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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Brasil/A GEOPOLÍTICA DO CREPÚSCULO

10 agosto 2010/Carta Maior http://www.cartamaior.com.br

Gilson Caroni Filho*

A política externa multilateralista do governo Lula, por afirmar interesses nacionais, amplia áreas de atrito com grandes potências. Por isso mesmo é alvo da "retórica do medo", por parte dos que advogam o retorno do alinhamento incondicional com os Estados Unidos, Europa e Japão.

Fala-se que a política externa de um país é a expressão de sua política interna, da dinâmica de forças sociais que expressam um projeto de inserção no cenário mundial. Se for assim, como devem ser vistas as críticas de setores neoliberais que, em sintonia com a retórica de britânicos e estadunidenses, classificam-na como desastrosa, “sem uma avaliação adequada de nossas possibilidades e reais interesses"? A questão é importante, pois revela que, em uma eventual vitória da oposição na eleição de outubro, o Brasil sofrerá um processo de continuidade nessa área. Um lamentável retorno a teses e conceitos de uma geopolítica de vice-reinado.

As declarações de ex-chanceleres do governo FHC (**) denunciam, com toda a clareza possível, a natureza e orientação da subalternidade planejada. Seríamos reduzidos a uma máquina de segurança mercadológica dos produtos exportáveis, relegando a meras cerimônias aspectos substantivos que, nos últimos oito anos, passaram a refletir um país democrático e maduro.

A integração regional soberana daria lugar ao antigo alinhamento com o capitalismo central, recolocando o país no segundo plano do jogo internacional das nações. As diretrizes e os meios de ação desse retrocesso são esboçados no discurso de José Serra e na linha editorial das corporações midiáticas que lhe dão sustentação.

O objetivo é continuar silenciando inspirações e práticas brilhantes que têm origem no pensamento altivo de Araujo Castro e San Thiago Dantas, entre outros. O Itamaraty, como lugar ideal de formulação e execução de políticas soberanas não é compatível com o ideário mercantil dos velhos sedimentos estamentais.

Convém lembrar a história do Brasil, em particular, sua independência. A ruptura dos laços com a metrópole portuguesa, sob o bafejo do capital inglês, não redundou na criação de um Estado nacional de corte burguês. Antes, permitiu que uma oligarquia fundiária e escravocrata articulasse um tipo de dominação senhorial que impôs à emergente sociedade brasileira uma superestrutura política, liquidada apenas no século XX.

A estratégia das nossas elites, desde então, operou no sentido de frustrar a democratização social, realizando a exclusão do povo da cena pública. A construção do Estado Nacional, entre nós, realizou-se sistematicamente com o controle e a manipulação, pelo alto, da intervenção popular. Mesmo as mais notáveis inflexões no processo de constituição e desenvolvimento desse Estado não conseguiram reverter essa tendência. Aliás, todas as vezes em que a ameaça de reversão se fez sentir, como em 1964, as classes dominantes não hesitaram em recorrer à violência.

É por tudo isso que o discurso da direita deve merecer uma atenção especial. Mais do que nunca é preciso motivar a reflexão e a análise de todos. A integridade e a soberania nacional só se fundem em um Estado que expresse os interesses da maioria dos seus cidadãos. Ainda recente e inconclusa, a superação das mais sérias patologias de nossa formação histórica tem sido pedagógica. Aprendemos, em pouco tempo, que a independência de um país só pode se fundamentar na legitimidade do seu regime político e na participação social dos setores organizados.

A política externa multilateralista do governo Lula, por afirmar interesses nacionais, amplia áreas de atrito com grandes potências. Por isso mesmo é alvo da "retórica do medo", por parte dos que advogam o retorno do alinhamento incondicional com os Estados Unidos, Europa e Japão.

Como os caminhos da política externa são indissociáveis dos rumos das opções internas, ficam claras as marcas constitutivas das frações de classe que apóia a candidatura de José Serra: subalternidade nas relações internacionais e retomada, no âmbito interno, de políticas excludentes. Nas frestas de velhos pactos coloniais, o retrocesso sempre se apresenta como crepúsculo e destino.

*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

**FHC (Fernando Henrique Cardoso)é recordado no Brasil como um dos presidentes mais entreguistas que o país já teve. O seu governo vendeu as mais importantes empresas estatais, passando o controle para o capital estrangeiro. Ele é particularmente odiado pelos milhares de ferroviários que foram colocados no desemprego com a venda da Estrada de Ferro Central do Brasil. (Nota de Mercosul e CPLP)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Circula nuevamente en Venezuela El Correo del Orinoco




El tabloide venezolano tendra un costo de 1 bolivar fuerte equivalente a 0.46 dolares (foto:teleSUR)

El correo del orinoco es una idea del Libertador Simón Bolívar prócer venezolano, en su primera era en 1818 este tabloide nació bajo la intención de ser un cohete libertario. En esta nueva edición el tabloide venezolano está conformado por variadas secciones, como: Impacto, con temas resaltantes del día; Opinión, Política, Debate Parlamentario, Nacionales y Economía, entre otros.


30 agosto 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

"El Correo del Orinoco", diario creado en 1818 por el libertador Símón Bolívar, comenzó a circular nuevamente en las calles venezolanas por iniciativa gubernamental como una artillería del pensamiento contra la guerra mediática que vive el país.

El medio de comunicación social, según destaca en su editorial, escrito por el presidente Hugo Chávez Frías"está llamado a ocupar el sitial de los disparos gruesos y de ablandamiento del terreno enemigo, caracterizado por el terrorismo mediático",

En reflexión sobre la ética periodística el presidente venezolano indicó que "debemos dejarnos guiar por el principio que expresara el Libertador Simón Bolívar en la primera edición del Correo del Orinoco, al decir: Somos libres, escribimos en un país libre, y no nos proponemos engañar al público".

Según afirmó Chávez, la idea que motivó el nacimiento del diario hace casi dos siglos fue "practicar un periodismo diferente al de la falaz e infame Gazeta de Caracas", periódico leal a la causa española, y esta motivación "tiene plena vigencia" actualmente.

Por su parte, el periodista y profesor de la Universidad Bolivariana de Venezuela (UBV), Arlenin Aguillón explicó que "el nuevo medio, del que forma parte, trabajará por un periodismo apegado a la verdad" a fin de contribuir al desarrollo de temas de actualidad para contrarrestar los ataques de la derecha de esa nación.

"No engañaremos al pueblo, nos comprometemos ante el país y el mundo. Los medios oposicionistas necesitan mentir para manipular, porque tienen que esconder las grandes obras del gobierno, las misiones, todas las políticas de inclusión", apunto Arguillón.

La ministra venezolana de Información, Blanca Eekhout, destacó que El Correo del Orinoco tendrá "al pueblo como protagonista" y "continuará la gesta libertadora".

Mientras que la periodista e impulsora del proyecto, Vanessa Davies declaró en días anteriores que con la reedición de El Correo se busca hacer "un periodismo de calidad y resaltar la perspectiva venezolana dentro de la batalla mediática que se cierne sobre nuestros países".

El nuevo tabloide venezolano Correo del Orinoco será de publicación diaria, contará con una edición de 50 mil ejemplares y su precio será de un bolívar (0,46 dólares). Está conformado por secciones como Impacto, con temas resaltantes del día; Opinión, Política, Debate Parlamentario, Nacionales, Economía, Poder Popular, Tema del Día (páginas centrales), Ciencia, Entrevista, Multipolaridad (noticias internacionales), Cultura, Comunicación, Regiones, Deportes y Judiciales.

El original Correo del Orinoco fue creado por Simón Bolívar y circuló de 1818 a 1822 para promover la gesta independentista. En él colaboraron pensadores de renombre, se publicaron leyes y se divulgaron artículos de la prensa internacional.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

A política morreu... Viva a Política!


Dom Pedro Casaldáliga *

Agência Adital/3 outubro 2007

Mensagem de Dom Pedro Casaldáliga para a Agenda Latino-americana: À maneira de introdução fraterna

O grande personalista cristão Emmanuel Mounier declara: «Tudo é política, mesmo que a política não seja tudo», Fábio Konder Comparato, jurista e militante, apesar das graves decepções que tem sofrido com a política, afirma categoricamente: «Fora da política não há salvação». Gilvander Moreira faz a mesma afirmação nesta Agenda. Vários institutos espanhóis, especialistas em juventude, constataram numa pesquisa que 60% dos jovens não sentem nenhum interesse pela política. O povo simples das nossas regiões do interior do Brasil falava e fala ainda da política, a priori e a posteriori, como de um mal: «Estar político» com alguém é estar brigado com ele.

Como fica então? Política sim ou política não?

Nesta nossa Agenda Latino-americana Mundial de 2008, depois de termos falado de democracia na Agenda 2007, achamos mais que oportuno falarmos de política.

Deve-se reconhecer que a decepção que vem provocando a política, praticamente em todos os países, cria uma atitude de desconfiança, de desprezo e até de indignação frente à política. Quais são as causas? Infelizmente é fácil enunciá-las: os escândalos de corrupção e nepotismo, a falsidade das promessas eleitorais, as alianças espúrias, a inércia interesseira das oligarquias nacionais e a submissão dos governos e políticos à macro-ditadura do capitalismo neoliberal...

A experiência coletiva, em quase todos os países, sobretudo no Terceiro Mundo, é de uma dança de siglas que encobrem, todas elas, a mesma pseudopolítica reinante no poder, no lucro, no privilégio. Tem-se feito da política um negócio, o recurso das elites que se sucedem, sempre as mesmas, abertamente na direita, consagrando o status quo. A charge diz: "Chega de fazer política com a política! Deixem a política para o que ela é: para fazer negócios!".

Essa política deve morrer. Já é mundialmente uma política morta para a sociedade que quer viver humanamente e construir um futuro autenticamente democrático, humanizador, participativo, sem essas desigualdades que clamam ao céu. A economia cresce, mas cresce simultaneamente a desigualdade. Os planos estruturais de ajuste, exigidos dos países pobres, pela política em exercício, fracassaram, cobrando-se muita dor, muita miséria e até muito sangue. "O processo atual de globalização, escreve Stiglitz em seu livro Como fazer que funcione a globalização, está provocando uns resultados desequilibrados tanto entre países como dentro dos mesmos. Cria-se riqueza, mas são demais os países e as pessoas que não partilham seus benefícios... Estes desequilíbrios globais são moralmente inaceitáveis e politicamente insustentáveis". Tem-se afirmado oportunamente que a desigualdade assassina a mundialização; e se convoca para um processo múltiplo em lugares e em modos a serviço de uma "mundialização eqüitativa", que reparta o bem-estar e que suprima a miséria.

Temos que fazer da política um exercício básico de cidadania. A cidadania é o reconhecimento político dos direitos humanos. Porque somos humanidade, somos sociedade. O filósofo italiano Giorgio Agamben afirma: "A separação entre o humano e o político que estamos vivendo na atualidade é a fase extrema da excisão entre os direitos do homem e os direitos do cidadão".

Nossa Agenda faz um percurso pela história da política. Confronta o exercício da política real com os direitos humanos, com a cidadania, com as culturas, com a laicidade e o diálogo inter-religioso, com a ecologia, com os meios de comunicação. Essa política real tem nas mãos a manipulação da opinião pública e «a colonização das subjetividades». Para a maior parte da humanidade é uma política que deve morrer, que já é uma política morta. E, entretanto, a política, a outra política, não pode morrer, precisamente porque a humanidade não pode viver sem ela. A política é a organização da vida humana, o processo da sociedade. A política é mais que uma dimensão, abrange todas as dimensões da vida social.

Denunciando em nossa Agenda a política iníqua, reivindicamos a verdadeira política. Uma política «outra», de justiça, de transparência, de serviço, de participação. Programada e vivida localmente e mundialmente. Renovando as instâncias tradicionais, muitas delas caducas e injustas, e propiciando instâncias novas. Formando politicamente a cidadania. Sugerindo atitudes, processos, campanhas; ajudando a buscar soluções. Sabemos que «agenda» é «o que se deve fazer». Esta edição da nossa Agenda, então, quer ajudar a pensar e a assumir o que se deve fazer para que a política viva, ressuscitada, longe dos «sepulcros caiados», e seja uma política humana e humanizadora.

Com Max Weber, queremos distinguir entre a política como profissão e a política como vocação. Rubem Alves escreveu, num memorável artigo "Sobre política e jardinagem": "De todas as vocações, a política é a mais nobre... De todas as profissões, a profissão política é a mais vil".

Vários especialistas escrevem em nossa Agenda, propiciando informação e pistas de ação, particularmente em áreas mais profanadas ou mais esquecidas: política e direitos humanos, a mulher e a política, a política e os meios de comunicação, a política e o movimento popular, a política e as culturas, a política e a religião, a política e a economia.

Devemos sonhar caminhando. Queremos e devemos ser políticos, fazer política. Nos autoconvocamos para entrar, mulheres e homens -cada vez mais as mulheres nas diferentes esferas da política-, adultos e jovens, todos comprometidos e esperançados, nessa grande mobilização de objetivos, de foros, de campanhas, de realizações. Pedimos, sonhando alto, que a política seja um exercício de amor, a celebração diária de uma convivência verdadeiramente humana. Uma política fraterna e sororal. Um culto diário à Humanidade e o melhor culto ao Deus vivo. Queremos ser políticos e fazer política, sem possível neutralidade, sem hipócritas eqüidistâncias. Em seu famoso discurso na universidade de Lovaina, o mártir São Romero da América afirmou: "Ser a favor da vida ou da morte. Cada dia vejo com mais clareza que essa é a opção a seguir. Nisso não existe neutralidade possível. Ou servimos à vida ou somos cúmplices da morte de muitos seres humanos. Aqui se revela qual é a nossa fé: Ou cremos no Deus da Vida ou usamos o nome de Deus servindo aos carrascos da morte".

* Bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT) e um dos mais importantes militantes brasileiros pelos direitos humanos

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=29839

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Bolivia y Chile consolidan nexos parlamentarios

Caracas, 23 Julio (ABN) - Un grupo de legisladores bolivianos y chilenos sostendrán este lunes en la nación altiplánica conversaciones oficiales sobre la creación de una liga interparlamentaria llamada a consolidar los nexos bilaterales.

El presidente de la Comisión de Política Internacional de la Cámara de Diputados de Bolivia, Michiaki Nagatani, aseguró que este lunes una delegación del parlamento chileno, integrada por seis diputados, inicia una visita oficial que se extenderá hasta el 25 de julio próximo, detalló el portal digital de Telesur.

Según la agenda establecida por las autoridades está previsto un encuentro con empresarios del oriental departamento de Santa Cruz.

Nagatani explicó a los periodistas que uno de los objetivos de los intercambios es establecer las bases para la creación de una liga interparlamentaria que ayude a estrechar las relaciones bilaterales, actualmente circunscritas sólo al ámbito económico.

La recuperación de un acceso marítimo, ha marcado las relaciones entre los dos países que mantienen interrumpidos, desde 1978, sus vínculos en el ámbito de embajadores.

En la actualidad el Congreso Nacional coordina con el Ejecutivo para que éste pueda cumplir los objetivos que el presidente de la República, Evo Morales, definió en materia de política exterior con Chile.

Por su parte, el ministro de la presidencia, Juan Ramón Quintana, explicó que ambos gobiernos han dado un salto cualitativo como no había ocurrido en los últimos 50 años.

Resaltó que este acercamiento es impulsado por el presidente boliviano, Evo Morales, y su homóloga chilena, Michelle Bachelet, como parte de una agenda bilateral amplia de 13 puntos que no excluye la demanda marítima del país andino.


http://www.abn.info.ve/go_news5.php?articulo=98242&lee=16

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Venezuela/Comienza preparación de II Cumbre América del Sur-África

Caracas, 16 Julio (ABN) - Con el inicio, este lunes, de la primera reunión de coordinadores, comienzan oficialmente los preparativos de la II Cumbre América del Sur-África, a realizarse en Venezuela, en noviembre de 2008.

Durante tres días, los expertos prepararán el programa de la cumbre, la logística y el cronograma de los encuentros de ministros que abordarán temas multilaterales, de ambiente, comercio e inversiones, social, energía y política, reseñó Prensa Latina.

Participan representantes de Brasil, por América del Sur; de Nigeria, por África; de la Comisión de la Unión Africana; de Bolivia, actual presidente pro-témpore de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), y de Venezuela, en su carácter de anfitrión.

La elección de Venezuela como sede de la cumbre es interpretada en medios diplomáticos locales como una expresión del reconocimiento a iniciativas avanzadas por el presidente de esa nación, Hugo Chávez Frías, para la cooperación con países africanos.

El Mandatario venezolano abrió el año pasado ante la Unión Africana las puertas a proyectos de integración, como el Banco del Sur, Petrosur, Universidad del Sur, Telesur y Radio del Sur.

La anterior cumbre biregional se realizó en Abuja, Nigeria, en 2006.

El viceministro venezolano de Relaciones Exteriores para África, Reinaldo Bolívar, indicó, recientemente, que la reunión corresponde, asimismo, a la política de multilateralidad impulsada por su país y el auge de los vínculos con África.

Al concluir una gira internacional, durante la cual se oficializó el establecimiento de relaciones diplomáticas con Bostwana, Bolívar resaltó la existencia de un alto interés en esa región por la posición de Chávez Frías sobre la relación Sur-Sur.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Venezuela/Rector de Ucsar denunció persecución política por parte del Arzobispado

Caracas, 11 Julio (ABN) - «Mi salida obligada de la rectoría de la Universidad Católica Santa Rosa se debe principalmente a razones de persecución política, ya que durante el tiempo de mi gestión en esa casa de estudios le he dado prioridad a la ampliación de la matrícula de la universidad hacia los sectores que tradicionalmente han sido excluidos, por lo tanto, ahora soy considerado como un sacerdote rojo y leninista», informó el rector de la Ucsar, Martín Zapata Fonseca.

El académico explicó que las razones por las cuales se ha emprendido una persecución política en su contra, «puede ser la actitud que ha tenido con respecto a la apertura de esa casa de estudios a sectores populares, lo cual se evidenció en el aumento de 300 alumnos a mil 700, entre pregrado y postgrado».

«Me acusa, principalmente el arzobispo (Jorge) Urosa Savino, de que he puesto a la universidad en manos de los chavistas y a beneficio de la Revolución, esas son las imputaciones que se le hacen a mi persona», dijo.

Tal y como lo señaló durante su participación en el espacio En confianza, transmitido este miércoles por Venezolana de Televisión (VTV), el Arzobispado de Caracas ha intentado destituirlo de su cargo de Vicecanciller de la Fundación Universidad Santa Rosa desde 2003.

«El intento de destitución de mi cargo, como he dicho antes, se debe a razones políticas principalmente. La acción que pretende ejecutar el arzobispo Jorge Urosa Savino es de carácter inconstitucional e ilegal. Primero intentan deshabilitarme como canciller y ahora pretenden sacarme del Rectorado», continuó el rector de la Ucsar.

Fonseca aseveró que mientras los tribunales constitucionales no se pronuncien, mediante una decisión con respecto a la restitución de la Fundación Universidad Santa Rosa al control del Arzobispado, las decisiones de este ente seguirán siendo inconstitucionales.

«Sólo me puede remover de mi cargo una decisión del tribunal correspondiente», añadió.

Asimismo, Martín Zapata Fonseca, quien es sacerdote, pero por decisión del Arzobispado está suspendido del ejercicio eclesiástico, alertó ante la posibilidad de que su vida corra peligro.

Insistió en que la «única forma de que la Fundación regrese al control del Arzobispado es que yo desaparezca físicamente».

«Cuando yo digo que también existen razones económicas para el interés en mi destitución, es porque sectores del Arzobispado, mayormente representados en varios obispos, están ligados a sectores económicos poderosos a quienes no les conviene la apertura de la universidad a los sectores populares», expresó.

http://www.abn.info.ve/go_news5.php?articulo=97139&lee=Array[0]