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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Argentina/33 AÑOS DEL CONFLICTO BÉLICO POR LA SOBERANÍA DE LAS MALVINAS

2 abril 2015, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)


VOLVEREMOS

Un 2 de abril, pero hace 33 años, inició el conflicto bélico por la soberanía de las Islas Malvinas, que tuvo su punto de partida el 3 de enero de 1833, cuando el Reino Unido ocupó ilegalmente ese territorio y desalojó a las autoridades argentinas impidiendo su regreso.


La Organización de las Naciones Unidas (ONU) en 1960 calificó la ocupación como un caso colonial especial e instó a Gran Bretaña a poner fin al colonialismo. Por su parte, en 1977 Gran Bretaña decide no concertar por la soberanía y organiza la “defensa” de las islas.

A partir de 1981, el Gobierno de Argentina emite varias propuestas para negociar el tema de la soberanía, pero Gran Bretaña no accede.

Inicio del conflicto bélico
Los constantes desacuerdos entre Argentina y Gran Bretaña dan origen a un conflicto armado que

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Secretário do PCdoB defende condenação do Brasil a Israel

De São Paulo, Priscila Lobregatte

Blogue Somos Todos Palestinos http://somostodospalestinos.blogspot.com

Atuante na luta antiimperialista, pela soberania e direitos dos povos, o PCdoB tem incentivado seus militantes a integrarem as manifestações que acontecem por todo o país contra o genocídio na Faixa de Gaza. Um dos principais momentos de mobilização ocorrerá na abertura do Fórum Social Mundial, dia 27, em Belém. Em entrevista ao Vermelho, o secretário de Relações Internacionais do partido, José Reinaldo Carvalho, analisa a situação e defende a condenação enérgica pelo governo brasileiro às ações de Israel e o apoio à causa palestina.

Qual seria a saída para o fim dos conflitos entre Israel e Palestina?

A saída é muito difícil porque as razões que levaram a essa nova escalada são históricas e a situação é complexa. Só vejo solução se os problemas históricos e de fundo forem enfrentados. De qualquer maneira, é preciso lutar de imediato pela suspensão dos bombardeios, da ocupação terrestre e contra o cerco à Faixa de Gaza, assim como contra a campanha de aniquilamento da Resistência. É preciso também acabar com essa hipocrisia de dizer que as partes que estão negociando vão promover uma trégua e que o pressuposto é que o Hamas “pare de dar tiros”, como se se tratasse de uma guerra entre dois exércitos. O que há ali é massacre e uma luta desigual. Israel não pode continuar impunemente submetendo a população palestina e as forças da Resistência a uma operação de cerco e extermínio.

Porém, os problemas na região remontam à criação do Estado de Israel...

O Estado de Israel foi criado na base da usurpação do território da Palestina. Quando a Assembléia Geral das Nações Unidas de 28 de novembro de 1947 determinou, através da Resolução 181 a criação do Estado de Israel, estabeleceu também a criação do Estado da Palestina. Havia, então, a expectativa de que ambos os estados seriam capazes de conviver em harmonia. O que aconteceu, no entanto, é que desde então Israel foi se expandindo cada vez mais e inviabilizou a criação do Estado palestino. Não há o que tergiversar sobre isso. E mais: houve a guerra de 1967, quando Israel ocupou ainda mais territórios palestinos e árabes, revelando-se um Estado expansionista na região do Oriente Médio. Além disso, todo o processo de colonização dos territórios que passaram a ser de Israel foi feito na base da usurpação de terras das famílias palestinas, o que gerou um grande êxodo. Existem cerca de 4 milhões de refugiados. Por tudo isso, além da questão imediata deste conflito, é preciso avançar para a criação do Estado da Palestina livre, independente, com plena soberania, tendo por capital Jerusalém Oriental. Enquanto estas questões não forem resolvidas, não haverá paz na Palestina.

E os Estados Unidos têm papel fundamental no acirramento dos conflitos...

Sim. A resolução 242 da ONU, posterior ao conflito de 1967, determina a devolução de todos os territórios ocupados então e a criação do Estado Nacional Palestino. Então, quem está violando o direito internacional é Israel e os protetores de Israel, ou seja, os países imperialistas, especialmente os Estados Unidos, mas também a União Européia. A situação se complica com a tentativa dos Estados Unidos de impor o chamado Plano de Reestruturação do Oriente Médio, um engendro da Administração Bush, que corresponde às ambições hegemônicas do imperialismo norte-americano. Israel é a cabeça de ponte para a realização desse plano; é um Estado artificial que existe em nome dos interesses do imperialismo. É por isso que Israel guerreia não só contra os palestinos, mas também contra o Líbano, contra a Síria e outros países da região. E é por isso que urde planos para agredir o Irã. E, claro, desta estratégia faz parte também o apoio dos EUA a regimes árabes reacionários, que se comportam como “cavalos de Tróia” dentro do mundo árabe.

Que peso tem a vitória obtida pelo Hamas nas eleições parlamentares de 2006 nos conflitos atuais?


É curioso. Os países imperialistas aparecem como paladinos da democracia, exigiram eleições na Palestina e chegaram a monitorá-las. O Hamas se apresentou como força política, aceitou jogar as regras eleitorais e foi o vencedor daquelas eleições por conta de sua força política. Porém, esses mesmos países que supostamente defendem a democracia não reconheceram a vontade do povo palestino. Ou seja, para eles as regras democráticas só valem se uma determinada força ganha a eleição. A não aceitação dos resultados eleitorais e o anúncio do bloqueio dos fundos da Palestina feitos por Israel, Estados Unidos e União Européia certamente contribuíram para deteriorar a situação, que culminou com o sítio a Gaza, inviabilizando o suprimento do território em gêneros de primeira necessidade e medicamentos. O problema, portanto, não está no fato de ser o Hamas, islâmico e xiita. O problema é que Israel, os EUA e a UE não aceitam a emergência de forças da Resistência nacional. O mesmo acontece no Líbano com o Hezbollah.

Como se deu o fortalecimento de organizações com o Hamas e o Hezbollah?

Houve um momento importante na luta dos povos árabes durante as décadas de 1950, 1960 e 1970, quando emergiu o nacionalismo pan-árabe, formado por importantes forças republicanas, laicas, patrióticas, que chegaram ao poder em vários países árabes como fruto de revoluções nacionais, democráticas e anti-monárquicas. Uma das grandes figuras desse período foi o presidente (Gamal Abdel) Nasser, no Egito. Essas forças entraram em decadência por razões variadas e isso levou à emergência do que se chama de fundamentalismo islâmico. Tanto o Hamas quanto o Hezbollah crescem no vácuo deixado pelo enfraquecimento dessas forças e, claro, pelos seus méritos próprios como forças políticas capazes de se ligarem ao seu povo e de defender a identidade nacional, levando esta luta às últimas conseqüências. Existe, claro, um componente religioso, que é habilmente explorado pelo inimigo para semear a divisão das forças patrióticas e da Resistência nacional. Nós, comunistas, não concordamos com a idéia de um Estado teocrático, mas reconhecemos nessas organizações forças ligadas ao povo e cuja atuação tem sentido antiimperialista.

No conflito atual, como analisa a atuação dos principais países do tabuleiro político internacional, especialmente Estados Unidos e França?

O imperialismo norte-americano demonstrou, mais uma vez, seu apoio indeclinável a Israel. Bloqueiam qualquer possibilidade de o Conselho de Segurança da ONU tomar medidas efetivas em favor do cessar-fogo. A última Resolução foi um pedido de cessar-fogo, com a abstenção dos EUA. Esta potência imperialista propagandeia – com o apoio da mídia pressurosa em difundir esta idéia – que Israel está se defendendo do Hamas. Isso é falso. Tentam transformar o agressor em vítima. O imperialismo atua no sentido de legitimar os ataques e o genocídio e corrobora a estratégia israelense de aniquilar a Resistência palestina. A União Européia age no mesmo sentido. Os presidentes da França e da República Tcheca (esta última no exercício da presidência da UE), por exemplo, declararam seu apoio a Israel na luta contra o Hamas. Por isso o Hamas repudiou a intervenção da UE e em particular da França classificando-a como parcial, por tomar o lado de Israel. O presidente Nicolas Sarkozy envergonhou a França com o comportamento de trapalhão durante a semana passada trombeteando ter patrocinado um acordo de paz, sendo imediatamente desmentido por todas as partes envolvidas. Diga-se entre parênteses que poucas semanas antes ele veio ao Brasil desfrutar das demonstrações de sabujice de setores das classes dominantes brasileiras e da mídia que o paparicaram e fizeram com que se sentisse um imperador. Veio tentar atrair o Brasil e o Mercosul para a área de influência da União Européia. No que se refere ao Oriente Médio a UE pretende ocupar uma posição de destaque na crise. O plano apresentado por França e Egito é inócuo porque nem de longe faz menção clara à questão principal já referida aqui: criar um Estado palestino livre, independente e autônomo. Por fim, fazem parte das metas da União Européia a criminalização do Hamas e do conjunto da Resistência palestina.

E a postura do governo brasileiro?

Entre as forças políticas que integram o governo brasileiro, o PCdoB é uma das que mais valorizam a política que o presidente Lula e sua chancelaria têm feito em relação ao Oriente Médio. O ponto alto foi a realização da Cúpula América do Sul e Países Árabes, que atraiu a hostilidade dos EUA e de Israel. Foi muito positiva a declaração espontânea do presidente Lula quando condenou os EUA por impedirem uma ação da ONU em favor do cessar-fogo na crise atual. Corajosamente, criticou a própria ONU. Mas, me permito dizer que a posição formal do Itamaraty apenas “deplorando” a agressão israelense por ser “desproporcional” é uma posição tíbia, digamos, tecnicista, protocolar. É preciso condenar os ataques. A clareza política não pode ser obnubilada pelos rituais diplomáticos. O Brasil deve jogar um papel mais afirmativo em favor da causa palestina e condenar o terrorismo israelense. O presidente Lula deveria, inclusive, rever a decisão de visitar Israel este ano. Além disso, o Brasil não pode permitir que se concretize a proposta de realizar um acordo bilateral entre o Mercosul e Israel. Nossa diplomacia, que com muito talento desmontou a Alca, deveria ajudar a desmontar essa proposta. Aproveito para aplaudir a atitude do presidente Hugo Chávez de romper relações com Israel. O Estado terrorista e genocida de Israel merece ser repudiado e sancionado pela comunidade internacional.

Que papel o PCdoB pode desempenhar neste momento?

O PCdoB luta pela paz e apoia os esforços pela paz e, de imediato, para que cesse o genocídio e a crise humanitária em Gaza. Mas, é preciso que se apresentem planos sérios, factíveis. Será inócuo qualquer plano de paz que não parta de uma condenação clara à ofensiva israelense, de uma caracterização clara de que Israel está fazendo um genocídio e de uma exigência impositiva de que acabem imediatamente com os bombardeios e a ocupação em Gaza. Estamos orientando nossa militância a realizar manifestações em todo o Brasil, fortalecendo as organizações que lutam pela paz e praticam a solidariedade internacionalista, participando dos protestos e contribuindo para fortalecer a unidade do movimento pela paz. Estamos principalmente conclamando nossa militância, quadros e organizações sob nossa influência a transformarem o ato público de abertura do Fórum Social Mundial em Belém, dia 27, num grande ato contra o genocídio perpetrado por Israel nos territórios palestinos. O partido estará lá cumprindo seu papel de força internacionalista e solidária.