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segunda-feira, 24 de junho de 2013

QUEREM PÔR UM CADÁVER NO COLO DA PRESIDENTA



23 de Junho de 2013, Vermelho

Neste sábado (22), minha mulher e eu fomos à manifestação ocorrida em Belo Horizonte na qualidade de médicos. Somos professores e vários de nossos alunos estavam presentes. Como já havíamos testemunhado a violência no ato da segunda-feira anterior, fomos preparados para atender possíveis vítimas, levando na mochila alguns elementos muito básicos para pequenos ferimentos e limpeza dos olhos irritados por gás.

Por Giovano Iannotti*, especial para o Vermelho

A manifestação foi tranquila durante todo o trajeto. Até mesmo a intolerância com militantes de partidos de esquerda foi pouco vista. Uma grande bandeira vermelha era orgulhosamente carregada e, salvo um ou outro, respeitada. Contudo, o clima começou a piorar quando a manifestação encontrou o cordão policial. Como tem ocorrido, a maioria aceitou o limite imposto, mas os provocadores instavam os moderados a enfrentarem a polícia. Parecem colocados estrategicamente entre o povo, porque se repartem em certo padrão e gritam as mesmas frases.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Brasil/TEMOS QUE APROVEITAR O VIGOR DAS MANIFESTAÇÕES PARA PRODUZIR MAIS MUDANÇAS, AFIRMA DILMA



21 junho 2013, Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br (Brasil)


A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (21), que o vigor das manifestações deve ser aproveitado para que mais mudanças sejam feitas em benefício da população. Dilma anunciou, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, que vai convidar os governadores e prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos.

“O foco será: primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo. Segundo, a destinação de 100% do petróleo para a educação. Terceiro, trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS”, anunciou Dilma, que ainda afirmou que ainda vai receber os líderes das manifestações pacíficas, de entidades sindicais e dos movimentos de trabalhadores.

Para Dilma, é necessário oxigenar o “velho sistema político”, e encontrar mecanismos que tornem as instituições mais transparentes, resistentes aos malfeitos e permeáveis à influência da sociedade. Ela ainda reforçou que é um equívoco achar que qualquer país pode prescindir de partidos e do voto popular, que

Brasil/SEGUIR LUTANDO E REJEITAR AS MANOBRAS GOLPISTAS DA DIREITA



21 junho 2013, Vermelho EDITORIAL http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Os acontecimentos da última quinta-feira (20) mostram que tendências contraditórias estão presentes na grande onda de movimentações populares em todo o país. É preciso refletir sobre elas. O movimento popular tem na experiência atual um manancial de ensinamentos para orientar-se corretamente e resguardar-se de atuar como massa de manobra da direita golpista. 

Em mais de 100 cidades, dentre elas 25 das 26 capitais, realizaram-se manifestações de massas que mobilizaram mais de um milhão de pessoas. Um movimento cívico, popular, combativo, jovial, irreverente e - pela orientação dos seus organizadores e vontade da maioria dos participantes – pacífico. Mas a direita deu passos importantes na instrumentalização dos protestos e na tentativa de desviá-los para outras finalidades.

As manifestações foram infiltradas por provocadores que realizaram atos violentos e assumiram bandeiras políticas conservadoras. A transformação da luta democrática e social em um cenário de caos e desordem só favorece as forças da direita golpista.

Brasil/PRIMEIRAS REFLEXÕES

20 junho 2013, Blog do Emir, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


O movimento, iniciado como resistência ao aumento das tarifas do transporte, foi inédito e surpreendente. Quem achar que consegue captar todas suas dimensões e projeções futuras de imediato, muito provavelmente estará tendo uma visão redutiva do fenômeno, puxando a sardinha para defender teses previamente elaboradas, para confirmar seus argumentos, sem dar conta do caráter multifacetário e surpreendente das mobilizações.

Brasil/MPL se retira de protesto para evitar ser confundido com direita



21 junho 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O Movimento Passe Livre (MPL), que lidera as manifestações pela redução da tarifa do transporte público em todo o Brasil, tem uma atuação que eles denominam de "horizontal", com 40 ou 50 integrantes. Lucas Monteiro, 29 anos, é uma das lideranças encarregadas de falar com a imprensa.

Em conversa com Terra Magazine, na manhã desta sexta-feira (21), ele informa que, para evitar a apropriação do movimento pela extrema direita, e a violência nas ruas, o MPL não convocará mais protestos em São Paulo. Lucas reafirma que não fala por outros Estados, mas

Brasil/HADDAD TEM QUE QUE QUEBRAR O CARTEL DOS EMPRESÁRIOS DE ONIBUS



20 de junho de 2013, Militância Viva http://militanciaviva.blogspot.com.br (Brasil)

Marilena Chauí põe o dedo na ferida
A filósofa e professora aposentada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Marilena Chauí, avalia que a eventual revogação do aumento da tarifa de ônibus, embora importante, não resolverá o problema do transporte público de São Paulo.

“Enquanto o prefeito não quebrar o oligopólio dos empresários de ônibus, vamos andar sempre mal das pernas, não vai funcionar, mesmo que no curto prazo ele atenda às exigências do movimento e revogue o aumento da tarifa. No longo prazo o problema não estará resolvido”, disse à Rádio Brasil Atual.

Ela lembrou de quando era secretária municipal de Cultura, na gestão da prefeita Luíza Erundina (1989-93), quando foi elaborado o Projeto de Lei da Tarifa Zero, que pretendia custear o transporte público através de uma reforma tributária muncipal. “Erundina enfrentou a máfia dos ônibus, e uma reação em cadeia provocada pelos grandes empresários da construção civil e dos lojistas.

CONSTANTINO, SETTI BRAGA, JACOB BARATA: OS BARÕES DO TRANSPORTE NO BRASIL




União da Juventude Socialista http://ujs.org.br (Brasil)

Nos debates e mobilizações que buscam solucionar o problema do transporte público, a grande mídia e uma pequena parcela da sociedade tem escondido a responsabilidade dos empresários, ou melhor, da máfia dos transportes públicos. De nada adiantará os subsídio governamentais, que pesam no bolso da população junto com as altas tarifas, se a caixa preta dos custos e lucros não for aberta, permitindo um debate transparente com toda a sociedade.

Ricos empresários para pobres usuários

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Brasil/CARTA ABERTA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS À PRESIDENTA DILMA ROUSSEF


20 de Junho de 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Ela é assinada por 35 entidades do movimento social e popuular. Elas propõe a realização urgente de uma reunião nacional, envolvendo governos estaduais, prefeitos das principais capitais, e os movimentos sociais, como forma de encontrar saídas para enfrentar a grave crise urbana que atinge nossas grandes cidades.



Cara Presidenta,

O Brasil presenciou, nesta semana, mobilizações que ocorreram em 15 capitais e centenas cidades. Concordamos com suas declarações que afirmam a importância para a democracia brasileira dessas mobilizações, cientes que as mudanças necessárias ao país passarão pela mobilização popular.

Mais que um fenômeno conjuntural, as recentes mobilizações demonstram a gradativa retomada da capacidade de luta popular. É essa resistência popular que possibilitou os resultados eleitorais de 2002, 2006 e 2010. Nosso povo, insatisfeito com as medidas neoliberais, votou a favor de um outro projeto. Para sua implementação, esse outro projeto enfrentou grande resistência principalmente do capital rentista e setores neoliberais que seguem com muita força na sociedade.

Brasil/A TAREFA É DISPUTAR OS RUMOS DO MOVIMENTO!



19 junho 2013, Soletrando a liberdade! http://soletrandoaliberdade.blogspot.com.br (Brasil)

Por Caio Botelho

Desde a semana passada grandes mobilizações estão sacudindo o Brasil. Inicialmente se tratavam de protestos contra o aumento na tarifa de ônibus, metrô e trem na cidade de São Paulo, mas que se tornaram nacionais e resultaram em um movimento com imensa pluralidade de reivindicações, de todos os tipos. Um dos fatos que contribuíram para a multiplicação desses atos foi a indignação do povo com a truculenta reação da Polícia Militar do governo de Geraldo Alckmin, do PSDB, contra os que protestavam por um transporte público de qualidade.

Ainda é impossível fazer avaliações detalhadas sobre o que está acontecendo e, por vezes, sentimentos contraditórios chegam a ocupar lugar nos corações de muitos dos que, honestamente, desejam que as lutas de rua não sirvam à outros interesses senão o de garantir que o Brasil se torne uma nação mais justa. São em momentos como esses que a capacidade de compreender o contexto em que estamos inseridos é decisiva e o direito de errar deixa de existir.

Estamos diante das maiores manifestações que o Brasil presenciou em muitos anos, e nelas cabem de tudo: desde pautas avançadas até palavras de ordem que beiram o fascismo.

Brasil/"O VIGOR DE UMA JUVENTUDE IRREVERENTE E POLITIZADA", exalta UNE



20 de Junho de 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Depois de quase três semanas de protestos que foram se intensificando, governos de norte a sul do país revogaram os aumentos praticados nas tarifas de transporte público coletivo. A União Nacional dos Estudantes (UNE), que integra a mobilização, divulgou nota exaltando o "vigor" da juventude e convocando para novos atos. "Os estudantes também levarão uma das principais bandeiras desta geração: a destinação de 10% do PIB para a educação pública".

UNE: Redução é Vitória e luta continua por qualidade e 10% do PIB para educação

O anúncio feito nesta quarta-feira, 19 de junho, da redução das tarifas do transporte público nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro são vitórias que nasceram nas ruas com mobilizações populares em diversos pontos do país.

Brasil/A luta continua: UNE divulga novo vídeo sobre os recentes protestos



20 junho 2013, União Nacional dos Estudantes http://www.une.org.br (Brasil)

Entidade atenta sobre a necessidade de continuar nas ruas e reivindicar por mais avanços

O vídeo “A luta continua” foi produzido no último dia 20 de junho, após o anúncio da redução das tarifas do transporte público nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro.

Conduzido pela presidenta da entidade, Vic Barros, ele atenta principalmente sobre a necessidade de dar continuidade à luta pela garantia de mais avanços.

Brasil: O PT NUMA ENCRUZILHADA



20 junho 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


“Uma parte da sociedade brasileira, mesmo com inclinação progressista, dá sinais de fadiga com a estratégia de mudanças sem rupturas. Há crescente mal-estar com uma equação de governabilidade que preserva as velhas instituições, depende de alianças com fatias da própria oligarquia para formar maioria parlamentar, abdica da disputa de valores e renuncia à mobilização social como método de pressão. “Diante do clamor, o petismo pode rectificar sua estratégia e repactuar com a rebelião das ruas para aprofundar e acelerar reformas de base. Ou pagar o preço próprio das situações onde a esquerda e as ruas se divorciam”.

Brasil/Direita radical tenta pegar carona nos protestos pela redução da tarifa



19 junho 2013, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br (Brasil)

José Francisco Neto, da Reportagem



Durante o quinto e o sexto protesto contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo, foi notável a heterogeneidade de reivindicações. A pauta central do Movimento Passe Livre (MPL), que pede a redução das tarifas, parece estar perdendo a centralidade. Surgem em meio às manifestações cartazes com dizeres como: “Contra a corrupção” e “Impeachment à Dilma”.

Na segunda-feira (17) e na terça-feira (18), a reportagem do Brasil de Fato constatou uma sensível diferença nos atos comparando-os com a semana anterior. Os gritos não eram os mesmos puxados pelos movimentos sociais.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Brasil/MOVIMENTOS REFORÇAM LUTA SOCIAL DAS RUAS




18 junho 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Os protestos que pipocavam em diversas cidades brasileiras, há algumas semanas, ganharam contornos nacionais, saindo da temática do transporte ampliando a reflexão sobre o Brasil que queremos. A onda de manifestações de segunda-feira (17), que reuniu cerca de 250 mil pessoas, sem dúvida mudou a conjuntura política social.

Por Deborah Moreira, do Portal Vermelho


Movimentos reforçam luta social das ruas

É preciso ouvir o que as pessoas estão gritando nas ruas, compreendê-las e politizá-las ainda mais. Essa é uma das conclusões iniciais feitas por movimentos sociais reunidos nesta terça-feira (18).

Na quarta-feira (19), uma nota assinada pelos movimentos sociais presentes no encontro, que aconteceu na Lapa, zona oeste da cidade, será divulgada em apoio ao Movimento Passe Livre e demais organizações que estão à frente das mobilizações. Além disso, pedem um encontro com a presidenta Dilma Rousseff para apresentar a pauta dos movimentos sociais, muitas delas reivindicadas nos gritos dos brasileiros que saíram às ruas ontem. Assinam a nota: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Consulta Popular, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), União de Negros pela Igualdade (Unegro) , Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), entre outros.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Via Campesina Brasil/CARTA EM DEFESA DA DEMOCRACIA NO MARANHÃO

novembro 2008/Caros Amigos http://carosamigos.terra.com.br/

A Via Campesina Brasil, composta pelos movimentos sociais do campo, pastorais e entidades – MAB, MPA, MMC, MST, PJR, CPT, CIMI, FEAB e ABEEF – vem expressar sua posição e denunciar à sociedade brasileira, a ação traiçoeira que a oligarquia Sarney tenta impor ao povo do Maranhão.
O Maranhão é um dos lugares do mundo que mais concentra terra. E isso é fruto da política latifundista e concentradora desenvolvida há mais de 40 anos por esta oligarquia e em 2006, o povo maranhense, em eleição democrática e popular, escolheu Jackson Lago, governador do Maranhão, e derrotou assim, a mais atrasada e cruel oligarquia do país, a família Sarney.
Por isso, repudiamos os atos que a oligarquia Sarney vem fazendo para tentar reverter sua derrota nas eleições de 2006 e no pleito de 2008. E denunciamos para a sociedade brasileira a ação traiçoeira que esta oligarquia tenta impor ao povo maranhense. É preciso saber que há quase dois anos está em curso a montagem de um golpe, que tenta cassar na justiça o mandato popular do Jackson Lago, para entregá-la à Roseana Sarney, a filha do velho oligarca.
Além da petulância de por várias vezes marcar a data de cassação de Jackson, espalha que ainda este ano o governador será cassado pelo TSE. Reiteramos aqui, nossa crença no dever de isenção do TSE enquanto gestor dos processos eleitorais que garantem à sociedade a plena manifestação de sua vontade, pelo exercício do direito de votar e ser votado.
Repudiamos, assim, todas as ações realizadas nos municípios nos quais os representantes da oligarquia tentam, através de ações judiciais, impedir a posse de prefeitos eleitos por partidos contrários à oligarquia.
Nós da Via Campesina Brasil somos solidários ao povo maranhense e ao governador Jackson Lago, assim como apoiamos as mobilizações populares em defesa de suas escolhas e conquistas.

NÃO AO GOLPE. VIVA A DEMOCRACIA NO MARANHÃO!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Moçambique/Via Campesina realiza sua 5ª Conferência Internacional

14 outubro 2008/Conselho Indigenista Missionário (CIMI) http://www.cimi.org.br

A Via Campesina, movimento que agrega e representa milhões de camponeses em todo o mundo, celebrará sua V Conferência Internacional em Maputo (Moçambique), entre os dias 16 e 23 de outubro. Mais de 500 lideranças camponesas de mais de 70 países estarão reunidas para discutir alternativas à crise alimentar, e outras questões que estão no topo da agenda global. A conferência reserva espaço ainda para dois momentos importantes: a Assembléia de Jovens Camponeses, nos dias 16 e 17, e a Assembléia das Mulheres Camponesas, nos dias 17 e 18.

Os trabalhadores rurais organizados na Via Campesina vêm lutando há muitos anos por um modelo de produção agrícola baseado em pequena agricultura sustentável, opondo-se ao modelo orientado à exportação, que causa a destruição dos meios de sustento das comunidades rurais e do meio ambiente. A atual crise deixa claro que um sistema alimentar baseado na exportação e na chamada "revolução verde" não é seguro, além de gerar fome e pobreza.

Desde sua criação, há 15 anos, a Via Campesina se transformou na primeira e mais importante rede mundial de agricultores, camponeses e pequenos produtores de alimentos, cuja voz está cada vez mais presente na opinião pública internacional e em fóruns como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e o Conselho de Direitos Humanos em Genebra.

A Conferência Internacional é o principal evento da organização e acontece a cada quatro anos. É um espaço onde se adota, de forma coletiva, as grandes decisões políticas e de organização. Os delegados irão analisar a situação atual e debater as futuras linhas de ação. A entidade anfitriã do evento é a UNAC – União Nacional dos Campesinos de Moçambique.

No Brasil, participam da Via Campesina oito movimentos sociais. A saber, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Representantes de cada uma dessas organizações estarão em Maputo. (Fonte: Via Campesina)

Cobertura especial em www.viacampesina.org


http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=3469&eid=257

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Nota Pública da Comissão Pastoral da Terra

Nota de solidariedade aos presos na ocupação da CVRD


Nota Pública

A coordenação nacional da Comissão Pastoral da Terra vem a público manifestar sua solidariedade aos 126 manifestantes de movimentos sociais e estudantis, que na tarde do dia 22 de agosto, em Belo Horizonte (MG), foram presos quando ocupavam um prédio da Ferrovia Centro Atlântica que tem como acionista principal a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).

A ação foi organizada por estudantes, professores e membros de movimentos sociais participantes da Jornada de Luta pela Educação, junto com outras organizações e movimentos que queriam chamar a atenção para a realização do Plebiscito Popular que acontecerá de 1 a 7 de setembro em todo o Brasil, no qual se pede que governo e judiciário anulem a privatização da Vale, realizada pelo governo FHC (1).

A ação da Polícia Militar, atendendo pedido da CVRD, foi rápida, e os manifestantes estão sendo acusados de terem feito reféns dois funcionários da empresa e de crime contra o patrimônio, pois a porta de entrada do prédio teria sido quebrada.

A Vale divulgou nota pública sobre os fatos. Impressiona na nota os preconceitos da Vale contra os jovens e as mulheres. A empresa atribui toda a responsabilidade pelos atos ao MST (2) e ao MAB (3), e os acusa de manipular crianças, mulheres e estudantes para seus objetivos. Esquece-se da capacidade dos jovens, sobretudo dos movimentos estudantis, de liderarem grandes ações no cenário brasileiro, como nossa história registra. Desconhece a capacidade de tantas mulheres que desempenharam e desempenham importantes funções públicas e lideraram movimentos históricos. A prisão dos manifestantes ocorreu exatamente quando em Brasília, mais de 35.000 mulheres participavam da Marcha das Margaridas, lembrando a figura destemida de Margarida Maria Alves, assassinada por defender os direitos de homens e mulheres campo, na Paraíba.

Por fim é de se destacar na Nota que a Vale usa do "apoio" que dá aos governos para reclamar a defesa de seu patrimônio e de suas empresas “A CVRD acredita na Justiça, na polícia e nos governos locais e federal, a quem temos apoiado incessantemente com o nosso trabalho...”

O que a Companhia Vale do Rio Doce quer é criar fatos para se contrapor ao grande movimento em torno ao Plebiscito que propõe a anulação da privatização deste patrimônio do povo brasileiro. Por isto também está desenvolvendo maciça campanha publicitária com os lucros que aufere da exploração das riquezas da nação, ilicitamente tornadas privadas, para dizer “o que vale para o Brasil”. Enquanto isso nós dizemos que Isso não Vale. Queremos participação nos destinos da Nação.

Nosso apoio e solidariedade com os que foram presos, com a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Educação Pública, da qual a CPT faz parte e assina o documento de reivindicação, e com tantas outras lutas que acontecem em todo o Brasil vai se concretizar na participação ativa no Plebiscito Popular na Semana da Pátria.

Goiânia, 24 de agosto de 2007.


A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra


Assessoria de Comunicação

Comissão Pastoral da Terra

Secretaria Nacional - Goiânia, Goiás.

Fone: 62 4008-6406/6412/6200


Notas de Mercosul & CPLP

(1) FHC = Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil (1995/2003). Favoreceu grupos financeiros nacionais e internacionais, em particular com a privatização de empresas estatais. Entre as suas medidas que causaram grandes prejuizos e levaram milhares de trabalhadores ao desemprego se encontram a entrega ao setor privado da Rede Ferroviária Federal e da Companhia Vale do Rio Doce. Quando FHC terminou o mandato, deixou o país envolvido em profunda crise social e economica. Detestado pelos ferroviários, ele é considerado um dos piores presidentes da história brasileira.

(2) MST= Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

http://www.mst.org.br/mst/home.php

(3) MAB = Movimento dos Atingidos por Barragens

http://www.mabnacional.org.br/

terça-feira, 17 de julho de 2007

Brasil/Integração latino-americana encerra a 6° Jornada de Agroecologia

Pedro Carrano, de Cascavel (PR) / 16 Julho 2007 / MSTA Jornada de Agroecologia, organizada pelos movimentos sociais que compõem a Via Campesina, chegou ao final da sua 6ª edição. O encerramento aconteceu no último sábado, 14, no assentamento Olga Benário, em Santa Teresa do Oeste, próximo ao campo experimental de transgênicos da multinacional suíça Syngenta Seeds. O local havia sido ocupado pela Via no ano passado, por estar localizado na zona de amortecimento do Parque Iguaçu.

Além das famílias que vivem no assentamento, o Olga Benário também abriga as 70 famílias do acampamento Terra Livre, que se encontravam acampadas na área da Syngenta. Elas se retiraram da área ocupada na semana passada, depois de um recurso da empresa reconhecido pela justiça.
O encerramento da Jornada apresentou a mística feita justamente com as sementes produzidas no Terra Livre, sem a presença de transgênicos.
Depois foi a vez da fala do candidato a presidente do Paraguai, Fernando Lugo, representante de movimentos sociais paraguaios e do trabalho de base da Igreja.
Lugo abordou o tema “Integração dos Povos. A Construção da Nossa América”.
Um continente unido, como frisou Lugo, não é um ideal novo. Na verdade o Paraguai chegou a colocá-lo em prática quando, depois da independência, privilegiou o comércio com as regiões vizinhas.
Aplaudido por militantes do movimento social paraguaio presentes no local, e que cantavam “Lute, lute, lute, não deixe de lutar, por um governo operário, camponês e popular”, Lugo falou do contexto latino-americano que levou à presidência dos países um ex-operário, um indígena, algo impensável noutra época.
Com o título a “Ética do Cuidado”, a programação da manhã encerrou-se com a fala do teólogo Leonardo Boff, ressaltando a necessidade do trabalho em forma de cooperativas.
Jucimar Zuchi, técnico em agroecologia, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ressaltou que o evento deste ano cresceu em quantidade e também na construção coletiva das organizações que compõem Via Campesina. Zuchi falou também sobre a dificuldade de adotar o modelo da agroecologia e a necessidade de capacitação de técnicos – dos próprios movimentos – para realizar este trabalho.
“As escolas de agroecologia resgatam o conhecimento e dão mais consistência para as pessoas se libertarem. A Jornada também é um destes espaços”, afirma.
A coordenadora estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) concorda que um dos destaques foi a construção coletiva dos movimentos.
“O evento foi produtivo pela união da Via Camponesa em si, não só o trabalho do MST, ou do MAB. A cada jornada a gente vê a realização do trabalho que a gente realiza na base”, afirma.
Na avaliação de Maria Rita Reis, advogada da Terra de Direitos e membro da organização da Jornada de Agroecologia.
“A Jornada de Agroecologia se consolidou não como um evento, mas como um processo, então a gente percebe que as pessoas já têm esse compromisso de trazer para a jornada esta experiência acumulada durante o ano, trocar experiências e sementes para intercambiar, isto demonstra a viabilidade da Jornada de Agroecologia na prática cotidiana dos agricultores.
É um processo difícil, que tem contradições, mas se você for comparar com seis anos atrás, hoje os agricultores são mais convencidos da necessidade de buscar alternativas”, avalia.

http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=3887