Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Brasil/Lula critica protecionismo como solução para a crise econômica
30 janeiro 2009/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br
Belém - O presidente Lula disse hoje (30), durante o Fórum Social Mundial, em Belém, que a evolução da crise econômica vai depender do comportamento dos países ricos e criticou medidas protecionistas americanas para tentar recuperar a economia.
“Eu li ontem que o presidente [dos Estados Unidos, Barack] Obama tomou uma decisão de que, nos novos investimentos deles, devem usar só aço da siderúrgica americana. Se isso for verdade, é um equívoco. O protecionismo nesse momento vai agravar a crise, não resolvê-la. É importante que os países ricos não esqueçam nunca que foram eles que inventaram essa história de que o comércio poderia fluir livremente pelo mundo. Não é justo que agora, que eles entraram em crise, esqueçam o discurso do livre comércio e passem a ser os protecionistas que nos acusavam de ser”, criticou.
Lula afirmou que os países ricos não sabem o que fazer diante da crise e voltou a dizer que até agora não viu "o FMI dar palpite” como faz com os países da América Latina. “Quando o calo é no pé dos outros, é mais fácil resolver”, ironizou. O presidente afirmou que tem esperança de que Barack Obama tome logo as medidas necessárias para recuperar a economia e “não permitir que os países pobres paguem por uma crise que não criaram”.
Além de criticar o protecionismo, Lula defendeu medidas para a regulamentação do mercado futuro e do sistema financeiro como caminhos para superar a crise.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/01/30/materia.2009-01-30.4834688230/view
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Brasil/É preciso estar alerta para práticas protecionistas de países ricos, diz Lula
Acra (Gana), 20 abril 2008 - - O aprofundamento da cooperação entre as nações do hemisfério sul foi defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante plenária de abertura da 12ª Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). Lula foi convidado de honra e o único chefe de Estado a discursar no evento ao lado do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e do presidente do país anfitrião Gana, John Kufour.
O presidente citou o G20 – grupo de países em desenvolvimento liderados pelo Brasil e pela Índia – como exemplo de relações Sul-Sul, frisou que é cada vez maior o intercâmbio comercial entre os países em desenvolvimento e alertou para a tentativa das nações mais ricas de impedir o aprofundamento dessa parceria.
“É preciso estar alerta contra a tentação dos países ricos em acentuar suas práticas protecionistas. Igualmente prejudiciais são as tentativas de perpetuar relações de dependência através da criação de entraves à expansão do comércio Sul-Sul”, disse o presidente.
Ele mencionou algumas iniciativas brasileiras na promoção do desenvolvimento do sul do planeta. Citou o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul – que conta com recursos para projetos de desenvolvimento dos países mais pobres do bloco: Paraguai e Uruguai – também mencionou a realização de 80 projetos e atividades na África, apenas em 2007, e o estabelecimento de uma agência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Gana.
Lula convocou os países mais ricos a fazer a sua parte no âmbito da atual rodada de negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), a Rodada Doha que está em sua fase final. “Alcançar êxito nas negociações da Rodada Doha da OMC tornou-se uma tarefa inadiável”, disse.
“Os subsídios milionários pagos pelo Tesouro dos países ricos são como uma droga que entorpece e vicia seus próprios produtores, mas cujas maiores vítimas são os agricultores das nações mais pobres”, defendeu Lula. Os países em desenvolvimento pedem na Rodada Doha a eliminação do apoio financeiro concedido pelas nações mais ricas aos seus agricultores e a abertura dos mercados para os produtos agrícolas dos países em desenvolvimento.
Outro fator que pode facilitar o processo de integração regional e estimular o comércio Sul-Sul, segundo Lula, é uma maior participação dos países em desenvolvimento nos organismos financeiros multilaterais. Na avaliação do presidente, essas mesmas instituições – como o Banco Mundial e o FMI – devem trabalhar, em conjunto com a Unctad, mecanismos que garantam segurança alimentar aos países mais pobres – os que mais têm sofrido os efeitos da alta nos preços mundiais dos alimentos.
E aproveitou para defender os biocombustíveis das críticas de que comprometem a produção de alimentos. “Não há contradição entre a busca de fontes alternativas de energia e o desenvolvimento de padrões agrícolas que garantam a segurança alimentar.”
Como exemplo, Lula disse que no Brasil os níveis de desnutrição caíram ao mesmo tempo em que aumentou a produção e o uso do etanol.
“Estamos prontos a compartilhar nossa experiência com outras nações pobres na África, na Ásia e na América Latina e Caribe”, completou o presidente.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/04/20/materia.2008-04-20.8782848469/view
Leia mais sobre os assuntos
Unctad quer envolvimento da comunidade internacional no desenvolvimento africano
Gana tem lugar de destaque na África Ocidental, diz embaixador
Brasil e Gana firmam acordos na área agrícola e para combate ao HIV
Lula critica produção norte-americana de etanol
Brasil e Gana podem ganhar ligação aérea direta
Embrapa vai transferir tecnologia a Gana para produção de biocombustíveis
Brasil quer incluir clima, energia e migrações entre temas de conferência na África
Petrobras poderá atuar na costa de Gana, diz embaixador
Fórum da Sociedade Civil discute fortalecimento da Unctad
Perda de importância da Unctad é tema de reunião em Gana
Brasil vai transferir tecnologia a Gana para produção de etanol e biodiesel
Lula defenderá produção de biocombustíveis em viagem a Gana
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Brasil/Amorim diz que Mercosul não será entregue em troca de Doha
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira (10) que o Mercosul não cederá em suas posições nas negociações da OMC (Organização Mundial do Comércio) e sustentou que o bloco "não será entregue em troca" do êxito na rodada Doha, que prevê a liberalização do comércio mundial.
Amorim respondeu assim a duras críticas feitas por porta-vozes da UE (União Européia) e dos Estados Unidos, diante da proposta brasileira para que os membros do Mercosul desfrutem de uma maior flexibilidade nas discussões da Rodada Doha.
O chanceler explicou, em entrevista coletiva, que esse foi o assunto dominante na reunião que realizou com o diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Allan Hubbard – um influente colaborador do presidente George W. Bush.
Amorim não falou sobre o tratado com Hubbard, mas insistiu em afirmar que a redução dos subsídios agrícolas nos países ricos continua sendo a peça-chave para um eventual acordo, e respondeu às críticas que as nações desenvolvidas fizeram às duras posições assumidas pelo Mercosul e por outros países, como a Índia, que integram o chamado G20.
O G20 reúne nações em desenvolvimento contra o fim do protecionismo na Europa e nos EUA. "Enquanto disserem que Brasil e Índia são responsáveis não haverá acordo", sustentou Amorim, que pediu às nações mais ricas "que negociem e deixem de lado essa guerra na imprensa, sobretudo nos grandes veículos da imprensa financeira internacional."
Amorim também rebateu outra posição dos EUA, afirmando que a área agrícola é muito mais complexa e não depende de uma única tarifa aduaneira, e que por isso não pode ser equiparada ao setor industrial. "Isso é injusto, é incorreto, e assim não concluiremos" a Rodada Doha, disse. (Fonte: Efe)
Leia também
EUA acusam emergentes de trabalharem pelo fim de Doha