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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Bolivia/Morales destaca reducción de deserción escolar a 1% y ratifica plan 'una computadora por alumno'


21 noviembre 2012/Agencia Boliviana de Información http://www3.abi.bo (Bolivia)

 
La Paz (ABI) --- El presidente Evo Morales destacó el miércoles por la noche el efecto del Bono Juancito Pinto en la reducción de la deserción escolar, que bajó a 1%, principal objetivo de su concepción, y ratificó que su Gobierno está empeñado en financiar el plan "una computadora por alumno", para consolidar la revolución tecnológica en la educación boliviana.

En una entrevista con el programa 'Anoticiando' de la Red ATB que se realizó en la Residencia Presidencial, el Jefe de Estado recordó que su Gobierno recibió la educación con un índice de más del 6% de deserción escolar, con tendencia a un incremento constante.

"Primero el Bono Juancito Pinto, está orientado a eliminar la deserción escolar, hasta ahora del 6 por ciento que era antes la deserción escolar. Bajamos a menos de 2 por ciento, todavía con el último bono Juancito Pinto no tenemos una nueva evaluación, seguro que estamos en una deserción del 1 por ciento, por tanto no habrán nuevos analfabetos en Bolivia", subrayó.

El Bono Juancito Pinto, que se implementó en octubre de 2006, entrega 200 bolivianos por año a los estudiantes de primero a sexto de primaria y hasta tercero de secundaria, como un incentivo a la permanencia escolar.

Por otra parte, el Primer Mandatario informó que junto a las gobernaciones y los municipios continuará avanzando en el plan "una computadora por alumno" para consolidar la revolución tecnológica en la educación, después de la dotación de una computadora por maestro, que está en la etapa final de entrega.

Morales afirmó que entregar un ordenador por alumno es un sueño personal, al recordar una experiencia en el exterior, cuando era un dirigente sindical, viaje en el que recordó le prestaron una computadora para que se comunique con Bolivia y reconoció que no sabía manejarla, por lo que se sintió un analfabeto.

"Esa vez pensé, cuando todavía soñé ser presidente, que mis hermanos menores no sean como yo, que no se sientan analfabetos porque no conocen computadora", fundamentó.

A su juicio, fue difícil entregar más de 100 mil computadoras a los maestros, pero afirmó que se pudo lograr con la recuperación de los recursos naturales, particularmente los hidrocarburos.

"El próximo paso es eso, que los niños estudiantes tengan su computadora, intentamos instalar una ensambladora de computadoras en la ciudad de El Alto, en el Parque Industrial, todavía no está descartado seguimos ese proceso", subrayó.

"Bueno va a haber un momento entre el alcalde, gobernador y gobierno nacional vamos a juntarnos para empezar una gran campaña de entregar una computadora por estudiante, estudiantes del nivel primario, del nivel secundario comunicados, integrarnos al mundo, ya es prácticamente una liberación de carácter intelectual.
Sí el término es más exacto", complementó.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

UM BRASIL SEM ANALFABETOS

8 julho 2010/Blog do Emir/Carta Maior http://www.cartamaior.com.br

Emir Sader

O Brasil teve uma expansão significativa dos direitos sociais da grande maioria da sua população nos últimos anos, extensão do sistema educacional, porém persistem entre 10 e 13 milhões de analfabetos – sobretudo de terceira idade – e grande quantidade de analfabetos funcionais – que aprenderam a ler mas que, sem prática posterior, são incapazes de ler e responder uma carta.

E, ao mesmo tempo, dispomos do melhor método de alfabetização – o método Paulo Freire - que, ao mesmo tempo que permite o aprendizado da leitura e da escrita, favorece a consciência social das pessoas.

Até mesmo países de nível de renda muito mais baixo do que o nosso, como a Bolívia, valendo-se de um método muito eficaz, mas menos elaborado, como o método cubano, terminaram com o analfabetismo, segundo constatação da Unesco. A Bolívia, que tem uma grande complexidade cultural e lingüística, porque a massa da população fala aymara, quéchua, guarani, castelhano e outros muitos dialetos.

Não podemos permitir que milhões de brasileiros não saibam ler e, não apenas, estejam impedidos de orientar-se minimamente como um cidadão deve fazê-lo para informações básicas, mas também impedidos de conhecer a cultura brasileira – aquilo que o Brasil produz de melhor. Impedidos de conhecer Jorge Amado, Graciliano Ramos, Machado de Assis, Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Morais, Guimarães Rosa – apenas para citar alguns. Todos têm todo o direito de não gostar de autores, mas devem ter todo o direito de conhecer, de ter acesso ao que de melhor o Brasil produz.

Um mutirão, organizado pelo Ministério da Educação, de que participem ativamente as entidades estudantis, as centrais sindicais, os movimentos sociais e culturais, que comece pela elaboração de método adequado aos da terceira idade e que mobilize centenas de milhares de jovens e militantes de todos os setores da população, poderá elevar o Brasil nos próximos quatro a anos a “país livre do analfabetismo”. Seremos um pouco mais democráticos, menos injustos, mais cultos. Além de preparar-nos melhor para produzir uma cultura muito mais plural, diversificada, reflexo da sociedade brasileira realmente existente e não produto do país que as elites gostariam que o Brasil continuasse sendo. Um Brasil para todos significa um Brasil sem analfabetismo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Moçambique/Até 2012: Analfabetismo deverá descer para 30 porcento

Estão criadas as condições para o país reduzir os índices de analfabetismo até 30 porcento ou abaixo desta cifra nos próximos três anos. Actualmente a população moçambicana é estimado em 20.5 milhões de habitantes, segundo o censo de 2007.

2 setembro 2009, Notícias

Em 2003 cerca de 60 porcento dos moçambicanos não sabia ler nem escrever, cenário que vem baixando desde então, sendo que as últimas pesquisas apontam que o analfabetismo se situa em 51.9 porcento. Até ao final do presente ano o número de cidadãos analfabetos – que não sabem ler nem escrever – vai baixar para 43 porcento do universo da população nacional, segundo revelou o Ministério da Educação e Cultura.

Ernesto Muianga, director nacional de Alfabetização e Educação de Adultos, que anunciou estes dados, disse que o país encontra-se no bom caminho para a concretização da meta de reduzir a incidência do analfabetismo até 30 porcento da população, objectivo que também está preconizado pela Década de Alfabetização lançada pelas Nações Unidas em 2003.

Explicou que a principal meta da iniciativa das Nações Unidas é que todos os Estados signatários baixem os seus índices de analfabetismo no mínimo até à metade da respectiva população. Na altura do lançamento deste programa o país tinha cerca de 60 porcento de pessoas que não sabiam ler nem escrever.

Falando por ocasião da VIII Reunião Nacional de Alfabetização e Educação de Adultos que desde ontem decorre na cidade de Maputo, Ernesto Muianga disse que, no quadro dos compromissos internacionais e nacionais, o país predispôs-se a alfabetizar cerca de um milhão e quinhentos mil cidadãos durante o quinquénio 2005/09, meta que está a ser alcançada.

Neste ano o sector conta com cerca de um milhão de indivíduos inscritos nos diversos subsistemas da alfabetização. Actualmente estão em prática três principais tipos de instrução, nomeadamente o curso regular, a alfabetização via rádio – Alfa rádio – e a que ocorre nas residências, uma metodologia inserida na estratégia “Família Sem Analfabetismo”.

Segundo Ernesto Muianga, a iniciativa “Família Sem Analfabetismo” iniciou-se em Sofala em 2006 e está a ser disseminada pelos restantes pontos do país, e consiste um preparar um estudante de uma escola secundária para alfabetizar os seus parentes directos. Do universo dos inscritos 30 mil estudam através desta metodologia.
Ernesto Muianga disse igualmente ser necessário reforçar a sensibilização para as comunidades aderirem à aprendizagem, bem como intensificar a advocacia com vista a atrair financiamentos.

Analisar os progressos e fracassos registados durante o último quinquénio e perspectivar o período 2010/14 é ponto forte da reunião, que embora decorra desde ontem em Maputo, a abertura oficial está marcada para esta tarde devido a “questões de agenda do Ministro da Educação e Cultura”. O encontro termina amanhã com uma visita ao Museu Aberto de Nwadjahane, terra natal de Eduardo Mondlane.