20 de junho de 2013, Militância Viva http://militanciaviva.blogspot.com.br (Brasil)
Marilena Chauí põe o dedo na ferida
A filósofa e professora aposentada da Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Marilena Chauí, avalia que
a eventual revogação do aumento da tarifa de ônibus, embora importante, não resolverá
o problema do transporte público de São Paulo.
“Enquanto o prefeito não quebrar o oligopólio dos
empresários de ônibus, vamos andar sempre mal das pernas, não vai funcionar,
mesmo que no curto prazo ele atenda às exigências do movimento e revogue o
aumento da tarifa. No longo prazo o problema não estará resolvido”, disse à
Rádio Brasil Atual.
Ela lembrou de quando era secretária municipal de
Cultura, na gestão da prefeita Luíza Erundina (1989-93), quando foi elaborado o
Projeto de Lei da Tarifa Zero, que pretendia custear o transporte público
através de uma reforma tributária muncipal. “Erundina enfrentou a máfia dos
ônibus, e uma reação em cadeia provocada pelos grandes empresários da
construção civil e dos lojistas.
