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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Brasil/Grito dos Excluídos promove jejum solidário a Dom Cappio

Foto: Bispo Dom Luís Flávio Cappio recebe apoiantes

Apoio ao Bispo Luís Cappio se intensifica em todo o país
5 novembro 2007

Em solidariedade ao Frei Luís Flávio Cappio, Bispo da Diocese de Barra (Bahia), que há dez dias faz jejum em protesto à obra de transposição e em defesa da revitalização da Bacia do Rio São Francisco, o movimento Grito dos Excluídos promoverá, nesta quinta-feira (6), na Praça da Sé, na cidade de São Paulo, uma manifestação de apoio, durante a qual os participantes farão um jejum solidário simbólico das 6h às 18h, além de realizarem um ato público marcado para as 16h.
Também em solidariedade a Dom Luís Cappio, a Articulação no Sem-Árido Brasileiro (ASA Brasil), fórum que reúne mais de 750 instituições da sociedade civil do Semi-Árido, divulgou no último dia 3, uma carta, na qual manifesta sua solidariedade ao bispo. "Manifestamos nosso apoio a um processo de revitalização participativo e democrático da bacia do Rio São Francisco, que é parte de um projeto maior de desenvolvimento sustentável do Semi-Árido", diz a carta.
Para a ASA, a obra no Rio Francisco baseia-se em um modelo que prioriza o agronegócio em detrimento da agricultura familiar, apontando para ações de privatização e mercantilização da água. "O acesso à água é um direito humano básico que necessita ser urgentemente efetivado para toda a população, em especial para os agricultores e agricultoras familiares do Semi-Árido brasileiro", argumentam os movimentos.
Ontem (4), foi a vez da Via Campesina e do Fórum Nacional de Reforma Agrária e Justiça no Campo, além dos deputados Adão Pretto (PT/RS) e Iran Barbosa (PT/SE) manifestarem sua solidariedade ao protesto de Dom Luís Cappio através de duas cartas entregues ao Secretário-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), D. Dimas Barbosa. Na carta, a Via Campesina afirma que "a transposição não criará as condições de acesso à água para os camponeses mais necessitados do semi-árido, mas fornecerá água subsidiada pelo povo brasileiro para as grandes empresas do agronegócio do Nordeste".
Já o manifesto do Fórum exige do Governo Federal a imediata paralisação das obras de transposição e o início de um amplo diálogo com a sociedade civil na busca de concretizar alternativas para um outro Semi-Árido.
Em carta enviada ao presidente Luis Inácio Lula da Silva, Dom Cappio lembra ao presidente o não cumprimento do acordo assumido em 2005, no qual Lula propôs a não dar continuidade ao projeto sem esclarecer e ampliar o debate sobre o tema, mas pouco depois retomou as obras. O acordo ocorreu em virtude do primeiro jejum que o bispo se propôs em defesa do Rio São Francisco, no qual passou onze dias sem se alimentar.
Desta vez, entretanto, o religioso não está sozinho em seu protesto. Quatro mulheres ligadas à igreja "Filhas da Maria", na cidade de Sobradinho (BA), onde está o frei, estão jejuando com ele. Mais cinco pessoas em diferentes locais do Brasil, não ingeriram alimentos durante o final de semana.
Hoje (05) pela manhã, mais de mil pessoas fecharam a ponte do município Ibotirama (BA), BR 242, que serve de acesso para Brasília. A ação aconteceu em protesto contra o projeto de transposição de águas do rio São Francisco e em solidariedade ao jejum do frei.
Ontem, um ato público em Sobradinho, chegou a reunir mais de quatro mil pessoas numa caminhada que partiu da Capela de São Francisco em direção às margens do rio São Francisco.

Fonte: Portal do Conselho Indigenista Missionário – CIMI
http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=2897&eid=341

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Brasil/Manifestações do Grito dos Excluídos trabalham a conscientização popular

De São Paulo, da Radioagência NP, Juliano Domingues /11 setembro 2007

As manifestações deste ano, da 13º edição do Grito dos Excluídos, afirmaram que o Brasil ainda não é um país independente, já que o uso de seus recursos naturais e os rumos de sua política econômica são ditados por interesses estrangeiros. A edição aconteceu na última sexta-feira (07), dia que comemoramos a independência do Brasil.

De acordo com informações da própria organização, as manifestações ocorreram em mais de mil localidades espalhadas em todos os estados do país, em atividades que também estiveram relacionadas com o Plebiscito Popular que questionou a privatização da Companhia Vale do Rio Doce.

De acordo com o coordenador nacional do Grito dos Excluídos, Luiz Basségio, as manifestações tiveram como critério a participação popular.

“Quem organiza o Plebiscito, na elaboração da perguntas, na aplicação e na computação dos dados é o povo. Então é o protagonismo no sentido de que os sujeitos das possíveis mudanças que nós buscamos, deve ser o povo. As mudanças não vão cair do céu. Elas vêm de fato da organização e da participação popular”.

O integrante ainda faz um balanço dos resultados das manifestações que envolveram o Plebiscito da Vale.

“Primeiro a unidade que esse processo consegue construir em torno das várias forças sociais. Outro ponto importante que é balela essa história de que o povo não entende de Vale. O povo não entende quando as autoridades não querem que ele entenda. Agora com todos os processos que nós fizemos de formação sobre a falcatrua que foi o leilão da Vale, o povo passa a discutir aquilo que é patrimônio da população e que deve ser respeitado e que o povo deve ser consultado”.

http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2947&Itemid=1

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Brasil/Grito conseguiu levantar debate sobre privatizações, avalia coordenador da mobilização

Bruno Bocchini e Roberta Lopes / Repórteres da Agência Brasil


São Paulo e Brasília, 8 setembro 2007 - Fazer com que a sociedade volte a discutir as privatizações no país foi um dos principais objetivos atingidos pelo 13º Grito dos Excluídos, realizado ontem (7). A avaliação é de um dos coordenadores nacionais da manifestação, Ari Alberti.

“Nós conseguimos trazer para a sociedade esse tema, que parecia que era uma questão já totalmente resolvida”, diz. “Para nós, o ponto alto foi que as atividades aconteceram nos 26 estados e no Distrito Federal. O fato de você conseguir trazer para a sociedade e discutir isso de Norte a Sul e de Leste a Oeste no país a gente avalia como ponto positivo.”

Esta edição do Grito dos Excluídos, um contraponto às comemorações do Dia da Pátria, reuniu ao menos 212 mil pessoas em todo o país, segundo os organizadores. A intenção da manifestação, organizada por cerca de 60 entidades e movimentos sociais, foi protestar principalmente contra a privatização da mineradora Vale do Rio Doce, em 1997. O processo de venda da empresa é considerado fraudulento pelos manifestantes.
O coordenador avalia também que a participação dos “excluídos de fato” nas mobilizações está crescendo ano a ano, mas que ainda não é satisfatória. “O desafio não está completo até que você consiga que os excluídos de fato possam se sentir protagonistas do acontecimento. E se eles estiveram cada ano mais presentes nas atividades, significa que o processo de construção está sendo correto”, afirma.

São Paulo foi o estado onde o maior número de pessoas participou das manifestações. De acordo com os organizadores, participaram mais de 95 mil pessoas em Aparecida e 13 mil na capital paulista, onde as atividades incluíram missa na Catedral da Sé e caminhada até o Monumento do Ipiranga.

Em Brasília, os manifestantes saíram da rodoviária em direção à catedral, mas a Polícia Militar (PM) barrou os manifestantes em frente à Biblioteca Nacional. Na Paraíba, mais de 1,5 mil pessoas participaram da manifestação em João Pessoa, segundo a organização, mas foram barradas pela PM durante a passeata. Também houve manifestações em outras cidades, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Porto Alegre e Curitiba.

Em diversos estados, os movimentos organizadores do Grito continuam realizando, até amanhã (9), um plebiscito sobre a privatização da Vale do Rio Doce. As entidades pretendem levar o resultado ao conhecimento de representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário.

"Nós precisamos avançar a democracia representativa do país. Ela deu mostras de que se esgotou como possibilidade de pensar um projeto de nação diferente. Então a nossa luta é para que aquele Artigo 14 da Constituição brasileira de 1988, que fala de plebiscito, referendo e consultas à população, seja de fato implementado", afirma Ari Alberti.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/09/08/materia.2007-09-08.3857614739/view

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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Brasil/Movimentos sociais fazem desfile paralelo na Esplanada dos Ministérios

Juliana Andrade e Marcela Rebelo / Repórteres da Agência Brasil

Brasília, 7 setembro 2007 - Representantes de movimentos sociais estão concentrados no gramado em frente à rodoviária do Plano Piloto de Brasília, de onde saem daqui a pouco a manifestação do 13º Grito dos Excluídos, que ocorre simultaneamente em várias cidades. Os manifestantes farão uma marcha pela pista paralela da Esplanada dos Ministérios, no sentido contrário ao desfile cívico de 7 de Setembro.


Os organizadores estimam que o manifestação reúna 2 mil pessoas, o dobro do ano passado. Pelos cálculos da coordenação do movimento, se concentram na rodoviária de 200 a 300 pessoas. Para a Polícia Militar, há no máximo 150 pessoas no local.


Nesta ano, o lema da manifestação é “Isto não Vale: queremos participação no destino da Nação”, um protesto contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, que as organizações sociais consideram um processo fraudulento do governo anterior.


As organizações promovem um plebiscito popular, que começou no dia 1º e vai até o próximo domingo (9), no qual consultam a população se quer a reestatização da Vale e outros temas. No próximo dia 22 eles pretendem entregar ao governo e ao Supremo Tribunal Federal o resultado do plebiscito. A expectativa é de ouvir 5 milhões de pessoas.


http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/09/07/materia.2007-09-07.9786881011/view