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terça-feira, 1 de outubro de 2019

BRICS, China/Xi presta tributo aos heróis nacionais na Praça Tian'anmen






Beijing, 30 set (Xinhua) -- Xi Jinping e outros líderes do Partido Comunista da China (PCC) e do Estado participaram na manhã desta segunda-feira de uma cerimônia de tributo na Praça Tian'anmen aos heróis nacionais já falecidos.

Os outros líderes incluíram Li Keqiang, Li Zhanshu, Wang Yang, Wang Huning, Zhao Leji, Han Zheng e Wang Qishan.

O evento foi realizado no Dia dos Mártires, na véspera do Dia Nacional. Este ano marca o 70º aniversário da fundação da República Popular da China.

Mais de 4 mil representantes de todas as esferas sociais se reuniram na frente do Monumento aos Heróis do Povo na Praça Tian'anmen, incluindo veteranos idosos e altos funcionários aposentados, parentes dos mártires,

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

FIDEL COMPLETA 83 ANOS EM PLENA VIGÊNCIA


[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
14 agosto 2009/Adital http://www.adital.com.br

Com 83 anos, mais que estadista ou revolucionário, mais que um personagem sempre atual na vida dos cubanos e no pensamento de latino-americanos, Fidel Alejandro Castro Ruz é um idealista, um homem de história que vive e continua deixando marcas. Na realidade, um homem que é história.

De tudo já se falou e se escreveu sobre Fidel, e o curioso é que não deixa de ser um personagem admirável apesar da profusão de material biográfico a favor ou contra.
Milhares de enciclopédias o retratam, centenas de sites falam de sua longa existência. O que nos deixa a revisão de tanta informação, a percepção de um homem que deixou uma marca indelével nos últimos cinquenta anos.

E mais além de detratores ou defensores, está uma questão não tão simples: se já era difícil iniciar uma revolução, o mais duro foi mantê-la. "Como conseguiu?".

Há alguns fatos já conhecidos: todos os organismos internacionais, desde as Nações Unidas até o Banco Mundial, reconhecem ao uníssono que a população de Cuba é a única do Terceiro Mundo que alcançou um nível de desenvolvimento humano comparável ao dos países mais avançados. A ilha tem uma expectativa de vida mais elevada e a taxa de mortalidade infantil mais baixa do Terceiro Mundo (inclusive mais baixa do que a dos Estados Unidos). A Unicef certifica que Cuba é a única nação da América Latina que erradicou a desnutrição infantil.

Mas, para além dessas conquistas, está a figura do político, histórico e espiritual que soube se manter vigente, apesar de não estar na vida pública desde julho de 2006.
Fidel demonstrou que depois de mais de oito décadas de vida, sua lucidez e inteligência não mínguam e, através da Internet, segue presente.

As "Reflexões" que escreve desde março de 2007 servem como termômetro de sua inesgotável capacidade de análise e constitui prova fidedigna de que sua opinião, em quase 250 artigos publicados e reproduzidos ao redor do mundo, ainda é imprescindível.

Fidel Castro, o companheiro, o comandante, o líder, o pensador, completa 83 com estatura histórica fortalecida e desafiante. É a vigência plena de ideias e atitudes que pouquíssimos conseguem.

Fidel pode ser lido em www.cubadebate.cu

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

LIÇÕES DE HONDURAS

5 agosto 2009/Resistir Info http://www.resistir.info/

O golpe de estado que derrubou o presidente constitucional de Honduras tem analogias com o golpe de 1964 no Brasil. Tanto Zelaya como João Goulart eram bons homens, democratas, que ensaivam tímidas reformas a fim de tornar menos injustos os seus países. Nenhum dos dois punha em causa o capitalismo pois as suas pretensões eram modestas.

Zelaya queria comprar petróleo mais barato através do ALBA, Goulart queria uma tímida Reforma Agrária (com indemnização pelas terras expropriadas) e uma lei que limitasse as remessas de lucros das transnacionais.

Ambos foram derrubados por campanhas de acordo com o figurino da CIA, por militares doutrinados nos EUA, com o apoio activo das Embaixadas Americanas locais, financiadas por transnacionais que operavam nos seus países. Ambos eram homens ricos e não revolucionários.

Nenhum dos dois entendia a lei da bicicleta (a estabilidade é dada pela velocidade do avanço). Queriam apenas dar pequenos passos. Ambos foram derrubados pela truculência ultramontana das classes dominantes locais, organizadas pelas embaixadas americanas em campanhas financiadas por transnacionais, tudo com a benção da alta hierarquia da igreja católica.

O novo golpe em Honduras, já sob a presidência Obama, encerra lições. A primeira é que o imperialismo continua na ofensiva (como se vê também em outros lados do mundo: Colômbia, Paquistão, Afeganistão, Iraque, etc).

A segunda é que a máscara sorridente do novo presidente Obama não passa disso mesmo: de uma máscara – o imperialismo não mudou a sua natureza brutal.

A terceira é que o presidente Obama está à margem dos mecanismos decisórios da política externa dos EUA, que estão a outros níveis (seria impensável que os gorilas de Honduras avançassem sem o sinal verde da Embaixada Americana).

A quarta é que a reacção hesitante do presidente Zelaya, que após o golpe procurou um entendimento com o imperialismo aceitando a mediação proposta pela secretária de Estado Hillary Clinton, está fadada ao fracasso.

A quinta é que o povo hondurenho mostra mais combatividade e disposição de luta do que Zelaya.

A sexta é que, paradoxalmente, a insurreição nacional em Honduras pode definhar devido às vacilações do próprio Zelaya.

A sétima é que a OEA é uma espécie de Ministério das Colónias dos Estados Unidos pois a pedido de Washington prestou-se a intervir militarmente no Haiti e agora em relação a Honduras nem sequer fala em semelhante hipótese.

O povo hondurenho precisa da solidariedade activa dos democratas de todo o mundo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Colombia/CARTA DEL INTELECTUAL MIGUEL ÁNGEL BELTRÁN DESDE LA CÁRCEL MODELO EN BOGOTÁ

4 agosto 2009/TeleSURhttp://www.telesurtv.net

Por: Miguel Ángel Beltrán

Miguel Ángel Beltrán fue expulsado de México el pasado 22 de Mayo tras ser detenido cuando gestionaba en el Instituto Nacional de Migración (INM) la renovación del documento de estancia en ese país. Las autoridades colombianas aseguran que Beltrán, que ejercía como profesor de la Universidad Autónoma de México (Unam), es miembro de la Comisión Internacional de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), en la que supuestamente se le conocía con el alias de "Jaime Cienfuegos".

Han transcurrido dos meses desde mi arbitraria detención en este pabellón de ''alta seguridad''. Actualmente somos 73 internos (de una población de 6.102 presos), los que estamos recluidos en esta área de la Cárcel Nacional Modelo, que bien puede ser considerada una ''cárcel dentro de la misma cárcel'' alejada de los demás patios y donde sólo tenemos derecho a una hora diaria de sol. Aquí comparto suerte no sólo con comandantes guerrilleros sino, también, con reconocidos narcotraficantes y jefes paramilitares que como ''Zeus'' y ''Niche'' están acusados de ser autores de numerosas masacres de hombres, mujeres y niños indefensos. Por fortuna éstos se encuentran en un piso aparte.

Cada vez que traspaso las puertas de esta institución carcelaria para una audiencia o una entrevista con los medios de comunicación, los impresionantes dispositivos de seguridad revelan que soy considerado un reo de alta peligrosidad para las autoridades carcelarias. ''El terrorista más peligroso de las FARC'' según palabras del mismo presidente Uribe quien me condenó, sin ser escuchado en juicio, y agradeció al primer mandatario mexicano Felipe Calderón su colaboración en mi captura, aún así los jueces de garantías y de apelación insistieron que mi detención se produjo en Colombia.

Resulta un verdadero sarcasmo que mientras el fiscal promete para mí una pena de más de cuarenta años por los delitos de rebelión y concierto para delinquir con fines terroristas, a los verdaderos criminales, que han sembrado el terror en todo el país, se les ofrece que purguen sus decenas de homicidios en 8 años, a cambio de su confesión, amparados en la política de ''justicia y paz''. En otros casos, la justicia ni siquiera se ha hecho cargo de ellos y se mantienen en la total impunidad desempeñando importantes cargos públicos o altos puestos de dirección en las fuerzas militares.

En mi expediente no se me acusa de despedazar campesinos con motosierra, ni se me atribuye el asesinato de jóvenes provenientes de sectores populares que luego son presentados como ''falsos positivos''; tampoco se me imputan tratos crueles, inhumanos y degradantes contra persona alguna; mucho menos se me inculpa de delitos de lesa humanidad: contrario a ello se me acusa de ''instigación al terrorismo'' por denunciar estos hechos y de poner de presente la responsabilidad del Estado Colombiano y las Fuerzas Militares en estos crímenes: se me acusa de ser un terrorista por sustentar en mis escritos en los foros públicos, que las FARC es una respuesta histórica a las múltiple violencias del Estado, porque en este país, por decreto presidencial no existe conflicto armado, pese a que número de desplazados por la violencia sobrepasan ya los 4'000.000 de personas.

El hecho que se cite mis actividades académicas como indicios para inculparme, demuestra que se trata de un claro intento de criminalizar un trabajo docente e investigativo incómodo para el establecimiento.

En el pasado estas mismas sindicaciones han sido hechas a destacados profesores universitarios como el sociólogo Alfredo Correa, a quien se acusó de ser un ''ideólogo de las FARC''; en esa ocasión las falsas inculpaciones provinieron de informaciones proporcionadas por los mismos organismos de inteligencia del Estado, concretamente del DAS institución que depende directamente de la Presidencia de la República. Pese a que en el proceso jurídico se pudo comprobar su inocencia, al profesor Correa el Estado no le garantizó el derecho a la vida: pocas semanas después de su excarcelación, caía asesinado en las calles de Barraquilla.

Desafortunadamente, esta política de hostigamiento contra la academia Colombiana no es cosa del pasado, por el contrario se ha venido incrementando con la mal llamada política de ''seguridad democrática''. William Javier Díaz es un ejemplo de ello, integrante del Taller de Formación Estudiantil Raíces (TJER ), que durante más de una década ha desarrollado seminarios de pensamiento social en la Universidad Pedagógica y la Universidad Distrital ''Francisco José Caldas'', con el apoyo de reconocidos académicos e investigadores, hoy es víctima de un montaje jurídico similar, donde, con base en espurios archivos de un supuesto computador incautado a la guerrilla, se le presenta como un militante de las FARC.

De esta manera el Estado pretende castigar a quienes consideramos que los estudiantes deben estar en contacto permanente con los problemas sociales no solo del pasado sino también del presente; que los futuros profesionales tienen que estar en contacto con las tercas y duras realidades de un país continente que hoy parece despertar tras años de letargo.

La universidad, centro por excelencia de producción y circulación del pensamiento crítico, no puede ceder a esta intimidación, escudándose en una supuesta neutralidad de la teoría, ni refugiándose en la torre de marfil de un conocimiento de expertos ajeno a cualquier compromiso con la realidad social, las libertades del pensamiento y expresión –escribía el profesor universitario y también activista de los derechos humanos Héctor Abad Gómez– ''son un derecho duramente conquistado a través de la historia por millares de seres humanos, derecho que debemos conservar. La historia demuestra que la conservación de este derecho requiere esfuerzos constantes, ocasionales luchas y aún, a veces, sacrificios personales''.

En Colombia, la Asociación Sindical de Profesores Universitarios ha sido un instrumento de defensa de este derecho, preservando con su lucha el ''alma mater'' no sólo de los bárbaros que pretenden acallarla recurriendo a la violencia y la amenaza, sino haciendo frente a las políticas neoliberales que buscan asfixiarla presupuestalmente.

La generosa solidaridad que ustedes me han brindado en estos dos largos meses de reclusión, corrobora este compromiso que por décadas ustedes han mantenido en aras de la defensa de la educación superior y coloca de presente que esta lucha no solo es por mi libertad sino por la libertad y el respeto al trabajo científico e intelectual.

Desde estas cuatro paredes que aprisionan mi cuerpo, pero no mi pensamiento, quiero hacerles llegar mi voz de sincero agradecimiento por sus gestos de solidaridad y mi convencimiento de que en esta lucha llegaremos hasta el final, para que en el país el pensamiento pueda circular libremente y no sea amenazado por aquellos insensatos que aspiran revivir los tiempos de la inquisición, condenando a la hoguera a quienes expresamos ideas y opiniones diferentes.

Un abrazo fraternal.

Miguel Ángel Beltrán Villegas

Cárcel Nacional Modelo. Pabellón de Alta Seguridad
Bogotá, Julio 20 de 2009''

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O REGRESSO DO PRESIDENTE ZELAYA E A ESTRATÉGIA DE OBAMA PARA A AMÉRICA LATINA

6 julho 2009/Blog do Velho Comunista http://blogdovelhocomunista.blogspot.com

A reinstalação do regime constitucional em Honduras será mais lenta do que era previsível.

A irracionalidade do golpe e o seqüestro e expulsão (em pijama) do presidente Manuel Zelaya, ao provocarem a imediata condenação do cuartelazo pela ONU, pela União Européia e pelos Estados Unidos, a retirada da maioria dos embaixadores e o conseqüente isolamento internacional do pequeno país centro-americano, geraram a convicção de que o regresso do chefe de Estado não esbarraria com grande oposição.
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Não foi o que aconteceu. Insulza, o presidente da Organização dos Estados Americanos, escutou um rotundo não em Tegucigalpa quando ali foi exigir dos representantes do Supremo Tribunal Eleitoral e da Procuradoria da República o imediato restabelecimento da normalidade constitucional, isto é a volta de Zelaya e o fim de um governo fantoche não reconhecido por pais algum.
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Quando o avião em que viajava Zelaya se aproximou do aeroporto de Tegucigalpa o exército disparou sobre o povo – correspondentes de alguns media presentes na capital de Honduras avaliam a multidão ali concentrada em 300.000 pessoas – matando três manifestantes e ferindo dezenas. A polícia hondurenha responsabilizou o exército pelas mortes e os feridos, já que, disse o responsável presente no aeroporto, Coronel Mendoza, já tinha dado ordem à polícia para retirar. Os generais que assaltaram o poder tiraram a máscara.
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Apesar de ver recusado o pedido de aterragem e das ameaças de intercepção por aviões da Força Aérea hondurenha, o avião presidencial fez duas aproximações à pista de aterragem (23,55 horas de Lisboa), não lhe tendo sido possível aterrar por os militares golpistas terem mandado ocupar a pista com veículos militares. O avião presidencial aterrou em Manágua e daí seguiu para Salvador, onde reuniu com os presidentes Cristina Kirchner da Argentina, Rafael Correa do Equador, Fernando Lugo do Paraguai, Muricio Funes de Salvador e José Insulza, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos.
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A tenaz resistência dos golpistas é tema de múltiplas e contraditórias especulações. Até agora um denso véu de mistério envolve a teia de cumplicidades que precedeu a tomada do poder pelas Forças Armadas. É possível que nunca se esclareça quando e em que circunstancias o Presidente Obama foi informado do envolvimento de responsáveis da Administração norte-americana no golpe. Mas foi já confirmado que, nos dias anteriores à decisão do Tribunal de «afastar» Zelaya e substituí-lo por um parlamentar marionete, se realizaram na Embaixada dos EUA reuniões secretas com a participação dos golpistas. Segundo as agências noticiosas, o embaixador teria desenvolvido esforços para evitar que levassem adiante a intentona.
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Essas revelações colocam a Casa Branca numa posição muito incômoda, porque o seu silêncio somente foi quebrado após a concretização do gorilazo. Com a agravante de os EUA não terem retirado o embaixador.
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Segundo o Departamento de Estado, o diplomata trabalhava para uma solução para a crise que conduzisse a um compromisso entre as «partes em conflito».
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Em Honduras, tradicionalmente, as Forças Armadas não tomam qualquer decisão importante sem o aval do Embaixador dos EUA. Na capital está instalada uma base militar norte-americana. Os generais golpistas estudaram na famosa Escola das Américas dos EUA e gozam da inteira confiança do Pentágono.
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Que se passou então nos bastidores?
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É transparente que esses militares, os juízes do Supremo Tribunal Eleitoral, o «presidente» fantoche e a maioria dos deputados contavam com apoios que não funcionaram.
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Também merece reflexão a atitude do Cardeal Óscar Rodriguez, repetidamente apontado como possível sucessor de Bento XVI. O purpurado, mesmo após a condenação mundial do golpe, dirigiu um apelo ao Presidente Zelaya para que não voltasse no domingo a Tegucigalpa.
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Desde já se pode afirmar, porém, que a inevitável derrota do golpe será um acontecimento político que pelo seu significado transcende o quadro centro-americano.
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O desfecho previsível – uma vitória dos governos progressistas da América Latina – inviabilizará o desenvolvimento da estratégia esboçada para a Região pelo presidente Obama.
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Manuel Zelaya, sublinhe-se, é um político corajoso e com o sentido da dignidade, mas não um revolucionário. Tem como político um passado conservador. Foi eleito como candidato do Partido Liberal, alinhado com Washington. Mas a partir de 2008 fez tímidas reformas que desagradaram à direita, visitou Havana e aproximou-se dos governos de Chávez, do boliviano Evo Morales e do equatoriano Rafael Correa, precisamente a troika que Washington identifica como ameaça à sua hegemonia no Hemisfério.
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A vaga de indignação levantada a nível mundial pelo cuartelazo colocou o Presidente Obama numa situação dilemática na qual todas as opções serão negativas para os chamados interesses dos EUA.
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Permanecer passivo teria um efeito devastador para a sua imagem de defensor intransigente da democracia no Continente. Decidiu condenar o golpe, mas consciente de que a contribuição dos presidentes da Venezuela, da Bolívia, do Equador e da Nicarágua para o fracasso do cuartelazo compromete o desenvolvimento da sua estratégia continental. Honduras já aderiu à Alba e tudo indica que a tendência de Zelaya será para uma aproximação maior com os governos e forças progressistas da América Latina.
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O embaixador de Honduras na Organização dos Estados Americanos (OEA), Clareton, não hesitou em acusar de cumplicidade Otto Reich, ex-subsecretário de Estado para as Américas de George Bush e destacada personalidade da extrema direita norte-americana, que esteve envolvido no golpe militar de 2001 montado para derrubar Hugo Chávez.
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Seria entrar no terreno da especulação fazer previsões sobre as seqüelas do golpe.
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O rumo das coisas em Honduras será decisivamente condicionado pela nova relação de forças resultante da derrota da oligarquia local e dos militares gorilas. O apoio das massas a Zelaya será porém, decisivo para o avanço do processo.
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Os acontecimentos dos últimos dias nas Honduras contrariaram a lógica aparente da história. Num país no qual as bases militares americanas e a CIA – sob a direção de John Negroponte, ex-proconsul no Iraque e ex-embaixador dos EUA na ONU – funcionaram como retaguarda dos contras nicaragüenses que combatiam a revolução sandinista, um Presidente vindo da direita, Manuel Zelaya, retoma as bandeiras de Francisco Morazan, o revolucionário hondurenho que no século XIX se bateu por uma América Central unida e progressista. (Original em ODiario.info)