quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Brasil/NOSSA POLÍTICA E NOSSAS TAREFAS

17 novembro 2010/Brasil de Fato EDITORIAL ed. 403 http://www.brasildefato.com.br

Discutir, elaborar e disputar na sociedade um programa político claro para enfrentar a atual situação

Ou os partidos de esquerda, as organizações e movimentos dos trabalhadores e de todos os explorados e oprimidos se colocam a tarefa de aprofundamento e ampliação de suas bases – de modo independente e autônomo – e se lançam numa grande disputa política e ideológica da sociedade, ou estaremos fadados a sucumbir ao fascismo.

Em termos da disputa ideológica, sua urgência ficou patente nas últimas eleições presidenciais: de repente, como se ressurgissem das suas catacumbas, as forças mais sinistras do nosso país foram alçadas ao proscênio pelas mãos do candidato derrotado: não satisfeito com o DEM, esse senhor legitimou o Comando de Caça aos Comunistas (CCC); a Tradição, Família e Propriedade (TFP); o Integralismo, e tantas outras sociedades de celerados. A grande mídia comercial, por sua vez, naturalizou essa questão, reforçando assim a legitimidade conferida por seu candidato a tais grupos. O nosso silêncio, por sua vez, será uma conivência, um reforço à banalização desse gravíssimo precedente.

Sobre a independência e autonomia das organizações e movimentos dos trabalhadores, dois passos são imprescindíveis para nos livrarmos da herança fascistizante (e, portanto, populista) da ditadura do Estado Novo: o fim absoluto da carta e do imposto sindical; e a organização dos trabalhadores em seus locais de trabalho e de moradia, ao invés da organização em torno das sedes dos sindicatos e/ou de guias geniais dos povos, como pretendeu Getúlio Vargas, e em consequência do que pagamos muito caro no golpe de 1964: ocupadas as sedes dos sindicatos, e presos ou perseguidos seus dirigentes, em menos de 48 horas a classe trabalhadora e o povo estavam absolutamente desorganizados e, portanto, incapazes de resistir, independentemente de qual fosse a orientação dos partidos que hegemonizavam a política nacional-desenvolvimentista em curso durante o governo do presidente João Goulart.

Já no que diz respeito aos partidos políticos de esquerda, cabe incorporar em suas políticas o enunciado nos dois parágrafos anteriores; orientar seus militantes para o trabalho de organização dos trabalhadores e de todos os explorados e oprimidos, dando prioridade àqueles ligados diretamente à produção, seja nas cidades ou no campo; e por fim, discutir, elaborar e disputar na sociedade um programa político claro para enfrentar a atual situação.

Um programa que tenha como preocupação a unificação das forças de esquerda e da classe trabalhadora e do povo. Um programa que tenha como estratégia, o entendimento de que o avanço das nossas conquistas não se dará tendo como palco central (menos ainda exclusivo) as instituições do Estado, mas que depende de combinar essas lutas institucionais com as lutas das organizações e movimentos populares. Sobretudo sem esquecer em nenhum momento que o terreno onde podemos crescer e ser mais fortes; são exatamente as ruas, avenidas e praças.

O quadro internacional que se esboça nos é desfavorável, e já é mais que evidente que as grandes potências econômicas e políticas vergam-se cada vez mais, do ponto de vista político e ideológico, para a ultradireita, na mesma velocidade e medida em que, a crise inaugurada há alguns anos começa a explodir mais dura em diversos países, como Grécia, Espanha, Portugal e França.

Em breve, um novo surto dessa crise se manifestará intensamente nos EUA, e não se tem ainda ideia de sua dimensão e da violência com que poderá nos atingir – sobretudo que hoje somos donos de duas das mais importantes reservas petrolíferas. As guerras são apenas a política feita através das armas, com a qual as maiores potências procuram resolver seus problemas às custas dos povos, inclusive os seus.

Analistas de todas as procedências têm advertido sobre essa crise e sobre a política belicista da Casa Branca, tão intensa hoje quanto o foi sob George W. Bush.

De acordo com o economista cubano Osvaldo Martinez, em seu artigo “Crise econômica global, guerra econômica e gasto militar”, “a estrutura do orçamento dos EUA e a lógica de sua política econômica, com Bush e Obama, é a de uma economia de guerra na qual o gasto militar exacerba o defi cit fi scal, mas permite o funcionamento de um ‘equilíbrio do terror fi nanceiro’, repassa imensos lucros ao complexo militar industrial e mantém uma chantagem global baseada na força militar”. (CubaDebate, La Habana, 16 de novembro de 2010)

Some-se a isto, a situação interna do país, onde as contradições de classes se aguçam. Apenas para ilustrar essa questão, transcrevemos um trecho do que nos diz Bill Quigley, diretor do Centro para os Direitos Constitucionais e professor de direito na Universidade de Loyola de New Orleans, em seu artigo “EUA: concentração de renda e aumento da pobreza como reflexos de suas políticas elitistas”:

“A disparidade de renda nos EUA é hoje tão ruim como era antes da Grande Depressão, no final da década de 1920. Entre 1979 e 2006, a camada formada pelo 1% mais rico mais que dobrou sua porção no total das rendas, passando de 10% para 23%. Sua renda anual média foi superior a 1,3 milhões de dólares. Nos últimos 25 anos, mais de 90% do total de crescimento das rendas nos EUA foi para os 10% mais ricos, deixando apenas 9% para as outras faixas de renda que formam os demais 90% da população”.

América del Sur/Miembros de Unasur esperan adhesión de noveno país para efectivizar el bloque

[ADITAL] Agencia de Información Fray Tito para América Latina
16 noviembre 2010/ADITAL http://www.adital.com.br

Natasha Pitts *

La existencia jurídica de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) está cada vez más cerca. El día cuatro de noviembre, Surinam se convirtió en el octavo país en ratificar el Tratado Constitutivo del bloque. Con eso, el país se unió oficialmente a Argentina, Bolivia, Chile, Ecuador, Guyana, Perú y Venezuela en la espera del noveno país, aquél que dará vida jurídica a Unasur.

Según informaciones del Ministerio de Relaciones Exteriores, Comercio e Integración de Ecuador, país que tiene la presidencia temporaria de Unasur, el canciller de Suriname, Winston Guno Lackin, informó por teléfono al canciller ecuatoriano Ricardo Patiño sobre la decisión. Sin embargo, la noticia recién fue divulgada oficialmente por Patiño el último viernes, día 12.

La expectativa ahora es por la adhesión de otro país más, pues Unasur establece que por lo menos nueve de sus 12 países miembros ratifiquen el Tratado Constitutivo del bloque para su entrada en vigencia. Se espera que la adhesión del noveno país ocurra en breve, pues el próximo día 24 comenzará la cumbre de Guyana; en ese momento, este país recibirá, de Ecuador, la presidencia del bloque. El Encuentro se realizará en la ciudad de Georgetown (Guyana) y se extenderá hasta el día 26.

En esta misma ocasión, los países miembros elegirán un Secretario General para suceder al ex-presidente argentino Néstor Kirchner, fallecido el día 27 de octubre a causa de un ataque al corazón. Uno de los candidatos es el ex-presidente de Uruguay, Tabaré Vázquez. Luiz Inácio Lula da Silva y Michelle Bachelet, ex-presidente de Chile, también se mencionan como candidatos para el cargo.

Es probable que Colombia o Uruguay sean los próximos en ratificar el Tratado. A fin de incentivar y acelerar este proceso, Ricardo Patiño viajó, en el mes de septiembre, a los dos países. Colombia ya dio fuertes indicios de que podrá ser el próximo, ya que en sesión plenaria del Senado el proyecto tuvo la aprobación de 68 legisladores. Los próximos pasos son la aprobación de la Cámara de Representantes y la sanción por parte del Ejecutivo.

En Uruguay, la adhesión al Tratado también está siendo tema de debates. El año pasado, el proyecto fue aprobado pero recibió sólo la adhesión del Frente amplio. Así, la ley no fue sancionada y el proceso volvió a situación cero. En su estado actual, el proceso se encuentra en la Comisión de Asuntos Internacionales de la Cámara de Diputados, puede llegar al Ejecutivo y finalizarse para fines de este mes.

En conferencia de prensa realizada en Quito, Ecuador, Patiño citó la situación de Uruguay y de Brasil y afirmó que es muy optimista en relación con el posicionamiento de estos países. El canciller cree que, en breve, todos los miembros del bloque ratificarán el Tratado.

Unasur
El bloque surgió para fortalecer e integrar a los países sudamericanos en lo que se relaciona con temas políticos, sociales, culturales y económicos. Tuvo su origen en la Comunidad Sudamericana de Naciones (CSN), creada en diciembre de 2004, durante la III Reunión de Jefes de Estado y de Gobierno de América del Sur, realizada en Cusco, Perú. El día 16 de abril de 2007, en la I Cumbre Energética Sudamericana, realizada en la Isla Margarita, Venezuela, se decidió a bautizar el nuevo proceso de integración como "Unión de Naciones Suramericanas".

La confirmación de la voluntad de los Jefes de Estado sudamericanos fue realizada el 23 de mayo de 2008, en Brasilia, Capital Federal de Brasil, cuando los 12 países miembros (Argentina, Bolivia, Brasil, Colombia, Chile, Guyana, Paraguay, Perú, Surinam, Uruguay, Venezuela y Ecuador) aprobaron el Tratado Constitutivo y decidieron que el bloque entraría en vigencia después de la ratificación de por lo menos nueve países.

Traducción: Daniel Barrantes - barrantes.daniel@gmail.com

* Periodista de Adital

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Angola 35 anos/Mais de 800 professores angolanos formados em Cuba desde a independência

Havana, 18 novembro 2010 (Angola Press. Dos enviados especiais) – Oitocentos e quarenta e cinco professores angolanos foram formados desde a década de 80 em diversos níveis de ensino de Cuba, no âmbito dos acordos de cooperação existentes entre Angola e o país caribenho.

Esta informação foi prestada quarta-feira à Angop, em Havana, pelo director geral para o intercâmbio científico internacional do Ministério da Educação de Cuba, Angel Abascal, a propósito do 35º aniversário da proclamação da independência de Angola, assinalado a 11 do corrente mês.

De acordo com o responsável, nos primeiros anos da independência de Angola, além da colaboração militar, a educação e a saúde foram áreas em que os cubanos tiveram um desempenho preponderante no reforço das relações de amizade e cooperação entre os dois países.

Angel Abascal realçou que desde os anos 80 se iniciam as primeiras graduações por parte de Cuba, para as escolas angolanas que, devido às necessidades urgentes de quadros formados em pedagogia foram licenciados na sua maioria com o nível médio.

Actualmente no âmbito dos convénios existentes entre Cuba e Angola, no domínio da educação, estão neste país caribenho 77 quadros angolanos que estão a se formar em pedagogia a nível superior em diversos estabelecimentos especializados, explicou.

“Cada ano recebemos 40 estudantes angolanos para se formarem nas áreas de ciências exactas e nacionais a nível pedagógico, os quais são enviados para os centros especializados em Cienfuegos e Santiago de Cuba”, acrescentou.

Informou que em Cuba existem vários organismos formadores, e em relação aos acordos existentes entre os ministérios da Educação de Angola e de Cuba, neste momento está-se a dar prioridade a pedagogia.

Ao fazer uma retrospectiva dos quadros angolanos formados na sua generalidade em Cuba, referiu que a partir de 1976 chegaram a este país crianças com vários níveis de escolaridade e que concluíram os seus estudos em diversas áreas, atingindo a cifra de aproximadamente 18 mil e que actualmente contribuem para o desenvolvimento de Angola.

“Havia uma política muito apreciada pelas autoridades angolanas que era a de, uma vez terminado o nível secundário, os alunos eram encaminhados para as diversas especialidades de acordo com a vocação de cada um”, explicou.

Segundo Angel Abascal, os cubanos sentem-se orgulhosos pela ajuda que prestaram a Angola na formação de quadros, uma vez que a grande maioria contribui para o desenvolvimento do país, especialmente neste momento em que se estão a dar passos significativos para recuperar os anos perdidos durante os anos de guerra.

Questionado sobre as centenas de professores cubanos que se deslocaram a Angola em missão desde a proclamação da independência nacional, referiu que a partir de 1975, com a campanha da alfabetização levada a cabo pelas autoridades angolanas se inicia a sua presença nesse país africano.

Realçou que mais de 10 mil cidadãos angolanos aprenderam a escrever através da campanha de alfabetização levada a cabo a partir dos primeiros anos da independência nacional e que contou com a presença de professores provenientes de Cuba.

Indicou que actualmente trabalham em Angola, em diversos níveis, 193 professores cubanos no âmbito dos acordos de cooperação existentes entre ambos os países, dos quais 100 estão inseridos no ensino politécnico e 12 engajados na campanha de alfabetização.

Moçambique/PR cabo-verdiano defende "reacção inteligente e pragmática" de África à crise

17 novembro 2010/Rádio Moçambique e Lusa

O Presidente cabo-verdiano, Pedro Pires, defendeu hoje, (quarta-feira) em Maputo, uma "reacção inteligente e pragmática" dos países africanos à crise mundial, por via de uma "cooperação inter-africana reforçada" e o "aprofundamento da relação sul-sul".

No último dos três dias de visita a Moçambique, Pedro Pires discursou no Parlamento moçambicano, onde assinalou a fraternidade e a relação de amizade entre os dois países.

O chefe de Estado cabo-verdiano disse que os países africanos devem reagir "com inteligência e pragmatismo" à crise, que, considerou, resulta da "falha" dos países "que são tão pródigos em dar receitas para a crise dos outros", mas que "se revelam incapazes de encontrar soluções eficazes para resolver as deles".

"Analisando as causas e consequências desta crise, fica evidente que falharam os mecanismos de regulação e as práticas de precaução", disse Pedro Pires, frisando a necessidade de os países, sobretudo africanos, definirem "uma abordagem globalizada e algum sentido de autocrítica" nesta luta.

O chefe de Estado cabo-verdiano referiu que "a própria crise mundial aconselha uma cooperação inter-africana reforçada e o aprofundamento da chamada cooperação sul-sul".

Na segunda-feira, os governos de Moçambique e Cabo Verde decidiram instituir consultas políticas ao mais alto nível para impulsionar as relações económicas e empresariais entre os dois países.

Hoje, Pedro Pires disse que os governos africanos devem adequar-se aos actuais contextos e desafios, através da ONU e da União Africana e demais organismos onde se encontram inseridos.

"As Nações Unidas, em particular, e a governação mundial devem ser ajustadas ao mundo diversificado e multipolar que se afirma cada dia mais", disse.

De resto, afirmou, "o Conselho de Segurança está muito longe de espelhar a realidade geopolítica actual", pelo que, "neste processo de reajustamento, a África não poderá manter-se à margem. Ela terá que conquistar e defender o seu espaço próprio".

A intervenção de Pedro Pires no Parlamento marcou também o final da visita a Moçambique, na qual o Presidente cabo-verdiano se fez acompanhar do ministro-adjunto e das Comunidades Emigradas, Sidónio Monteiro, do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Jorge Borges, e da mulher, Adélcia Pires.

Cabo Verde e São Tomé e Príncipe vão procurar melhorar o ambiente de negócios

Praia, Cabo Verde, 18 novembro 2010 - Cabo Verde e São Tomé e Príncipe vão criar mecanismos que permitam o desenvolvimento de negócios e a criação de empresas que possam servir os dois arquipélagos, decidiram os primeiros-ministros dos dois países de língua oficial portuguesa.

A decisão foi tomada durante a visita que o primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, está a efectuar a Cabo Verde, a convite do seu congénere cabo-verdiano, José Maria Neves, que afirmou que os dois Estados vão trabalhar para melhorar o ambiente de negócios, permitindo um aumento das trocas comerciais bilaterais.

No domínio da exploração do petróleo, Patrice Trovoada informou que, neste momento, ainda se está na fase de exploração mas que, mais tarde, deverão surgir oportunidades de negócio no sector dos serviços que podem ser aproveitadas por empresários cabo-verdianos.

Outro domínio que mereceu a atenção dos dois governantes foi o financeiro, tendo ficado acordado que deverão cooperar em termos macroeconómicos.

José Maria Neves disse que tanto Cabo Verde como São Tomé e Príncipe têm um acordo de cooperação cambial com Portugal, estando as duas moedas "ancoradas" ao euro e existem objectivos comuns de gestão macroeconómica e estabilidade monetária, pelo que faz todo o sentido a cooperação e partilha de boas práticas neste sector.

No âmbito da cooperação entre Cabo Verde e São Tomé e Príncipe na área da educação, vão ser disponibilizadas vagas nas universidades e escolas de formação profissional cabo-verdianas para estudantes são-tomenses, além dos 68 estudantes universitários são-tomenses que já estudam em Cabo Verde.

Ainda do encontro saiu a decisão de elevar o consulado geral de Cabo Verde em São Tomé e Príncipe a embaixada, devendo em breve ser nomeado um embaixador. (macauhub)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

CHINA: O ANTIGO “PAPÃO VERMELHO” É HOJE A TÁBUA DE SALVAÇÃO PARA OS SEUS ANTIGOS DETRACTORES DO OCIDENTE

15 outubro 2010/Agência de Informação de Moçambique (AIM)

Por Gustavo Mavie, em Macau

A China é, de há uns anos a esta parte, o primeiro caso em toda a história da humanidade, uma verdadeira tábua de salvação de vários países e, por mais incrível que pareça, daqueles que até há bem pouco tempo eram os seus piores detractores ou mesmo inimigos.

Aliás, são os mesmos países que, num passado recente, a tratavam com desdém e desprezo total, rotulando-a de Reino do Mal, de China Comunista ou Vermelha e outros epítetos pouco abonatórios.

O apoio da China aos seus antigos detractores, que durante mais de 50 anos tudo fizeram para afundar este país asiático de mais de 1,3 biliões de habitantes, tal como aconteceu com vários outros, incluindo a extinta-URSS outros que também seguiam o comunismo e o socialismo como sua filosofia político-económica, só prova que Beijing guia-se com os sábios ensinamentos do seu Grande Mestre, Confúcio que viveu entre os anos 551-479 AC, e que sempre defendeu a necessidade de se evitar as vinganças a todo o custo, porque só eternizam os ódios.

Ao invés de se vingar, Beijing, agora que é todo poderoso e detentor de uma reserva de dólares americanos superior a dos próprios EUA, opta por acudir financeiramente muitos países que ontem a tratavam com o referido desdém e repugnância, quando ainda estavam financeira e economicamente estáveis.

Para muitos custa acreditar que seja esta mesma China, que concede apoios aos seus antigos delatores, que incluem quase todos os países ocidentais encabeçados pelos EUA e a Grã-Bretanha, este último cujo primeiro-ministro, o jovem David Cameron, encontra-se agora aqui na China de visita a busca salvação.

Até Domingo da semana corrente, 14 de Novembro, a China já havia garantido apoios financeiros na ordem de um bilião de libras esterlinas, isto segundo a “BBC”.

Este montante surge de um país, que ontem a Grã-bretanha rogava pragas. Não existem duvidas que Cameron deve estar agora a sentir-se assombrado pelas palavras dos seus antecessores nesta sua visita à China.

Avizinha-se a era em que Cameron e todo o Ocidente terão de se ajoelhar perante à China, porque as projecções dos peritos da Wall Street e não só, sustentam que este país asiático deverá destronar os EUA em 2012 do título de super potência mundial, uma posição detém há mais de 50 anos.

Para que isso aconteça faltam apenas pouco mais de 13 meses!!!

Eles sustentam que se não ocorrer um “tsunami” na economia chinesa, o século XXI será seguramente da China, a semelhança daquilo que o século XX foi para os EUA.

Aliás, a profecia de que a China será a maior potencia mundial neste século, já vem sendo anunciada por peritos insuspeitos, incluindo os próprios americanos, como o académico e político Henry Kissinger que foi um dos ministros dos estrangeiros mais iluminados dos EUA nos últimos decénios.

Esta profecia é melhor explicada e sustentada num célebre livro, intitulado “O Século Chinês”, de autoria do jornalista italiano Federico Rampini, que viveu na China durante 25 anos, e que recomendo a todos que queiram compreender a metamorfose da China de noite para dia, da pobreza abismal para a abundância e elevar o seu país para a posição de virtual super potência mundial.

A China é uma grande lição para os povos que ainda se debatem com a fome e pobreza, como o povo moçambicano, que quando ouve os apelos dos seus líderes, como o Presidente Armando Guebuza, para um maior empenho na luta contra estes males, algumas pessoas escutam com um acentuado cepticismo ou mesmo descrédito total.

Graças a sua entrega abnegada ao estudo sério e trabalho árduo, a China tornou-se desde 2008 no país que comprou a maior dívida pública do Governo norte-americano. Actualmente, a China é a segunda maior economia mundial, e como já foi referido com enormes possibilidades de se catapultar para o primeiro lugar.

Há também indicações de que a China detém uma reserva em dólares superior a dois triliões de dólares, enquanto que os EUA têm um deficit acumulado de igual montante no corrente ano.

Tudo isto leva vários peritos a afirmar, com muita segurança, que a China vai destronar os EUA do título de super potência em 2012, por que a sua economia continua a registar um crescimento acelerado anual de nove por cento, contra 1,5 por cento dos EUA.

Segundo a “BBC”, os EUA enfrentam muitas dificuldades para manter alguma liquidez, uma situação que forçou a Reserva Federal dos EUA, Banco Central, a colocar no mercado mundial mais 600 biliões de dólares.

Esta decisão levou alguns analistas a rotular esta operação de ‘’tsunami monetária’’.

Outro dado é que os EUA são o maior importador de produtos chineses, tendo em 2008 registado um défice comercial favorável a Beijing de 266,3 biliões de dólares. Durante a Cimeira do G20, que teve lugar semana passada em Seul, capital sul coreana, a China deixou claro que está pronta e capaz de lançar a sua tábua ou bóia de salvação para resgatar as economias dos outros países membros em apuros, incluindo os EUA, Grã-bretanha e Itália.

Repentinamente, e sem ter abandonado a sua filosofia comunista, a China já é namorada por aqueles que a vilipendiavam e diabolizavam.

Mas hoje, já se ajoelham perante Beijing pedindo encarecidamente que os acuda da chama financeira que os aflige, e que foi lhes ateada pela selvática globalização económica que, a partir dos finais dos anos 80, teimaram em aplicar não obstante as advertências feitas por peritos em questões financeiras, de que a liberalização total e desfasamento completo da economia mundial iriam arruinar os países que fossem adoptar cegamente essas práticas.

Uma das advertências está contida num célebre livro escrito por dois prestigiados jornalistas alemães, intitulado “The Global Trap”, (Armadilha Global, tradução em português), cujos autores, no meu parecer, deveriam ganhar retroactivamente o Prémio Nobel de literatura ou mesmo de economia.

Nos anos da vilipendiarização da China, quando os líderes ocidentais visitavam este país era para pregarem aos seus dirigentes lições de democracia e direitos humanos. Agora, eles deslocam-se a China para pedir que esta mesma nação resgate os seus países do abismo em que se encontram mergulhados.

Beijing deseja provar ao mundo que é pela ascensão pacífica, razão pela qual a China tem estado a apoiar financeira e materialmente os países ocidentais, incluindo os EUA.

Consta mesmo que Beijing teve de comprar a dívida mal-parada de Washington, para que os cartões de crédito dos norte-americanos continuassem válidos. Isto mostra que a China guia-se com os ensinamentos do seu grande Mestre Confúcio.

Este filosofo chinês sempre pregou que apenas aquele que domina a sua ira, consegue dominar o seu pior inimigo, ao mesmo tempo vincava que deve-se manter sempre a cabeça fria, um coração sereno e uma mão larga para acudir todos os que querem o nosso apoio, porque segundo Confúcio, só pode ser sempre feliz aquele que procura ser feliz com todos.

LÍDERES E MEDIA OCIDENTAL TENTAM CONFUNDIR POVOS AFRICANOS

É curioso notar que enquanto o Ocidente tem estado a pedir apoio à China, e dela se vale para manter os seus países numa relativa estabilidade, os seus líderes e a sua media têm feito tudo para confundir os povos africanos, e levá-los a encarar Beijing como quem apenas tem como único interesse, isto e’, delapidar os seus recursos naturais.

Na verdade, esta é uma velha táctica usada no passado, quando a China apoiava a luta dos povos africanos pela sua independência contra o colonialismo ocidental no século passado.

Nessa altura, alegavam que a China estava a exportar o seu bizarro comunismo.

Agora que a China está apoiando o desenvolvimento dos países africanos, acusam-na de estar a delapidar os seus recursos naturais. Tudo isto visa travar a China de aumentar a sua musculatura económica, e dos seus amigos africanos, através de um intercâmbio económico baseado na tese de ganhos mútuos, ou “win-win” em inglês.

Estas criticas surgem porque a China estendeu uma mão larga ao próprio Ocidente, nesta hora em que as suas economias estão em crise. O certo é que esta ascensão económica deste tigre asiático, está causando insónias aos ocidentais, como já previa Napoleão, quando disse há mais de 200 anos, “no dia em que a China acordar do longo sono em irá abalar o mundo”.

De facto, esta rápida ascensão da China está preocupando as lideranças das nações ocidentais que, como dissemos, passaram a falar mal deste pais asiático, desde que Mao Zedong a proclamou como uma Republica Popular, e adoptou a filosofia comunista como seu sistema político.

Contudo, esta sua falácia de que a China só quer abocanhar os recursos naturais da Africa, está caindo em buraco sem fundo, porque é desmentida com os massivos apoios que Beijing tem estado a canalizar aos países africanos e que são tão visíveis mesmo aos leigos em matéria de cooperação que, na definição mais simples, significa dar o que se tem, para receber o que não se tem.

Na verdade, isto é o que a China tem estado a fazer, isto é, a dá o que tem, que são as finanças, conhecimento e tecnologia de ponta, em troca do que não tem, que são as matérias primas para alimentar a sua cada vez mais poderosa indústria.

No Domingo, da semana corrente, a China atribuiu pouco mais de três biliões de dólares para os países de língua portuguesa financiarem os seus projectos de desenvolvimento nos próximos três anos.

Além de dinheiro, a China tem estado a construir infra-estruturas em vários países africanos, incluindo em Moçambique, onde são quase incontáveis as obras de grande envergadura que foram construídas por engenheiros e operários chineses, juntamente com os seus colegas moçambicanos, e tudo com o financiamento chinês.

Todo este apoio da China a Moçambique e a outros países africanos, levaram o primeiro-ministro moçambicano, Aires Ali, a dizer aqui em Macau, onde esteve a participar no III Fórum Macau, que os que ainda teimam em falar mal da China estão a perder o seu rico tempo, e que o melhor que podem fazer e’ aprender deste país, para saberem como é que o seu povo conseguiu alcançar o desenvolvimento em tão curto espaço de tempo, ou seja 15 anos, tempo necessário para construírem todas estas maravilhas que vemos em Macau, como em toda a China.

Esta asserção de Aires Ali vai de encontro com um outro ensinamento de Confúcio, quando dizia “quando vês um homem bom, trata logo de o imitar, mas que quando vês um homem mau, trata de se examinar a si próprio, para que não incorra no mesmo erro”.

De facto, persistir em maldizer a China, é o mesmo que negar que não é o Sol que irradia luz sobre o Mundo. O que a China tem estado a fazer, são obras que calam bem fundo a falácia ou retórica ocidental e da sua imprensa, porque os factos provam que está sendo de facto uma verdadeira tábua de salvação, tanto para os seus velhos amigos, como os moçambicanos, bem como para os seus delatores, o que também confirma que os seus dirigentes e povo são homens superiores, porque segundo o mesmo Confúcio, a característica dos grandes homens, é serem modestos nas palavras, mas abundantes em obras.

Os homens que lideram a China fizeram e estão fazendo obras abundantes neste país que são um verdadeiro fascínio para quem a vista, como bem o diz Rampini, no seu épico “O Século Chinês”, e estão ajudando outros povos a fazer o mesmo nos seus países também, como diria Aires Ali, pouco antes de deixar Macau, de regresso ao seu país, todo feliz, por ter recebido mais um apoio financeiro chinês.

“Guardem-me bem esse dinheiro aí nessa pasta. Não a deixem cair nem mesmo no Oceano Índico”, disse Aires Ali, em tom irónico mas muito feliz, referindo-se a pasta que continha o acordo assinado entre Moçambique e a China, em Macau, com base no qual formalizou-se a atribuição, por Beijing, de mais 64 milhões de dólares que irão financiar a segunda e última fase da reabilitação e modernização do Aeroporto Internacional da capital moçambicana.

São apoios como estes e outros igualmente visíveis, que levam muitos moçambicanos a morrer de amores pela China, um país que se impregnou nos seus corações, porque os ajudou a se libertarem do terrível colonialismo português, e agora os está ajudando no difícil e oneroso processo do desenvolvimento do seu país.

Diputados británicos exigen a Colombia liberación de sindicalistas y defensores de DDHH

17 noviembre 2010/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Nueve diputados británicos le exigieron al Gobierno colombiano de Juan Manuel Santos, la liberación de dos sindicalistas y dos defensores de Derechos Humanos (DD.HH.) que fueron encarcelados entre el 2008 y 2010 por supuesta “rebelión”, y que permanecen prisioneros sin haber sido enjuiciados.

Se trata de las sindicalistas Rosalba Gaviria y Liliany Obando, y los defensores de los DD.HH., David Ravelo y Carmelo Agámez.

Gaviria, Obando, y Ravelo fueron detenidos durante el Gobierno del ex mandatario colombiano, Álvaro Uribe, mientras que Carmelo Agámez fue encarcelado en la gestión actual de Juan Manuel Santos.

"Estas personas son hombres y mujeres inocentes que han sido encarcelados simplemente porque no están de acuerdo con el gobierno o porque critican políticas gubernamentales”, denunció el diputado laborista británico Jim McGovern.

“Las autoridades colombianas tienen que entender que encarcelar a personas para silenciar sus opiniones es completamente inaceptable", remarcó McGovern, uno de los nueve diputados que reclamaron la liberación de los prisioneros.

La exigencia de los legisladores fue dada a conocer por medio de una misiva difundida este miércoles en Londres por el grupo "Justice for Colombia" (Justicia por Colombia), en la que además pidieron la solidaridad internacional frente a tales hechos.

“El presidente (colombiano, Juan Manuel) Santos tiene que entender que la comunidad internacional no se mantendrá en silencio mientras su gobierno trate así a sus opositores", señaló otro de los diputados británicos, el laborista Jim Sheridan.

"Mientras el régimen en Bogotá siga encarcelando a sindicalistas, activistas de Derechos Humanos y otros líderes de la sociedad civil, el Reino Unido no debería tener relaciones normales con Colombia", agregó.

Rosalba Gaviria, se desempeñaba como delegada de la Junta Nacional de la Federación Nacional Sindical Unitaria Agropecuaria (Fensuagro), miembro del Sindicato de Trabajadores Agrícolas de Calarcá, e integrante de la Junta de Acción Comunal del Barrio la Adíela de la ciudad de Armenia, estos últimos dos gremios localizados en el departamento de Quindío (centro este de Colombia).

El 9 de marzo de 2009, Gaviria fue detenida tras ser allanada su residencia, según informó en esa fecha Fensuagro, mediante una misiva en la que le exigió al Gobierno otorgarle “el derecho al debido proceso, a un juicio justo y la garantía de sus derechos fundamentales”.

La sindicalista Liliany Obando, fue encarcelada a mediados del año 2008, y en marzo de 2009 la Corte Suprema y la Fiscal 19 de Colombia le negó la solicitud de casa por cárcel y envió el caso a juicio.

La organización Paz y Justicia para Colombia (PJFC), informó el 30 marzo de 2009 que la solicitud de “casa por cárcel fue basada en su derecho constitucional como madre cabeza de familia hasta que los cargos en su contra sean ventilados ante los tribunales”.

Por medio de una misiva difundida por la prensa local, la PJFC recordó que “el límite legal para mantener detenido a alguien sin cargos es de 240 días contados a partir del primer día de detención”, por lo que denunció que la Fiscalía estaba “apresurando el juicio”. Ese 30 de marzo de 2009 Obando cumplía 235días detenida.

Con respecto a los defensores de DDHH, tanto David Ravelo como Carmelo Agámez formaban parte del Movimiento de Víctimas de Crímenes de Estado (Movice).

Ravelo fue detenido en septiembre de este año, mientras que Agámez, quien se desempeñaba como secretario técnico del Capítulo Sucre del Movice, está encarcelado desde en el año 2008.

Los juicios de los cuatro prisioneros a los que hacen referencia los diputados británicos, se han caracterizado por irregularidades en el proceso y en lo que se refiere a las garantías judiciales de defensa.

Reclaman Liberación de académico colombiano
En otra nota difundida este miércoles en el grupo "Justice for Colombia", profesores británicos exigieron la liberación del académico colombiano Miguel Ángel Beltrán, acusado de supuesta "rebelión".

En la misiva, firmada por más de cien académicos, se denunció que Beltrán ha estado encarcelado desde mayo de 2009 sin que se le haya probado delito alguno.

"Nos preocupa seriamente el hecho de que, como tantos otros en Colombia, Beltrán haya sido detenido por sus opiniones políticas antes que por algún delito, de que se le haya privado de su libertad con el fin de silenciarle y de amedrentar a quienes como él quisieran expresar oposición", reclaman en el texto..

"Creemos que la libertad académica y la libertad de expresión son derechos fundamentales, y que son los pilares de una sociedad democrática; pero la actual detención de Beltrán muestra que en Colombia no se está respetando ni la una ni la otra", sentenciaron los académicos.

Un informe de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) divulgado en marzo de este año, denunció con “especial preocupación” el caso de los “asesinatos contra sindicalistas, periodistas y defensores de Derechos Humanos”, en Colombia.

"Siguen existiendo en Colombia actitudes de acoso y persecución contra los defensores de derechos humanos y sus familias", denunció en la presentación del citado informe, la Alta Comisionada de la Organización de la ONU para los Derechos Humanos, Navi Pillay.

Bolivia/Alta Comisionada llama a periodistas bolivianos a participar en reglamentación de Ley Antirracism

Agencia Boliviana de Información (ABI) http://www3.abi.bo

La Paz, 16 noviembre 2010 (ABI) - La alta Comisionada de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos, Navanethem Pillay, llamó el martes a los periodistas bolivianos a participar en la reglamentación de Ley Contra el Racismo y Toda Forma de Discriminación, para garantizar una implementación adecuada en el marco legislativo, que beneficie a todos los sectores.

En conferencia de prensa con medios nacionales e internacionales, Pillay aseguró que la Ley Antirracismo "necesita una discusión con todas las partes interesadas; actores políticos y sociales, incluyendo los periodistas para consensuar una reglamentación".

"Hago un llamado a los periodistas para que participen en un diálogo de forma tal que se tomen en cuenta sus intereses y preocupaciones en la reglamentación de la Ley", remarcó a través de una traductora.

A su juicio, el Gobierno y la sociedad civil deben extremar esfuerzos para concertar acuerdos que "aseguren una implementación adecuada de la ley, que resultará en beneficio de todos los sectores".

La Alta Comisionada de la ONU aseguró que la aprobación de una ley contra el racismo en Bolivia representa un "avance histórico", que fue recibida con "beneplácito", porque fue impulsada por las Naciones Unidas durante mucho tiempo.

"El derecho internacional obliga a los estados a penalizar el racismo y la discriminación. El discurso del odio y la violencia racial son inaceptables en un sociedad democrática", argumentó.

Aseguró que aquellas personas que emiten mensajes racistas y discriminatorios "no puede ser protegidas por la libertad de expresión", sin embargo, recomendó que toda acción que tienda a limitar la libertad de expresión "debe adaptarse por ley y debe expresarse de forma clara y precisa".

"La ley internacional requiere que las limitaciones sean estipuladas por ley, que sean definidas de forma clara y precisa e implementadas por un ente independiente", insistió.

Detalló que en la reunión que sostuvo el martes con el presidente, Evo Morales, el mandatario le explicó el "trasfondo histórico de la ley ", que se basa en los actos de racismo y discriminación registrados en Bolivia en más de 500 años.

"Le aseguré al Presidente que entendía ese contexto y que había una similitud con la historia de Sudáfrica y Morales insistió en la inclusión de los artículos 16 y 23, y le recordé que la legislación de Bolivia tiene que ajustarse a los estándares internacionales de derechos humanos", apuntó.

Cuba/Jogo norte-americano cuja missão é matar Fidel gera críticas

16 novembro 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

O jogo de videogame "Call of Duty: Blacks Ops", produzido nos Estados Unidos, tem sido alvo de críticas, porque permite que os jogadores assassinem o ex-presidente e líder da revolução cubana, Fidel Castro. O site oficial da ilha, Cuba Debate, classificou o lançamento como "mais uma operação (norte-americana) contra Cuba".

"O que o governo dos Estados Unidos não alcançou em mais de 50 anos, agora se pretende alcançar virtualmente", afirma o texto. Segundo o Cuba Debate, "Call of Duty: Black Ops", jogo em primeira pessoa lançado na terça-feira passada em todo o mundo pela norte-americana Activision, requer que o usuário utilize virtualmente armas e veículos de guerra para realizar operações militares em "territórios inimigos", como a ilha de Cuba.

O jogo transporta o jogador ao ambiente da Guerra Fria e planeja operações especiais. A primeira delas é o assassinato de Fidel, numa ação situada antes da crise dos mísseis de 1962, quando John F. Kennedy era o chefe da Casa Branca.

O site cubano afirma que “o novo game é duplamente perverso. Por um lado, glorifica as tentativas de assassinato que o governo dos EUA planejou contra o líder cubano - Fidel sobreviveu a mais de 600. E por outro, estimula atitudes sociopatas por parte das crianças e adolescentes norte-americanos, principais consumidores desses jogos virtuais.”

O artigo do Cuba Debate recorda ainda que não é a primeira vez que jogos norte-americanos causam polêmica e lembra que o jogo "GTA San Andreas" foi denunciado em tribunais do Alamab, por, supostamente, ter influenciado um adolescente que matou três homens, dois deles policiais.

"Psicólogos e psiquiatras opinam que, enquanto em um filme de violência a atitude do telespectador é passiva, no jogo você pode ser convidado a entrar na pele de um assassino", diz o texto.

"Os fins justificam os meios para uma sociedade como a dos Estados Unidos. Como diria Eduardo Galeano, 'violência gera violência, como se sabe; mas também gera lucros para a indústria da violência, que a vende como espetáculo e a converte em objeto de consumo'", encerra o artigo, com a crítica mordaz.

Os comentários vieram tambék de blogueiros em cuba. "É de fazer rir, depois de tudo (...) O que não cabe na cabeça de pessoas sãs é como a sociedade norte-americana admite a proliferação destes jogos", escreveu um jornalista no blog "Blogueros y Corresponsales de la Revolución" (http://bloguerosrevolucion.ning.com).

Lembrou que a segurança cubana contabiliza 638 conspirações para matar Castro, muitas das quais falharam pela "falta de valor e moral dos que foram pagos" para executá-las. A eliminação de Fidel Castro, hoje com 84 anos e fora do poder desde julho de 2006 após uma crise de saúde, foi incluída em um plano de ações encobertas da CIA, aprovado em março de 1960 pelo então presidente Dwigth D. Eisenhower.

"Se lançam um (jogo) para assassinar um presidente seu (norte-americano) é 'terrorismo'", ironizou um leitor na internet, em um dos 145 comentários sobre o texto do Cubadebate.

Moçambique/Parcerias entre empresários brasileiros e moçambicanos podem chegar a 500 mil milhões de dólares

16 novembro 2010/RM e Lusa

Vinte e cinco empresas brasileiras estão em Maputo, Moçambique, à procura de potenciais parceiros, país onde, segundo a Câmara do Comércio do Brasil-Moçambique, os investimentos poderão chegar aos "500 mil milhões de dólares".

Poucos dias após a visita do presidente do Brasil, Lula da Silva, a Moçambique, 25 empresas brasileiras, de vários ramos de actuação, estão em Maputo para a II Missão Empresarial Brasil-Moçambique.

O director comercial da Câmara de Comércio, Indústria e Agropecuária Brasil-Moçambique (CCIABM), Paulo Henrique, disse à agência Lusa que os empresários brasileiros têm "quatro principais áreas de interesse". Na energia, as atenções centram-se nos sectores das energias renováveis, biocombustíveis e transmissão de energia, enquanto na mineração o interesse reside na exploração mineral e nos serviços técnicos especializados. Quanto à indústria, Paulo Henrique salientou que alguns dos projectos são para a instalação de indústrias no país, nomeadamente de "bens capitais", ou seja, "máquinas e equipamentos que podem ser utilizados para outras indústrias, para serem exportados de Moçambique para o mundo".

Na área dos serviços a aposta do Brasil vai no sentido da consultoria, serviços técnicos de engenharias e bens especializados no sector das tecnologias.

Em relação a 2008, aquando da primeira grande missão brasileira a Moçambique, este ano surgem cinco novas empresas. E apesar dos investimentos ainda estarem a ser analisados, o director comercial adiantou que, "a médio prazo, poderão chegar até 500 biliões de dólares".

"Existem várias empresas que já vislumbram parcerias e uma boa parte já veio a Moçambique, numa primeira missão prospectiva, desenvolver parcerias e memorandos de entendimento, e estão agora para as aprimorar". Aliás, salientou, entre 2008 e 2010 têm havido "muitas missões individuais", sendo que "quase metade das 60 empresas" que a CCIABM levou ao país "conseguiu bons negócios".

"Das 25, 22 ou 23 procuram parceiros locais, nenhuma quer entrar sozinha no mercado moçambicano", continuou Paulo Henrique, cuja instituição, em conjunto com a Câmara do Comércio de Moçambique, faz a mediação entre os dois empresariados.

De acordo com o director comercial, o interesse brasileiro em Moçambique "é crescente", dada a estabilidade e o panorama económico "vigoroso" do país. "O empresariado brasileiro vive um bom momento e está a internacionalizar-se, vendo Moçambique como a porta preferencial de entrada no mercado africano", nomeadamente na Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), acrescentou.

Paulo Henrique explicou que, através de Moçambique, as empresas brasileiras podem exportar para os países da SADC, livres de tarifas, além dos benefícios fiscais que o país africano tem nas exportações para a Europa, EUA e Ásia.

A missão empresarial a Moçambique termina na sexta-feira.

Capital chinês investe em empresas portuguesas com presença nos países de língua oficial portuguesa

Lisboa, Portugal, 15 novembro 2010 - Bancos e empresas portuguesas com importantes interesses em países como Angola ou Brasil foram escolhidas pelo capital chinês para uma anunciada vaga de investimentos, na sequência da visita a Portugal do presidente Hu Jintao.

Para o director do Diário Económico, António Costa, os anunciados investimentos no Millennium bcp, Banco BPI ou EDP - Energias de Portugal não se explicam pela dimensão do mercado português ou pelo dinamismo da sua economia, mas sim pela relação privilegiada das suas maiores empresas a importantes parceiros comerciais como o Brasil ou Angola.

O investimento, escreveu na semana passada em editorial, explica-se “quase exclusivamente pela posição e capacidade de negociação de Portugal e das empresas portuguesas em África e no Brasil, dois mercados onde a China está a posicionar-se”.

“Vejam-se os casos da EDP e do BCP, duas das maiores empresas nacionais que já estão em África, e aqui Angola é o mercado mais relevante, e no Brasil. E veremos, também, se a Galp Energia não será outra empresa na mira dos chineses”, adiantou Costa.

A EDP tem uma importante participada no Brasil, o Millennium bcp detém uma importante operação em Moçambique e o Banco BPI controla o maior banco privado angolano, Banco de Fomento de Angola (BFA).

Para Costa, com o interesse de Pequim “Portugal deixa de ser, como que por magia, um país periférico e volta a ser o centro do mundo para uma China que é gigante do ponto de vista económico” e precisa de “um aliado relevante dos interesses”, incluído no plano político e diplomático.

Para o analista Miguel Monjardino, a China pretende “acima de tudo, reforçar a sua opção de integração económica na Europa”, uma “parte importante da sua estratégia actual”.

“A presença de Pequim nos sectores financeiros e industriais da Europa começa a ser cada vez mais visível. A visita de Hu Jintao mostra que Portugal vai passar a fazer parte desta política chinesa. Vêm aí investimentos chineses em empresas nacionais de referência”, escreveu na passada semana o analista.

Em Lisboa, o presidente Hu Jintao manifestou a sua solidariedade para com Portugal dizendo que a China está “disposta a apoiar, através de medidas concretas, os esforços portugueses para enfrentar os impactos causados pela crise financeira internacional”.

Pequim pretende ainda “incentivar as empresas competitivas a operar em Portugal” e “dá as boas-vindas às empresas portuguesas para concorrerem no mercado chinês, para que cada vez mais os grupos portugueses competitivos possam entrar no mercado da China”.

Hu Jintao traçou ainda o objectivo de duplicar as trocas comerciais entre a China e Portugal até 2015.

O Millennium bcp e o Banco BPI assinaram, durante a visita, acordos de cooperação comercial com congéneres chineses, respectivamente o Banco Industrial e Comercial da China e o Banco da China, tendo em vista facilitar a captação de financiamento e de capital no mercado financeiro chinês pelos grupos nacionais.

A aproximação deverá passar, a médio prazo, pela entrada do Banco Industrial e Comercial da China no capital do BCP, ao passo que a imprensa portuguesa dá como mais atrasadas as negociações entre o Banco BPI e o Banco da China.

Também na EDP a China Power International (CPI) anunciou o interesse de entrar como accionista de referência enquanto a Portugal Telecom assinou um acordo com a Huawei Technologies que vem reforçar a parceria que já existe entre as duas empresas, sobretudo no fornecimento e desenvolvimento de soluções de fibra. (macauhub)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Brasil/COLÔNIA, MONARQUIA, REPÚBLICA: PACTOS DE ELITE NA HISTÓRIA BRASILEIRA

15 novembro 2010/Carta Maior www.cartamaior.com.br

Emir Sader

Tivemos a proclamação da República mais de seis décadas depois da independência, porque esta nos levou de Colônia à Monarquia pelas mãos do monarca português, que ainda nos ofendeu, com as palavras – que repetíamos burocraticamente na escola- “antes que algum aventureiro o faça”. Aventureiros éramos nós, algum outro Tiradentes, ou algum Bolívar, Artigas, Sucre, San Martin O´Higgins, que lideraram revoluções de independência nos seus países, expulsando os colonizadores em processos articulados dos países da região.

Foi o primeiro pacto de elite da nossa história, em que as elites mudam a forma da dominação, para imprimir continuidade a ela, sob outra forma política. Neste caso, impôs-se a monarquia. Tivemos dois monarcas descendentes da família imperial portuguesa, ao invés da República, construindo estados nacionais independentes, expulsando os colonizadores ao invés do “jeitinho” da conciliação.

Como sempre acontece com os pactos de elite, o povo é quem paga o seu preço. Enquanto nos outros países do continente, as guerras de independência terminaram imediatamente com a escravidão, esta se prolongou no Brasil, fazendo com que fossemos o último país a terminar com ela, prolongando-a por várias décadas mais. Nesse intervalo de tempo foi proclamada a Lei de Terras, de 1850, que legalizou – mediante a grilagem, aquela falcatrua em que o documento forjado é deixado na gaveta e o cocô do grilo faz parecer um documento antigo – todas as terras nas mãos dos latifundiários. Assim, quando finalmente terminou a escravidão, não havia terras para os escravos, que se tornaram livres, mas pobres, submetidos à exploração dos donos fajutos das terras.

Dessa forma, a questão colonial se articulou com a questão racial e com a questão agrária. Esse pacto de elite responde pelo prolongado poder do latifúndio e pela discriminação contra a primeira geração de trabalhadores no Brasil, os negros que, trazidos à força da África vieram para produzir riquezas para a nobreza européia como classe inferior. Desqualificava-se ao mesmo tempo o negro e o trabalho.

A República foi proclamada como um golpe militar, que a população assistiu “bestializada”, segundo um cronista da época, sem entender do que se tratava – o segundo grande pacto de elite, que marginalizou o povo das grandes transformações históricas.