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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Operation Condor 2.0: A Blow Against Venezuela/Второе издание плана «Кондор». Удар по Венесуэле



27.05.2016, Strategic Culture Foundation http://www.strategic-culture.org (Russia),
Фонд стратегической культуры http://www.fondsk.ru (Россия)


In his speeches Venezuelan President Nicolás Maduro constantly returns to the subject of the new Condor plan that the US is seeking to undertake in Latin America and the Caribbean. The codename «Condor» was first used to camouflage the widespread oppression orchestrated by military juntas in South America (mainly in Chile, Brazil, Argentina, Bolivia, Uruguay, and Paraguay) from 1970-1980.

Much is known today about the active support that America’s intelligence agencies and State Department lent to those repressive operations. The campaign was coordinated by the US secretary of state at that time, Henry Kissinger, and an International Criminal Tribunal still holds documents incriminating him. At least 70,000 people were killed during the Condor operations – politicians, trade union and other public figures, journalists, diplomats, academics…

Venezuela is the primary target of the new Condor plan. The Obama administration is doing all it can to

sábado, 22 de agosto de 2015

Brasil/Democracia 7 x 1 Golpe

20 agosto 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
 
Por Wevergton Brito Lima

Nesta quinta-feira (20), por todo o Brasil, milhares e milhares de pessoas ocuparam ruas e praças. Uma manifestação vigorosa, bonita e vibrante em defesa, principalmente, do legítimo mandato da Presidenta Dilma Rousseff. Além da presença expressiva, fica evidente a esmagadora superioridade moral desta passeata em comparação com a do último dia 16.

As palavras de ordem dos manifestantes pela democracia traduzem o que existe de mais avançado em uma sociedade que se pretenda moderna e humana. Não se viram, nesta quinta-feira, cartazes pedindo a volta da ditadura, nem a morte de quem pensa diferente, nem a exaltação do preconceito, da tortura e do ódio.

Os cartazes exigiam respeito à democracia, mais justiça social, moradia para os sem teto, terra para os sem-terra, combate à qualquer forma de discriminação.
 

Nas passeatas do dia 20 todos os rostos e cores que formam o miscigenado povo brasileiro se encontraram. Na diversidade de pensamentos que forma o rico painel da luta popular no Brasil, comunistas, socialistas, patriotas, democratas, ateus, crentes, negros, brancos, índios, jovens de todas as idades, gays e lésbicas empunhavam cada qual bandeiras e

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Equador/O CASO ASSANGE


Em 2010 o mundo foi surpreendido pela divulgação de uma série de documentos comprobatórios de que muitos governos e autoridades dizem uma coisa e fazem outra. A máscara caiu. Todos viram que o rei estava nu.

26 agosto 2012/Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil) 

Por Frei Betto, na Adital

O  site WikiLeaks, monitorado pelo australiano Julián Assange, publicou documentos secretos que deixaram governos e autoridades envergonhados, sem argumentos para justificar tantos abusos e imoralidades.

Maquiavel já havia afirmado, no século 16, que a política tem pelo menos duas caras. A que se expõe aos olhos do público e a que transita nos bastidores do poder.

Bush e Obama admitiam torturas no Iraque, no Afeganistão e na base naval de Guantânamo, enquanto acusavam Cuba, na Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, de maltratar prisioneiros...

O WikiLeaks nada inventou. Apenas se valeu se fontes fidedignas para coletar informações confidenciais, em geral constrangedoras para governos e autoridades, e divulgá-las. Assim, o site desempenhou importante papel pedagógico. Hoje, as autoridades devem pensar duas vezes antes de dizer ou fazer o que as envergonhariam, caso caísse em domínio público.

Apesar da saia justa, o cinismo dos governos parece não ter cura. Em vez de admitirem seus erros e tramoias de bastidores, preferem bancar a raposa da fábula de Esopo, divulgada por La Fontaine. Já que as uvas não podem ser alcançadas, melhor alegar que estão verdes...

Acusam Julián Assange – não de mentir ou divulgar documentos falsos – mas de haver praticado estupro de prostitutas, na Suécia.

Ora, com todo respeito à mais antiga profissão do mundo, sabemos todos que prostitutas se entregam a quem lhes paga. E por dinheiro – ou ameaça de extradição quando são estrangeiras - algumas delas podem ser induzidas a fazer declarações inverídicas, como a esdrúxula acusação de estupro.

Estupro?
Muito estranho, considerando que relações com prostitutas muitas vezes parecem um estupro consentido. O cliente paga pelo direito de usar e abusar de um corpo desprovido de reciprocidade – sem afeto e libido. Daí a sensação de fraude que o acomete quando deixa o prostíbulo. Perdeu o sêmen, o dinheiro... e não encontrou o que procurava – amor.

De fato, governos e autoridades denunciados pelo WikiLeaks é que estupraram a ética, a decência, a soberania alheia, acordos e leis internacionais. Assange e seu site foram apenas o veículo capaz de tornar mundialmente transparentes documentos contendo informações mantidas sob rigoroso sigilo.

Punidos deveriam ser aqueles que, à sombra do poder, conspiram contra os direitos humanos e a legislação internacional. No mínimo, deveriam fazer autocrítica pública, admitir que abusaram do poder e violaram princípios áureos, como foi o caso de ministros brasileiros que se deixaram manipular pelo embaixador dos EUA, em Brasília.

Assange se encontra refugiado na embaixada do Equador, em Londres. O governo de Rafael Correa já lhe concedeu o direito de asilo no país latino-americano. Porém, o governo britânico, do alto de sua majestática prepotência, ameaça prendê-lo caso ele saia da embaixada a caminho do aeroporto, onde embarcaria para Quito.

Nem a ditadura brasileira na Operação Condor chegou a tanto em relação a centenas de perseguidos refugiados em embaixadas de países do Cone Sul. Por isso, a OEA, indignada, convocou uma reunião de seus associados para tratar do caso Assange. Este teme ser preso ao deixar a embaixada e entregue ao governo sueco que, em seguida, o poria em mãos dos EUA, que o acusam de espionagem – crime punido, pelas leis estadunidenses, inclusive com a pena de morte.

Assange não se nega a comparecer perante a Justiça sueca e responder pela acusação de estupro. Teme apenas ser vítima de uma cilada diplomática e acabar em mãos do governo mais desmoralizado pelo WikiLeaks – o que ocupa a Casa Branca.

O caso Assange já prestou inestimável serviço à moralidade global: demonstrou que, debaixo do sol, não há segredos invioláveis. Como diz o evangelho de Lucas (12, 2 e 3) "nada há encoberto que se não venha a descobrir; nem oculto, que se não venha a saber. Por isso o que dissestes nas trevas, à luz será ouvido; o que falastes ao ouvido no interior da casa, será proclamado dos telhados”.

*Frei Betto é escritor, autor de "A obra do Artista – uma visão holística do Universo” (José Olympio), entre outros livros. www.freibetto.org - Twitter:@freibetto.

sábado, 21 de abril de 2012

EL DIPLOMÁTICO ITALIANO ENRICO CALAMAI, UN HÉROE SILENCIOSO

17 abril 2012/Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)


Enrico Calamai
  
Si Italia fuera una meca del cine político como lo era en los años 60 y 70, seguramente los estudios romanos de Cinecittá habrían filmado algo parecido a la Lista de Schlinder, aquella producción de Hollywood sobre un magnate alemán que rescató un millar de judíos condenados a morir en Auschwitz. El protagonista del filme que nunca se realizó sería el diplomático italiano Enrico Calamai, un héroe silencioso que se desempeñó en el Consulado en Buenos Aires durante la dictadura.

Roma - Si Italia fuera una meca del cine político como lo era en los años 60 y 70, seguramente los estudios romanos de Cinecittá habrían filmado algo parecido a la Lista de Schlinder, aquella producción de Hollywood sobre un magnate alemán que rescató un millar de judíos condenados a morir en Auschwitz.

El protagonista del filme que nunca se realizó sería el diplomático italiano Enrico Calamai, un héroe silencioso que se desempeñó en el Consulado en Buenos Aires durante la dictadura,cuando arriesgó su vida y su carrera para facilitar la fuga de cientos de disidentes políticos y partisanos alzados en armas contra el experimento neonazi de los generales argentinos.

"Nunqué me detuve a contar la gente que pasó por el Consulado, en un programa de la RAI (TV italiana) dijeron que fueron más de 400, sinceramente no sé si ese númer es correcto, no sé cuántos recibieron nuestra ayuda para poder salir con vida de Argentina".

La biografía de Calamai es la de un diplomático inusual en el otoño porteño de 1976 cuando la llegada al poder del general Videla era bien acogida por la mayorías de las embajadas occidentales y conmemorada secretamente por de Brasil, como consta en la intensa comunicación generada por el entonces embajador Joao Batista Pinheiro.

DESAFIANDO AL CONDOR
"Nosotros sabíamos que el Cóndor estaba actuando, aún no lo conocíamos por ese nombre, pero teníamos noticias de que los militares brasileños y argentinos se habían articulado para atrapar a quienes huían de la matanza en Buenos Aires, por eso decidí viajar con dos italo argentinos, Piero Carmelutti y Santiago Camarda, hasta Rio de Janeiro, era arriesgado que fueran solos. Fue en el carnaval de 1977".

"Estos muchachos estuvieron un tiempo ocultos en el Consulado, uno de ellos tenia una destreza artesanal para falsificar documentos y confeccionó unos que lo único auténtico que tenían eran las fotos.

Lo hizo con mi auxiliio utilizando algunos sellos que le facilité, era un método no formal de hacerse de documentación para salir del país, no teníamos apoyo institucional, todo lo hicimos a espaldas de la Embajada, que no me apoyaba en esto.

Tampoco la obtuve de un funcionario de Alitalia al que propuse que haga la vista gorda y nos dieran pasajes directos hasta Roma, lo que este hombre rechazó escandalizándose.
Finalmente logramos los pasajes directos gracias al representante de Varig en Argentina, un italo-brasileño robusto y cordial".

"Nuestra premisa era evitar que fueran interrogados en Rio, porque allí posiblemente había gente del aparato de inteligencia militar, y mi función era estar junto a ellos para hacer valer mi condición de diplomático denunciando un eventual secuestro, como ocurriría en 1980 con el italo-argentino Domingo Campiglia, capturado precisamente en Rio de Janeiro" cuenta Calamai, con rigor propio de un historiador.

"Ellos no podía permanecer en Buenos Aires pero a la vez había que atravesar el cerco del Cóndor en Rio, la única forma de que llegaran con vida a Italia".

La resistencia a la dictadura había sido fracturada militarmente en 1977, año de intenso intercambio entre los servicios de inteligencia de los dictadores Ernesto Geisel y Jorge Videla.

Documentos a los que tuvo acceso Carta Maior, fechados en auel año , confirman la prioridad dada por Brasilia a la ubicación y detención de "elementos de (de las organizaciones guerrilleas) Montoneros y ERP", para ser entregados a Buenos Aires.

Los aparatos represivos trabajaban en notable sintonía. Tanto que las agencias de inteligencia brasileñas recibían informaciones sobre las actividades de la resistencia argentina en Italia.

Dentro de la documentación hasta ahora secreta, obtenida por este sitio, consta un dossier del Estado Mayor del Ejército brasileño,originado en Italia en junio de 1978, caratulado como “Movimiento Peronista Montonero en el exterior, Accionar, Contactos, Conexiones con Grupos Terroristas, Antecedentes”.

OMERTA DIPLOMATICA
Los cientos de argentinos que huyeron del genocidio gracias al trabajo de Calamai no le valieron de mucho para obtener una promoción en su carrera diplomática, dado que luego de haber trabajado 5 años Argentina, un destino considerado de relativa importancia, fue enviado a otro considerado irrelevante:Nepal.

Distinta fue la suerte del embajador Joao Batista Pinheiro quien, luego de sus buenos oficios ante la Junta Militar porteña, fue promovido a jefe de la misión diplomática en Washington.

Poco despúes del derrocamiento del gobierno civil argentino Pinheiro trabajó para que Geisel enviara en abril de 1977, a un representante a Buenos Aires, un gesto crucial para Videla quien temía sufrir el asilamiento diplomático que padecía su colega chileno Augusto Pinochet.

"Hasta ahora no se ha estudiado demasiado como actuaron los servicios diplomáticos en general frente a la dictadura", apunta Calamai durante la conversación con Carta Maior en Roma.

Y amplia: "no lo digo sólo por Italia, me refiero a la mayoría de los paises occidentales, que fueron completamente omisos ante las violaciones de los derechos humanos en Argentina".

Como en los pactos mafiosos, el grueso de los diplomáticos apostados en Buenos Aires, salvo los la embajada de México donde recibió refugio durante años el ex presidente democrático Héctor Cámpora, optó por omertá.

"Directamente o indirectamente las principales embajadas, incluyo acá a las de Italia, y creo lógico que también Brasil, aunque no tengo información concreta, fueron informadas con de que se venía el golpe de Estado".

"Estos avisos sobre el inminente derrocamiento del gobierno civil eran también una forma de advertir que no aceptarían que las embajadas reciban refugiados, como lo había hecho nuestra embajada y otras después del golpe de Chile. Y casi todos los países que recibieron el aviso de los militares argentinos, por lo visto, entendieron el recado y lo aceptaron".

"Ahora, con el pasar del tiempo, comprendo que alrededor del Cóndor había una colaboración estrecha de las embajadas y los militares argentinos, y de las embajadas y sus propios agregados militares. La diplomacia es algo muy cercano al poder, y lo fue durante las dictaduras, los diplomáticos saben que si se oponen al poder o lo marginan o lo eliminan, en esa época esto era un riego real".

SANTA COMPLICIDAD
Antes de la entrevista Calamai nos muestra el Antico Café del Brasile, a pocos metros de su casa: "antes de ser papa, Juan Pablo II, cuando era seminarista, venía habitualmente a este café, es un lugar simple, como ven".

Las exequias de Juan Pablo I, antecesor del papa polaco que frecuentaba el barrio de Calamai, fueron un pretexto para estrechar las relaciones entre el Vaticano y Videla, que fue uno de los jefes de estado convidados. Las gestiones para el viaje de Videla y su encuentro con el entonces premier italiano, fueron realizadas por la logia masónica Propaganda Due (P2), según consta en un libro lanzado este año en la Universidad Roma Tres.

"La logia P2 se movía como un poder oculto, gozaba de una notable influencia en el servicio exterior italiano y en el Vaticano, y uno de sus principales hombres, Licio Gelli, mantenía buenas relaciones en la Iglesia".

"El Vaticano estuvo muy cerca del régimen argentino, no sólo porque coincidía con su anticomunismo, sino porque contribuía en la decision de Roma de terminar con la teología de la liberación en América Latina. Se decía que el nuncio apostólico jugaba tenis con el almirante (Emilio) Massera", uno de los miembros de la Junta y a quien le correspondía el control del Ministerio de Exteriores argentino.

"Pero también hay que recordar que los motivos ideológicos que tuvo el Vaticano para apoyar a los militares eran tan importante com los intereses económicos de empresas ligadas a la Iglesia que estaban radicadas en Argentina".

Estas razones contribuyen a explicar, según Calamai, porque el Estado Vaticano omitió durante años denunciar el genocidio argentina y negó toda ayuda a los familiares de los desaparecidos y prisioneros.

"Hay muchas cosas que han escapado de mi memoria, pero lo que recuerdo es que cuando hablaba con diplomáticos de otros países sobre las violaciones de los derechos humanos, prácticamente todo el mundo que nadie iba a la Nunciatura porque no los recibían".