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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Brasil/O "Fora Temer" e a censura nas Olimpíadas



9 agosto 2016, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)

por Débora Melo, Carta Capital

Torcedores foram expulsos de arenas após protestos contra o presidente interino; para juristas, medida fere direito à liberdade de expressão


"Se você se manifestar com uma faixa 'fora Temer', vamos pegar a faixa". Foi assim que um agente de segurança do estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, iniciou uma discussão com dois torcedores que assistiam à partida da seleção brasileira feminina de futebol contra a China, na quarta-feira 3. "Dentro do estádio não pode", disse o funcionário, conforme vídeo que circula na internet.

Protestos contra o presidente interino Michel Temer (PMDB) têm sido reprimidos nos Jogos Olímpicos, e alguns manifestantes chegaram a ser expulsos

domingo, 15 de maio de 2016

Brasil/Marcha contra Temer leva mais de 35 mil para a Avenida Paulista (São Paulo)




13 maio 2016, https://www.brasildefato.com.br  (Brasil)

Gisele Brito

Atos contra o presidente interino ocuparam as ruas de outras cidades, como Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre



O encerramento aconteceu às 20h30 com uma pixação 
dos vidros do escritório da Presidência da República
Gisele Brito/Brasil de Fato

Na noite desta quinta-feira (12), cerca de 35 mil pessoas se manifestaram na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), contra o afastamento da presidenta Dilma Rousseff e a posse do presidente interino Michel Temer. A concentração do ato começou às 17h no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e, por volta das 18h30, seguiu até o escritório da Presidência da República, em frente ao metrô Consolação. O ato foi chamado pela Frente Povo sem Medo.

Apesar do grande

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Brasil/ENTRAVES ECONÔMICOS À REFORMA POLÍTICA



23 julho 2013, Teoria e Debate http://teoriaedebate.org.br

Teoria e Debate, Edição 114

Ampliar a participação popular põe em risco o poder da pequena parcela detentora da maior parte da riqueza do país. Eis a razão de fundo, além dos interesses particulares de parlamentares e de seus partidos, da enorme resistência a uma reforma capaz de radicalizar nossa democracia, materializada nos discursos do núcleo-duro da oposição (PSDB, DEM e PPS, com o precioso auxílio de setores da “base aliada”, sobretudo o PMDB)  reproduzidos pela grande mídia

Passado mais de um mês desde as imprevistas manifestações que sacudiram o Brasil no mês de junho, parece haver certo consenso, ao menos à esquerda, de que, independentemente das diferentes avaliações de suas causas e consequências mais imediatas, elas tiveram ao menos o mérito de expor, a exemplo do que já ocorrera recentemente em outros países, a falência de nosso atual sistema político. Com efeito, já não se pode negar que a estreiteza de nossa democracia não é mais capaz de dar vazão ao legítimo anseio de participação que floresceu, sobretudo, com o advento e a disseminação da internet e de suas redes sociais. Tampouco é capaz de permitir respostas satisfatórias às demandas surgidas a partir das transformações econômicas e sociais vividas pelo Brasil nos últimos dez anos.
  
Nesse sentido, não resta dúvida de que apenas uma profunda reforma em nosso sistema político-eleitoral, nas formas de representação e nos mecanismos de participação popular, pode abrir uma saída positiva para este novo momento.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Brasil/'Meu governo e meu partido ouviram o recado das ruas'



3 agosto 2013, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Por vídeo, presidente Dilma Rousseff dá boas-vindas aos governos de esquerda da América Latina e Caribe, participantes do XIX Foro de São Paulo, e convida-os a ver "com seus próprios olhos o Brasil de hoje": "Um Brasil de que nos orgulhamos e que vamos continuar mudando". Quanto às manifestações, disse que os protestos não pediram a "volta ao passado"

247 – Em um vídeo de boas-vindas aos participantes do XIX Foro de São Paulo, a presidente Dilma Rousseff afirmou que seu governo e o PT "entenderam rapidamente o recado das ruas", em referência às manifestações públicas do mês de junho, e disse que os protestos são "parte indissociável do processo de ascensão social" brasileiro. Ela disse que os protestos não pediram a "volta ao passado" e prometeu "continuar mudando" o Brasil.

Mil cento e dezoito pessoas se credenciaram para participar do encontro, que reúne organizações latino-americanas e caribenhas de esquerda.

"Brasileiros e brasileiras, especialmente os jovens, foram às ruas demandando a melhoria das políticas públicas e mudanças que contribuam para dar uma maior representatividade e credibilidade a governos e partidos", declarou a presidente

terça-feira, 8 de julho de 2008

Apesar de protestos, deputados do Timor terão carros de luxo

Dili, 8 julho (Lusa) - O presidente do Parlamento Nacional do Timor Leste, Fernando La Sama de Araújo, recebeu nesta terça-feira representantes do movimento estudantil, que protagoniza protestos em Dili, mas informou que vai dar seguimento à compra de carros para todos os deputados do país.

Os estudantes, que começaram as manifestações há um mês, criticam a aquisição de 65 veículos pelo Parlamento - considerada uma "regalia" em um país pobre - e anunciam que os protestos vão continuar até sexta-feira, como previsto.

Três representantes das associações de estudantes foram recebidos no final da manhã pelo presidente do Parlamento e por seu vice, Vicente Guterres.

“La Sama de Araújo disse que não vai cancelar a compra dos carros de luxo e nós dissemos que vamos manter a manifestação até o quinto dia”, afirmou, na saída do encontro, o estudante Marcos Guterres Gusmão.

A polícia timorense prendeu nesta terça 16 manifestantes, mas o protesto na Universidade Nacional Timor Lorosae (UNTL) decorreu sem as cenas de violência que marcaram a segunda-feira.

Os estudantes universitários timorenses protestam no campus da universidade, que fica no lado oposto da rua do Parlamento, no centro de Dili, e no Campo da Democracia, a poucas centenas de metros.

Os 21 estudantes detidos na segunda-feira pela polícia continuam sob custódia das autoridades e serão apresentados a um juiz na quinta-feira.

A notícia das novas detenções foram confirmadas a Agência Lusa pelo subcomissário Carlos Pereira, comandante-interino da Polícia das Nações Unidas (UNPol) no distrito de Dili.

"Tivemos várias reuniões na semana passada com os estudantes. Um grupo aceitou o Campo da Democracia para se manifestar, porque a lei não permite a manifestação na UNTL”, que fica a menos de cem metros do Parlamento.

"Mas outro grupo, ao fim de oito horas de reunião, insistiu em fazer a manifestação diante do Parlamento”, explicou o oficial da UNPol.

Um grupo de ex-prisioneiros políticos timorenses, incluindo figuras conhecidas da resistência à ocupação indonésia, exigiu nesta terça-feira "a libertação imediata e incondicional" dos estudantes detidos pela polícia, que usou bombas de gás lacrimogêneo para conter o protesto.

"Não havia necessidade de uma intervenção policial como aquela", afirmou à Lusa o presidente da Associação dos Ex-Prisioneiros Políticos timorenses (Asepol), Jacinto Alves.

"Houve um uso excessivo da força porque a manifestação era pacífica e não havia emergência nenhuma”, afirmou à Lusa outro membro da Asepol, Gregório Saldanha, sobrevivente de um massacre em 1991.

Os estudantes detidos pela polícia são acusados de crime de desobediência.

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anana Gusmão enfrenta suspeita de corrupção no Timor
Mnifestação de estudantes no Timor é dispersa pela polícia
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studantes do Timor protestam contra regalias de deputados