Presidente
interino demonstrou constrangimento com a situação. Ele pediu a parlamentares
para que seja aprovada, amanhã (24), proposta para mudança da meta fiscal, que
permita ajustes na economia.
Brasília – A primeira
ida do presidente interino Michel Temer, ao Congresso Nacional, programada pelo
governo para ser um evento emblemático, terminou sendo considerada “um fiasco”
do início ao fim por assessores, senadores do PMDB, parlamentares que fazem
oposição a Temer e até aliados dele. Em vez de pronunciamento ou entrevista, a
visita de hoje (23) ao Legislativo, com objetivo de discutir a proposta de
alteração da meta fiscal, foi sufocada pela queda do ministro do Planejamento,
Romero Jucá. Temer foi recebido por manifestantes e parlamentares com vaias,
seguidas frases de “fora golpista”. Nem ele, nem sua equipe conseguiram
disfarçar o constrangimento.
Temer entrou no
Senado em tom formal, pela chapelaria, prometendo falar com a imprensa e sendo
reverenciado por aliados. Saiu calado, em meio a gritos e cartazes levantados
em sua direção e na dos ministros que o acompanharam e preferiu entrar no carro
sem dizer uma única palavra.
O ministro da Casa
Civil, Eliseu Padilha, que se atrasou e chegou para a reunião um pouco depois
do presidente, entrou de cabeça baixa. Precisou ser conduzido com a ajuda de
seguranças




