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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Brasil/Para Dallari, gravações "comprovam as ações subterrâneas" do golpe



26 maio 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Dayane Santos




O professor emérito da USP, Dalmo Dallari, avalia que a revelação das conversas gravadas entre Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL) com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, são elementos que se somam “na comprovação de que há toda uma atividade subterrânea minando a normalidade constitucional”

O jurista, que é um dos mais renomados do país, acredita que os fatos revelados, além da falta de fundamento jurídico, dão cabimento a nulidade do processo por parte do Supremo.

“Com tantas falhas jurídicas e a revelação de tantas irregularidades inconstitucionais o processo perde a consistência jurídica. É preciso levar em conta o que dispõe expressamente o artigo 102 da Constituição,

quarta-feira, 16 de março de 2016

Brasil/SEIS RAZÕES PARA LULA SER MINISTRO DA PRESIDENTA DILMA



16 março 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A presidenta Dilma Rousseff busca o melhor  caminho para enfrentar o momento mais difícil de seu governo e a decisão de buscar ajuda de Lula poderá trazer excelentes resultados. O Portal Vermelho enumerou seis razões pelas quais o ex-presidente Lula ajudará muito o governo como ministro-chefe da Casa Civil.


Como ministro da Casa Civil, Lula tem tudo para ajudar Dilma a superar as dificuldades que seu governo enfrenta. Além de uma longa trajetória que se iniciou como sindicalista, Lula agregou experiência ao longo de oito anos como presidente e adquiriu grande projeção nacional e internacional. Veja abaixo as razões enumeradas pelo Portal Vermelho:

1. Lula é o líder popular mais importante do Brasil e como ministro agregará o seu prestígio ao governo. Um governo mais forte terá melhores condições de enfrentar a crise e fazer com que o país retome o crescimento econômico, gerando emprego e renda.

2. Lula tem ótima interlocução no Congresso Nacional, é

Brasil/Dalmo Dallari: “Lula como ministro é rigorosamente constitucional”



16 março 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Dayane Santos

A informação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assumiu um ministério no governo da presidenta Dilma Rousseff deixou a oposição em estado de histeria e já falam em preparar uma ação na Justiça contra ele.

O departamento jurídico do DEM afirma que vai ingressar com uma ação popular por desvio de finalidade caso ele venha aceitar o cargo. Outros integrantes da oposição chegam a dizer que vão entrar com ação em todos os tribunais federais para impugnar a nomeação.

Segundo o jurista e professor emérito da USP Dalmo Dallari, em entrevista ao Portal Vermelho, as ações não encontram fundamento jurídico. “Lula é um cidadão na plenitude de seus direitos. Não há nenhuma base jurídica para impedir a sua nomeação. É rigorosamente constitucional”, enfatiza ele, que é um dos mais renomados juristas do país.

Para Dallari, Lula tem muito a contribuir com a governo, pois

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Brasil/LA FUERZA SIMBÓLICA DEL ACTO DE DILMA Y LULA EN LA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO

24 octubre 2014, Rebelión http://www.rebelion.org (México)

Rodrigo Viana, Portal Forum

Traducido del portugués para Rebelión por Susana Merino

Desde la campaña de 1989 no se veía en Sâo Paulo un acto político con tan enorme carga emocional. Los paulistas que votan al PT (y también aquellos que a pesar de no gustarles tanto el PT han resuelto reaccionar contra la ola de odio y conservadurismo que se apoderó de la calle) estuvieron el lunes 20 de octubre en el TUCA –histórico teatro de la PUC-SP en el barrio Perdices.

El TUCA reviste un carácter simbólico. Y el PT hace tiempo que venía descuidando las batallas simbólicas. El TUCA fue el centro de las manifestaciones contra la dictadura, en defensa de los derechos humanos. Por lo tanto si hay un lugar donde los paulistas pueden reunirse para decir “basta” a la ola conservadora, ese lugar es el teatro de la PUC.

El PT había calculado una asistencia de entre 500 y 800 personas, en un acto en que Dilma recibiría el apoyo de los artistas y los intelectuales. Pero sucedió algo increíble: fue tanta gente que

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Brasil/DALMO DALARI: «GILMAR MENDES NÃO TINHA CONDIÇÕES DE SER MINISTRO DO STF»

IHU - Unisinos *

[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latinawww.adital.com.br

Adital - "Ele não tinha condições para ser Ministro do Supremo Tribunal Federal". É o que afirma Dalmo Dallari sobre Gilmar Mendes, atual presidente do STF. Dallari tem contestado a atuação de Gilmar Mendes há muitos anos, com a justificativa de que o ministro "age como advogado" e não como um "juiz do Supremo Tribunal Federal que exerce uma influência enorme sobre todo o Judiciário". Sobre este assunto a IHU On-Line conversou com Dallari, por telefone.

Gilmar Mendes tem sido alvo de inúmeras manifestações contrárias à revogação da prisão temporária de Dantas e da maioria dos demais investigados pela Operação Satiagraha, mesmo diante de importantes provas contra os acusados. O "entra e sai" dos investigados da prisão deflagrou um conflito entre o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal. Para Dallari, por mais questionáveis que sejam as atitudes do ministro, o impeachment é improvável.

Dalmo Dallari é advogado formado pela Universidade de São Paulo. Em 1963 obteve o título de livre docência. É professor aposentado da Faculdade de Direito da USP. Entre suas principais obras destaca-se Elementos de Teoria Geral do Estado (São Paulo: Saraiva, 2002).

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Qual é a sua análise da nomeação de Gilmar Mendes como ministro do Supremo Tribunal Federal?

Dalmo Dallari - Eu considero absolutamente inadequada a nomeação, porque o ministro já havia mostrado características que não são aceitáveis para um juiz, ainda mais um juiz do Supremo Tribunal Federal que exerce uma influência enorme sobre todo o Judiciário. Estou mais do que convencido de que o doutor Gilmar Mendes não preenche realmente os requisitos constitucionais para ser juiz. Ele age como advogado, não tem equilíbrio emocional e utiliza suas funções para objetivos que são contrários à lei e à Constituição. Por todas essas razões eu, hoje, estou mais do que convencido de que era verdadeira a minha suposição de que ele não tinha condições para ser Ministro do Supremo Tribunal Federal.

IHU On-Line - O que significa ter alguém como Gilmar Mendes ocupando uma cadeira no STF?

Dalmo Dallari - Isso significa que a garantia dos direitos dos brasileiros ficou reduzida, porque uma pessoa que age desta maneira, sem serenidade e com essa possibilidade de influência, sem dúvida, poderá prejudicar o direito de muita gente. Além disso, e esse é um aspecto que eu acho de extrema gravidade, ele vai intimidar juízes, desembargadores, ministros, porque vai abusar de seu poder institucional para exigir a obediência àquilo que ele acha verdadeiro e correto. De maneira que isso vai reduzir o poder dos juízes e dos tribunais, o que é uma conseqüência extremamente grave para todo o povo brasileiro.

IHU On-Line - Quanto ao impeachment que pode ser solicitado, como o senhor acredita que este processo será trabalhado?

Dalmo Dallari - Esse assunto que está entrando agora na ordem do dia é, de fato, muito delicado e a obtenção do impeachment é extremamente difícil. Falo isso já em função do fato de que é preciso representar ao Senado da República, ou seja, é no Senado onde o processo se desenrola, e, como tem ficado mais do que evidente, o Senado hoje é praticamente dominado por uma maioria muito ligada aos grandes negócios e são pessoas que, pelos seus interesses, têm defendido muito até a prática de ilegalidade manifesta. Só para não ficar a aparência de que é mera suposição, há não muito tempo a imprensa noticiou amplamente e minuciosamente que quatro senadores foram ao estado do Pará com o objetivo de impedir a fiscalização do trabalho escravo. Havia denúncias fundamentadas desse caso e o Ministério do Trabalho tem um grupo que se ocupa exatamente da fiscalização dessas condições de trabalho. O referido grupo estava lá para realizar a sua fiscalização quando um dos senadores, que é do Pará e, evidentemente, é ligado aos grandes negócios, reuniu quatro senadores e bloqueou a ação fiscalizadora. Evidentemente, os senadores que se comportam deste modo têm muito interesse em ter no Supremo Tribunal Federal uma pessoa como Gilmar Mendes, que é praticamente um defensor, como ele está se revelando agora. Por esses motivos, acho improvável que uma proposta de impeachment prospere do Senado.

IHU On-Line - Como o senhor avalia esse entra e sai de Dantas da prisão e o que isso pode representar para a imagem do STF?

Dalmo Dallari - Evidentemente, esse comportamento do Ministro Gilmar cria uma imagem negativa não apenas para o STF, mas para todo o Judiciário e fica a impressão de que basta ser muito rico para ter a proteção dos juízes do judiciário. Então, a Justiça é punitiva quando o criminoso não é rico. Se for rico, "fica tranqüilo" porque terá proteção judicial. É muito ruim que se crie esta mentalidade e que haja a possibilidade de se pensar assim. O papel do Judiciário é fundamental num sistema democrático, porque as pessoas precisam acreditar que têm direitos e que, através da via jurídica, é que devem ser resolvidos os conflitos de direitos e de interesses. Mas, para isso, o povo precisa ser estimulado a confiar no Judiciário.

IHU On-Line - O povo, hoje, em sua opinião, não confia no Judiciário?

Dalmo Dallari - Nós vemos manifestações quase diárias nesse sentido. Acusam o Judiciário de beneficiar os ricos e de não ter imparcialidade, por exemplo. Isso, em grande parte dos casos, é uma injustiça, pois o Judiciário, em sua ampla maioria, age com independência e imparcialidade. Mas um fato como esse que estamos discutindo acaba tendo uma interpretação quase generalizada e prejudica a imagem da instituição.

IHU On-Line - De maneira geral, como o senhor avalia a atuação do Judiciário brasileiro?

Dalmo Dallari - De maneira geral, eu acho boa a atuação. Venho acompanhando com muito interesse tudo o que ocorre no Jurídico, vejo a sua evolução e tenho uma impressão positiva. Mas, infelizmente, às vezes ocorrem casos como esse que acabam com a imagem e criam a impressão de que o Judiciário é negativo, o que não é verdadeiro.

IHU On-Line - Como Tarso Genro afirmou, apenas uma emissora de TV conseguiu o "furo" e gravou as imagens da prisão de Dantas. Tal fato gerou um novo espetáculo midiático brasileiro. Qual a sua opinião sobre esse fato? Como o senhor vê o espaço ocupado pela mídia nesses assuntos?

Dalmo Dallari - Eu acho que a mídia tem cometidos erros graves na busca do sensacionalismo e do "furo". Parece que não há limites. Seria muito importante que a mídia tivesse também o seu critério limitador e que houvesse a consciência da responsabilidade social. Nenhum democrata nega a necessidade da liberdade de imprensa, da liberdade de informação, como também não se pode negar que a informação sobre a criminalidade e sobre o criminoso seja muito importante, pois serve de advertência para o povo. Mas é preciso critérios para que não se abuse do direito de liberdade da informação para gerar um escândalo, pois isso é um desserviço que cria uma imagem negativa perante a opinião pública.
Eu acho muito importante que a mídia faça divulgações das ações e decisões do Judiciário. Isso tem um valor educativo e estimulante para que as pessoas acreditem que há um Judiciário livre, imparcial, corajoso, que não se deixa dominar por grupos políticos ou por governos e que busca, sobretudo, a realização da Justiça.

IHU On-Line - Qual seria o real interesse de Gilmar Mendes ao conceder o habeas corpus a Daniel Dantas?

Dalmo Dallari - É muito difícil dizer o real interesse, porque isso implica questões de cunho político.

IHU On-Line - O que podemos esperar quanto à resolução deste caso?

Dalmo Dallari - Eu acho que é uma questão momentânea. Em poucos dias isso vai terminar. O próprio Ministro, agora, recuou e está numa posição defensiva. Tenho a impressão de que ele será mais cuidadoso nas suas iniciativas.

* Instituto Humanitas Unisinos

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=34033

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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Brasil/DIREITOS INDÍGENAS ESTÃO EM JOGO NO CASO RAPOSA SERRA DO SOL

Participantes de ato em defesa da homologação em área contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, destacam que recuo do Supremo Tribunal Federal selaria um retrocesso para o conjunto dos indígenas do país

Por Maurício Reimberg

20 maio 2008/Repórter Brasil http://www.reporterbrasil.com.br

A disputa em torno da Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol não se restringe à área em Roraima. Uma eventual decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contrária à demarcação já homologada da Raposa Serra do Sol representaria um retrocesso bem mais amplo, que terá graves conseqüências. Essa foi uma das principais conclusões do ato contra a revisão da TI realizado nesta segunda-feira (19), na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

O evento, promovido pelo Grupo de Estudos em Direito Indigenista da USP, foi convocado em defesa da integralidade da homologação em área contínua. O ato teve a participação de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Procuradoria Geral da República, do Conselho Indígena de Roraima (CIR) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

"A Raposa Serra do Sol foi uma bandeira de luta social durante muito tempo. Agora se arma ali uma ampla articulação contrária aos direitos indígenas", analisa o antropólogo Paulo Santilli, coordenador-geral de Identificação e Delimitação da Funai. Foi de Paulo Santilli o laudo técnico de demarcação da Raposa em 1992. O documento levou à identificação e à posterior demarcação da área, em 1998. A terra foi homologada em 2005 por decreto presidencial.

Segundo o antropólogo, o vínculo entre as aldeias da região é "indissolúvel". "Quando a Funai e o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] chegaram (nos anos 1970), isolando as aldeias e circunscrevendo as áreas de moradia e as áreas cultivadas, eles foram liberando grandes proporções de terras para a titulação privada", lembra. Por causa desse arranjo inicial, pontua, muitos índios não conseguiam circular entre as aldeias e encontravam dificuldades ao participar, por exemplo, de festas e mutirões.

Para Dalmo Dallari, jurista e professor aposentado da Faculdade de Direito da USP, a Constituição brasileira assegura que a base do direito indígena é a ocupação. "O direito indígena decorre da ocupação. Eles têm direito à ocupação permanente, que não tem limite espacial, e ao usufruto exclusivo das riquezas. A área básica nem precisa da demarcação", explica. "Na Raposa Serra do Sol, a ocupação é para lá de sabida".

O jurista declara que houve um "roubo" das terras dos índios na região. "Os invasores são os arrozeiros, madeireiros, mineradores. E quem está roubando são brasileiríssimos", diz, em referência indireta ao discurso de ameaça à soberania nacional. A TI está situada em faixa de fronteira. No entanto, o
Decreto nº 4.412/02, publicado ainda durante o Governo Fernando Henrique Cardoso, autoriza a instalação de unidades das Forças Armadas ou postos da Polícia Federal (PF) em TIs desde que a solicitação seja submetida e aprovada pela Secretaria-Executiva do Conselho de Defesa Nacional.

"Quando foi criado o Estado de Roraima, os índios já estavam lá. É preciso lembrar isso ao governador", enfatiza Dalmo Dallari. Em abril deste ano, os ministros do STF concederam liminar solicitada pelo governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB). A medida suspendeu a operação da PF para retirada dos não-índios da área indígena. O ministro do STF Carlos Ayres Britto é o relator das ações que contestam a demarcação da reserva.

Apesar do impasse, o professor aposentado da USP está confiante numa resolução pacífica para o conflito. "Se o STF garantir a aplicação da Constituição, os direitos dos índios estão assegurados", diz. A advogada criminalista Michael Mary Nolan, que presta assessoria jurídica ao Cimi, concorda com Dalmo Dallari. "Ou o STF tem a coragem de dizer ´vamos cumprir a Constituição´ ou teremos um retrocesso muito grande mesmo".

Para ela, há uma dimensão histórica nessa decisão sobre a área tradicionalmente ocupada em que vivem Macuxis, Ingaricós, Taurepangues, Patamonas e Wapixanas que não pode ser subestimada. "Essa questão não se fecha em relação à Raposa. Vai marcar nossa compreensão em todas as áreas indígenas nesse país por muitos anos à frente", diz.

Direitos e preconceito
No início do mês, oito índios foram feridos a tiros por seguranças da Fazenda Depósito, pertencente ao líder arrozeiro e prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero (DEM). A propriedade fica no interior da terra indígena. O conflito ocorreu na região do Surumu, ponto de tensões, localizado a 150 km da capital Boa Vista (RR), após a chegada de cerca de cem índios ao local.

Quartiero foi apontado como o responsável pela organização dos ataques. Ele chegou a ser detido durante oito dias, acusado de formação de quadrilha e posse de explosivos. O arrozeiro, porém, foi libertado no último dia 14 de maio. "Sofremos um atentado", lamenta o Makuxi Ivaldo André, do CIR. O filho de Ivaldo, de 13 anos, foi um dos baleados no tiroteio.

"Está sendo colocado que somos um risco à soberania nacional. Só que tem índio que serve o quartel e ajuda o batalhão", responde Ivaldo. Ele enfatiza que os índios da região nunca foram "contra" o Exército. Evaldo reafirma, porém, que a demarcação em terras contínuas ainda é o objetivo da maioria dos povos indígenas. "Não tem como fazer uma área em ilhas", diz.

Já a procuradora da República Deborah Duprat identifica outro problema intrínseco ao conflito. Ela fala em "racismo institucionalizado" em Roraima. "O discurso é racista por dois motivos: os índios não são considerados gente ou são considerados gente não capaz de defender as fronteiras", explica. Ela cita como exemplo o "Monumento ao Garimpeiro", localizado na praça do Centro Cívico de Boa Vista (RR). A obra fica em frente ao Palácio do Governo do Estado. "Roraima homenageia quem mata os índios", lamenta.

http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1354

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