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sábado, 19 de março de 2016

Brasil/O IMPASSE BRASILEIRO E A GEOPOLÍTICA GLOBAL



18 março 2016, Resistência http://www.resistencia.cc (Brasil)

Por Igor Fuser*

A tentativa contra o governo Dilma e a campanha antipetista só podem ser plenamente entendidos no contexto da conjuntura internacional e, em especial, da ofensiva dos Estados Unidos para garantir, a qualquer custo, a posição de supremacia geopolítica obtida ao final da Guerra Fria.

A estratégia do imperialismo no período que se abriu com a dissolução da União Soviética foi apresentada, de uma forma crua e bruta, por Paul Wolfowitz, alto funcionário do Departamento de Estado que recebeu do presidente George Bush (pai) a tarefa de colocar no papel as linhas mestras da conduta da então única superpotência, a partir das ideias consensuais entre os formuladores de política externa de Washington.
 
Wolfowitz escreveu, com todas as letras, que o objetivo central da conduta dos EUA é impedir, por todos os meios, inclusive pelo uso da força militar, o surgimento de uma nova potência capaz de ameaçar sua posição de hegemonia global. Ele foi além e deixou claro que esse esforço inclui a adoção de medidas para bloquear, do mesmo modo, a ascensão de potências regionais que possam pôr em risco os interesses dos EUA em qualquer lugar do mundo.

O relatório, que deveria ser

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

GEOPOLÍTICA DO CONFLITO UCRANIANO: DE VOLTA AO BÁSICO

22 fevereiro 2014 02:50, Pravda http://port.pravda.ru  (Rússia)

Se se olham os incontáveis vídeos que veem, não só de Kiev, mas também de outras cidades da Ucrânia, pode-se ter a impressão de que o que está acontecendo ali é caos total, que ninguém controla. É impressão muito errada, e acho que é mais que hora de examinar os atores desse conflito e o que cada um realmente quer. Só assim será possível construir alguma compreensão clara sobre o que se passa lá, sobre quem puxa os cordões por trás da cortina e sobre o que pode acontecer adiante. Assim sendo, examinemos os vários atores, um a um.

O povo ucraniano insatisfeito
Absolutamente não cabe dúvida alguma de que um grande segmento da população ucraniana está profundamente infeliz com o regime que está no poder, com o próprio Yanukovich e com o que está acontecendo na Ucrânia, há muitos anos. Como já escrevi inúmeras vezes antes, a Ucrânia está, essencialmente, em mãos de vários oligarcas, exatamente como a Rússia nos anos 1990s, só que piores. A vasta maioria dos políticos ucranianos estão à venda a quem dê mais, e isso vale para os membros do Parlamento, o Gabinete do presidente, os governadores regionais, todo o governo e, é claro, também para o próprio Yanukovich. Coletivamente, esses oligarcas também são proprietários dos jornais e televisões, dos juízes, da política, dos bancos e de tudo. Resultado direto disso, a economia ucraniana está descendo pelo esgoto há anos e, atualmente, está, pode-se dizer, em ruínas.

Não deve ser surpresa para ninguém que muitos ucranianos estejam