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terça-feira, 17 de junho de 2008

Brasil/REFLEXÕES DE UM BISPO


Dom Clemente Isnard *


16 junho 2008 [ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina
www.adital.com.br


Carta de Dom Clemente Isnard sobre as peripécias da publicação do seu livro


Quem tem medo da verdade?
Quem quer calar os Profetas?
Quem quer zerar o Concílio Vaticano II
e voltar para a Igreja-Poder e para a centralização vaticana?
(João Tavares)


No dia oito de julho do ano passado, completei noventa anos e, a convite de um grande amigo, pe. José Romero Rodrigues de Freitas, vim a Recife para festejar a data com os amigos daqui.

Celebrei a Missa na Igreja das Fronteiras, onde está bem viva a lembrança de nosso inesquecível Dom Helder Camara, com muitos concelebrantes e mais duas centenas de amigos. No meu sermão terminei, depois de narrar os quatro períodos de minha longa vida, aludindo a um projeto de futuro. Que ousadia era fazer projetos aos noventa anos! E dizia: reatando com a mocidade, lutar pelo Movimento Litúrgico, pelo Concílio Vaticano II, por uma Igreja sem Núncio Apostólico e sem Cúria Romana (entenda-se sem a Cúria Hiperatrofiada de hoje).

Ouviu esse sermão o grande teólogo José Comblin, que me animou a escrever. No segundo semestre de 2007 escrevi um livrinho com o título de "O que o Concílio não fez" e pedi ao padre Comblin para ler antes da publicação e escrever o Prefácio. O que ele fez, sugerindo uma mudança de título para "Reflexões de Um Bispo sobre as Instituições Eclesiásticas".

Em dezembro de 2007 procurei a Editora Paulus para publicar o livro. Aceitou a incumbência e conversei com muitas pessoas sobre o conteúdo do livro. Em fevereiro fui surpreendido por um telefonema da Paulus dizendo que o livro estava pronto para publicação, mas que não poderiam editar por terem recebido uma proibição do Núncio Apostólico, Dom Lourenzo Baldisseri. Não procurei diálogo com essa autoridade eclesiástica que não me procurou diretamente, mas se dirigiu por cima de minha cabeça à Editora.

No mês de março, estando em Recife, recebi uma atenciosa carta do Regional Leste 1, assinada por todos os bispos do mesmo Regional. Nessa carta pediam que eu não publicasse o livro.

Evidentemente, a opinião unânime dos bispos da região me confundiu, mas não me convenceu. Respondi a cada um dos companheiros uma carta do mesmo teor, em que estranhava que tivessem condenado o livro sem o ter lido (não sei qual dos bispos o teria lido) desprezando a opinião de um teólogo que já publicou mais de 50 obras e que tinha corrigido o livro e redigido o Prefácio, Padre José Comblin. Como sou teimoso, consegui uma editora que se interessou pelo assunto do livro e se ofereceu para publicá-lo.

A Igreja tem um organismo em Roma encarregado de examinar a doutrina dos livros que se publicam no mundo inteiro. Mas o meu livro nada tem contra a doutrina da Igreja. É um livro não de doutrina, mas de disciplina da Igreja que tem variado incessantemente nesses dois mil anos de vida, e ainda recentemente teve um Concílio Ecumênico de Reforma, o Vaticano II.

O Concílio Vaticano II foi elogiado pelo Papa Paulo VI, que o presidiu depois de João XXIII, como um dos maiores e melhores Concílios da História da Igreja pelo número de participantes, pelo número de documentos promulgados, e pela extensão de sua preocupação também com a vida da humanidade. No Concílio eu me habituei com as lutas internas da Igreja, que não terminaram. Há muitas coisas nas Instituições Eclesiásticas que deveriam ter sido corrigidas. Coisas grandes e pequenas. O Concílio fez muito mas não pode fazer tudo. Será que João XXIII teria presidido melhor que Paulo VI ? Agora é preciso abordar os temas que foram tocados pelo Concílio mas não concluídos, para que sejam resolvidos por quem de direito.

São grandes os problemas da Igreja hoje: A nomeação dos Bispos, os Bispos Auxiliares e os Eméritos, o Celibato Sacerdotal e a Exclusão das mulheres do Sacramento da Ordem. Desses cinco assuntos é que trata o livro que será lançado no dia 13, às 19:00hs, na Igreja das Fronteiras em Recife.

Os que se interessarem por esses problemas da Igreja devem procurar companheiros e organizar grupos de estudo, para aprofundamento dos assuntos e procura de soluções.

Dom Clemente Isnard
Bispo Emérito de Nova Friburgo, Rio de Janeiro

Leia a Reportagem e entrevista publicadas pelo Diário de Pernambuco, em 12 de junho de 2008.

Bispo lança livro e desafia leis da Igreja

Por Jailson da Paz, Diário de Pernambuco

Há temas que quase toda pessoa, seja católica ou não, gosta de se posicionar. Alimentar discussões e polêmicas. Entre eles o celibato sacerdotal e o direito das mulheres celebrarem missas. Já o Vaticano costuma tratar os assuntos com certo cuidado. E poucas vozes da Igreja, nas últimas décadas, ousaram contribuir com o debate fora das paredes dos seminários e das cúrias. O bispo emérito da Diocese de Nova Friburgo (Rio de Janeiro), dom Clemente Isnard, resolveu derrubar tais barreiras. Aos 90 anos e reconhecido internacionalmente por seu trabalho no campo litúrgico, ele lança hoje o livro - Reflexões de um bispo sobre as instituições eclesiásticas atuais - que promete jogar lenha na fogueira. E não fala apenas do celibato e das mulheres, trata de um dos pontos quase intocável no Vaticano: a participação dos leigos na escolha dos bispos. Um sinal de reconhecimento ao trabalho feito por dom Helder Camara.

"Fala-se tanto na falta de sacerdotes, nas paróquias sem padres, nos padres que se secularizaram deixando o ministério. E não se pensa nos padres de valor e que se casaram e que poderiam ter continuado no ministério se a Igreja lhes tivesse concedido matrimônio", argumentou o bispo emérito. Dom Isnard encontra justificativa para seu posicionamento na experiência. Foram mais de 30 anos à frente da Diocese Nova Friburgo. E também no conhecimento histórico. Ele lembra que a exigência do celibato apareceu pela primeira vez por volta do ano 300, mas que ainda hoje as igrejas orientais católicas permitem que padres se casem. Segundo o religioso, a multiplicação dos diáconos permanentes é um sinal de que o padre casado seria bem aceito em muitos lugares. Os diáconos são homens casados ou celibatários que podem pregar, mas não estão autorizados a consagrar a hóstia e o vinho.

Dom Isnard recorre ao olhar de pastor para se posicionar em defesa das mulheres. "Em minha longa vida conheci padres incapazes de ser párocos e conheci também religiosas e leigas consagradas com capacidade de dirigir comunidades", testemunhou. Para o monge beneditino, a dispensa do celibato não é uma mudança teológica, mas disciplinar. E sugere a necessidade de se analisar a Bíblia, quando São Paulo afirma que todos - judeu e grego, servo e livre, homem e mulher - são iguais perante Deus. "Esse me parece um poderoso argumento bíblico em favor da ordenação de mulheres", acredita.

As análises do autor se voltam também para a eleição dos bispos. "Em nossos dias o povo não é ouvido na eleição, mas pode se manifestar na hora do enterro", afirma, lembrando que a participação dos leigos nas eleições era comum no primeiro milênio de existência da instituição. Essa a prática foi caindo em desuso com a crescente interferência dos reis. Diante do que viveu e conhece, o bispo emérito defende que o ideal seria voltar ao regime do primeiro milênio, onde bispos, clero e povo participavam das escolhas.

O povo, exemplifica, seria homens e mulheres engajados na Igreja, idosos e jovens, em número que expressasse as duas categorias E conclui, de maneira incisiva que a "descentralização das nomeações episcopais traria um alívio notável para as finanças da Sé Apostólica, uma vez que o pessoa da nunciatura não precisaria ser tão numeroso". Coincidência ou não, dom Isnard contou que uma cópia do seu livro foi entregue ao núncio apostólico no Brasil antes da publicação. E esse teria pedido a Editora Paulus, com quem estava outra cópia do texto, para não publicar o livro.

Ainda sobre os bispos, dom Isnard se pergunta como recuperar um episcopado zeloso, culto e avançado. Ele mesmo responde que na situação atual seria necessário um novo concílio ecumênico para completar o Vaticano II, realizado entre 1962 e 1965 e responsável por mudanças na Igreja. Uma delas foi permitir a celebração das missas em diversas línguas, acabando com a ditadura do latim. Mesmo apontando o caminho, o bispo emérito acredita que dificilmente haveria mudanças hoje. Isso porque a Cúria Romana prepara e redige tudo.

Leia a Entrevista com D. Clemente Isnard:

'Não nos comportemos como fariseus'

A dedicação de dom Clemente Isnard à Igreja Católica se aproxima de sete décadas. Nesse tempo, ele assumiu diversas funções. Foi o primeiro bispo de Nova Friburgo, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), além de ter participado como padre conciliar de todas as etapas do Vaticano II e integrado comissões junto à Santa Sé. O bispo emérito conhece bem os caminhos da Igreja, especialmente no campo litúrgico. Parte desse conhecimento está no livro Viver a liturgia também a ser lançado hoje, no qual reúne uma série de reflexões. Na obra, dom Isnar afirma que, à medida que a idade vai chegando, sente-se mais livre para escrever o que pensa. "Gozando de plena liberdade, posso elogiar ou criticar também autoridades eclesiásticas sem considerar cargos ou pessoas", salienta. Essa firmeza pode ser vista na entrevista abaixo:

Por que escrever sobre temas polêmicos como o celibato e a escolha dos bispos?

- Para dar meu testemunho como bispo para o povo.

E como surgiu a idéia da publicação?

- Depois da missa de meus 90 anos, na Igreja das Fronteiras, no ano passado. Na homilia, falei dos meus sonhos para a Igreja e depois da celebração. O padre José Comblin, da Paraíba, pediu para eu escrever. O livro é o resultado.

O senhor recebeu alguma pressão para não publicar o livro?

- Quando o texto estava pronto, uma cópia foi tirada do meu computador sem minha autorização indo parar nas mãos do núncio apostólico, dom Lourenzo Baldisseri, que pediu a Editora Paulus para não publicar o trabalho. O livro está saindo por outra editora, a Olho d'Água.

Alguma autoridade chegou a pedir diretamente para que o senhor desistisse?

- Todos os bispos do Regional Leste 1, que reúne as dioceses do Rio de Janeiro, fizeram uma carta me pedindo para não publicar o livro. Eles alegavam que os assuntos poderiam ser mal interpretados e isso seria ruim para a Igreja.

Não teme repercussões negativas?

- Meu Deus! Eu acho que a discussão sobre esses temas somente fará bem. A Igreja é santa e pecadora. E a história mostra que as mudanças na Igreja demoram séculos para acontecer. Talvez tenhamos que esperar um milênio, mas temos que ser insistentes. Com o livro, quero apenas conscientizar as pessoas.

E se o Vaticano chamar o senhor como fez com Leonardo Boff nos anos 80?

- Já estou velho, mas vou lá. Repito o que está no livro e outras coisas mais. Tudo farei sob a luz do Evangelho, que pediu para não nos comportarmos como fariseus.

O senhor pensa escrever outros livros desse tipo?

- Sim. E penso em incluir um capítulo que, a princípio, seria publicado nas reflexões atuais, mas retirei por sugestão de um padre que fez análise do livro.

E de que tratava?

- Nesse capítulo, eu abordava a questão dos bispos auxiliares, tendo como fundamento experiências vividas em dioceses brasileiras.


* Bispo Emérito de Nova Friburgo, Rio de Janeiro

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

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sábado, 19 de abril de 2008

CONVOCATORIA A LA MARCHA POR UNA BOLIVIA UNIDA!!!

18 abril 2008 / http://chaski-runasimi.blogspot.com/

El Comité de Defensa del Proceso de Cambio y la Soberanía Popular Originaria de Bolivia en la Argentina

CONVOCA:

A MARCHAR EN CONTRA EL FASCISMO SEPARATISTA, DISCRIMINATORIO Y ESCLAVISTA.

● En repudio a la “media luna” oligárquica, que busca dividir Bolivia, a través de estatutos autonómicos ilegales y anticonstitucionales.
● En defensa del proceso de cambio, liderado por Evo Morales y por la consolidación y profundización dentro de un marco democrático y pacífico.
● Condenamos totalmente el esclavismo y servidumbre de los hermanos guaraníes, por terratenientes rapaces de la media luna.
● Por el DERECHO DEL VOTO DEL BOLIVIANO EN EL EXTRANJERO. Los bolivianos queremos votar ya! para fortalecer el Estado Unitario Social de Derecho Plurinacional Comunitario, Multiétnico y Pluricultural, según el Nuevo Texto Constitucional.
● HOMENAJE A LOS MARTIRES DE CHICAGO Y EL 1° DE MAYO, DIA INTERNACIONAL DE LOS TRABAJADORES.

Concentración:
En La PLAZA DE LOS DOS CONGRESOS
30 DE ABRIL/08 – 15 HS.

Jallalla Bolivia!! – Jallalla Tawantinsuyu!! – Jallalla Evo Morales!!

Lugar de Reuniones: Todos los sábados a partir de las 19 hs. en Plaza TupaJ Amaru (ex Virreyes) Av. San Pedrito y Av. Eva Perón, Ciudad Autónoma de Buenos Aires – Rep. Argentina.
Correo electrónico: comite_de_defensa_del_proceso_boliviano @hotmail.com

http://chaski-runasimi.blogspot.com/

RAZONES QUE INTENTA DAR RESPUESTAS A LOS PROBLEMAS QUE BOLIVIA VIVE HOY

http://chaski-runasimi.blogspot.com


¿Quiénes son los Croatas?

Por: Fortunato Esquivel

Lunes 7 de abril de 2008

En Bolivia vivimos días de inestabilidad y peligro de escisión de una región donde surgió con violencia una clase opulenta, insensible y racista, cuyos principales propósitos parecen estar dirigidos a provocar el desprestigio del actual gobierno hasta derivar en su pérdida real de autoridad y presuntamente su caída.
Todo se aceleró tras la presentación de credenciales del nuevo embajador de Estados Unidos, Philip Goldberg, el 13 de octubre de 2006. Poco antes, se había desempeñado como jefe de misión en las negociaciones para desintegrar Yugoslavia e imponer el “Acuerdo de Rambouillet”, que dio lugar a la ocupación de Kosovo (provincia de Serbia).
Ese “acuerdo” obligó a Yugoslavia renunciar a la soberanía sobre su propio país y concretamente sobre Kosovo a la que se impuso una legislación autónoma y regionalizada que culminó con la declaración de su “independencia”.
El “Acuerdo de Rambouillet”, tiene un parecido muy cercano con los Estatutos Autonómicos que el Comité Pro Santa Cruz, pretende imponer por la fuerza a través de un ilegal referéndum convocado para el próximo 4 de mayo. Debemos sospechar que el embajador descuartizador de países, les trajo una copia, para adaptarlo a la realidad cruceña.
Estados Unidos, fracasó en la imposición de sus planes hegemónicos a través del ALCA y el TLC, por lo que decidió proceder a dividir a los latinoamericanos que intentan integrarse, primero en el Grupo Andino (GA), luego en la Comunidad Andina de Naciones (CAN), el Mercado Común del Sur (MERCOSUR) y finalmente la Alternativa Bolivariana (ALBA).
La nueva estrategia parecer ser dividir a los latinoamericanos, descuartizando sus países para imponer sus tratados de libre comercio (TLC) y tenerlos bajo su dominio con más facilidad. La experiencia para ello acaba de lograrla con la desintegración de la exUnión Soviética, Yugoslavia, Irak y la amenaza de invadir Irán.
La “balcanización” de Bolivia, parece haber comenzado con el directo asesoramiento del embajador especializado en pedacear países, estrechamente colaborado por la logia de croatas de ideología claramente nazi que lograron convencer a una pequeña casta de ricachones terratenientes, dirigentes cívicos y prefectos que decidieron servir de alcahuetes del plan.
LA LOGIA CROATA
Siempre nos hemos preguntado quiénes son éstos extranjeros que desde su llegada no cambiaron ni sus nombres ni se mezclaron con los bolivianos y por el contrario mantienen su “raza”, casándose sólo entre croatas, serbios y otros de su procedencia.
Algo de historia. El 10 de abril de 1941, los nazis ingresaron a Zagreb (capital de Croacia), siendo recibidos con flores. El comandante de la 140 división blindada alemana, anunció poco después la formación del Estado Independiente de Croacia y nombró a Ante Pavelic, Führer del nuevo Estado. Al margen de Croacia, recibió Bosnia, Herzegovina, áreas serbias de Eslovenia, Srem y Dalmacia.
Pavelic era el jefe de un movimiento político fascista y terrorista llamado la Ustacha, que de inmediato se convirtieron en paramilitares, asaltantes y asesinos al mando de los alemanes. Al asumir el Estado inventado por los nazis, Pavelic declaró: “Es deber del movimiento Ustacha, asegurar que el Estado Independiente de Croacia sea gobernado siempre y en todas partes solo por croatas, para que ellos sean los únicos amos de todos los bienes reales y espirituales de su país. En Croacia, no puede haber ningún arreglo entre el pueblo croata y otros que no sean croatas puros; la Ustacha debe extinguir toda huella de esos pueblos”.
Durante los últimos días de la Segunda Guerra Mundial y cuando Hitler y el nazismo se derrumbaban, los líderes de la Ustacha, huyeron hacia Austria, llevándose el contenido entero del banco y la hacienda croatas. Durante sus años como Führer, Pavelic había asaltado todas las propiedades privadas del territorio puesto bajo su mando. Se llevó todos los depósitos bancarios, certificados de acciones y todo cuanto tuviera valor. Se calcula que acumularon una suma superior a 200 millones de dólares de la época.
Los informes, señalan que entre otros, envió 12 cajas de oro y joyas a Austria. 1.338 kilos de oro y 25 toneladas de monedas de plata, se depositaron en el Banco Nacional Suizo. En 1946, Pavelic trasladó su botín a Italia en un tren militar escoltado por croatas vestidos con uniformes del ejército británico. Regresaba así al país de Mussolini, su protector durante la guerra. Otro de sus defensores, el Vaticano, le ofreció hospitalidad junto a sus carniceros hasta julio de 1947. Para ello, la “Santa Sede” proporcionó casas de seguridad a miles de criminales de guerra Ustachas.
El centro de esta actividad fue el Colegio Pontificio Croata San Girolamo, situado en el centro de Roma y la figura clave Monseñor Krunislav Draganovic, encargado de asegurar la sobrevivencia de la Ustacha. Estados Unidos, estaba interesado en capturar a los principales cerebros nazis y a los especialistas en terrorismo y tortura para ponerlos a su servicio.
Draganovic negoció con los estadounidenses una cuota fija de criminales de guerra para esconderlos en Sudamérica y ponerlos, más tarde, al servicio de los norteamericanos. Nació de esa manera la Rat Line (“Vía de la Ratas”). Por este callejón llegaron a nuestros países los principales masacradores de Europa, gran cantidad de oro nazi, bienes robados y saqueados en Croacia, todo con la protección del Vaticano, el Papa Pío XII y su secretario Cardenal Montini, que más tarde sería el Papa Paulo VI. Ese interés no era gratuito, gran parte o la totalidad de los más de 200 millones de dólares saqueados, fueron aparentemente depositados en el banco del Vaticano.
Entre los que llegaron por las alcantarillas de la “Vía de las Ratas”, estuvieron Klaus Barbie, Ante Pavelic, Adolf Eichmann, Henrich Muller, Franz Stangl y otros que en total superaron las 30.000 personas, muchas de ellas asentadas en Argentina, Paraguay, Chile y las selvas bolivianas, casi todos cambiaron sus nombres, como Klaus Barbie que utilizaba el de Klaus Altman.
Barbie se puso al servicio de la CIA, torturó y fue responsable de la muerte de por lo menos tres mil revolucionarios bolivianos durante los regímenes militares. Amasó gran fortuna con negocios sucios. Llegó a ser general “ad honorem” del ejército, organizó el grupo paramilitar “Los Angeles de la Muerte”, cuyos sobrevivientes ahora entrenan a las brigadas cívicas juveniles. El momento para utilizar a esta escoria parece haber llegado para los fascistas separatistas.
LOS USTACHAS EN BOLIVIA
Estos fanáticos racistas que desprecian a los que no son miembros de la “raza blanca”, se instalaron en las selvas bolivianas, sobre todo en la pequeña ciudad de Santa Cruz que estaba al borde de la civilización poco después de la Segunda Guerra Mundial.
Los Ustachas, llegaron a ocultarse de la justicia europea, con muchas ganas de trabajar y sobre todo con mucho dinero para engrasar las ruedas de su progreso. Pese a sus esfuerzos, no lograban mucho éxito, hasta que les llegó la hora y la oportunidad con el golpe militar de 1971 que encumbró en el poder a Hugo Banzer, un coronel de ascendencia alemana. Su ideología ultraderechista, ofreció suficiente aliciente y garantía para que los croatas y alemanes nazis, hicieran llover sobre Santa Cruz, inversiones de dineros que tenían ocultos en algún lugar.
Durante casi veinte años, surgió una burguesía que invirtió en la agropecuaria, pero también en la fabricación de cocaína, convirtiendo a Bolivia en uno de los principales productores mundiales. Santa Cruz, salió del atraso en base a capitales, conocimientos técnicos y experiencia administrativa de croatas y alemanes que aprovecharon la mano de obra barata de migrantes del occidente del país.
Otros departamentos que acogieron a nazis, fueron testigos de iguales éxitos económicos, lo que contribuyó a asentar las ideas “nacionalsocialistas” es decir nazis, en amplias capas pudientes de la población. Estos Ustachas nazis cerraron filas y prefirieron mantenerse alejados de la población local. La prueba es que casi todos, se casan entre familias de su procedencia y de esa forma mantienen “su raza” y sus apellidos.
Para ser equilibrados, es preciso diferenciar a las colonias que llegaron antes de la Segunda Guerra Mundial, de las fascistas que lo hicieron después. Existen en Bolivia, yugoslavos que aglutinan a serbios, croatas, bosnios, albanos y macedonios que no son fascistas.
En cambio, los croatas nacidos en Bolivia jugaron un importante papel en la desintegración yugoslava, pues lograron desviar partidas de armas destinadas al Ejército de Bolivia, hacia Croacia. El consulado boliviano en Hamburgo, que entonces estaba a cargo de un familiar de Jaime Paz, ayudó en el operativo. Esa puede ser otra prueba de que la Ustacha croata sigue operando en nuestro país.
LA DESINTEGRACION DE BOLIVIA
Los croatas bolivianos, se han convertido en los más activos en el plan para desintegrar al Estado. Grupos de secesionistas se han conformado con la ayuda del “gran titiritero” que llegó directamente de Kosovo para oficiar como embajador del imperio y manejarlos a placer.
El grupo denominado “Nación Camba”, conformado por croatas, alemanes, libaneses y algunos que aún sienten la presunta raza pura española en sus genes, han tomado el símbolo de la Media Luna, en alusión a la Media Luna croata que en 1482, fue el último bastión europeo contra el avasallamiento del Imperio Otomano.
Estos desequilibrados, lograron convencer a los dirigentes cívicos de Santa Cruz, Tarija, Beni, Pando y sus prefectos a luchar, no contra los Otomanos, sino contra los Kollas, a quienes identifican como enemigos del progreso y para ello levantaron el justificativo de la autonomía con o sin Bolivia. Lo que claramente, apunta al separatismo, tal como se logró en Kosovo con el “Acuerdo de Rambouillet”.
¿Y quiénes son los croatas descendientes de los Ustachas?, es mejor reconocerlos por sus apellidos: Marinkovic, Radic, Kuljis, Kukoc, Klinsky, Music, Tadic, Akalinovic, Matkovic, Petricevic, Martinic, Sitic, Maticevic y otros.
LA AYUDA DE FALCOFF
El imperio norteamericano, está metido en el plan para descuartizar Bolivia, ni duda cabe y su principal operador es el “Titiritero” Philip Goldberg, quien aparentemente aplica las intrigas del asesor de George Bush, Marc Falcoff.
En junio de 2004, Falcoff escribió el artículo titulado “¿Los últimos días de Bolivia?, publicado por una revista de la CIA. Pronosticaba que Bolivia se dividiría por sus diferencias raciales en un país cocalero andino habitado por indígenas y otro productor de hidrocarburos, llanero por gente de ascendencia europea.
Según Falcoff, una vez creada la República de Santa Cruz, Chile será el primero en reconocer a la nueva nación. Argentina, Brasil y otros países no tendrán más remedio que hacer lo mismo.
Aparentemente, el prefecto de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, un militar entrenado en la Escuela de las Américas, fue el primero en reconocer a la nueva nación el 14 de diciembre de 2006 durante un cabildo, cuando dijo: “Adelante Santa Cruz con su independencia”. Reyes Villa, no disimula sus pretensiones de agregar Cochabamba a la “Media Luna”.
EL FUTURO INMEDIATO
Los autonomistas cuya verdadera intención es llegar a la independencia, han puesto toda clase de impedimentos a los llamamientos del actual gobierno a dialogar sobre el contenido de la Nueva Constitución Política del Estado y los Estatutos Autonómicos.
Entretanto, sus grupos armados están sumando fuerzas con la ayuda no disimulada del imperio cuyo embajador no deja de conspirar, tal como fue denunciado públicamente por el Presidente Evo Morales.
No hay duda que existe un monumental complot subversivo para balcanizar Bolivia. Ante ello es preciso que obreros, campesinos, indígenas, clases medias e intelectuales unan sus fuerzas para impedir que la república se vea reducida a un conjunto de estadillos miserables, con el pretexto de autonomías. //////

Fuentes:
La “Profecia” separatista de Marc Falcoff (Wilson García Mérida)
Kosovo y Bolivia, objetivos de una guerra mundial (ABI- Pablo Villegas)
El Poder y la Gloria (David Yallop)

Agencia Boliviana de Información (ABI)