sexta-feira, 29 de junho de 2007

Timor_leste / «Xanana mostra ódio quando fala de mim», Mari Alkatiri

O secretário-geral da Fretilin responde às graves acusações que Xanana Gusmão lhe tem dirigido no último ano e que atingiram um novo patamar de tensão com a entrevista exclusiva que o ex-Presidente da República e actual líder do CNRT (Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste) concedeu à VISÃO, na passada semana

Henrique Botequilha /28 Junho 2007

Mari Alkatiri afirma que havia um plano para a sua captura, na crise de há um ano, e insinua que as ordens viriam da Presidência. Agora que se encontra nas urnas com Xanana Gusmão, um velho amigo a quem emprestava um descapotável para namorar e que se transformou em alguém que fala com «cinismo» e «ódio». Está confiante de que vai ganhar as próximas legislativas, de 20 de Junho, em Timor-Leste, embora admita uma vitória com maioria relativa. Nesse cenário, diz-se aberto a coligações (embora não especifique com quem), ou até a passar para a oposição se não obtiver maioria parlamentar. Entrevista numa manhã de sol, no patamar da residência do ex-primeiro-ministro, que está protegida por vários seguranças, ou não tivesse a Fretilin declarado que a sua vida corre perigo.

Eleições

«Mesmo com maioria relativa, aceitamos ir para a oposição»

Que resultado espera nestas eleições?
Partimos para esta campanha já com a certeza de que iríamos obter a maioria simples. E decidimos montar a nossa estratégia para ganhar a maioria absoluta. Penso que já chegámos lá.

Porquê?
Pelos resultados que estamos a ver. Enquanto os outros basearam a sua campanha na mentira, incluindo Xanana, nós fizemos a nossa na base de informar sobre a verdade dos últimos cinco anos - os sucessos e os insucessos, que também os houve - e sobre os nossos planos para os próximos cinco. O que saiu errado, nós reconhecemos...

Será possível que o senhor tenha desenhado um plano a longo prazo para Timor sem cuidar das necessidades urgentes?
Partiu-se do princípio de que tínhamos de construir o Estado e implementar um plano com prioridades bem definidas: educação, saúde, infra-estruturas e agricultura. Mas a satisfação das necessidades imediatas do povo (mais comida, mais agasalho e tudo isso) estaria a ser cuidada pelas organizações não governamentais, internacionais e nacionais, que tinham todas as isenções (impostos). Mas não estava. Se o povo tivesse sido informado dos passos que fomos dando, teria compreendido melhor todo o processo nas zonas rurais do que uma certa elite nas zonas urbanas.

Foi um grande erro?
Havia uma grande expectativa do povo e uma grande necessidade de o manter sempre informado das dificuldades na implementação do processo. Essa comunicação falhou.

Há uma dinâmica do velho guerrilheiro que, de facto, Xanana confirma ter retornado no CNRT. Como interpreta isso?
Eu caracterizo Xanana assim: unir todos para ele comandar, ou dividir para ele reinar.

Quer queira ou não, ele está aí e mantém muito do seu carisma. A quem vai o CNRT roubar votos?
A todos os lados. Mas as pessoas que foram para PD [Partido Democrático] e PSD [Partido Social Democrata] fizeram-no por influência de Xanana. E as que ficaram na Fretilin foram aquelas que ele não conseguiu influenciar. O mais provável é que vá roubar [votos] àqueles partidos.

A Fretilin Mudança [facção partidária que disputa a liderança com Alkatiri e apoia Xanana nesta eleição] vai tirar muitos votos ao seu partido?
Não, se foram 500 ou mil já é muito.

O que vai acontecer a esses militantes?
Vão ser expulsos. O que eles fizeram é suficiente para serem expulsos liminarmente. Nem precisam de ser ouvidos.

Não admite fazer mais nenhum congresso?
Por causa deles... Não.

Será que Xanana Gusmão não vale mais votos do que Ramos-Horta (20% na primeira volta das presidenciais)?
Não. Será inferior. Porque a imagem de Ramos-Horta foi de equilíbrio. E Xanana aparece com ódio à Fretilin.

Se não é, pode corrigir.
Não temos febre de continuar a governar. Se tivermos maioria absoluta, é porque o povo continua a confiar em nós, se for maioria relativa e verificarmos que há vantagens em coligar-nos...

Com quem?
Não vamos dizer. Se houver vantagens, coligamo-nos. Senão, vamos para a oposição.

Mesmo com maioria relativa?
Sim. Se os outros todos se juntarem para fazer maioria absoluta no parlamento, e pensam que conseguem governar com uma coligação de três, quatro, cinco, seis partidos, então experimentem.

Os militantes compreendem isso?
Sim. Na nossa campanha, fomos dizendo isso. Querem que Fretilin governe, dêem-nos maioria absoluta. Atenção: Ramos-Horta [nas presidenciais] teve o apoio dos outros partidos, mas também teve 80 mil a 100 mil votos que são da Fretilin. E que agora não vão para Xanana.

Novo mandato

«Se houver coligações, o primeiro-ministro terá de ser mais forte»

Se a Fretilin ganhar quem será o primeiro-ministro?
Tenho dito sempre que a Fretilin vai continuar a governar. Os partidos que não estão a governar é que têm de ter a preocupação de dizer quem vai ser primeiro-ministro e quem vai ser ministro.

É uma nova legislatura que começa.
Está bem, mas isso não significa que haja mudanças radicais no governo. Tem de haver algumas e alguns ministros têm de cair fora. Mas não estamos preocupados com isso. Preferimos dizer que a Fretilin está a governar e vai continuar.

Mas vai ser preciso um primeiro-ministro.
Existe um primeiro-ministro.

Seria Estanislau da Silva?
A decisão será feita em função da vitória que tivermos. Se for maioria absoluta, se for maioria relativa...

Está a dizer que só será primeiro-ministro com maioria absoluta?
Se calhar é o contrário, eu é que não quero ser nem numa situação nem noutra. Mas, calhar, se houver coligações, é que é preciso um primeiro-ministro mais forte.

A sua imagem saiu muito afectada disto tudo?
Viu a manifestação ontem?

Sim. Mas era um comício da Fretilin e, apesar de tudo, a Fretilin não é o país.
Mas é o partido maioritário do país.

Quem financia a Fretilin?
Temos no país mais de 150 mil militantes. Se por cada mês cada um contribuir com 25 cêntimos é o suficiente para fazer face às nossas despesas.

Qual é o orçamento da campanha?
[Em Timor] Aqui, as coisas são feitas de forma diferente. Há campanhas locais, quando vamos para os distritos, e há quem contribua, por exemplo, com comida. E isso não entra nas nossas contas. E há contribuição central para os transportes e tudo o resto: entre 100 mil e 200 mil dólares. Tudo pago pelos militantes, não é como o CNRT que não tem militantes. O Xanana diz mesmo à VISÃO que não pode ser transparente porque senão ninguém lhe dá dinheiro. É uma declaração gravíssima. Vai contra a lei dos partidos políticos.

Desenvolvimento

«É preciso fazer mais pela língua portuguesa»

O dinheiro do petróleo está a ser gasto já?
Está a ser gasto já. Essa é a questão. A lei não diz que são só os juros [que são aplicados]. Isso não chegaria para pagar o orçamento, que trouxe do fundo do petróleo 270 milhões de dólares. Xanana assina uma lei, promulga-a sem saber o que ela diz. É um disparate aquilo que ele fala [as verbas do petróleo estão a ser poupadas em vez de investidas em infra-estruturas]. Por outro lado, quem sabe minimamente de economia e desenvolvimento, sabe que não se pode injectar dinheiro se a economia não conseguir absorve-lo: não se pode deitar um litro de água numa chávena, senão transborda. E quando transborda, vai para os bolsos dosoutros. O fundo do petróleo tem de ser cultivado, não pode ser enterrado.

Vai manter a aposta na língua portuguesa?
A língua é um factor fundamental para marcar a diferença e um país pequeno como Timor precisa de ser diferente nesta área. Não pode ser a extensão do bahasa indonésio, nem a extensão da língua inglesa. Sem rejeitar a importância dessas línguas no país. Mas, para marcar a diferença, é preciso desenvolver o português, o tétum e as outras línguas nacionais.

Está satisfeito com os progressos na língua portuguesa?
Não estou, é preciso fazer muito mais.

Portugal pode fazer mais?
Portugal tem as suas limitações mas nós agora também temos alguma capacidade no sentido de fazer dessa uma boa cooperação. Fala-se mais português no interior do que em Díli. Tem de se fazer mais um esforço nas zonas urbanas.

E na administração pública?
A administração pública foi muito afectada por esta crise. O sentido profissional ficou reduzido e quem ganhar as eleições vai ter de começar a trabalhar melhor nesta questão, no sentido de incutir o brio profissional nos funcionários públicos. Todos eles têm o direito de escolher o partido que quiserem, como cidadãos, mas, como funcionários públicos, têm de executar o programa do Governo eleito. Não podem boicotar.

Isso aconteceu?
Aconteceu.

O que é decisivo nos próximos cinco anos?
Uma boa governação. E isso só se faz com alguma experiência de governação. Nem o CNRT nem outro partido aqui têm essa experiência. Será decisivo o investimento no desenvolvimento rural e melhoria da qualidade de vida das comunidades, mas também o investimento da saúde, na educação, nas infra-estruturas. Fundamentalmente na economia de base e abrir caminho para que as pessoas se aproximem e se enquadrem na economia de mercado.

É a mesma conversa de há cinco anos - parece que estes nunca existiram?
E algum país resolve em cinco anos os problemas todos?

Há deslocados internos de novo?
Há cinco anos não tínhamos, foi a crise...

Há tropas estrangeiras de novo em Timor?
Naturalmente, mas se tivesse vindo cá há um ano, não existiam tropas estrangeiras nenhumas. Porquê. Porque houve uma crise provocada.

Infra-estruturas que não se vêem?
Recebemos este país com 70% das infra-estruturas destruídas. Agora, estão 1 200 escolas a funcionar, algumas construídas de raiz outras reabilitadas. Se me perguntar se estão nas melhores condições, não estão, é preciso melhorá-las. Temos hospitais nos 13 distritos, centros de saúde em muitas partes do país, mais de 400 médicos, mais de 2 mil enfermeiros, parteiras, etc. Nunca este país teve isto.

Ameaças

«A linguagem corporal de Xanana diz muita coisa»

Xanana diz que continua seu amigo. É verdade?
Ele também diz que sabe fingir muito bem. O que mostra um grande cinismo na sua relação com as outras pessoas. Mas não o considero meu inimigo. Mal de mim considerar inimigo uma pessoa que continuo a respeitar pelo seu passado recente, na libertação deste povo. Talvez o considere um adversário que se excede nos seus discursos. Ainda ontem [27 de Junho] disse isso no comício [em Díli]:«Estou aqui a criticar Xanana, mas no passado dele ninguém toca.»

Só que amigo é uma palavra muito grande?
Nós éramos muito amigos. Ele sabe. No período colonial, como eu era topógrafo, ganhava um bocadinho melhor, Xanana era das poucas pessoas a quem emprestava o meu carro descapotável (um Daihatsun) para ele ir namorar. Éramos tão amigos que teve a confiança de me nomear, ainda Cipinang, como responsável pelas negociações do petróleo com a Austrália. E continuei a negociar o Mar de Timor até deixar o Governo. Ele nunca pôs em causa a minha postura transparente e de defesa dos direitos do povo neste caso. Os resultados estão aí.

O que correu mal entre os dois?
Foi a questão do poder. Xanana foi eleito Presidente, nos termos definidos pela Constituição, só que ele é o comandante... E nenhum comandante gosta de perder o comando. Ao candidatar-se a Presidente, deveria ter visto primeiro quais eram as suas competências. Se ele queria o poder do primeiro-ministro, deveria ter criado um partido em 2000 ou 2001 e concorrer às eleições. Teria todas as hipóteses de derrotar e vencer.

Agora é tarde?
É.

Há um plano para matar Alkatiri, como disse o seu partido em comunicado?
Foi uma interpretação que se fez de uma declaração do engenheiro Mário Carrascalão (líder do PSD), que disse que me queria eliminar política e democraticamente. O que ele diz também é que Xanana quer eliminar-me a todo o custo. O que se subentende disto é que ele não olha a meios.

Mas tem alguma outra fonte de informação para sustentar essa ameaça?
Há todo um ódio que Xanana mostra na sua campanha à minha pessoa. Não é só que ele diz, mas também a linguagem corporal - isso diz muita coisa, às vezes diz mais do que as palavras. Xanana mostra ódio quando fala de mim. Não como um adversário, mas como um inimigo a abater.

A crise

«Tentaram capturar-me»

O que saiu errado nestes cinco anos?
A gestão das duas principais instituições de defesa e de segurança. Reconhecemos isso. Mas é preciso ver que, mesmo em relação a essas duas instituições, não estava bem claro quem comandava o quê. Xanana, na sua entrevista à VISÃO, acabou por reconhecer aquilo que eu suspeitava: a partir do momento que perdeu influência sobre as Forças [de Defesa de Timor-Leste], passou a comandar a polícia, através de [superintendente] Paulo Martins. A polícia, comandada por nós, conseguiu conter as manifestações da Igreja, em 2005, sem um único incidente. Mas a polícia, comandada por Xanana, em 2006, não conteve as manifestações intencionalmente para provocar a crise e a queda do Governo.

Nessa leitura, não deve surpreendê-lo a presença de Paulo Martins na lista do CNRT.
Claro, nas minhas análises de conspiração, já incluía isso como um dado.

Já agora, quais são os outros dados?
Xanana vem agora confirmar que era ele quem comandava a polícia. E, no dia 28 de Abril [de 2006], quem estava a comandar a polícia tinha de certeza nos seus planos a minha captura.

A sua captura?
Naquele dia, a polícia quis levar-me do hotel Timor para o comando [da polícia] e depois para um distrito que não sei qual seria.

Pode concretizar quem era?
Se era Xanana quem tinha o comando, de certeza que as ordens eram dele. [a captura] só não se concretizou, porque eu disse aos meus guarda-costas, àqueles mais leais e que continuam comigo até agora, que o destino final seria a minha casa. Depois, Paulo Martins veio aqui, com o seu adjunto, e zangaram-se os dois com os meus guarda-costas.

Se havia a intenção de o capturar, por que não o fizeram noutro momento?
Eu tinha aqui um guarda pessoal, que estava aqui mais para me controlar do que para me proteger, o senhor Afonso, que viveu aqui muitos dias comigo. Só que eu tinha pedido a um grupo das FDTL [militares] e o brigadeiro Taur Matan Ruak mandou a sua própria guarda de vinte pessoas. No dia seguinte, o senhor Afonso fugiu. Para onde? Precisamente para Balibar, para junto do Xanana. Por coincidência, 28 de Abril foi o dia em que eu e Ramos-Horta fomos falar a Balibar [onde fica a residência privada de Xanana] com o Presidente e encontrei aquele senhor lá.

Concorda com Xanana quando ele diz que isto foi tudo «uma brincadeira para ver quem tinha mais poder»?
Se foi brincadeira, foi da parte dele.

Como interpreta o aparecimento do CNRT, liderado por Xanana Gusmão?
A entrevista de Xanana Gusmão à VISÃO é muito auto-denunciadora. Descuidou-se ou fez de propósito.

Ele mente em algum momento dessa entrevista?
Completamente. Ele fala de conversas entre nós dois que nunca aconteceram. Sempre reconheci em Xanana Gusmão um indivíduo que reage pelas emoções, mas nunca pensei que fizesse todo o seu discurso na base da mentira. Ele mente descaradamente.

Mente na parte que revela o que se passou no Conselho de Estado em que o convidou a apresentar a demissão?
Eu até soube que a ABC [cadeia televisiva australiana] não estava para colocar no ar aquele programa [sobre a alegada distribuição de armas do Governo a civis e que foi usado como argumento para a destituição do chefe do Governo]. Foi solicitado daqui que o programa fosse colocado para se ter um elemento para me poderem acusar.

Pela Presidência?
lguém próximo da Presidência, não foi Xanana directamente.

Quem foi?
Alguém próximo... A verdade é que havia elementos errados. Xanana diz que mandei um SMS para Railós [o homem que denunciou ter recebido as armas de Rogério Lobato, ex-ministro do Interior posteriormente condenado a sete anos e meio de prisão no âmbito deste caso] a dizer: «Para onde vais?» Não dizia mais nada. Por que ele mandou-me um SMS a dizer que estava a caminho de não sei onde... Xanana diz [na entrevista] que não me recordava das datas [do encontro com Railós] e que depois eu lembrei-me que foi em 8 de Maio. Claro que me lembrava: foi a única vez que estive com Railós em toda a minha vida. Está certo que, como ele telefonou para Xanana, também telefonou para mim. Nem sempre atendia porque já sabia que se estava a tentar gravar as conversas. Mas se alguém gravava, não tinha problema nenhum, porque não tive nada a ver com Reilós.

Mas ele esteve em sua casa.
Ele veio aqui com Rogério Lobato, como todos sabem. Railós esteve aqui dez ou quinze minutos, não mais. Ele e mais dois. Xanana sabe disso. Xanana queria inicialmente acusar a Fretilin de ter importado dois contentores de armas. Foi aí que eu disse: «O senhor Presidente viu algum contentor?» Veio a comissão internacional de inquérito e fez uma investigação profunda sobre a história das armas. A ministra do Plano e das Finanças esteve quatro horas com eles. As alfândegas ainda mais. Foi provado por A mais B de que um dos contentores era para a polícia e o outro para as FDTL, mas não eram armas. Eram munições e outros equipamentos. A partir daí essa acusação já não serviu e agarrou-se ao grupo de Railós para ver se me apanhava. O objectivo não era apanhar Rogério Lobato. Era eu.

O senhor encobriu informações à Presidência sobre este caso?
Xanana é um obsessivo. Se ele pensa que a verdade é uma e ele não a encontra, então é porque alguém está a mentir.

Em Timor, obviamente um dos senhores, Mari Alkatiri ou Xanana Gusmão, mente. Algum dia saber-se-á a verdade...
Por isso mesmo, desafiei Xanana para um debate público. O povo precisa da verdade. Não pode ser só um a apresentar a sua versão e o outro a dizer que é mentira e nunca se confrontarem os dois cara a cara na televisão e na rádio, colocando os factos na mesa. Isso teria sido óptimo nesta campanha. Já tentámos, em termos restritos, resolver os problemas e não deu. Já nos abraçámos, já chorámos, mas saímos os dois do gabinete a dizer que o outro é que é culpado.

Corrupção, nepotismo, integração do aparelho de Estado pelo partido?
...Ele [Xanana] vomita tudo isso, mas não diz por que acha que isso acontece. Em qualquer parte do mundo, o partido com maioria absoluta governa. Quer fazer democracia, mas continua com aquela mentalidade de guerrilha: todos juntos a ser comandados por ele.

Amnistia

«Hoje já ninguém fala dos crimes do apartheid»

Foi um erro chamar Rogério Lobato para o Governo?
Bom, erro ou não, isso depende... A verdade é que, em Janeiro ou Fevereiro de 2006, o Dr. Ramos-Horta veio ter comigo a dizer que tinha estado com Xanana e que ele estava a pensar sugerir-me passar o Rogério para a Defesa, porque ele tinha feito um bom trabalho no Ministério do Interior. Eu é que disse: «Vocês não sejam loucos, isso não vai acontecer.» Nos encontros semanais comigo, criticava Roque Rodrigues porque era um ministro [da Defesa] ineficiente. Mas elogiava Rogério Lobato: «É um ministro que se preocupa com a instituição.» Ele disse-me isso. Bom... dizia eu: »Não exagere.» Em 27 de Março de 2006 (essa data nunca me hei-de esquecer porque é o aniversário da Polícia Nacional de Timor- Leste e por coincidência a minha neta nasceu nesse dia), Xanana, no seu discurso, disse que polícia está bem institucionalizada, tem um ministro, querendo fazer passar a mensagem contrária em relação às FDTL. Depois disso é que vem dizer que Rogério estava mal...

Mas agora Rogério Lobato está preso e há uma lei de amnistia que já levantou a crítica de ser feita à medida do caso dele. Quer comentar?
É bom dá-la a ler aos técnicos para verem se é à medida ou não. Até porque o actual Presidente, quando era primeiro-ministro, foi ao Parlamento defendê-la.

O senhor concorda com essa amnistia?
Concordo, mas toda a amnistia deve ser feita pós-sentença. Não em abstracto.

Não se arrisca a transmitir uma ideia de impunidade?
A impunidade transmite-se quando as lideranças não encontram uma forma de caracterizar os actos dentro do seu contexto. Tudo o que aconteceu neste país, de Abril do ano passado até há uns tempos atrás, foi feito num contexto de crise política. Não pode ser apenas a justiça a resolver uma crise política. É assim em todo o lado do mundo. Vimos na África do Sul, onde o apartheid era um crime contra a humanidade, imprescritível. Mas hoje já ninguém fala dos crimes do apartheid, porque há um contexto político que deve ser levado em consideração. Mas a verdade todos devem conhecer, porque faz parte da História.

Partido comunista

«A Fretilin hoje faz parte da grande família da Internacional Socialista»

Concorda que o velho duelo entre Xanana e Fretilin, desde que ele saiu do partido, vai ser jogado agora?
Na entrevista [à VISÃO], ele aborda mal a questão porque diz que fui contra [a saída]. Ele deveria ter sido mais honesto e dizer que, na altura, eu apoiei-o e que quem esteve contra foi Abílio Araújo.

Por que Xanana nunca voltou à Fretilin?
Em 1998, quando fizemos a conferência nacional em Sydney, ainda falei com ele por telefone, pensando que a estratégia dele seria idêntica à de Mandela: uma vez fora da cadeia, voltaria ao partido. Mas ele disse claramente que não o faria, porque preferia continuar como figura de equilíbrio. Respeitei essa opinião. No meu regresso [a Timor] em 1999, ele disse que ia receber o Banco Mundial e o FMI [Fundo Monetário Internacional] e precisava de mim a seu lado. Foi o primeiro encontro que tive com Lu Olo, Taur Matan Ruak e outros comandantes e começámos a falar da necessidade da reestruturação da Fretilin. Mas Xanana opôs-se e disse que o partido não devia ter a pretensão de ser um partido de massas, apenas de quadros. Ou seja, nós passávamos a ser uma organização de quadros para deixar que os outros partidos existissem...

A Fretilin é um partido comunista?
O único período que a Fretilin se afirmou marxista-leninista foi na liderança de Xanana. Ele é que o transformou em partido marxista-leninista em 1981. Quando é confrontado com este facto, diz sempre que o fez na continuidade de um processo que estava em curso e tinha sido liderado pelos outros - que já tinham morrido. Até os mortos são culpados pelos actos dele.

Qual é a ideologia da Fretilin?
A Fretilin hoje faz parte da grande família da Internacional Socialista. É membro de pleno direito. Se as pessoas disserem que o Partido Socialista português ou o Partido Trabalhista britânico são comunistas, então não têm cultura política.

Não é a polémica votação de braço no ar, no último congresso da Fretilin, uma prática associada a uma organização comunista?
Quando nós estávamos a votar de braço no ar aqui em Díli, também o PSD o fez em Portugal [sic]. E o Partido Trabalhista australiano também permitiu que uma pessoa votasse em nome de não sei quantas. Só não é democrático, quando é connosco. (VISÃO)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Timor-Leste / Alkatiri acredita em triunfo da Fretilin com maioria absoluta

Dili, 28 Junho 2007 - O secretário-geral da Fretilin crê que o seu partido vai vencer as legislativas de sábado em Timor-Leste com maioria absoluta. Mari Alkatiri considerou ainda que a Fretilin deve convidar outras forças políticas a fazerem parte do governo, incluindo o CNRT, de Xanana Gusmão.

O secretário-geral da Fretilin considerou, esta quinta-feira, no encerramento da campanha eleitoral para as eleições legislativas, que o seu partido vai vencer com maioria absoluta o acto eleitoral marcado para sábado.

«Lutamos pela maioria absoluta porque sabemos que temos condições para a conseguir. Isso não significa que depois de obtermos a maioria absoluta nos vamos fechar sobre ela», explicou Mari Alkatiri.

O ex-primeiro-ministro timorense, que assegura que não voltará a fazer parte de um governo do seu país, entende que a Fretilin deve convidar outras forças políticas a fazer parte do executivo timorense que sair destas eleições.

Alkatiri não excluiu a hipótese de elementos ligados ao CNRT, o partido de Xanana Gusmão, fazerem parte do governo timorense e garantiu que a Fretilin vai aceitar qualquer resultado que sai das eleições de sábado.

«É melhor perguntar aos outros, particularmente ao CNRT, se aceita a derrota, porque nós já demonstrámos claramente, na prática receite, que aceitamos todos os resultados, embora tenhamos algumas reservas em relação ao processo em si», acrescentou.

No comício de encerramento da sua campanha, a Fretilin reuniu muitos dos seus apoiantes no Estádio Municipal de Díli com a ajuda de dezenas de camionetas que se deslocaram para este local. (TSF)

Timor-Leste / 457 observadores fiscalizam legislativas de sábado

Díli, 27 Junho 2007 - Cerca de 460 observadores de 12 países, entre os quais Portugal, vão fiscalizar as eleições legislativas do próximo sábado em Timor-Leste, a que concorrem 10 partidos e duas coligações.

Segundo a fonte, a composição da missão observação eleitoral internacional - na segunda volta das presidenciais (09 de Maio último) estiveram no país 407 - integra elementos dos parlamentos Europeu (PE) e da Nova Zelândia, bem como de 29 organizações internacionais.

Entre os observadores está também uma delegação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), chefiada pelo guineense Apolinário Mendes de Carvalho, que integra representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Os observadores serão divididos em 45 grupos e vão estar no terreno, em todo o país, a partir de sexta-feira, véspera da votação, acrescentou a fonte.

A missão de observação eleitoral, além de fiscalizar as operações no dia da votação, vai também acompanhar a distribuição das urnas e dos boletins de voto, que começam também sexta-feira, e a respectiva contagem a nível distrital, o que acontecerá domingo e segunda-feira.

Na próxima quarta-feira, após a contagem distrital, vão acompanhar o transporte das urnas, boletins de voto e outro material eleitoral para Díli, onde, no dia seguinte, quinta-feira, se procederá a uma revisão das actas eleitorais.

Sábado, perto de 600 mil eleitores vão às urnas para escolher os 65 deputados ao novo Parlamento timorense, com as assembleias de voto a abrirem entre as 07:00 locais (23:00 de sexta-feira em Lisboa) e as 16:00 (08:00 de sábado em Lisboa).
O novo Parlamento contará apenas com 65 deputados, menos 23 do que o anterior (88), na sequência de uma alteração legislativa aprovada com o intuito de substituir a Assembleia Constituinte, criada em 2001, um anos antes da independência de Timor-Leste.

Distribuição cédulas eleitorais
A distribuição das cédulas de voto para as eleições legislativas pelos 13 distritos de Timor Leste começou na ultima terça-feira, a partir da capital. A principal preocupação dos responsáveis pela parte logística do processo é que as chuvas que atingiram a região nos últimos dias atrapalhem a votação de sábado.

Ao todo, 652 mil cédulas serão distribuídas pelas 708 zonas eleitorais transportadas por carros, helicópteros, cavalos e vans, de acordo com informações da missão internacional das Nações Unidas (Unmit), que colabora com o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (Stae) na organização da operação eleitoral.

Segundo o responsável da Unmit para observar as eleições, Finn Reske-Nielsen, as cédulas de voto, que chegaram sábado de Surabaia, na Indonésia, têm mecanismos reforçados que "asseguram a autenticidade e a segurança das próximas eleições".

O responsável da Unmit, que visita várias zonas eleitorais em áreas inacessíveis do país nesta quarta-feira, afirmou que a chuva que tem atingido Timor Leste nos últimos dias "coloca desafios adicionais à distribuição dos boletins [das cédulas]". (Adaptado da Lusa)

Somos o único partido com políticas claras para desenvolver Timor-Leste, diz a FRETILIN

Comunicado de Imprensa / 27 Junho 2007

Dr Mari Alkatiri, Secretário Geral da FRETILIN, afirmou que a FRETILIN é o único partido que apresentou um programa político claro para o desenvolvimento social e económico de Timor-Leste durante a campanha para as eleições legislativas de 30 de Junho. Mari Alkatiri prometeu também promover uma nova geraçào de líderes da FRETILIN.

Dr Mari Alkatiri disse que "através desta camapanha eleitoral, temos sido o único partido que tem apresentado uma plataforma política clara para o desenvolvimento económico e social, de forma sustentável, de Timor-Leste.

"O nosso programa é baseado na implementação contínuado do plano de desenvolvimento nacional criado pelo primeiro governo e com particular atenção na saúde, agricultura, educação, juventude, infraestruturas e na gestão prudente dos nossos recursos petrolíferos."

"Em mais do que uma ocasião, desafiei o líder do CNRT Xanana Gusmão para um debate sobre o desenvolvimento social e económico, o problema dos peticionários e a crise de 2006. O CNRT e Xanana Gusmão recusaram-se sempre a responder, o que demonstra a sua falha em apresentar quaisquer políticas para desenvolver o país."

Dr Alkatiri prometeu, como único fundador da FRETILIN presente na actual liderança do partido, a promover a nova geração de líderes da FRETILIN.

"Irei agora concentrar-me em promover jovens líderes, incluindo mulheres, para liderarem o partido. O facto de que a nossa lista parlamentar inclui jovens líderes no topo da lista reflecte a nossa ambição para desenvolvermos através de novos líderes. É uma excelente lista que combina a experiência e sabedoria de líderes séniores com a criatividade e dinamismo da nova geraçào.

"Apelo ao povo para que escolha o seu partido com base na qualidade da lista parlamentar do partido. As eleições legislativas não são sobre qualquer indivíduo, mas sim sobre escolher a melhor equipe.

Mari Alkatiri acrescentou que a FRETILIN tem aprendido valiosas lições durante o seu tempo no governo, o que poderá usar para melhorar a vida do povo. "Como todos em Timor-Leste, a FRETILIN está também a aprender sobre as suas responsabilidades numa democracia emergente.

"Os primeiros cinco anos têm sido difíceis porque tivemos que reconstruir o país após a destruição de 1999, e simultaneamente dedicar muito tempo e energia para assegurar a nossa merecida parte dos recursos petrolíferos durante as negociaçòes com o Governo Australiano."

Os comentarios foram feitos hoje durante o comício de encerramento da campanha eleitoral, no Estádio Municipal de Dili. O comício teve presente cerca de 30 mil militantes e simpatizantes do partido.

Para mais informações, contacte:
José Teixeira (+670) 728 7080
www.fretilin-rdtl.blogspot.com, www.timortruth.com

Timor-Leste / Governo da FRETILIN aponta os seus principais resultados alcançados na Saúde

Comunicado de Imprensa / 27 Junho 2007

Dr. Rui de Araújo, Ministro da Saúde e actual Vice Primeiro-Ministro, disse que a reabilitação e reconstrução da infraestrutura da Saúde, o aumento do acesso aos serviços básicos de saúde e o programa bilateral de saúde com Cuba, são alguns dos principais resultados atingidos pelo Governo da FRETILIN.

Dr Rui de Araújo disse, "Os nossos resultados alcançados durante os últimos cinco anos têm estabelecido uma boa plataforma para o futuro, e acredito que a polítca de saúde do Governo da FRETILIN irá tornar o sistema de Saúde de Timor-Leste num modelo para toda a região.

Resultou nos timorenses terem muito mais acesso aos serviços de saúde do que já alguma vez tiveram durante a ocupação indonésia."

Dr. Rui de Araújo é apartidário e foi nomeado, pelo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, para Ministro da Saúde, para assim fazer parte do Governo de Inclusão da FRETILIN, desde o Segundo Governo de Transição da UNTAET. O Governo de Inclusão da FRETILIN permite que pessoas apartidárias, com capacidades técnicas apropriadas, possam ser nomeadas para posições ministeriais, desde que implementem a política da FRETILIN.

Como Ministro da Saúde, Dr. Rui de Araújo é responsável por uma da mais importantes políticas do governo da FRETILIN, como está estabelecido no Plano de Desenvolvimento Nacional.

"O GOverno da FRETILIN acredita que todos os cidadàos tem o direito à boa saúde, e serviços de saúde grátis," disse Dr Rui de Araújo. "Estamos no bom caminho para alcançarmos o nosso objectivo. Cada cidadão tem agora acesso livre aos hospitais e cuidados básicos primários de saúde, e 85% da população rural tem acesso aos serviços de saúde."

Dr Rui de Araújo apontou alguns dos resultados alcançados pelo governo da FRETILIN com respeito à saúde. Sr Rui de Araújo disse que o Ministério já gastou 30 milhões de dólares americanos para reabilitação de reconstruçao de insfraestruturas, tais como hospitais, postos de saúde e clínicas comunitárias.

"O governo está a reabilitar e expandir o Hospital Nacional Guido Valadares, em Dili, com o custo de 9 milhões de dólares americanos. Cinco hospitais estão a ser construídos nos distritos de Oecusse, Bobonaro, Ainaro (Maubisse), Baucau e Covalima, com o custo de 16 milhões de dólares americanos. O governo tem já planeado a construção de um laboratório nacional, 47 centros de saúde e 104 clínicas, por todo o país."

Dr Rui de Araújo disse que "o Ministério, em conjunto com o Ministério da Educação, estabeleceu a Faculdade de Medicina, na Universidade Nacional Timor Lorosae. Estamos agora a planear o estabelecimento de uma faculdade de enfermagem.
"O Ministério estabeleceu também o Instituo de Ciências de Saúde. O Instituo providencia cursos à curto prazo, em áreas tais como enfermagem, treino para parteiras, gestão, segurança maternal, gestào integrada de doenças pediátricas, saúde mental, saúde oral e radiografia.

"Estamos agora a tentar estabelecer um escritório para pesquisa, com a assistência da AusAid e da Universidade de New South Wales. A comunidade Internacional está também a ajudar timorenses a completar os seus estudos sobre doenças como malária, tuberculose e HIV/SIDA.

Dr Rui de Araújo agradeceu o Governo Cubano pela assistência generosa que têm dado para ajudar Timor-Leste a construir o seu sistema de saúde. Dr Rui de Araújo elogiou o Secretário Geral da FRETILIN, Mari Alkatiri, que enquanto Primeiro-Ministo negociou o programa bilateral de saúde com Cuba.

"Sob este acordo, o governo Cubano concordou em formar até mil médicos timorenses, nas suas universidades, sem qualquer custo ao governo de Timor-Leste. Cuba enviou também 228 médicos, 23 nefermeiras, 40 técnicos de saúde e 11 professores de Espanhol, para Timor-Leste.
"105 Timorenses estão a estudar em Timor-Leste, ensinados por especialistas de saúde cubanos.

Mais importante ainda, 698 timorenses estão agora a estudar medicina em Cuba, e o governo irá enviar mais estudantes nos próximos anos. Assim que todos os estudantes regressarem de Cuba, Timor-Leste terá pelo menos um médico em cada um dos seus 442 sucos. Isto é muito mais do que a qualquer altura antes da restauração da independência em 2002.

"Além dos estudantes em Cuba e em Timor-Leste, temos estudantes de medicina a estudar na Fiji, Austrália, Malásia e outros países."

Dr. Rui de Araújo disse que sob o governo da FRETILIN, o Ministério aumentou os seus inputs de saúde. Por exemplo,aproximadamente 61% das crianças com menos de 1 ano de idade têm sido imunizadas e aproximadamente 63% tem recebido imunizaação DPT3. Isto é muito mais do que a qualquer altura da ocupação indonésia.

Dr Rui disse também que "aprovamos a legislaçào em relação às actividades farmaceuticas, práticas de saúde e clínicas privadas."

Dr Rui de Araújo disse que "como um ministro independente, eu tenho todo o apoio do governo da FRETILIN na implementação da sua política de saúde, que tem como objectivo melhorar a saúde e bem estar de todos os timorenses."

Para mais informações, contacte:
Dr Rui de Araujo (+670) 723 0020
www.fretilin-rdtl.blogspot.com, www.timortruth.com

Venezuela y Rusia evalúan instalación de fábrica de aluminio

Moscú, 27 Junio (ABN) - Actualmente, la República Bolivariana de Venezuela y la Federación Rusa evalúan la posibilidad de instalar una fábrica de aluminio en el país latinoamericano. Tal precisión fue hecha por el embajador de la República Bolivariana de Venezuela en Rusia, Alexis Navarro, quien explicó que se trata de establecer la planta en el país latinoamericano con el propósito de elaborar productos con materia prima proveniente de esa nación y con tecnología rusa.

Navarro destacó que entre las virtudes de esta iniciativa figura la de agregar valor venezolano a productos derivados del aluminio, rubro en el cual Venezuela tiene grandes potencialidades.

Asimismo, el diplomático venezolano resaltó que está en objeto de evaluación actualmente la posible importación, por parte de Venezuela, de ambulancias y taladros, estos últimos para la industria petrolera nacional Petróleos de Venezuela (Pdvsa).
Para el año 2005, la Federación Rusa tenía una población de 343 millones de habitantes y una superficie de 17 millones 75 mil 200 kilómetros cuadrados.

Rusia es el país más grande del mundo. Se encuentra entre Europa y Asia; su costa abarca del Océano Ártico al Océano Pacífico del Norte, además tiene costas interiores, como el mar Báltico, Negro y mar Caspio.

Rusia limita con países como Noruega, Finlandia, Estonia, Letonia, Bielorrusia, Lituania, Polonia, Ucrania, Georgia, China, Mongolia y Corea del Norte, entre otros.

http://www.abn.info.ve/go_news5.php?articulo=96166&lee=16

Brasil estudia elevar importación de gas desde Venezuela, Bolivia y Perú

Caracas, 27 Junio 2007, (ABN) - Brasil estima que su demanda de gas importado crecerá progresivamente en los próximos años por lo que deberá incrementar sus importaciones procendentes desde Bolivia, Perú y Venezuela, informó el director del Área Internacional de la estatal Petróleo Brasilero (Petrobras), Nestor Cerveró, citado por la Agencia Brasil.

Cerveró sostuvo que, a mediano plazo el aumento del volumen de las importaciones desde Venezuela será posible en virtud de las facilidades que ofrecerá el Gasoducto del Sur, que unirá a Venezuela con Brasil y permitirá que, en una primera fase, el producto sea llevado Pernambuco, estado brasileño localizado en el centro-este de la región Nordeste.

El directivo de Petrobras dijo que para final de año un grupo de trabajo deberá presentar las conclusiones sobre viabilidad, plazo y costo de construcción del gasoducto, que permitirá elevará las importación desde Venezuela, con el suministro de hasta 60 millones de metros cúbicos. «Si el mercado crece a ese ritmo en términos de demanda de gas, serán necesarios 50 millones y más», indicó.

Ceveró agregó que en esa planificación está incluída la importación de gas de Bolívia: «Temos contratos garantizados hasta 2019 para traer 30 millones de metros cúbicos, lo que significa que, en el consumo de gas, en Brasil continuarán existiendo por lo menos esos 30 millones ya contratados».

Datos divulgados el martes por la Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada al Ministrrio de Minas y Energía, estiman que la producción de gas natural en Brasil llegará a 252 millones de metros cúbicos en 2030, contra los actuales 48 millones.

En el mismo período, el consumo pasará de 57 millones de metros cúbicos a 267 millones y la importación subirá de 25 millones para 72 millones de metros cúbicos. «Petrobras trabaja con una planificación hasta 2015, en la cual no se prevén escenarios de escasez de gas», dijo Nestor Ceveró, según publicó el portal online www.agenciabrasil.gov.br. El director del Área Internacional de Petrobras agregó que la estatal estudia también la posibilidad de otras alternativas para la importación de gas, entre ellas, Perú.

http://www.abn.info.ve/go_news5.php?articulo=96153&lee=16

Bolivia y Argentina presentan licitación para la compra de material del GNA

En la primera etapa se adquirirá tubos por un valor de 750 millones de dólares y las obras comenzarán en marzo de 2007. El 13 de julio, en Santa Cruz, se lanzará el "data room" para la planta separadora y el 3 de agosto, en Villamontes, se emitirá la licitación para construir esa infraestructura. Argentina enviará cada día, 50 toneladas de GLP para que YPFB distribuya. Bolivia y Argentina trabajan en un Tratado Energético.
Buenos Aires (Argentina), 27 jun (ABI).- Las repúblicas de Argentina y Bolivia presentaron este miércoles la licitación pública internacional para la compra de material, especialmente de tubos para la construcción del gasoducto del nordeste en el que se invertirá más de 2.000 millones de dólares.

El presidente de la República Argentina, Néstor Kirchner, firmó el Decreto Supremo para ese fin, luego de una reunión con el ministro de Hidrocarburos de Bolivia, Carlos Villegas, quien, a su vez, fue el portavoz del presidente boliviano Evo Morales para garantizar al pueblo argentino la provisión de gas según los acuerdos firmados.

Bolivia y Argentina, además, acordaron que el 13 de julio, en Santa Cruz de la Sierra, se lanzará el "data room" del pliego de especificaciones para el estudio de la ingeniería básica de la Planta Separadora de Líquidos, con la finalidad de transparentar el contenido del pliego y conocer sugerencias de empresas interesadas.
El 3 de agosto, en Villamontes, se emitirá la licitación para el estudio de la ingeniería básica de la Planta Separadora de Líquidos.

Como expresión de la solidaridad mutua, Argentina enviará a Bolivia, cada día, 50 toneladas de Gas Licuado de Petróleo (GLP), en función de la solicitud que hará YPFB.
Ambas naciones trabajarán en un Tratado Energético que permitirá consolidar una alianza entre Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos y la empresa Energía Argentina S.A.

Posteriormente, Kirchner sostuvo, en la Casa Rosada, otra reunión en la que, además del ministro boliviano, estuvieron el Encargado de Negocios de la Embajada de Bolivia en Argentina, Sixto Valdez Cueto, el Ministro de Planificación Federal, Inversión Pública y Servicios, Julio de Vido, la Ministra de Economía, Felisa Miceli, el Secretario Legal y Técnico de la Nación, Carlos Alberto Zannini, el Presidente de ENARSA, Ezequiel Espinosa, el Secretario de Energía, Daniel Cameron y el Subsecretario de Energía, Cristian Folgar.

"El Gasoducto es fundamental para sostener el crecimiento de la economía argentina. En el día de mañana (jueves) lanzaremos el Gasoducto del Nordeste que va a dar hasta 27 millones de metros cúbicos de gas y se terminaría en 2009, y tendríamos ahí para acompañar el crecimiento más allá de 2011, 2012", había anticipado el Presidente Kirchner.

Posteriormente, De Vido y Villegas ofrecieron una conferencia de prensa en la que informaron que el Jefe de Estado argentino, firmó el Decreto por el que la empresa estatal Energía Argentina Sociedad Anónima- ENARSA, puede licitar las obras del Gasoducto del Nordeste Argentino.

Por esa razón, este jueves, aparecerán en los principales diarios de la República Argentina y del mundo, además de Internet, la convocatoria para la compra de pliegos de especificación de las cañerías de 36 y 30 pulgadas de diámetro.

El valor del presupuesto oficial es de 2.305.450.372 pesos argentinos. De esta manera se inicia el proceso licitatorio para la construcción de esta importantísima obra que permitirá ingresar 20 millones de metros cúbicos de gas al mercado argentino que se sumarán a los 7.7 millones que ingresan actualmente desde Bolivia.

Por otro lado, el gobierno argentino ratificó al Ministro Villegas la intención de participar con la Empresa ENARSA en actividades exploratorias de las áreas reservadas que hoy son de propiedad de Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), con la única vocación de contribuir al desarrollo energético de la región.

"Mañana (jueves) se publica la licitación para la adquisición de cañerías. La semana que viene se llamará a licitación de la construcción del Gasoducto y en 30 días fijaremos el momento en que se licitará en Bolivia, la planta separadora de líquidos que será propiedad de YPFB", declaró De Vido.

De acuerdo al plan de obras, a fines del 2008 estarían ingresando 8 millones de metros cúbicos más a la Argentina, lo cual sin duda contribuirá a mantener el desarrollo sustentable de la economía argentina, informó el ministro argentino.

El ministro Carlos Villegas, ratificó el compromiso de Bolivia en la asociación estratégica que se viene gestando con Argentina y que se expresa por diferentes niveles. Primero, explicó, es hacer realidad el GNA y la puesta en funcionamiento de la planta separadora de líquidos. "Para Bolivia estas obras son fundamentales ya que permitirán exportar metano a Argentina y a su vez disponer de líquidos para el consumo interno y la exportación", aseguró.

En segundo lugar, Bolivia está implementando una actitud agresiva para la exploración y desarrollo de las áreas reservadas para YPFB tanto en zonas tradicionales como no tradicionales.

"Es fundamental la complementariedad entre Argentina y Bolivia. Estamos viviendo una situación muy singular en Sudamérica, un crecimiento significativo de la economía, en consecuencia un incremento en la demanda de energía. No debemos desaprovechar esta coyuntura histórica favorable para ambos países de manera de hacer inversiones pensando no sólo en la solución de los problemas presentes sino fundamentalmente en la solución de los problemas futuros" expresó Villegas.

"A Bolivia le interesa de sobremanera ratificar, consolidar e implementar esta alianza estratégica entre ambos países. De nosotros va a depender que no tengamos problemas en el futuro, superando las restricciones aparentes que actualmente tenemos", añadió.

El ministro boliviano dijo que en tercer lugar, Bolivia, además de asegurar la exportación de gas en los próximos años, pretende traspasar ciertos umbrales e ingresar en la industrialización del gas natural en territorio boliviano.

"Es interés de sentarnos a trabajar con el Ministro De Vido en proyectos de industrialización de gas natural, aprovechando fundamentalmente la instalación de la planta de separación de líquidos que por su capacidad (30 millones de metros cúbicos día) será la más grande de Sudamérica", remarcó.

El acuerdo firmado en marzo pasado entre ambos gobiernos, en la ciudad de Santa Cruz de la Sierra, establece una inversión de 1.940 millones de dólares para el GNA.

Tras la finalización de la construcción del gasoducto, a partir del 1 de enero de 2010, Bolivia deberá estar en capacidad de exportar 27.7 millones de metros cúbicos diarios de gas natural a Argentina.

El gasoducto tendrá una extensión de 1.500 kilómetros en territorio argentino y 90 kilómetros en territorio boliviano. Svc/Pta ABI

http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto&j=20070627150715

Petrobras conclui transferência de refinarias à Bolívia

O governo boliviano assumiu nesta terça-feira (26) o controle das duas refinarias da Petrobras, pelas quais já pagou a primeira parcela, uma vez que o problema do seguro, que demorou a entrega, foi resolvido.

A Petrobras exigiu judicialmente a cobertura do seguro às refinarias Gualberto Villarroel, que funciona em Cochabamba, e Guillermo Elder, em Santa Cruz. A seguradora é a Boliviana Ciacruz de Seguros e Reaseguros. A resolução da questão abriu caminho para a transferência.

O governo boliviano já pagou a primeira das duas parcelas da compra, mas havia anunciado que não assumiria o controle das refinarias enquanto não fosse concretizada a contratação do seguro correspondente, o que deveria ser feito pela Petrobras.

O seguro foi negociado pela Petrobras porque a apólice vigente anteriormente perderia sua validade no caso de qualquer dos ativos deixar de operar, explica um comunicado divulgado pela empresa.

A cobertura do seguro envolve todos os riscos de danos às instalações, máquinas, equipamentos, obras civis e inventário de produtos, assim como de responsabilidade civil, para amparar riscos de perdas provocadas a terceiros e suas propriedades, segundo informa a Petrobras.

O seguro é de US$ 180 milhões. A YPFB depositou US$ 56 milhões na conta da Petrobras em Nova York, pela primeira das parcelas do acordo de compra e venda das refinarias, assim como a garantia de pagamento das demais parcelas. (Vermelho / Fonte: Ansa Latina / 27 DE JUNHO DE 2007 )

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=20456


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Mercosul apóia soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas

Montevidéu, 27 Junho 2007 - O Parlamento do Mercosul aprovou na reunião da última segunda-feira (25) uma declaração em defesa da soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas. A aprovação ocorreu durante a 3ª Sessão Ordinária do Parlamento, em Montevidéu (Uruguai).

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), em nome da delegação brasileira, saudou a declaração e disse que a presença inglesa nas Malvinas é resquício de "um velho modelo colonial".

A declaração do conjunto de deputados que constituem o Parlamento do Mercosul vem ao encontro das declarações do chanceler argentino, Jorge Taiana, que na semana passada havia dito que a Grã-Bretanha "usurpou" Malvinas de seu país e que essa apropriação "é inaceitável em qualquer civilização".

A reconquista da soberania das ilhas é uma reclamação do governo de Néstor Kirchner, feita desde sua posse, há quatro anos. Na semana passada, o presidente disse que não desistiria desta reivindicação. (Vermelho, redação / com informações da Agência Câmara)

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=20443

Premio Nobel de la Paz 2007

Campaña de apoyo a la Candidatura de Evo Morales

Fundamentos por los cuales Evo Morales es merecedor del Premio Nobel de la Paz 2007


· Su lucha inclaudicable por dignificar a los pueblos originarios de Bolivia, de América y del mundo.

· El respeto a la diversidad cultural.

· La defensa de los recursos naturales.

· Su ejemplo de honestidad, trabajo, sacrificio y austeridad.

· La defensa de la soberanía y la autodeterminación de los pueblos.

· Su trabajo en pos de los más desposeídos.

· Su permanente lucha por la justicia social.

· Su constante prédica de vivir en armonía con la naturaleza.

· Su labor por gobernar con la participación y el protagonismo de los movimientos sociales.

· El cuidado del medio ambiente y de la ecología.

· Su tarea constante por la integración latinoamericana caribeña y el respeto, la paz y la convivencia entre las naciones.

· El respeto a las ancestrales normas indígenas de: “Ama sua, ama lluclla, ama quella”, que significa “no robes, no mientas, no seas perezoso".

· La lucha sin cuartel contra la corrupción que lleva a cabo como Presidente de Bolivia.

· Su permanente predisposición a la solución pacífica de los conflictos, demostrada como dirigente sindical y como Presidente.

· El curso democrático, pacífico, humanista, popular, inclusivo, de unidad nacional y latinoamericanista que le ha dado a su gobierno.

· Su invariable discurso y acción contra los revanchismos étnicos y el ejercicio de la justicia por mano propia

El 6 de diciembre de 2006, el Premio Nobel de la Paz, Adolfo Pérez Esquivel, presentó oficialmente la candidatura de Evo Morales para Premio Nobel de la Paz 2007.

Para dar fuerza esta significativa postulación comenzamos esta Campaña Internacional a fin de recabar adhesiones y apoyos que brinden un sólido respaldo para quien es cabal merecedor de tan distinguido galardón.

Para una mayor sistematización de las adhesiones, mensajes y firmas que recibiremos, rogamos atender los siguientes requerimientos:

a) Firmas individuales: Nombre y apellido, profesión, ciudad y país.

b) Firmas de organizaciones e instituciones: nombre de la organización, prncipal actividad a que se dedica, país.

c) Mensajes: Dirigidos a "Campaña Internacional Evo Morales Premio Nobel de la Paz 2007", con firma individual o de organización/institución de acurdo al caso, consignando la información solicitada en los puntos anteriores.

Firmas y adhesiones: solidaridad@evonobel2007.org

Esta dirección de correo electrónico está protegida contra los robots de spam, necesita tener Javascript activado para poder verlahttp://evonobel2007.org/index.php?option=com_content&task=view&id=47&Itemid=47

Precandidato paraguayo aboga por reforma constitucional

Granada, 27 Junio (ABN) - El ex obispo católico Fernando Lugo, precandidato de la oposición paraguaya para los comicios generales de 2008, abogó el martes de esta semana por reformar la Constitución a fin de que los paraguayos que residen en el extranjero puedan votar en las elecciones de su país, reportó el portal ABCdigital, de Paraguay. El sitio en Internet destaca que ésta ha sido la principal reivindicación que recabó Lugo en sus reuniones con paraguayos que viven en Argentina y Estados Unidos.

Estos encuentros los mantendrá Lugo esta semana y la próxima con paraguayos residentes en España, concretamente con los radicados en las provincias sureñas de Granada y Málaga, así como con los que viven en Madrid y Barcelona.

El precandidato presidencial se mostró partidario de que los paraguayos residentes en el extranjero puedan votar, ya que este derecho lo han perdido.

En su opinión, supondría además una forma de compensar lo muchísimo que aportan al país, ya que en 2006 estos emigrantes enviaron a sus familiares remesas por un valor de 650 millones de dólares.

El ex obispo ha visitado todos los distritos de Paraguay para escuchar a sus conciudadanos, cuyas peticiones, al igual que las de los emigrantes, se llevarán a una mesa de discusión política con los presidentes de los partidos y asociaciones sociales agrupados en la Concertación Nacional.
El líder opositor destacó que hasta el momento todas las reivindicaciones planteadas por los paraguayos emigrados son muy viables.

La Concertación Nacional es una coalición formada por nueve partidos políticos, incluidos los cuatro de oposición parlamentaria, y una treintena de organizaciones sociales para buscar un candidato que pueda terminar en el 2008 con 60 años de poder colorado en el país.

El ex obispo, que visita la localidad de Almuñécar, en la provincia de Granada, apuntó que el principal objetivo de esta coalición es lograr la alternancia en el poder y acometer los cambios que la ciudadanía demanda.

Dichos cambios están centrados en la autonomía e independencia del poder Judicial, una reforma agraria integral, la reactivación económica y mejoras en los sistemas sanitario y educativo.

http://www.abn.info.ve/go_news5.php?articulo=96181&lee=Array[0]