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sábado, 6 de setembro de 2014

PLEBISCITO POPULAR POR UNA CONSTITUYENTE DEL SISTEMA POLÍTICO DE BRASIL

4 septiembre 2014, Agencia Latinoamericana de Informacion http://alainet.org


CONTRA LA RAÍZ DE LOS PROBLEMAS

Sayonara Tamayo Arjona*


Alai Amlatina -- El próximo 7 de septiembre Brasil celebrará el Día de la Patria, una fecha conmemorativa que recuerda la declaración de la independencia del imperio portugués en 1822. Este año la celebración se producirá en una coyuntura política muy particular. Por un lado, las jornadas preelectorales dejan ver dos proyectos de país en disputa; por el otro, millones de brasileños y brasileñas responden “Sí” ante la pregunta ¿Está usted a favor de una Constituyente Exclusiva y Soberana del Sistema Político?

La interrogante ha sido planteada por cerca de 450 movimientos y organizaciones sociales del país sudamericano, que desde agosto del 2013 han estado organizando una campaña para el desarrollo del plebiscito popular, iniciado este 1ro de septiembre. Más de treinta mil urnas se pueden ver en las calles, estaciones de metro, instituciones y otros espacios públicos de 4 800 municipios de todos los estados de la nación. Este es el punto culminante de un proceso

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Brasil/JUNTE-SE AO PLEBISCITO POPULAR!!!

setembro 2014, Plebiscito Constituinte http://www.plebiscitoconstituinte.org.br (Brasil)


Centenas de milhares de jovens, trabalhadoras e trabalhadores nas ruas em junho e julho de 2013 deram um recado paras as atuais instituições do país: elas não nos representam! 

Assim, as mobilizações escancararam o fosso que existe entre a maioria oprimida da nação e as atuais instituições, que só estão aí para resguardar os interesses da minoria privilegiada das classes dominantes no Brasil.

A reforma do sistema político, necessária para avançar na conquista da democracia, da soberania e das necessidades de todos os setores oprimidos, mais do que nunca está na ordem do dia. Uma vez mais, o Congresso Nacional, dominado por representantes dos grandes grupos econômicos

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Brasil/Mais de três milhões e 700 mil são contra a privatização da Vale

Agência Adital/8 outubro 2007

A Vale deve continuar nas mãos do capital privado? Dos três milhões 729 mil 538 brasileiros, que participaram do plebiscito sobre a anulação do leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), 94,5% disseram Não a essa pergunta. E também repudiaram o fato Governo continuar priorizando o pagamento dos juros da dívida externa e interna; o preço abusivo da energia elétrica e a reforma da previdência.
O resultado do plebiscito foi divulgado hoje (08) às 15 horas, no plenário 9 da Câmara dos Deputados, em Brasília, pelas 64 organizações do movimento social brasileiro, que participaram das mobilizações para esse terceiro plebiscito popular da história do Brasil

As perguntas que questionavam sobre o pagamento da dívida, o alto preço da energia e a reforma da previdência não foram feitas em todos os estados, pois a decisão sobre a quantidade de perguntas era tomada pelos Comitês Estaduais do Plebiscito. Com 2 milhões 492 mil 320 votos, o pagamento das dívidas externa e interna pelo governo brasileiro foi rechaçado por 92,1% dos votantes.

A pergunta: Você concorda que a energia elétrica continue sendo explorada pelo capital privado, com o povo pagando até 8 vezes mais que as grandes empresas? Foi respondida Não por 93,7% dos 2 milhões 536 mil 136 eleitores. Já quando o povo foi questionado sobre se concordava que a Reforma da Previdência retirasse os direitos dos trabalhadores, o Não foi a opção de 93,4% dos 2 milhões 895 mil 965 votantes.

Em alguns estados, houve uma quinta pergunta. Na Bahia e em Sergipe, a população foi perguntava se concordava com a Transposição do Rio Sã Francisco e, de 144 mil 780 votos, 90% do povo se posicionou contra a transposição. .

A consulta popular foi realizada em escolas, igrejas, sindicatos, praças em 24 mil 775 urnas espalhadas por todo o país entre os dias 1º e 9 de setembro deste ano. O objetivo dos organizadores era que o povo pudesse se manifestar sobre a venda de seu patrimônio; já que na época do leilão, os donos da vale, todos os brasileiros, não foram consultados. A base jurídica para a anulação do leilão existe, pois as irregularidades no leilão vão desde a sub-avaliação do preço da Companhia até o envolvimento de empresas que fizeram essa avaliação com o consórcio comprador.

Ainda essa semana serão realizadas audiências em Brasília para levar ao Poder Público o resultado do plebiscito. A audiência com o presidente da Câmara de Deputados, Arlindo Chinaglia, será na quarta-feira (10) às 9 horas. As audiências para entregar o resultado a representantes dos outros 2 poderes não têm data definida. Nos estados, atos de rua estão marcados para apresentar à população os resultados do plebiscito.

O plebiscito da Vale mobilizou cerca de 104 mil 592 voluntários e foi realizado em 3.157 municípios, o que corresponde a 57% do total de municípios brasileiros. A iniciativa do plebiscito já mostrou ser um instrumento eficaz para estabelecer um diálogo com a população: em 2000, o povo se mostrou contra o pagamento da dívida externa; em 2002, foi a vez da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) ser posta em discussão. Agora, com os 3 milhões 729 mil 538 votos contra o leilão da venda, o povo deixa claro sua opinião e pressiona o governo a tomar uma atitude.

O plebiscito popular levou a discussão da venda da Vale para as ruas de todo o Brasil. Fez com que as pessoas se informassem, debatesse e também retomou essa discussão entre os políticos. Uma urna foi colocada no Plenário da Câmara dos Deputados para colher os votos dos parlamentares e funcionários da Casa.

Na última quinta-feira (04), segundo informações da Agência Brasil de Fato, o deputado federal, Ivan Valente (PSOL - SP), apresentou um Projeto de Decreto Legislativo que propõe a realização de um Plebiscito Oficial para recolher a opinião da população, favorável ou contrária, sobre a retomada do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce pelo Estado brasileiro.

No entanto, para que o projeto seja votado e aprovado na Câmara o povo terá que pressionar bastante os deputados que elegeu para representá-lo, pois tanto o governo como a oposição de direita são contra reabrir o debate sobre a privatização da CVRD.

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=29938

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Brasil/Manifestações do Grito dos Excluídos trabalham a conscientização popular

De São Paulo, da Radioagência NP, Juliano Domingues /11 setembro 2007

As manifestações deste ano, da 13º edição do Grito dos Excluídos, afirmaram que o Brasil ainda não é um país independente, já que o uso de seus recursos naturais e os rumos de sua política econômica são ditados por interesses estrangeiros. A edição aconteceu na última sexta-feira (07), dia que comemoramos a independência do Brasil.

De acordo com informações da própria organização, as manifestações ocorreram em mais de mil localidades espalhadas em todos os estados do país, em atividades que também estiveram relacionadas com o Plebiscito Popular que questionou a privatização da Companhia Vale do Rio Doce.

De acordo com o coordenador nacional do Grito dos Excluídos, Luiz Basségio, as manifestações tiveram como critério a participação popular.

“Quem organiza o Plebiscito, na elaboração da perguntas, na aplicação e na computação dos dados é o povo. Então é o protagonismo no sentido de que os sujeitos das possíveis mudanças que nós buscamos, deve ser o povo. As mudanças não vão cair do céu. Elas vêm de fato da organização e da participação popular”.

O integrante ainda faz um balanço dos resultados das manifestações que envolveram o Plebiscito da Vale.

“Primeiro a unidade que esse processo consegue construir em torno das várias forças sociais. Outro ponto importante que é balela essa história de que o povo não entende de Vale. O povo não entende quando as autoridades não querem que ele entenda. Agora com todos os processos que nós fizemos de formação sobre a falcatrua que foi o leilão da Vale, o povo passa a discutir aquilo que é patrimônio da população e que deve ser respeitado e que o povo deve ser consultado”.

http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2947&Itemid=1

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Brasil/Grito conseguiu levantar debate sobre privatizações, avalia coordenador da mobilização

Bruno Bocchini e Roberta Lopes / Repórteres da Agência Brasil


São Paulo e Brasília, 8 setembro 2007 - Fazer com que a sociedade volte a discutir as privatizações no país foi um dos principais objetivos atingidos pelo 13º Grito dos Excluídos, realizado ontem (7). A avaliação é de um dos coordenadores nacionais da manifestação, Ari Alberti.

“Nós conseguimos trazer para a sociedade esse tema, que parecia que era uma questão já totalmente resolvida”, diz. “Para nós, o ponto alto foi que as atividades aconteceram nos 26 estados e no Distrito Federal. O fato de você conseguir trazer para a sociedade e discutir isso de Norte a Sul e de Leste a Oeste no país a gente avalia como ponto positivo.”

Esta edição do Grito dos Excluídos, um contraponto às comemorações do Dia da Pátria, reuniu ao menos 212 mil pessoas em todo o país, segundo os organizadores. A intenção da manifestação, organizada por cerca de 60 entidades e movimentos sociais, foi protestar principalmente contra a privatização da mineradora Vale do Rio Doce, em 1997. O processo de venda da empresa é considerado fraudulento pelos manifestantes.
O coordenador avalia também que a participação dos “excluídos de fato” nas mobilizações está crescendo ano a ano, mas que ainda não é satisfatória. “O desafio não está completo até que você consiga que os excluídos de fato possam se sentir protagonistas do acontecimento. E se eles estiveram cada ano mais presentes nas atividades, significa que o processo de construção está sendo correto”, afirma.

São Paulo foi o estado onde o maior número de pessoas participou das manifestações. De acordo com os organizadores, participaram mais de 95 mil pessoas em Aparecida e 13 mil na capital paulista, onde as atividades incluíram missa na Catedral da Sé e caminhada até o Monumento do Ipiranga.

Em Brasília, os manifestantes saíram da rodoviária em direção à catedral, mas a Polícia Militar (PM) barrou os manifestantes em frente à Biblioteca Nacional. Na Paraíba, mais de 1,5 mil pessoas participaram da manifestação em João Pessoa, segundo a organização, mas foram barradas pela PM durante a passeata. Também houve manifestações em outras cidades, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Porto Alegre e Curitiba.

Em diversos estados, os movimentos organizadores do Grito continuam realizando, até amanhã (9), um plebiscito sobre a privatização da Vale do Rio Doce. As entidades pretendem levar o resultado ao conhecimento de representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário.

"Nós precisamos avançar a democracia representativa do país. Ela deu mostras de que se esgotou como possibilidade de pensar um projeto de nação diferente. Então a nossa luta é para que aquele Artigo 14 da Constituição brasileira de 1988, que fala de plebiscito, referendo e consultas à população, seja de fato implementado", afirma Ari Alberti.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/09/08/materia.2007-09-08.3857614739/view

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Movimentos sociais fazem desfile paralelo na Esplanada dos Ministérios

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Em Curitiba, Grito dos Excluídos deixa o centro e vai à periferia

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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Brasil/Movimentos sociais fazem desfile paralelo na Esplanada dos Ministérios

Juliana Andrade e Marcela Rebelo / Repórteres da Agência Brasil

Brasília, 7 setembro 2007 - Representantes de movimentos sociais estão concentrados no gramado em frente à rodoviária do Plano Piloto de Brasília, de onde saem daqui a pouco a manifestação do 13º Grito dos Excluídos, que ocorre simultaneamente em várias cidades. Os manifestantes farão uma marcha pela pista paralela da Esplanada dos Ministérios, no sentido contrário ao desfile cívico de 7 de Setembro.


Os organizadores estimam que o manifestação reúna 2 mil pessoas, o dobro do ano passado. Pelos cálculos da coordenação do movimento, se concentram na rodoviária de 200 a 300 pessoas. Para a Polícia Militar, há no máximo 150 pessoas no local.


Nesta ano, o lema da manifestação é “Isto não Vale: queremos participação no destino da Nação”, um protesto contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, que as organizações sociais consideram um processo fraudulento do governo anterior.


As organizações promovem um plebiscito popular, que começou no dia 1º e vai até o próximo domingo (9), no qual consultam a população se quer a reestatização da Vale e outros temas. No próximo dia 22 eles pretendem entregar ao governo e ao Supremo Tribunal Federal o resultado do plebiscito. A expectativa é de ouvir 5 milhões de pessoas.


http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/09/07/materia.2007-09-07.9786881011/view

Brasil/Um chamado ao povo brasileiro

MST * / Adital / 5 setembro 2007

Estimado amigo e amiga do MST,

Esta semana diversos movimentos sociais e entidades estão realizando um Plebiscito Popular para questionar o leilão, que em 1997, vendeu a Companhia Vale do Rio Doce. A venda foi realizada durante do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e foi marcada por irregularidades que vão desde o subfaturamento da Companhia, vendida por 3,3 bilhões de reais, quando seu patrimônio à época estava avaliado em 40 bilhões de dólares, até o favorecimento ilícito de grupos. Hoje a Vale está sendo avaliada em cerca de 100 bilhões de dólares.


A privatização da Vale significou a privatização do patrimônio do povo brasileiro. Junto com a Companhia também foram vendidos os patrimônios materiais sobre os quais ela tinha concessão. A Vale tinha concessões públicas sobre a maior parte das reservas minerais do país, concessão de amplas extensões do nosso território. Somente ao redor da reserva mineral de Carajás havia uma concessão de 700 mil hectares de Floresta Amazônica. A Companhia também tinha concessão das três maiores ferrovias do país, a que liga Carajás a São Luiz, Belo Horizonte a Vitória e uma outra que liga o interior de Sergipe ao porto de Sergipe; além de ser concessionária de três grandes portos.


Todas essas obras não eram de propriedades da empresa. Foram construídas com dinheiro público, ou seja, de orçamento da União nos ministérios, portanto não cabia serem privatizadas. A Vale não se constituía em uma empresa comercial de propriedade do Estado, era na verdade uma empresa pública pertencente ao patrimônio de todo o povo brasileiro. Por essa razão é que jamais o governo FHC teria o direito de vender uma coisa que não era dele, mas sim do povo.


Ao longo dos últimos dez anos, vem se travando uma intensa batalha na Justiça pela nulidade do leilão da Vale do Rio Doce. As irregularidades acerca da venda da Companhia motivaram mais de cem ações populares na Justiça, 69 delas ainda estão em andamento. Mesmo antes da realização do leilão muitos juristas tentaram cancelar a venda. Mas na época tanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ), como o Supremo Tribunal Federal (STF), eram totalmente coniventes com os interesses do governo FHC e o leilão somente pode se dar sob a condição de liminares dadas na calada da noite.


Os movimentos sociais, as entidades e as pastorais sociais, articulados na Assembléia Popular no final do ano de 2006, perceberam que, além da luta institucional, é preciso travar uma batalha cotidiana com a participação efetiva do povo. Afinal, o povo não foi consultado sobre a venda de seu próprio patrimônio, nem sequer o Congresso Nacional aprovou a venda da Companhia. Não se respeitou um princípio básico da nossa Constituição de 1988, que garante ao povo brasileiro o poder de tomar as decisões relativas à vida e ao futuro do país.


Além da questão sobre a Vale o plebiscito também aborda outros três temas: se o governo deve continuar priorizando o pagamento dos juros da dívida externa e interna; se a energia elétrica deve continuar sendo explorada pelo capital privado e se você concorda com uma reforma da previdência que retire direitos dos trabalhadores. A idéia é fazer do Plebiscito Popular uma ação cívica para o exercício da cidadania do povo brasileiro.


O Plebiscito faz parte da Campanha Nacional pela Nulidade do Leilão da Vale do Rio Doce. Campanha que está sendo organizada por mais de 60 entidades e movimentos sociais. A votação já começou. Em todo o país, estarão espalhadas urnas para coleta dos votos entre os dias 1° e 7 de setembro, Semana da Pátria. A data foi escolhida por ocasião do Grito dos Excluídos, que esse ano tem como tema "A Vale É Nossa - Queremos Participação no Destino da Nação".


Nosso objetivo é pressionar pela nulidade do leilão que privatizou a Vale. Não podemos permitir que nossas riquezas naturais, como solo, minerais, água e ar sejam privatizadas. Não podemos permitir a entrega de nosso patrimônio material. Não podemos concordar com a premissa neoliberal de que o alto valor atribuído à Companhia hoje, seja fruto de sua privatização. Ao contrário temos provas concretas de que é possível uma empresa pública dar certo, como acontece com a Petrobras. Além disso, estamos certos de que uma empresa estatal não tem como primeiro objetivo dar lucro. O objetivo dela é o bem-estar da população.


Por tudo isso, queremos consultar o povo e convocamos cada amigo e cada amiga do MST a encampar também essa luta. Vote a favor do Brasil, a Vale é nossa, é do POVO BRASILEIRO!


Boa luta para todos e todas!

Saudações!
Direção Nacional do MST


Para saber como participar e ver locais de votação acesse a página:

www.avaleenossa.org.br


* Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=29375

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Convite para participação no Plebiscito da Vale do Rio Doce


Aos irmãos e irmãs das Dioceses, Paróquias e Comunidades de Base da nossa Igreja Católica.

Na Semana da Pátria deste ano será realizado o Plebiscito Popular sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce e sobre outros temas ligados aos direitos sociais, em cuja promoção e defesa nossa Igreja sempre esteve empenhada.

Nós, bispos da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB - Dom Pedro Luiz Stringhini, Dom José Luiz Ferreira Salles, Dom Guilherme Antônio Werlang, Dom Ladislau Biernaski, Dom Demétrio Valentini e Dom Maurício Grotto -, convidamos, em nome das Pastorais Sociais, a todos e todas a participarem deste Plebiscito. Estimulamos também a disponibilização de espaços para a realização deste exercício de cidadania em que as Pastorais Sociais são coordenadoras junto com movimentos e organizações da sociedade Civil.

O leilão de privatização está sendo julgado pelo Judiciário, mobilizado por mais de 100 ações que contestam a sua legalidade. E como definiu Dom Luciano Mendes de Almeida, de saudosa memória, em audiência pública pouco antes do leilão de 1997, esse ato não foi ético. Dizia ele:

- “ninguém pode vender uma empresa como a Vale do Rio Doce essa sem ter informado o povo do seu valor real, do seu significado histórico, cultural, político...”

- “ninguém pode vender o chão do país...”

- “uma transação que toca na herança de todo um povo... não pode ser feita sem informar, formar e consultar o próprio povo”.

Contando com a participação e colaboração todos os irmãos e irmãs, recebam nosso abraço afetuoso.

Em Cristo,

Assina Dom Pedro Luiz Stringhini

(em nome do demais bispos da Comissão)

Brasília, 18 de agosto de 2007.


Administrador

www.cnbb.org.br

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=2715&eid=142

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Brasil/Subsídio indireto em energia garante competitividade da Vale, diz campanha

Daniel Merli e Stênio Ribeiro / Repórteres da Agência Brasil

Brasília, 5 setembro 2007 - Segunda maior siderúrgica do mundo, a Companhia Vale do Rio Doce teve seu valor de mercado multiplicado por oito desde que foi privatizada, em 1997. No primeiro semestre deste ano, a empresa obteve o maior lucro da América Latina, segundo levantamento da consultoria Economática. Um dos motivos da alta competitividade da Vale, segundo os movimentos sociais que defendem a reestatização da empresa, é a abundância e qualidade da bauxita encravada em solo brasileiro, usada como matéria-prima para o alumínio.


Outro ponto, segundo essas organizações, é o fato de a empresa pagar, em média, R$ 0,05 por kilowatt-hora, enquanto o preço máximo em outros países é de R$ 0,72, segundo organizadores da campanha A Vale é Nossa. O baixo preço da tarifa é uma vantagem comparativa importante no mercado internacional de siderurgia, um setor chamado de eletrointensivo por consumir altos volumes de energia. A Vale, sozinha, consome 5% da energia produzida no país.


Além de obter energia mais barata que suas concorrentes no exterior, a Vale paga até 80% menos que o cidadão comum. Essa diferença é fruto do modelo energético brasileiro, segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), uma das organizações integrantes da campanha. E é modelo energético brasileiro que garante parte do poder de concorrência internacional da companhia.


“Sem dúvida, esse baixo preço da energia é um diferencial competitivo para a Vale”, avalia Gilberto Cervinski, do MAB. Para ele, o fato de os consumidores pagarem até 500% a mais pela energia representa uma espécie de subsídio indireto. "Todos nós pagamos a conta pela geração e distribuição de energia elétrica, enquanto alguns poucos tiram proveito".


O potencial hidrelétrico do país faz da energia brasileira uma das mais baratas do mundo, segundo Cervinski. E, junto com as reservas minerais, torna o país o ponto de partida ideal para a exportação de alumínio. “Essa empresa, que atualmente tem a maior parte de seu capital na mão de estrangeiros, aproveita o baixo custo da energia brasileira, enquanto o povo mais uma vez paga a conta”.

"Há um modelo de organização da indústria elétrica brasileira que cria as condições para que os grandes consumidores consigam energia a um preço bem menor que o consumidor comum", concorda Dorival Gonçalves Jr., professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).


O modelo descrito por Dorival é dividido entre 700 empresas, que consomem 25% da energia brasileira, e o resto do país, que é responsável por 75% do consumo. “Essas grandes empresas não compram energia das distribuidoras. Pelo modelo energético brasileiro, vão ao mercado livre de energia, onde conseguem comprar praticamente a preço de custo”. As distribuidoras que entregam energia às residências não compram no mercado livre, mas em leilões organizados pelo governo.

Cervinski considera que as estatais de energia aceitam a barganha dos grandes consumidores no mercado livre, vendendo a energia quase a preço de custo. “O Estado acaba oferecendo, via estatais, um preço muito baixo”, afirma o militante do MAB, que vê ligação entre esse fato e as doações de campanha das empresas eletrointensivas

Procurada pela Agência Brasil, a Vale não quis comentar seu consumo de energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que determina as tarifas, e o Ministério de Minas e Energia, que determina a política energética do país, também não quiseram comentar a crítica. O modelo energético brasileiro é regido pela lei 10.848, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004.


O Plebiscito da Vale, que está sendo realizado entre os dias 1º e 7 de setembro, é a terceira consulta popular organizada por movimentos sociais no Brasil. Seis milhões de brasileiros votaram na consulta sobre dívida externa, em 2000, e 10 milhões votaram na consulta sobre a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), em 2002.


http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/09/04/materia.2007-09-04.5742590058/view

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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Brasil/Atentado contra o patrimônio nacional

Portal do MST / 3 agosto 2007 / http://www.mst.org.br

Por Fábio Konder Comparato

Ao abandonar em 1997 o controle da Companhia Vale do Rio Doce ao capital privado por um preço quase 30 vezes abaixo do valor patrimonial da empresa e sem apresentar nenhuma justificativa de interesse público, o governo federal cometeu uma grossa ilegalidade e um clamoroso desmando político. Em direito privado, são anuláveis por lesão os contratos em que uma das partes, sob premente necessidade ou por inexperiência, obriga-se a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta (Código Civil, art. 157). A hipótese pode até configurar o crime de usura real, quando essa desproporção de valores dá a um dos contratantes lucro patrimonial "que exceda o quinto do valor corrente ou justo da prestação feita ou prometida" (lei nº 1.521, de 1951, art. 4º, b). A lei penal acrescenta que são co-autores do crime "os procuradores, mandatários ou mediadores que intervieram na operação".

É importante lembrar tais preceitos porque, no caso da alienação da Vale, a parte diretamente lesada foi o povo brasileiro, e os responsáveis pela lesão foram os agentes públicos federais que atuaram em nome da União federal, como se esta fosse a proprietária do bem público alienado. Ora, em direito público os órgãos do Estado jamais podem ser equiparados a um proprietário privado. Este, segundo a mais longeva tradição, tem o direito de usar, fruir e dispor dos bens que lhe pertencem, sem ser obrigado a prestar contas de seus atos a ninguém. O Estado, ao contrário, é mero gestor dos bens públicos, em nome do povo.

No regime democrático, os órgãos estatais atuam como delegados do povo soberano, cujos bens e interesses devem gerir e preservar. O art. 23, I, de nossa Constituição declara que é da competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios "conservar o patrimônio público".

Aliás, a lei nº 8.666, de 1993, que regula as licitações públicas, dispõe que a alienação de bens da administração pública é sempre "subordinada à existência de interesse público devidamente justificado" (art. 17), isto é, claramente exposto e motivado. Ora, em descarada afronta a esses preceitos fundamentais, o edital de alienação do controle da Companhia Vale do Rio Doce se limitou a declarar que a desestatização da empresa "enquadra-se nos objetivos do PND (Plano Nacional de Desestatização)". Nem uma palavra a mais.

Fora do edital, o governo federal adiantou duas justificativas: a necessidade de reduzir o endividamento público e a carência de recursos financeiros estatais para investimento na companhia. Ambas as explicações revelaram-se falsas. O endividamento do Estado, que no começo do governo Fernando Henrique era de R$ 60 bilhões, havia decuplicado ao término do segundo mandato presidencial. Por sua vez, o BNDES, dispondo de recursos públicos, financiou a desestatização da companhia e continua até hoje a lhe fazer vultosos empréstimos.

Mas a entrega de mão beijada da Vale ao capital privado foi também um desmando político colossal nesta era de globalização. O Estado desfez-se da maior exportadora mundial de minério de ferro exatamente no momento em que a China iniciava seu avanço espetacular na produção de aço. Hoje, a China absorve da Vale, isto é, de uma companhia privada, e não do Estado brasileiro, quase 30% da produção desse minério.

Além disso, a companhia, que possuía o mais completo mapa geológico do nosso território, já era, ao ser alienada, concessionária da exploração de quase 1 bilhão de toneladas de cobre, de 678 milhões de toneladas de bauxita, além da lavra de dois minérios de alto valor estratégico: o nióbio e o tungstênio. Esse trunfo político considerável foi literalmente jogado fora.

Para prevenir a repetição de atos gravosos dessa natureza, a Ordem dos Advogados do Brasil ofereceu ao Congresso Nacional dois projetos de lei, um na Câmara dos Deputados, outro no Senado, prevendo a submissão a plebiscito de todos os atos de alienação do controle de empresas estatais.

Mas o povo brasileiro não vai aguardar, passivamente, que os seus mal intitulados representantes se decidam a cumprir o dever de legislar em benefício do país ou que o Judiciário julgue, com dez anos de atraso, as 103 ações populares intentadas contra o fraudulento negócio. Nesta Semana da Pátria realiza-se, em todo o território nacional, por iniciativa dos movimentos populares, um plebiscito para que o povo possa, enfim, dizer não a esse crime de lesa-pátria.

Fábio Konder Comparato , 70, professor titular aposentado da Faculdade de Direito da USP, é presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia do Conselho Federal da OAB. É autor, entre outras obras, de "Ética - Direito, Moral e Religião no Mundo Moderno".

http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=4138

Brasil/Plebiscito discute soberania do país

Portal do MST / 31 agosto 2007 / http://www.mst.org.br

Por Juliano Domingues

O Plebiscito Popular que ocorre durante a semana da pátria entre os dias 1º e 7 de setembro é antes de tudo, um exercício de democracia na qual impera a vontade do povo. O evento, entre outros pontos, discutirá a validade da privatização da Companhia Vale do Rio Doce.

A Vale foi leiloada em 1997, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), sob o pretexto de pagar a dívida pública do país, fato que não se deu. A companhia foi vendida por R$ 3 bilhões, valor três vezes menor do que a empresa valia na época. Tudo indica que a venda da Vale do Rio Doce atendeu aos interesses de bancos e instituições estrangeiras, pois estas entidades – que participaram do processo de avaliação prévia da empresa – hoje se tornaram seus principais acionistas.

Esses e outros fatos justificam a existência de mais de 100 ações judiciais em decurso, encaminhadas ao Tribunal Regional Federal de Brasília (TRF) que questionam a validade do leilão da empresa. Em entrevista, o integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Pedro Stedile, fala da importância do Plebiscito para refletir sobre questões pontuais para o desenvolvimento soberano e sustentável do país.

Entrevista originalmente publicada na Radioagencia NP

Como o plebiscito pode ajudar a despertar o senso critico das pessoas?

João Pedro Stedile: Em primeiro lugar o Plebiscito Popular é uma ação cívica muito importante porque a Constituição de 1988 garantia ao povo brasileiro o poder de tomar todas as decisões relativas a sua vida. Por isso que o artigo 1° da Constituição diz o seguinte: todo poder emana do povo. No entanto, os deputados ao regulamentar esse artigo traíram o povo e colocaram uma emenda que é anticonstitucional porque delega aos deputados o deito de decidir o que o povo pode decidir, o que é por si só uma contradição berrante contra o legítimo direito do povo de ser consultado.

Porque o governo FHC não tinha o direito de privatizar a Vale?

João Pedro Stedile: A Vale do Rio Doce tinha concessões públicas sobre a maior parte das reservas minerais que são um patrimônio público. Tinha a concessão de amplas extensões do nosso território, somente ao redor da reserva mineral de Carajás havia uma concessão de 700 mil hectares de Floresta Amazônica. A Vale do Rio Doce tinha concessão das três maiores ferrovias, a que liga Carajás a São Luiz, Belo Horizonte a Vitória e uma outra que liga o interior de Sergipe ao porto de Sergipe; ela também tinha concessão de três portos. Todas essas obras não eram propriedades da empresa, foram construídas com dinheiro público, de orçamento da União nos ministérios, portanto não cabia serem privatizadas. A Vale não se constituía em uma empresa comercial de propriedade do Estado, era na verdade uma empresa pública pertencente ao patrimônio de todo o povo. Por essa razão é que jamais o governo FHC teria o direito de vender uma coisa que não era dele, mas sim do povo.

Porque o Plebiscito representa uma grande pedagogia de massas?

João Pedro Stedile: Os movimentos sociais, as entidades, as pastorais, ao exercitarem esse direito de opinião sobre qualquer assunto, mesmo que ele não tenha força de Lei, representa uma grande lição de democracia e um exercício da vontade popular, na qual organizações representativas do povo organizam o plebiscito para que o próprio povo se manifeste. E por essa razão que o plebiscito popular, que agora vai perguntar ao povo sobre a Vale, se transforma então numa grande pedagogia de massas, para que o povo vá aprendendo que ele tem o direito de decidir.

Como o Plebiscito contribui para democratizar a informação sobre assuntos relativos às decisões políticas tomadas no país?

João Pedro Stedile: Já antes da realização do leilão, juristas e advogados entraram com mais de 100 ações contestando o direito e fazer o leilão. Infelizmente na época, tanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ), como o Supremo Tribunal Federal (STF), eram totalmente coniventes com os interesses do governo Fernando Henrique e o leilão somente pode se dar sob a condição de liminares dadas na calada da noite. O plebiscito popular sobre a vale permite então esse exercício, de levar esse tipo de informação ao conhecimento de toda população, já que os meios de comunicação massivos, financiados por polpudas verbas de publicidade negam ao povo o direito ao conhecimento dessas informações.

Qual o posição do governo Lula frente a esse processo?

João Pedro Stedile: O governo Lula, de certa forma, interrompeu as privatizações das empresas estatais, mas não mudou a política neoliberal baseada na garantia de um enorme superávit primário que significa que o governo Lula transfere aos bancos na forma de pagamento de juros, 30% de todos os recursos recolhidos nas formas de impostos. É daí que surge mais uma pergunta que também vai ser debatida, se o governo tem o direito de pegar o dinheiro que é público e transferir para os bancos na forma de pagamento de uma dívida interna que nunca é paga, muito pelo contrário, que está aumentando ano a ano.

Qual o tamanho do prejuízo da manutenção dessa dívida?

João Pedro Stedile: O governo Lula está pagando em média R$ 180 bilhões [por ano] em juros com dinheiro público. Quando o governo assumiu em janeiro de 2003, a dívida interna federal era de aproximadamente de R$ 600 bilhões. Nós pagamos nesses quatro anos quase R$ 600 bilhões e, no entanto, a dívida pulou para um trilhão e cem. Então é evidente que o mecanismo da dívida e superávit primário é apenas uma medida de política monetária que os bancos impõem ao governo. E o governo Lula, apesar de eleito com ampla maioria dos votos, não tem tido força política e nem vontade política para mudar esse quadro.


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http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=4136

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Nota Pública da Comissão Pastoral da Terra

Nota de solidariedade aos presos na ocupação da CVRD


Nota Pública

A coordenação nacional da Comissão Pastoral da Terra vem a público manifestar sua solidariedade aos 126 manifestantes de movimentos sociais e estudantis, que na tarde do dia 22 de agosto, em Belo Horizonte (MG), foram presos quando ocupavam um prédio da Ferrovia Centro Atlântica que tem como acionista principal a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).

A ação foi organizada por estudantes, professores e membros de movimentos sociais participantes da Jornada de Luta pela Educação, junto com outras organizações e movimentos que queriam chamar a atenção para a realização do Plebiscito Popular que acontecerá de 1 a 7 de setembro em todo o Brasil, no qual se pede que governo e judiciário anulem a privatização da Vale, realizada pelo governo FHC (1).

A ação da Polícia Militar, atendendo pedido da CVRD, foi rápida, e os manifestantes estão sendo acusados de terem feito reféns dois funcionários da empresa e de crime contra o patrimônio, pois a porta de entrada do prédio teria sido quebrada.

A Vale divulgou nota pública sobre os fatos. Impressiona na nota os preconceitos da Vale contra os jovens e as mulheres. A empresa atribui toda a responsabilidade pelos atos ao MST (2) e ao MAB (3), e os acusa de manipular crianças, mulheres e estudantes para seus objetivos. Esquece-se da capacidade dos jovens, sobretudo dos movimentos estudantis, de liderarem grandes ações no cenário brasileiro, como nossa história registra. Desconhece a capacidade de tantas mulheres que desempenharam e desempenham importantes funções públicas e lideraram movimentos históricos. A prisão dos manifestantes ocorreu exatamente quando em Brasília, mais de 35.000 mulheres participavam da Marcha das Margaridas, lembrando a figura destemida de Margarida Maria Alves, assassinada por defender os direitos de homens e mulheres campo, na Paraíba.

Por fim é de se destacar na Nota que a Vale usa do "apoio" que dá aos governos para reclamar a defesa de seu patrimônio e de suas empresas “A CVRD acredita na Justiça, na polícia e nos governos locais e federal, a quem temos apoiado incessantemente com o nosso trabalho...”

O que a Companhia Vale do Rio Doce quer é criar fatos para se contrapor ao grande movimento em torno ao Plebiscito que propõe a anulação da privatização deste patrimônio do povo brasileiro. Por isto também está desenvolvendo maciça campanha publicitária com os lucros que aufere da exploração das riquezas da nação, ilicitamente tornadas privadas, para dizer “o que vale para o Brasil”. Enquanto isso nós dizemos que Isso não Vale. Queremos participação nos destinos da Nação.

Nosso apoio e solidariedade com os que foram presos, com a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Educação Pública, da qual a CPT faz parte e assina o documento de reivindicação, e com tantas outras lutas que acontecem em todo o Brasil vai se concretizar na participação ativa no Plebiscito Popular na Semana da Pátria.

Goiânia, 24 de agosto de 2007.


A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra


Assessoria de Comunicação

Comissão Pastoral da Terra

Secretaria Nacional - Goiânia, Goiás.

Fone: 62 4008-6406/6412/6200


Notas de Mercosul & CPLP

(1) FHC = Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil (1995/2003). Favoreceu grupos financeiros nacionais e internacionais, em particular com a privatização de empresas estatais. Entre as suas medidas que causaram grandes prejuizos e levaram milhares de trabalhadores ao desemprego se encontram a entrega ao setor privado da Rede Ferroviária Federal e da Companhia Vale do Rio Doce. Quando FHC terminou o mandato, deixou o país envolvido em profunda crise social e economica. Detestado pelos ferroviários, ele é considerado um dos piores presidentes da história brasileira.

(2) MST= Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

http://www.mst.org.br/mst/home.php

(3) MAB = Movimento dos Atingidos por Barragens

http://www.mabnacional.org.br/