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quarta-feira, 30 de março de 2016

Brasil/10 COISAS QUE O BRASIL INTEIRO PRECISA SABER



28 março 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Igor Fuser *


O pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff não tem NADA A VER com a Operação Lava Jato, nem com qualquer outra iniciativa de combate à corrupção.

É preciso avisar tod@s @s brasileir@s, informar de um modo tão claro e objetivo que até as carrancas do Rio São Francisco tenham conhecimento de que:

1. O pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff não tem NADA A VER com a Operação Lava Jato, nem com qualquer outra iniciativa de combate à corrupção. Dilma não é acusada de roubar um único centavo. O pretexto usado pelos políticos da oposição para tentar afastá-la do governo, a chamada “pedalada fiscal”, é um procedimento de gestão do orçamento público de rotina em todos os níveis de governo, federal, estadual e municipal, e foi adotado nos mandatos de Fernando Henrique e de Lula sem qualquer problema. Ela, simplesmente, colocou dinheiro da Caixa Econômica Federal em programas sociais, para conseguir fechar as contas e, no ano seguinte, devolveu esse dinheiro à Caixa. Não obteve nenhum benefício pessoal e nem os seus piores inimigos conseguem acusá-la de qualquer ato de corrupção.

2. O impeachment é um golpe justamente por isso, porque a presidente só pode ser afastada se estiver comprovado que ela cometeu um crime -- e esse crime não aconteceu, tanto que, até agora, o nome de Dilma tem ficado de fora de todas as investigações de corrupção, pois não existe, contra ela, nem mesma a mínima suspeita.

3. Ao contrário da presidenta Dilma, os políticos que pedem o afastamento estão mais sujos que pau de galinheiro. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que como presidente da Câmara é o responsável pelo processo do impeachment, recebeu mais de R$ 52 milhões só da corrupção na Petrobrás e é dono de depósitos milionários em contas secretas na Suíça e em outros paraísos fiscais. Na comissão de deputados que analisará o pedido de impeachment, com 65 integrantes, 37 (mais da metade!) estão

sábado, 19 de março de 2016

Brasil/O IMPASSE BRASILEIRO E A GEOPOLÍTICA GLOBAL



18 março 2016, Resistência http://www.resistencia.cc (Brasil)

Por Igor Fuser*

A tentativa contra o governo Dilma e a campanha antipetista só podem ser plenamente entendidos no contexto da conjuntura internacional e, em especial, da ofensiva dos Estados Unidos para garantir, a qualquer custo, a posição de supremacia geopolítica obtida ao final da Guerra Fria.

A estratégia do imperialismo no período que se abriu com a dissolução da União Soviética foi apresentada, de uma forma crua e bruta, por Paul Wolfowitz, alto funcionário do Departamento de Estado que recebeu do presidente George Bush (pai) a tarefa de colocar no papel as linhas mestras da conduta da então única superpotência, a partir das ideias consensuais entre os formuladores de política externa de Washington.
 
Wolfowitz escreveu, com todas as letras, que o objetivo central da conduta dos EUA é impedir, por todos os meios, inclusive pelo uso da força militar, o surgimento de uma nova potência capaz de ameaçar sua posição de hegemonia global. Ele foi além e deixou claro que esse esforço inclui a adoção de medidas para bloquear, do mesmo modo, a ascensão de potências regionais que possam pôr em risco os interesses dos EUA em qualquer lugar do mundo.

O relatório, que deveria ser