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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Brasil/Não respeitar as urnas é desconhecer a democracia, diz Sabatella

30 agosto 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

 A atriz Letícia Sabatella enviou uma carta aberta à Dilma Rousseff onde se manifesta, uma vez mais, em defesa da democracia e contra o golpe em curso. No documento, ela se diz tranquila em defender o mandato da presidenta, ao qual sempre fez oposição de esquerda, por acreditar que seria possível avançar mais nas conquistas sociais. Reconhece, porém, que o processo de impeachment evidenciou o quão difícil é trabalhar pelos mais pobres. 

Letícia afirma que os setores mais reacionários da sociedade, responsáveis pelo golpe, pretendem depor a presidenta não pelos seus erros, mas sim por seus acertos. “Como cidadã, carrego as decepções de quem esperava o empoderamento da agricultura familiar e a libertação do coronelismo. Mas acompanhando de perto todo esse processo, entendo a sua dificuldade política ao perceber como é composto o nosso Congresso Nacional e o quanto há de boicote, por parte da maioria dos nossos parlamentares, a uma verdadeira

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Brasil/Frente Povo Sem Medo: Contra retrocessos do governo Temer


27 julho 2016, Vermelho http://vermelho.org.br (Brasil)
 

A organização de entidades sociais -- Frente Povo Sem Medo -- que está promovendo a mobilização de uma série de manifestações pelo Fora Temer em todo o país neste domingo (31) contra o golpe de Estado, divulga manifesto em que repudia os retrocessos de direitos fundamentais conquistados com muita luta pelo povo e alerta a população pela necessidade urgente de mobilização social.

 
O documento retrata a grave ameaça de retrocesso do governo ilegítimo que aplica em menos de dois meses, um programa que não foi aprovado pelo povo nas ruas, além disso, diz o texto, o governo interino tem dado fim aos avanços conquistados pelo povo com muita luta.

"Estamos diante da ameaça de uma regressão social grave, com desmonte dos direitos trabalhistas e dos programas sociais conquistados pelo povo brasileiro, além da entrega do património público. O golpe é duplo: um presidente que não foi eleito, aplicando um programa que também não o foi e jamais seria."

Leia o manifesto, na íntegra:

“Declaração da Frente Povo Sem Medo - Julho de 2016

Não precisou nem dois meses para que as máscaras caíssem e as razões do golpe fossem expostas em praça pública. O aprofundamento de uma política antipopular e entreguista veio já nos primeiros dias. E logo ficou claro que a suposta batalha contra a corrupção serviu mesmo para levar uma quadrilha ao comando do país. Três ministros caíram em menos de um mês. As denúncias só se aprofundam, chegando agora diretamente ao próprio presidente ilegítimo.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Brasil/Em defesa de Lula, símbolo de luta e de inclusão social



8 março 2016, CUT Central Única dos Trabalhadores http://cut.org.br (Brasil)

Sindicalistas de todo o mundo estão aderindo à campanha internacional em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançada pela CUT


Escrito por: CUT Nacional

Desde o início da trajetória contra a ditadura militar nos finais dos anos 1970 e pela redemocratização do Brasil, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva converteu-se em exemplo de determinação, em símbolo de luta e de justiça para a classe trabalhadora e, sobretudo, para os mais pobres.

Seja no comando das greves históricas, que abalaram os alicerces do regime militar ou no enfrentamento às perseguições e abusos de sua polícia, Lula demonstrou sempre discernimento e serenidade para seguir adiante, impulsionando o melhor de cada um e de todos para a construção de um novo tempo, contribuindo muito na fundação da CUT, do PT e na luta pelas liberdades democráticas.

Os anos se passaram e o líder metalúrgico virou presidente da República, realizando dois governos considerados por todos marcos históricos de crescimento econômico, com valorização do trabalho e distribuição de renda.

Avançando aceleradamente nas melhorias sociais, o PIB brasileiro virou o sétimo do mundo. O aumento real do salário mínimo no governo Lula foi de 53,6%, quando foram gerados mais de 15 milhões de novos empregos formais e retirados 40 milhões de brasileiros da miséria.

Durante seu governo, mais de seis milhões de empregadas domésticas - historicamente marginalizadas em nossa sociedade - passaram a ter

sexta-feira, 3 de abril de 2015

O QUE O GOLPE E A DITADURA REPRESENTARAM PARA O BRASIL

1 abril 2015, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

por Emir Sader

Consolidar a democracia no Brasil significa quebrar a hegemonia do grande capital especulativo, dos monopólios de mídia e do financiamento privado de campanhas

O Brasil vinha de três décadas de construção de um projeto nacional de desenvolvimento com distribuição de renda e de menos de duas décadas de democratização política, quando o golpe militar de 1964 rompeu com essas duas vertentes e instalou uma ditadura militar e um modelo econômico de superexploração do trabalho, de concentração de renda, de consumo de luxo e de exportação.
 
Foi um movimento promovido pelo grande empresariado, pelo governo dos Estados Unidos, pela mídia nacional e internacional, com o apoio da Igreja católica. Em nome de uma suposta salvação da democracia que estaria em perigo – as marchas se chamavam Marcha com Deus, pela Familia e pela Liberdade --, instauraram a mais brutal ditadura que o Brasil já viveu.
 
Foi uma virada radical na história brasileira. Interrompeu-se bruscamente a construção democrática e a de um projeto nacional e popular iniciado como Getúlio em 1930. Ao lado da repressão a tudo que lhes parecia democrático – partidos populares, sindicatos, mídia, universidades, Congresso, Judiciário, entre outros -, decretou-se de imediato o arrocho salarial. Porque não foi apenas uma ditadura política contra a democracia, foi também

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Brasil/O 2008 para os Movimentos Sociais e os desafios desse ano

Qual será a capacidade dos movimentos sociais de apresentar saídas para essa crise?

2009 8 janeiro 2008/Editorial do Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Certamente, para os movimentos sociais, não há muito o que comemorar em 2008. Os seis anos do governo Lula, são merecedores de uma boa reflexão. A continuidade da política econômica de FHC, como mencionou seguidas vezes o então ministro da Fazenda Antônio Palocci, e suas políticas estruturantes em favor do capital – como a liberação dos plantios transgênicos –, motivam as críticas de uma parte da esquerda dos movimentos sociais e partido políticos. Do outro lado, as políticas assistencialistas, responsáveis pela melhoria das condições vida de uma fração da população mais pobre e o melhoramento dos índices de emprego, servem de combustível para uma outra parte da esquerda, defensora da estratégia política adotada pelo atual governo. É um governo que atendeu todas as exigências do grande capital, e mesmo assim é criticado e ridicularizado pela mídia burguesa. Esse mesmo governo, que destina migalhas com suas políticas assistencialistas aos pobres, obtêm sucessivos recordes nos índices de aprovação junto à população brasileira. A complexidade dessa situação ainda não é compreendida pelo conjunto dos movimentos sociais. Ou, pelo menos, passado já a metade do segundo mandato, os movimentos sociais ainda não lograram construir uma análise unitária desse governo.
Houve, no decorrer de 2008, várias iniciativas para fortalecer alguns instrumentos que pudessem sinalizar para uma unidade maior dos movimentos sociais e da forças progressistas da sociedade brasileira. A Assembléia Popular, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e a Conlutas são, talvez, as mais significativas dessas iniciativas. Bem intencionadas, todas com a disposição de fortalecer a classe trabalhadora, mas nenhuma delas proporcionou uma unidade maior do movimento social e sindical. A sensação, chegado o término do ano, é que estamos ainda mais fragmentados.
Houve decisão política, disposição e trabalho para construirmos jornadas nacionais de lutas. As mobilizações em 8 de Março e a jornada de lutas em junho exemplificam as tentativas de mobilizar a sociedade. Jornadas importantes para manter acessa a chama da necessidade de lutar. Mas, restringiram-se à mobilizações de militantes sociais. Não conseguimos sensibilizar a sociedade e motivá-la para que se somasse às lutas. Não fomos além de nós mesmos.
Ainda, em 2008, houve poucos avanços, quase inexistentes. no debate sobre a necessidade de termos um projeto popular de desenvolvimento para o país. Aqui, novamente, parece haver barreiras instransponíveis para se buscar uma unidade maior. Para parte da esquerda, basta reafirmar o projeto socialista. Para outra parte, o projeto popular é imprescindível para acumular forças e sinalizar para sociedade uma alternativa de desenvolvimento oposta à apresentada pela burguesia. E, infelizmente, há também a parte que sucumbiu aos ditames do grande capital. As eleições municipais, de 2008, atestaram essa ausência de debates sobre a necessidade de um projeto popular.
Por último, passado mais um ano, os movimentos sociais precisam renovar seus métodos de trabalho de base. Aumentou a distância entre as organizações populares e a sociedade em geral. Isso é válido para os movimentos estudantis, sindicais, urbanos e rurais e pastorais sociais. É preciso chegar até as pessoas, fazê-las conhecer a mensagem política e motivá-las a participarem de alguma forma de organização social e política. Infelizmente, os movimentos sociais perderam essa capacidade nas duas últimas décadas. Aperfeiçoaram-se os discursos de grandes análises, refinada elaboração teórica e radical combatividade, ao mesmo tempo que se perdeu a capacidade de procurar e falar individualmente com as pessoas ou pequenos grupos.
Todos esses percalços de 2008, servem para constar que há muito o que fazer em 2009. A classe trabalhadora deve sim resgatar suas capacidade de pensar um projeto popular de desenvolvimento, de buscar a unidade, de recuperar a força do trabalho de base e de formação política dos seus militantes e de promover jornadas nacionais de lutas. São objetivos permanentes das forças populares que se dispõem ir além da retórica e realmente querem fazer a transformação da nossa realidade.
Essa crise financeira, gerada pelo próprio desenvolvimento do capitalismo, joga um papel instigante para os movimentos sociais. Qual será a capacidade dos movimentos sociais de apresentar saídas para essa crise? A burguesia brasileira, sem um projeto de desenvolvimento nacional para o país e totalmente subordinada aos interesses do capital internacional, é incapaz de apresentar saídas para crise. Se restringirá à medidas paliativas, que visam apenas amenizar seus efeitos e repassar os custos para a classe trabalhadora.
No entanto, os movimentos sociais apenas se farão ouvir se lograrem uma maior unidade das forças populares e progressistas e, realmente, conseguirem colocar o povo nas ruas com jornadas nacionais de lutas. Os desafios são grandes. Por isso mesmo, há sim perspectivas de grandes vitórias em 2009. Que os movimentos sociais tenham a capacidade de dar respostas à alturas desses desafios.

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/o-2008-para-os-movimentos-sociais-e-os-desafios-desse-ano