Codato, UFPR
Lygia Pupatto, UEL-PR
Henrique Carneiro, USP
Adélia Bezerra de Meneses, Unicamp
Maria Lúcia Montes, USP
Francisco Rüdiger, UFRS
Luís Augusto Fischer, UFRGS
Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida, PUC-SP
Gil Vicente Reis de Figueiredo, UFSCar
Carlos Ranulfo, UFMG
Paulo Benevides Soares, USP
André Carone, UFScar
Heloisa Buarque de Almeida, USP
Emiliano José, UFBA
Igor Fuser, Faculdade Cásper Líbero
MARCADORES
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CIÊNCIA CUBANO-BRASILEIRA PARA A ÁFRICA

25 outubro 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br


A cada temporada seca, de dezembro a junho, em cerca de 20 países da África subsaariana aumenta o risco de focos de meningite, mortal em muitos casos, apesar de ser possível evitar a doença com uma oportuna vacina.


Por Patrícia Grogg, na agência IPS

Nana Diallo, de 45 anos, sempre que pode, vacina seus filhos. “É uma das doenças das quais tenho mais medo, já que, em lugar de matar, deixa a pessoa infectada incapacitada, cega ou muda”, disse à IPS esta vendedora de especiarias do mercado de Mozola, em Bamako, capital de Mali. Seus filhos foram imunizados com algumas das 1,94 milhão de vacinas que chegaram em 2007 a esse país, produzidas especialmente em laboratórios de Cuba e do Brasil.

A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana da membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal. Pode causar danos cerebrais severos e é mortal em 50% dos casos não tratados com antibióticos. As condições climáticas da época seca favorecem a epidemia, assim com a pobreza, um estado imunológico precário, ambientes lotados e constante trânsito humano, disse à IPS por telefone, de Genebra, o especialista Alejandro Costa, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Quando os focos surgem, são necessárias vacinas para enfrentá-los. Porém, com a epidemia se centra em uma zona muito pobre do mundo, os grandes laboratórios farmacêuticos têm poucos incentivos para atender essa demanda.

Em meados de 2006, a OMS foi obrigada a lançar um SOS para a produção da vacina polisacárida contra os serogrupos A e C para o “cinturão da meningite”, uma faixa que se estende por 23 países africanos, do Senegal, no oeste, até a Etiópia, no leste, onde vivem 430 milhões de pessoas. A empresa Sanofi Pasteur, então única fabricante da vacina, planejava parar a produção, embora só a tenha reduzido, explicou Alejandro, cientista especializado na OMS sobre as existências internacionais de vacinas para resposta a epidemias.

Ao chamado da OMS, duas entidades públicas, o Instituto Finlay, de Cuba, e o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), do Brasil uniram-se e começaram a produzir a Men AC. Esta colaboração teve sucesso devido à vontade política dos dois países e porque já existia uma infraestrutura de trabalho entre a biotecnologia cubana e a estatal Fiocruz, à qual pertence a Bio-Manguinhos, disse à IPS o vice-presidente de produção do Finlay, Ramón Barberá. “Foi a vitória da unidade. Parece que os brasileiros se sentem muito orgulhosos deste trabalho e de fazê-lo com Cuba”, acrescentou.

O Instituto Finlay produz os princípios ativos e os envia ao Brasil, onde é completado o processo industrial que inclui preenchimento, liofilização (dissecação a vácuo a muito baixas temperaturas), embalagem, rotulagem e controle de qualidade.
Para isto, o Finlay remodelou e equipou com investimento próprio uma nova unidade de produção de vacinas de acordo com o padrão de fabricação atual, que inaugurou no final de 2008. Esta associação, “baseada no compromisso das duas instituições com a saúde pública”, permitiu viabilizar em tempo recorde o abastecimento com preços de acordo com a realidade da região, afirmou à IPS a assessora de produção da Bio-Manguinhos, Elaine Maria Teles.

O preço da Men AC polisacárida de Cuba e Brasil gira em torno de US$ 0,95, enquanto a polisacárida que protege dos serogrupos A, C, W135 e Y, fabricada por laboratórios multinacionais, custa entre US$ 15 e US$ 20. Foram entregues mais de 11,5 milhões de vacinas Men AC, com previsão de chegar a quase 15 milhões até o final deste ano. Entre 2007 e 2009, as maiores remessas foram destinadas a Mali, Etiópia, Burkina Faso, Nigéria, Níger e Chade, segundo documentos da Bio-Manguinhos. As vacinas são adquiridas pela própria OMS, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), pela organização Médicos Sem Fronteiras, e pela Cruz Vermelha Internacional. Além disso, cada país compra algumas quantidades, segundo os recursos que possui.

No cinturão da meningite a situação epidemiológica é recorrente, disse Alejandro. A cada três ou quatro anos acontecem grandes epidemias, com 50 mil a 80 mil casos, seguidas de outros tantos anos de baixa atividade. Em 2009, 14 países africanos que aplicaram uma vigilância mais rígida registraram 78.416 casos e 4.053 mortes. Nestes dez meses de 2010, foram registrados menos casos do que no ano passado, porém, a mortalidade é maior. Entre 5 de julho e 1º de agosto, a OMS registrou 275 casos e 21 mortes em 14 países.

“Estamos realmente agradecidos pelo esforço de Brasil e Cuba, que responderam de maneira extraordinária. Esta cooperação Sul-Sul tem pouquíssimos antecedentes de sucesso”, afirmou Alejandro. “Em pouco tempo, foi produzida uma vacina de custo mais baixo, que ajudou atenuar os casos de meningite”, ressaltou. Para ele, medir o impacto desta vacina polisacárida não é fácil, porque se aplica em campanhas reativas, em meio a uma epidemia e que não cobrem toda a população. Além disso, estas vacinas protegem apenas por dois ou três anos e não podem ser aplicadas em menores de dois anos de idade.

O pessoal da Finlay agora trabalha para incluir a antimeningocócica W135 em uma vacina trivalente que espera ter pronta até abril, a um preço que permitirá à OMS ir substituindo as vacinas AC por uma que proteja contra os três serogrupos de maior incidência na região. “Não estamos em uma situação totalmente desesperadora, mas existe uma epidemia e a maioria dos casos é causada pelo serogrupo W135, e não temos vacinas suficientes”, alertou Alejandro. A empresa GlaxoSmithKline deixou de produzir esta trivalente, recordou. “O ideal seria que a ACW135 estivesse pronta um pouco antes, em fevereiro, porque as epidemias começam em janeiro”, acrescentou.

Alejandro acredita que o “desafio” da aliança cubano-brasileira é encontrar uma vacina do tipo conjugada, que combine o antígeno polisacárido com uma proteína de um agente toxóide, conseguindo imunização no longo prazo. Aplicada a toda a população em um programa sanitário de rotina, poderia acabar com a epidemia. “Trabalhamos com o Finlay para uma conjugada ACW125”, disse Alejandro. O vice-presidente comercial do Instituto, Francisco Domínguez, confirmou à IPS que “estamos trabalhando nas vacinas conjugadas dos diferentes serogrupos”.

O mercado mundial oferece a tetravalente conjugada (A, C, W135 e Y) da Sanofi Pasteur, autorizada apenas para pessoas entre 11 e 25 anos, e outra registrada recentemente pela gigante Novartis. As três doses necessárias para uma pessoa custam cerca de US$ 300, disse Alejandro. Enquanto isso, em setembro começarão as campanhas-piloto em Mali, Níger e Burkina Faso de uma vacina conjugada A, da MenAfriVac, desenvolvida por um laboratório indiano. (Fonte: Envolverde)

RESULTADO DA REVOLUÇÃO BOLIVARIANA: FAO REALÇA COMBATE À FOME NA VENEZUELA

26 outubro 2010/Odiário.info http://www.odiario.info

Avante

A Venezuela, «se continuar assim, vai poder anunciar ao mundo, no ano de 2015, que superou amplamente um dos Objectivos do Milénio» estabelecidos pela ONU, considerou Alfredo Roberto Missair, delegado da FAO naquele país»… Por mais que o imperialismo norte-americano e europeu, secundados pelas câmaras de eco que são os meios de comunicação ditos de referência, mintam e manipulem, a realidade sobrepõe-se à sua campanha de desinformação.

A Venezuela reduziu drasticamente a subnutrição no país, admite a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO). As políticas implementadas pela revolução bolivariana são exemplares, diz ainda a agência das Nações Unidas.

«Se continuar assim, [a Venezuela] vai poder anunciar ao mundo, no ano de 2015, que superou amplamente um dos Objectivos do Milénio» estabelecidos pela ONU, considerou Alfredo Roberto Missair, delegado da FAO naquele país.

Participando numa iniciativa do governo a propósito do Dia Mundial da Alimentação, o responsável sublinhou que «o que a Venezuela está a conseguir na área da alimentação é um exemplo que tem de ser tido em conta na região», aproveitando ainda para lembrar que em alguns países da América Latina a subnutrição persiste em cerca de metade da população infantil.

«Estamos a falar de um direito fundamental, de algo inerente à condição humana e ao bem-estar, de uma necessidade fundamental que a Venezuela está a cumprir», insistiu Missair, citado pela AFP.

Na mesma iniciativa, o vice-presidente venezuelano Elías Jaua frisou que graças a programas sociais lançados pelo executivo «quase 5 milhões de pessoas comem gratuitamente». A afirmação é sustentada pelas estatísticas.

De acordo com dados oficiais, desde o início da revolução bolivariana, a taxa de pobreza extrema na Venezuela foi reduzida de 17,1 por cento, em 1998, para 7,9 por cento em 2008. Quanto ao défice nutricional entre os menores de cinco anos, o índice caiu de 7,7 por cento para 3,7 por cento no mesmo período.

Política soberana
A contribuir para o bom desempenho da Venezuela no combate à fome estão as políticas públicas de distribuição de produtos básicos. Empresas como a Mercal, Corporación Venezolana de Alimentos, Bicentenario, Corporación de Mercados Socialistas ou Corporación de Abastecimiento y Servicios Agrícolas, entre outras, integram uma rede de abastecimento de géneros a preços populares.

Mas na base do sucesso estão as orientações soberanas levadas a cabo no âmbito não apenas da distribuição, mas também da produção de alimentos. «Ir desmontando os monopólios, oligopólios e os latifúndios para controlar a produção e distribuição de alimentos é um mandato constitucional, pois naqueles modelos radica a especulação e a limitação da capacidade produtiva», frisou Elías Jaua, que notou igualmente que na última década a Venezuela aumentou em 21 por cento a superfície cultivada.

Medidas como a recente nacionalização da privada Agroisleña, agora chamada Agropatria, visam «facultar aos nossos produtores uma redução da sua estrutura de custo, portanto, [permite-lhes] obterem maior rendimento e reforçar capacidade produtiva». Com a Agropátria «temos garantidos 51 por cento da capacidade de armazenamento de cereais básicos», destacou ainda.

Aquando da passagem da empresa a propriedade estatal, o presidente Hugo Chávez recordou que «durante muitos anos, a Agroisleña obstaculizou o desenvolvimento agrícola do país especulando sobre o preço dos fertilizantes». Ao preço de compra ao Estado acresciam 500 por cento de margem de lucro, explicou.

Antes da nacionalização da Agroisleña, o governo bolivariano passou para o sector público as empresas de produtos químicos, petroquímicos e fertilizantes dos grupos Venoco e Fertinitro. Esta última onerava os derivados de amónio quatro a cinco vezes face ao valor de aquisição junto da estatal PVDSA.

Sistema de miséria
Contrastando com o combate à fome desenvolvido na Venezuela (o Brasil também foi dado como um exemplo positivo), ao nível mundial o flagelo continua a atingir quase mil milhões de seres humanos. Nunca houve tanta gente a passar fome, admite a FAO.

Embora em relação a 2009 a organização estime uma queda do total de famintos em quase 10 por cento – ao qual não está alheio o facto da produção de alimentos, este ano, poder crescer 4,2 por cento face à contracção de 0,6 por cento verificada o ano passado –, para a FAO continua a ser «inaceitável» que cerca de 925 milhões de indivíduos não tenham o que comer e que a cada seis segundos uma criança morra em resultado da desnutrição.

A maioria dos desnutridos crónicos sobrevive com menos de 1 dólar por dia e habita na Ásia e no Pacífico e na África Subsaariana.

A agência das Nações Unidas falou de um «problema estrutural» no Dia Mundial da Alimentação, e, no dia seguinte, a propósito do Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, a ONU divulgou números que corroboram tal afirmação.

A precariedade laboral atinge mais de metade da população activa mundial. Neste contexto, não ganham o suficiente para se sustentarem a si e às respectivas famílias, nem dispõem de garantidas de protecção social.

De acordo com informações oficiais, desde o início da actual fase da crise capitalista, outros 64 milhões de pessoas foram lançadas na pobreza e o desemprego cresceu em mais 30 milhões. Os jovens têm sido particularmente afectados com um recorde de 81 milhões de desempregados em 2009.

Já segundo o Banco Mundial, mais de 41 por cento da população mundial vive com menos de 2 dólares por dia, mais de metade dos quais trabalham mas não obtêm um salário que lhes permita superar o limiar da pobreza.

Este texto foi publicado no Avante nº 1.925 de 21 de Outubro de 2010.

Chile/DEAR CHILEAN MINERS, PLEASE DO NOT ACCEPT ISRAEL'S INVITATION

By Robin

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Global Research, October 19, 2010
Under The Holly Tree Blogspot

Dear Survivors of the Chilean Mine Trap,
You do not know me. I am just an American blogger/peace actvist who has followed your heroic efforts to survive your 69 day ordeal and the heroic efforts to save you. With wonder I watched as you were brought up one by one to freedom from your underground hell, where for so long you did not know if you would live or die. Indeed the whole world watched as you were rescued in thunderous joy that you would be reunited with your loved ones who had sat vigil for you for so long, insisting you were alive, insisting the rescue effort keep on, praying together for your safety. The entire world rejoices in your safe return above ground to your loved ones.

Now it is your time to recover from your ordeal, to readjust to above ground living with all the physical aspects that entails as well as the emotional ones. Yet people who wish to somehow attach themselves to your rescue and what they see as your celebrity status are now issuing public invitations for you to visit them.

Beware the Trojan horse bearing gifts. For their all-expense paid trip invitations are being issued with their own interest and image at heart.

Today I read that you have received an invitation from the Israeli Tourist Ministry to visit the Holy Land where Christianity began, where the holiest of Christian sites are located. They have offered to pay for your entire trip there, for you to visit "Israel". They are offering you this trip at Christmas time as a "gift to you"

I am asking you please to not accept this invitation. You are not just being invited to visit "Israel", you are being asked to visit holy sites which have been under the Israeli occupation of Palestine for 42 years, sites that Palestinian Christians are routinely denied access to by their occupier.

In June the Vatican issued a paper deploring the denial of access to Christians to the holy sites under occupation, calling the occupation "unjust".

You would be taken to the Church of the Holy Sepulchre in occupied East Jerusalem which Israel routinely denies access to for Christian Palestinians. You would also be taken to Bethlehem, the birth place of Christ, which has been under Israeli occupation for 42 years. Nearby is the home of Daoud Nassar's Tent of Nations which is continually under threat of demolition by Israel.

Christian Palestinians suffer just as horrifically under the occupation as do their fellow Muslim Palestinians.

For this reason the Kairos Declaration was issued which calls for an end to the 42 year long occupation of Palestine which is in direct violation of international law.

Introduction
We, a group of Christian Palestinians, after prayer, reflection and an exchange of opinion, cry out from within the suffering in our country, under the Israeli occupation, with a cry of hope in the absence of all hope, a cry full of prayer and faith in a God ever vigilant, in God’s divine providence for all the inhabitants of this land. Inspired by the mystery of God's love for all, the mystery of God’s divine presence in the history of all peoples and, in a particular way, in the history of our country, we proclaim our word based on our Christian faith and our sense of Palestinian belonging – a word of faith, hope and love.

Why now? Because today we have reached a dead end in the tragedy of the Palestinian people. The decision-makers content themselves with managing the crisis rather than committing themselves to the serious task of finding a way to resolve it. The hearts of the faithful are filled with pain and with questioning: What is the international community doing? What are the political leaders in Palestine, in Israel and in the Arab world doing? What is the Church doing? The problem is not just a political one. It is a policy in which human beings are destroyed, and this must be of concern to the Church.

We address ourselves to our brothers and sisters, members of our Churches in this land. We call out as Christians and as Palestinians to our religious and political leaders, to our Palestinian society and to the Israeli society, to the international community, and to our Christian brothers and sisters in the Churches around the world.

Read the entire Kairos Declaration HERE

Every day Christian Peacemaker Teams in the Occupied Territory work to protect Palestinians from their military occupation and settlers who routinely assault them.

In Latin America liberation theology has played a large role in providing solace and support to the oppressed. Palestine also has an organization, Sabeel-Palestine Liberation Theology, which calls for the freedom of the oppressed under Israeli occupation and government policy. These are your brothers and sisters in Christ, in humanity.

As peace talks in lifting the occupation of Palestine have not gotten anywhere in 42 years, Israel has continued to violate international law by continuing to build settlements in the occupied territories. Israel has refused to extend their ten month freeze on building which is in direct contravention of international law.

Now the Ministry of Tourism of Israel has issued you an invitation for an all-expense paid trip to visit the "holy sites" in "ISRAEL". The Church of the Holy Sepulchre, the holiest of Christian shrines, is located in occupied East Jerusalem. Bethlehem, the birth place of Christ, is located in the occupied West Bank. These are only two Christian holy sites that Israel wishes to take you to and to somehow capitalize on your celebrity by their offer.

As a Christian myself, I beg you not to accept this invitation, not while Israel refuses to withdraw from their 42 year long illegal occupation of Palestine. Christmas is our time to celebrate the birth of Christ, not to do so to the detriment of those living under occupation in his birthplace by accepting a gift from their occupier.

Dear miners, you may never read this letter to you, but should it somehow reach you, it was written to you from my heart, to the hearts of you brave men who survived, by the grace of God, you are still with us.

Blessings to you in peace,

Robin




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Israeli occupation unjust, says Vatican

June 02, 2010/Herald Sun http://www.heraldsun.com.au

A VATICAN document leaked overnight calls the Israeli occupation of Palestinian territories a "political injustice".

The occupation is a "political injustice imposed on the Palestinians," the Vatican says, according to extracts quoted by Italy's ANSA news agency.

"The Israeli occupation of the Palestinian territories makes daily life difficult for freedom of movement, the economy and social and religious life," the text says.
The Instrumentum Laboris, a working document on an upcoming synod of bishops on the Middle East, was embargoed for release until Monday, when Pope Benedict XVI was to present it during a visit to Cyprus.

ANSA's report came as Israel drew worldwide condemnation for a deadly commando raid on Monday against a flotilla of boats laden with humanitarian aid for occupied Gaza, which has been under an Israeli blockade since 2007.

Vatican spokesman Ciro Benedettini declined to comment on the report when contacted by AFP.

The Vatican document deplores lack of "access to holy places, dependent on military permits accorded to some (and) refused to others for security reasons", ANSA said.

"Some fundamentalist Christian groups cite the Holy Scriptures to defend the political injustice imposed on the Palestinians, making even more delicate the position of Arab Christians," the 40-page document says.

The paper was compiled over several months, focusing on the situation of Christians living in the Middle East with the Palestinian issue as a backdrop, ANSA said.
The synod is set for October 10-24 at the Vatican.

Benedict, who will visit Cyprus from Saturday to Monday, will hand over the document to a 12-member pre-synod council during an open-air mass in the Cypriot capital Nicosia.

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Revolução verde em Moçambique está ainda por acontecer

Maputo, Moçambique, 26 outubro 2010 - A produtividade agrícola em Moçambique é baixa e a revolução verde, iniciada há três anos, continua a não apresentar resultados, revela um relatório oficial com data de Agosto segunda-feira divulgado em Maputo.

Produzido pela Inspecção-Geral de Finanças e pela empresa de consultoria Eurosis, o relatório caracteriza o sector agrícola do país, informando que representa cerca de 20 por cento do Produto Interno Bruto, que a produção depende maioritariamente do sector familiar e que ocupa mais de 97 por cento dos 5 milhões de hectares actualmente cultivados, quando existem cerca de 36 milhões de hectares cultiváveis.

O mesmo documento acrescenta ainda que os níveis de produtividade agrária são baixos, dando exemplos: a rede comercial de meios de produção e produtos agrícolas é fraca (falta de estradas, armazenagem ou energia), a agricultura é principalmente de sequeiro (só dois por cento dos três milhões de hectares irrigáveis são utilizados), e “há falta de serviços básicos para garantir o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis”.

O relatório cita o pouco desenvolvimento de mercados, a pouca disponibilidade de instituições financeiras para investir no sector, o abuso do fogo, que provoca queimadas descontroladas, e a vulnerabilidade da produção, muito dependente das condições climatéricas.

A tudo isto juntam-se os surtos de pragas e falta de meios para as prevenir e combater, e a falta de quadros, particularmente a nível dos distritos.

Moçambique, adianta o relatório, tem no entanto um grande potencial agro-ecológico, desde logo disponibilidade de força de trabalho e de terra arável mas também “vastas áreas de pastagens”: mais de 12 milhões de hectares com apenas 1,2 milhões de bovinos e 4,3 milhões de caprinos.

O governo de Moçambique aprovou a Estratégia da Revolução Verde em 2007, destinada a aumentar rapidamente a produtividade agrícola, baseada na diversificação e intensificação de culturas.

Em 2008, para um horizonte de três anos, foi criado o Plano de Acção para a Produção de Alimentos, não tendo a estratégia, até à data, surtido os efeitos desejados. (macauhub)

Portugal/Cidades de língua portuguesa comemoram 25 anos de união

25 outubro 2010/SAPO TL

União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa (UCCLA), celebra este ano 25 anos de existência. Esta união tem como missão manter viva a língua portuguesa e fomentar a cooperação entre cidades. O espectáculo “ A viagem do fado” juntou em Lisboa muitas personalidades das cidades capitais.

Miguel Anacoreta é o presidente da UCCLA uma União que considera ser um diamante em bruto, tantas são as potencialidades deste projecto. Para muitos, esta é uma união mais ou menos desconhecida. Contudo, as cidades que fazem parte da UCCLA e que beneficiam da sua acção reconhecem o seu trabalho.

Na prática esta instituição tem uma forte componente social e cultural, de acordo com Miguel Anacoreta Correia, " nós montamos os projectos, isto tem uma montagem que é complexa e é preciso desenvolver o diálogo com a União Europeia, com o IPAD e com as cidades (…) os nossos apoios vão no sentido dos Objectivos do Milénio”

Actualmente, a presidência da UCCLA está a cargo de Salvador da Baía, embora no próximo ano, em Maio, aquando da Assembleia Geral, haja a possibilidade de passar para Angola.

Quanto à gestão do critério para entrar na UCCLA, Miguel Anacoreta Correia enfatiza o valor que as cidades têm nos dias de hoje: “Nós temos que explicar ao grande público que as cidades são muito importantes para os países, são o elemento mais importante de competitividade e que grande parte dos problemas passa por esses motores de desenvolvimento.

Em última instância põe-se a questão quanto ao tipo de análise que deverá ser feita: “Se devemos limitar o número para pudermos dar uma assistência pessoal aos problemas de cada cidade ou se pelo contrário, devemos ter uma estrutura mais ou menos aberta”.

A UCCLA engloba hoje 29 cidades e algumas dezenas de empresas, mas o seu actual universo de 30 milhões de pessoas poderá em breve ser alargado perante a perspectiva de novas e importantes adesões, já em adiantada preparação.

Para comemorar o 25ª aniversário da UCCLA vai decorrer no Teatro Tivoli, em Lisboa um espectáculo “A viagem do fado”. Ao palco do Tivoli vão subir: grupo Alma de Coimbra, António Zambujo, Bernardo Sassetti, Carlos do Carmo, Edu Miranda, Jon Luz, Lura, Luanda Cozetti, Pedro Jóia, Rão Kyao, o Quarteto Dzvin+Juan e Graciana, Raquel Tavares, Sónia Shirsata e Toy Vieira, que serão acompanhados pelos músicos Ricardo Cruz, Carlos Manuel Proença, Carlos Martins e José Manuel Neto.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ONU: bloqueio contra Cuba novamente no banco dos réus

25 outubro 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

A Assembléia Geral da ONU, irá reiterar nesta terça-feira (26) o seu pedido de suspensão do bloqueio que os EUA impõem a Cuba, que tem causado perdas de 751 bilhões e 363 milhões de dólares para a ilha. É o 19º ano consecutivo que o órgão máximo da ONU apresenta esta mesma demanda.

A questão é o 41º ponto de pauta, na ordem de trabalhos da Assembleia, sob o título "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".

Em outubro do ano passado, 187 dos 192 países membros da organização mundial decidiram dar fim ao bloqueio dos EUA, com apenas três votos contra (Estados Unidos, Israel e Palau) e duas abstenções (Ilhas Marshall e Micronésia).

O relatório anual apresentado por Cuba sobre o assunto perante a ONU diz que o cerco permanece intacto, com o emaranhado complexo de leis e dispositivos legais que o regem.

Direito Internacional
Trata-se da mais longa e dura medida que os Estados Unidos já aplicaram, ao longo de sua história, contra qualquer país, apesar de violar o Direito Internacional e ser contrária aos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas.

Além disso, constitui, em sua essência e objetivos, um ato de agressão unilateral e uma ameaça permanente à estabilidade de um país, "uma violação em massa, flagrante e sistemática dos direitos humanos de todo um povo".

O documento afirma que o bloqueio é uma política absurda, ilegal e moralmente indefensável, que gera escassez e sofrimento para a população, restringe e retarda o desenvolvimento do país e prejudica gravemente a economia de Cuba.

Há um mês atrás, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, disse à Assembleia Geral que o governo do presidente dos EUA, Barack Obama, não parece disposto a retificar sequer os aspectos mais irracionais e universalmente rechaçados da sua política contra Cuba.

Prerrogativas de Obama
O ministro disse que nos últimos dois anos não houve qualquer alteração na política de bloqueio e de subversão contra Cuba, embora Obama tenha prerrogativas suficientes para implementar uma mudança real.

Pelo contrário, nesse período foi reforçada a natureza extraterritorial do bloqueio, com o aumento das multas, sanções e da perseguição às transações financeiras cubanas com outros países.

No entanto, Rodriguez disse que, apesar da política do governo dos EUA, dentro da comunidade norte-americana há uma oposição sem precedentes ao bloqueio contra Cuba.

A votação desta terça ocorre menos de um mês depois do debate geral anual da Assembleia, onde os chefes de Estado e de Governo e chanceleres de dezenas de países denunciaram o bloqueio dos EUA contra o país caribenho. (Fonte: Prensa Latina. Tradução: Luana Bonone)


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Espanha pede à União Europeia fim do bloqueio a Cuba

25 outubro 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

A luta de Cuba contra o bloqueio conquistou nesta segunda-feira (25) um importante ponto, no mesmo momento em que as Nações Unidas se preparam para votar resolução pedindo a suspensão da injusta medida.

Em campanha pelo fim do bloqueio a que é submetida desde 1962, Cuba conseguiu o apoio do governo da Espanha.

O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Trinidad Jiménez, pediu à União Europeia (UE) que estabeleça uma "nova relação" com Cuba a fim de colaborar com o fortalecimento do “processo de reformas” no país.

Jiménez fez o pedido durante reunião do Conselho de Ministros dos Assuntos Europeus, em Luxemburgo.

As informações são da agência estatal da Argentina, a Telam. Para o ministro espanhol, os primeiros sinais de mudanças em Cuba foram a libertação dos prisioneiros e o anúncio de reformas econômicas.

Segundo Jiménez, as iniciativas se referem à necessidade de uma nova relação" entre a União Europeia e Cuba.

Segundo o chanceler, é importante estabelecer novas bases para o relacionamento com Cuba. "É mais necessário do que nunca para encontrar um novo relacionamento que se baseia no respeito e na confiança", disse. (Informações Agência Brasil)

Portugal y Venezuela firman acuerdos para incrementar exportación de crudo y construcción de viviendas

24 octubre 2010/TeleSUR http://www.telesurtv.net

"Que importancia tiene el contrato para la construcción de las viviendas", señaló el presidente Chávez desde Oporto (norte), en medio de un amplio agradecimiento que extendió al Gobierno de Portugal, por la serie de acuerdos establecidos, entre los cuales está el relacionado con el sector de la infraestructura. Además insistió en la necesidad de diversificar las exportaciones venezolanas, y en ese sentido se avanzó con las visitas estratégicas que efectuó en su gira internacional.

Los Gobiernos de Venezuela y Portugal firmaron este domingo una serie de acuerdos bilaterales enfocados en ampliar la cooperación, entre los que destaca el incremento en la exportación de crudo venezolano y otro para la construcción de viviendas de interés social en el país suramericano.

Las delegaciones gubernamentales de ambos países establecieron un memorado de entendimiento en torno a nuevas acciones de cooperación en el marco del Proyecto Canaima educativo, que promueve la entrega gratuita de computadoras a niños en edad escolar.

Durante la estadía de Chávez en Portugal, visitó la fábrica de las computadoras Canaima, pues ya existe un convenio entre ambos países para la adquisición de este tipo de tecnología, que es entregada a los niños venezolanos en los centros educativos públicos.

Hasta el momento existen unas 800 mil computadoras Canaima en Venezuela, pero con esta visita del presidente Chávez a Portugal, se amplió la adquisición de estos equipos.

"Se está desatando el potencial de relacionamiento (...) una línea directa para estas relaciones integrales entre nuestros países", afirmó el mandatario venezolano en rueda de prensa con su par portugués.

Destacó el apoyo que desde Portugal se le está dando al pueblo de su país "en función de los grandes objetivos nacionales de la República Bolivariana de Venezuela".

En referencia al Primer Ministro portugués dijo: "Agradezco mucho sus palabras, su amistad transparencia, firmeza y claridad, su siempre afectuosa mano extendida hacia el pueblo venezolano y yo creo que no puede ser de otra forma cuando se trata de dos pueblos, el portugués y el venezolano".

Tal hecho "se corresponde con esa profundidad de relaciones que desde hace mucho tiempo era una deuda, yo siempre me sentía en deuda".

Destacó las puertas abiertas que Portugal ofrece a Venezuela, pues ese hecho ha permitido que se llegue "al nivel al que hemos venido llegando de alianza, de relacionamiento económico, social político, reflejado en este nuevo conjunto de convenios que aquí se han firmado", que se suman a una red de acuerdos anteriores.

Chávez anunció también que ambas delegaciones estudian la posibilidad de que se fabriquen barcos mercantes en Portugal y así diversificar las exportaciones venezolanas para que su país deje de ser monoproductor.

Se evalúa "la posibilidad de que aquí mismo nos construyan además los barcos mercantes. Necesitamos barcos mercantes para cruzar el Atlántico y traer de nuevo a Europa como desde hace cinco siglos Venezuela lo hizo, claro en la época de la colonia, pero aquí llegaban barcos cargados de café venezolano, cacao, productos alimenticios y eso se vino abajo con el petróleo".

"Nos convirtieron en una factoría petrolera. Misión de Venezuela: producir, mucho petróleo, petróleo, petróleo", añadió.

En cuanto al convenio de construcción de 12 mil 500 viviendas de interés social a cargo de la empresa portuguesa JP Sácouto, Chávez recordó que éste es uno de los dramas que aflige al pueblo venezolano y que ha tomado su solución como un asunto personal.

Este acuerdo también incluye la instalación de compañías para la construcción de materiales prefabricados en Venezuela.

"Que importancia tiene el contrato para la construcción de las viviendas", puntualizó el mandatario.