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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

BRICS, China/OPINIÃO: Envolvimento estadunidense em “revolução de cor” em Hong Kong será fútil

29.08.2019 15h37, Diário do Povo Online (China) http://portuguese.people.com.cn/n3/2019/0829/c309814-9610506.html     

Centenas de cidadãos de Hong Kong marcharam espontaneamente em direção ao Consulado Geral dos EUA em Hong Kong e gritaram o slogan “amotinadores de Hong Kong, fabricados nos EUA”, em protesto à interferência petulante dos Estados Unidos nos assuntos internos da China.

Ao longo de dois meses, as pessoas testemunharam a natureza violenta da “revolução de cor” nas ruas de Hong Kong, bem como a mão estadunidense na penumbra, mexendo os pauzinhos.

Existem indicações de que os EUA receiam que a situação em Hong Kong não se torne caótica. Arremesso de bombas de gasolina, destruição das principais artérias e estações de metro da cidade, demolição de semáforos, vandalismo, incendiarismo, ataques contra a polícia, ferimentos e outras atrocidades – os EUA têm cegamente feito uma apologia cega à violência, acusado a manutenção da lei na cidade, repreendendo a polícia e qualificando a violência como um “cenário de beleza aprazível”. Adicionalmente, referiram ainda que a política “um país, dois sistemas” e a “autonomia de Hong Kong” haviam sido erodidas, apontando o dedo ao governo central.

Como já é do conhecimento geral, os EUA não só apoiam expressamente os motins em Hong Kong, como participam ativamente em todo o processo -- desde o planejamento, organização e implementação. Desde o lançamento da do projeto da Lei de Extradição em fevereiro deste ano, o Departamento de Estado, o Congresso Nacional, o consulado em Hong Kong, a Câmara de Comércio Americana em Hong Kong e

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Abya Yala/Independencia de Colombia ocurre en medio de exterminio social


Publicado 20 julio 2019, TeleSur.net https://www.telesurtv.net (Venezuela) https://www.telesurtv.net/news/colombia-dia-independencia-contexto-campana-exterminio-social-20190720-0009.html

El senador de la FARC, Carlos Lozada, denunció ante la Fiscalía una campaña de exterminio contra excombatientes.


De acuerdo con la ONU y la FARC, desde noviembre de 2016 han sido asesinados 144 excombatientes y más de 700 líderes sociales.

Este 20 de julio Colombia celebra su Día de la Independencia, debido a que este sábado se cumplen 209 años de la firma del Acta de la Revolución en 1810, fecha que en 1873 el Congreso decretó como aniversario de la independencia nacional.

Los colombianos celebrarán la efemérides este sábado con desfiles en varias ciudades, sin embargo, la conmemoración llega este año en un contexto de exterminio social.

La Misión de las Naciones Unidas (ONU) para Colombia alertó que desde la firma de los acuerdos de paz, en noviembre de 2016, grupos ilegales y criminales

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Brasil/Mostra em SP exibe filmes sobre independência de países africanos

17 novembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O cinema africano, com seus filmes raros e pouco vistos ao redor do mundo, ganhou uma mostra especial no Caixa Belas Artes de São Paulo. A Mostra “África(s), Cinema e Revolução” foi aberta a semana passada, mas segue até a próxima quarta-feira (23). O evento exibe 39 filmes, muitos deles inéditos para o público brasileiro, que tratam dos processos de independência de Moçambique, Guiné-Bissau e Angola.

Para a exibição na mostra, a curadora Lúcia Monteiro dividiu os filmes em três eixos. “No primeiro concentram-se longas dos anos 1960 e 1970, na maior parte das vezes vindos de fora, como brasileiros, franceses, cubanos e iugoslavos, que foram atraídos pelas lutas emancipatórias do período e registraram com o olhar de estrangeiros. Até Jean-Luc Godard filmou

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

África do Sul/Rendido tributo a Samora Machel

19 outubro 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Raquel Betlehem
Pretória

Samora Machel durante a luta armada

Os Governos da África do Sul e de Moçambique rendem hoje uma profunda homenagem a Samora Moisés Machel, no dia em que recordam o trágico acontecimento que levou à morte o primeiro Presidente de Moçambique.

Trinta anos são passados desde o fatídico 19 de Outubro de 1986, quando o avião em que se fazia transportar o Mais Alto Mandatário da República de Moçambique se despenhou, causando a morte de 32 pessoas que com ele seguiam.

De um total de 40 passageiros

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Brasil/No desfile da Independência às Paralímpíadas um só coro: “Fora Temer”

8 setembro 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Michel Temer recebeu vaias e o “Fora Temer” foi ouvido desde Brasília no tradicional desfile de 7 de setembro* até no Maracanã, onde foi novamente vaiado na cerimônia de abertura da Paralimpíadas.

*Data comemorativa da independência do Brasil em 1822.

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Brasil/Rio 2016 esconde Temer, mas vaia vem gigantesca

7 setembro 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Assim como na abertura da Olimpíada Rio 2016, a cerimônia de abertura da Paralimpíada, no Estádio do Maracanã, também foi marcada por vaias e e gritos de "Fora, Temer"; Temer subiu à tribuna seis minutos após o protesto e de forma discreta: sem ter o nome anunciado e com as luzes do estádio apagadas; ele foi vaiado pela segunda vez ao abrir oficialmente

terça-feira, 28 de junho de 2016

Moçambique/CELEBREMOS SAMORA




O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, exortou ontem, em Maputo, ao povo moçambicano a fazer das celebrações do 30º aniversário da Tragédia de Mbuzine, um momento da consolidação da paz, unidade nacional,promoção do progresso social e económico, valores nobres defendidos por todos que tombaram em defesa da pátria e de um Moçambique próspero, indivisível, como é o caso do saudoso Presidente Samora Moisés Machel.

Filipe Nyusi fez esta exortação momentos depois de depositar uma coroa de flores no Monumento dos Heróis Moçambicanos. A mesma marca o lançamento do programa comemorativo do 30º aniversário da Tragédia de Mbuzine, na qual perdeu a vida o proclamador da independência e primeiro Presidente da República, Samora Moisés Machel, a decorrer sob o lema: 30 Anos de Mbuzini, Celebrando a Vida e Obra de Samora Machel

Dirigindo-se à Nação a partir

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Síria/NÃO TEMOS OUTRA ESCOLHA SENÃO A VITÓRIA! -- Presidente Bachar al-Assad



7 junho 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)
                                                                                                                      
por Presidente Bachar al-Assad*



Senhoras e Senhores,


Estas eleições não foram as eleições normais. Aconteceram num momento de grandes tensões territoriais e políticas, regionais e internacionais. Realizaram-se em condições internas extremamente difíceis que levaram alguns a predizer o seu fracasso e que na melhor das hipóteses seriam desconsideradas pelos cidadãos.

Mas o que aconteceu foi exatamente o oposto. Uma vez mais, o povo sírio surpreendeu o mundo por sua ampla participação num importante acontecimento nacional e constitucional. A taxa de participação sem precedentes é uma mensagem clara dizendo ao mundo que quanto mais aumentam as pressões, mais o povo mantém a sua independência; quanto mais as tentativas de ingerência se intensificam, mais o povo mantém o respeito pelas obrigações ditadas pela Constituição, garante da sua independência e

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Portugal/INADMISSÍVEL

28 outubro 2015, Página Global http://www.paginaglobal.blogspot.com (Portugal)

Paula Santos – Expresso, opinião

Inadmissível, é como classifico a decisão e a declaração pública do Presidente da República na semana passada

Que Cavaco Silva não era o Presidente de todos os portugueses, já nós sabíamos. Que Cavaco Silva enquanto Presidente da República tomou decisões em benefício de determinados partidos e de determinadas opções políticas também. Mas na sua comunicação ao país deixou cair a máscara, ao tornar público que iria indigitar Passos Coelho para Primeiro-Ministro, evidenciando para quem quisesse ouvir a serviço de quem está o Presidente da República Cavaco Silva.

Numa declaração inaceitável, intolerável e inadmissível, Cavaco Silva para justificar a sua decisão, assumiu um conjunto de posições antidemocráticas e em confronto com a Constituição da República Portuguesa, que relembre-se “jurou cumprir e fazer cumprir”.

Em primeiro lugar, a decisão do Presidente da República de indigitar Passos Coelho para Primeiro-Ministro não corresponde à vontade expressa pelos portugueses nas

sábado, 19 de setembro de 2015

Angola/O HERÓI E O BEM COMUM

18 de Setembro, Jornal de Angola EDITORIAL jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Angola é uma  República independente  desde  1975  e o nascimento do Estado angolano foi precedido  por actos heróicos  para que a independência do nosso país fosse uma realidade. A conquista da independência nacional  foi resultado de inúmeros sacrifícios consentidos por muitos patriotas angolanos.

Poucos dias antes da Independência de Angola,  foram muitos os patriotas angolanos  que viveram momentos  dramáticos para  assegurar  que se  proclamasse  a nossa libertação definitiva do colonialismo.   Uma das figuras centrais  desta luta  pela proclamação da independência de Angola  a 11 de Novembro de  1975 foi António Agostinho Neto, primeiro Presidente  do nosso país, cuja liderança foi decisiva para  conter  as forças invasoras que a Norte e a Sul  queriam inviabilizar  a liberdade do povo angolano.

Ontem, os angolanos comemoraram o Dia do Herói Nacional , com  diversas actividades políticas, culturais e desportivas , em homenagem a Agostinho Neto, o primeiro Presidente de Angola , uma figura  que, nos momentos mais dramáticos que antecederam  a independência de Angola e depois desta  histórica data, desempenhou um papel crucial que entrou definitivamente na nossa História como Nação.

Ao  comemorarmos o Dia do Herói Nacional não podemos deixar de recordar o importante papel desempenhado pelos internacionalistas cubanos que em Angola lutaram ao nosso lado para libertarmos o país  do colonialismo e  para preservar a independência.

Os angolanos nunca esquecerão o sacrifício dos irmãos de Cuba que em Angola deram um exemplo  de solidariedade ímpar no mundo.  O apoio de Cuba à libertação  dos povos da África  Austral  é   descrito por muitos  especialistas que estudaram  a  situação nesta parte  do continente africano como um  dos mais importantes acontecimentos   da década de 70 do século passado.
 

A vinda  de Cuba  a África  para ajudar no combate ao colonialismo e ao apartheid  foi tida  como um gesto de grande alcance   histórico. Cuba está  para sempre ligada  à libertação definitiva do continente  africano do colonialismo. Fidel Castro considerou

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Brasil/Em pronunciamento, Dilma defende união em torno dos interesses do povo

7 setembro 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em pronunciamento divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (7), a presidenta Dilma Rousseff voltou a afirmar que o país vive um momento de “dificuldades”, mas salientou que elas serão superadas.


“O que eu quero dizer, com toda a franqueza, é que estamos enfrentando os desafios, essas dificuldades, e que vamos fazer essa travessia. Se cometemos erros, e isso é possível, vamos superá-los e seguir em frente", disse

Brasil/O POVO NA LUTA PELA INDEPENDÊNCIA

5 de setembro de 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por José Carlos Ruy 

De tão repetida a afirmação de o povo não teria participado das lutas pela independência do Brasil ganhou ares de verdade! Entre os historiadores mais conservadores é muito forte a convicção de que a separação com Portugal teria sido obra exclusiva do herdeiro da Casa de Bragança, o príncipe Pedro, que depois se tornou o primeiro imperador brasileiro.


O Brasil comemora, neste 7 de setembro, 193 anos daqueles acontecimentos históricos e está às vésperas do segundo centenário daquela data importante. São quase dois séculos de luta pela plena autonomia do país. No início do século XIX foi conquistada a independência política -- isso todos aprendemos nas escolas e nas datas comemorativas. Mas a soberania plena, principalmente econômica, ainda não foi conquistada.

A versão de que o povo não participou das lutas pela independência foi consturída pelos historiadores conservadores desde a obra de Francisco Adolfo de Varnhagen, o historiador palaciano e conservador, cuja obra -- publicada inicialmente em 1853 – injuriou heróis como Tiradentes e José Bonifácio, tratou qualquer rebelião popular como caso de polícia (que em sua opinião mereciam, acusa o historiador Capistrano de Abreu, este sim ligado ao Brasil e aos brasileiros, a forca e o fuzilamento!). E criou s lenda de que a Independência fora obra exclusiva de D. Pedro que teria se tornado, portanto, merecedor da gratidão dos brasileiros. 

Não foi assim que ocorreu entretanto. A independência resultou de

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Angola/A LONGA LUTA A FAVOR DA PAZ NA ÁFRICA AUSTRAL

4 setembro 2015, Jornal de Angola jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

A África Austral foi o epicentro de um dos mais importantes conflitos regionais. Hoje é uma zona de paz, com condições para se desenvolver rapidamente. Mas para aí chegar, foi necessário muito sacrifício nas frentes de combate e muita mestria no campo diplomático. Nesse período e no momento presente, o Presidente revela toda a sua popularidade e capacidade de liderança.

A África Austral vive hoje uma era de paz e tem condições para se desenvolver economicamente. Mas até 1990 esta região foi o epicentro de um dos mais violentos conflitos regionais que a Humanidade conheceu.
  
O cerne do conflito residia em restos de colonialismo e nos regimes de segregação racial. Com a conquista da independência de Moçambique e Angola em 1974 e 1975, a Rodésia continuava ocupada pelos ingleses e a Namíbia pela minoria branca sul-africana. Os Acordos de Lancaster House acabaram com a Rodésia de Ian Smith e fundaram  a República do Zimbabwe em 1980 nas terras de Monomotapa.
  
Mas até à libertação da Namíbia em 1990, ao fim do apartheid, em 1990, à eleição de Nelson Mandela como primeiro presidente eleito democraticamente na África do Sul, em 1994, o conflito regional continuou a lavrar no continente.
  
Até que, finalmente, entre Agosto de 1987 e Agosto de 1988, dão-se na África Austral batalhas decisivas que abrem caminho a uma saída para o conflito. As tropas sul-africanas que ocupavam parcelas de Angola foram obrigadas a retirar, em troca as tropas internacionalistas cubanas que ajudavam o governo angolano aceitaram regressar a Cuba e a África do Sul foi forçada e conceder a independência à Namíbia e a abolir o apartheid. À época, o “Guia Prático do Quadro” da UNITA, aliada ao apartheid, dizia que quando os cubanos saíssem de Angola, o governo do MPLA caía. O que aconteceu foi que o apartheid caiu e a África venceu.

Missão histórica
Para manter a dominação na região, o regime sul-africano de então contava com o seu poder militar e o apoio das potências ocidentais. Mas do outro lado estavam

quarta-feira, 15 de julho de 2015

90 ANOS DE PATRICE LUMUMBA, INDEPENDENTISTA E REVOLUCIONÁRIO AFRICANO

14 julho 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Líder negro Patrice Lumumba, responsável pela independência do Congo, nasceu em 2 de julho 1925 e foi assassinado a mando do imperialismo.

República do Congo -- PCO - "Temos sofrido ironias, insultos e golpes dia após dia simplesmente porque somos negros"

Patrice Émery Lumumba nasceu em 02 de julho de 1925 e foi assassinado pelo imperialismo em 1961, em 17 de janeiro. Lumumba é considerado um dos maiores expoentes africanos na luta pela independência de seu país, o Congo, e teve sob sua liderança milhares de operários e camponeses no processo de libertação do país do colonialismo belga.

Lumumba, quando preso, teve seu primeiro contato com movimentos pela independência que culminariam na formação do Movimento Nacional Congolês (MNC) em 1958, primeiro partido político nacional pela independência, que dois anos mais tarde levaria seu líder fundador ao poder.

Obviamente, todos os processos políticos no mundo, inclusive na África, são vigiados atentamente pelas forças de repressão dos Estados Unidos, como pode ser visto na totalidade das ditaduras na América Latina, todas planejadas sob a batuta do governo americano.

Lumumba logo se constituiu um alvo da repressão imperialista, isso em virtude da forte pressão revolucionária que existia no país, o que forçou o rei belga, Balduino I ir pessoalmente a Leopoldville proclamar a independência do Congo,

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Angola/Independência de Moçambique com balanço positivo

26 junho 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Josina de Carvalho, Maputo

O Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, fez ontem a entrega, em Maputo, de uma mensagem do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, ao seu homólogo moçambicano, Filipe Nyusi, na qual felicita o povo moçambicano pelos 40 anos da Independência, assinalados ontem.

Em breves declarações à imprensa, à saída da audiência, o Vice-Presidente Manuel Vicente felicitou os moçambicanos pela data e encorajou-os a continuarem a trabalhar para o desenvolvimento e progresso do país.

A secretária de Estado da Cooperação, Ângela Bragança, e o embaixador angolano em Moçambique, Brito Sozinho, testemunharam a audiência. Ainda ontem

quarta-feira, 24 de junho de 2015

JOAQUIM CHISSANO, EX-CHEFE DO ESTADO: Rejeitámos negociar com os portugueses de cá

Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)


Moçambique vai celebrar na quinta-feira 40 anos de proclamação da sua independência. O percurso para que esta fosse alcançada foi longo e, em muitas das suas etapas, sinuoso.

A heroicidade dos moçambicanos, que durante dez anos, até 1974, derrotaram os portugueses nos campos de batalha, é conhecida de diversas formas. Os livros de história, biografias, memórias e os depoimentos de muitos dos protagonistas, principalmente, revelam-nos os contornos da luta que permitiu que a 25 de Junho de 1975 o nosso país nascesse como nação. Um desses protagonistas é o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, a quem entrevistámos sobre o 40.º aniversário da independência nacional. Com Chissano falámos dos Acordos de Lusaka, o último grande passo para a proclamação da independência e concluídos entre a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e o Governo português a 7 de Setembro de 1974, as opções diplomáticas de Moçambique e a sua visão sobre o legado dos chefes de Estado que o nosso país teve neste percurso de quatro décadas. Eis, a seguir, alguns excertos da entrevista com o homem a quem os moçambicanos reconhecem principalmente como o obreiro da paz para o nosso país, em alusão ao final da guerra dos 16 anos que desestabilizou Moçambique até 1992:

NOTÍCIAS (Not)- Os Acordos de Lusaka foram uma espécie de “finalmente” para que Portugal reconhecesse o direito de Moçambique à autodeterminação. Sabemos que houve anteriormente iniciativas de diálogo que não resultaram devido à relutância do colonizador. Dessas, quais é que foram as mais marcantes até se chegar ao acordo?

Joaquim Chissano (JC)- Vou aproveitar esta ocasião para recuar um pouco, não muito, no tempo. Devo dizer que desde os anos 70, nos princípios, estava claro que o povo moçambicano estava a conquistar a sua independência. Isso era percetível por causa do avanço da luta armada, mas também pelo crescente apoio internacional que nós tínhamos, de tal ponto que nesses anos já a Frelimo era considerada mais ou menos como um governo de Moçambique independente. Daí todas honras que

terça-feira, 23 de junho de 2015

COMO SE DEFENDE A PAZ E A DEMOCRACIA

21 junho 2015, Jornal de Angola (Angola)

José Ribeiro

A grande vitória dos angolanos em 40 anos de Independência foi terem acabado com a guerra. Mas outro grande sucesso foi terem gorado qualquer tentativa de regresso ao caos e à situação que provocou o conflito armado.

Nisto reside o grande “milagre” de Angola.

O caos precede a violência e mina o exercício das liberdades. Num ambiente caótico, as expectativas sociais tornam-se inviáveis. Ninguém deve ignorar o pecado original que foi a instabilidade gerada no período que se seguiu ao 25 de Abril. Nessa altura juntou-se a revolta contra a repressão colonial às manobras contra a Independência e criou-se o caldo que conduziu à escalada de guerra, que se prolongou por mais 30 anos. Apesar de todos os esforços de Agostinho Neto, em pouco tempo a destruição atravessou o país, como uma lança que nos rasga a carne e tudo desfaz. A Independência exigiu o sacrifício dos heróis, mas muitas vidas teriam sido poupadas se a voz da razão tivesse sido ouvida.

A História Mundial está cheia de exemplos de países que caíram em guerras ou no totalitarismo após um processo de degeneração social. E todos devemos aprender com isso. A subida de Hitler ao poder na Alemanha, em 1932, teve como pano de fundo a crise económica, o crescimento da miséria, da prostituição e do desemprego em massa. No Chile, em 1973, o general Pinochet apoiou-se

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Angola/PROTAGONISTAS DO PASSADO E DO PRESENTE

14 junho 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

A caminho de completar 40 anos de Independência, Angola comemora o aniversário em festa, mas não escapa a balanços e previsões. O caminho foi de conflito e reformas, mas no essencial a democracia está assegurada e a liberalização económica faz o seu caminho.

O regime político sofreu as naturais metamorfoses. Os velhos actores sociais fizeram a adaptação e os novos ocuparam os lugares vazios. Os que não conseguiram deixar de ser últimos, como no futebol, desceram de divisão.
 
O processo de normalização constitucional e democrática que se tornou possível com o advento da paz e a realização de três processos eleitorais, já lá vão três, foi longo e difícil, mas é agora exemplar. O contexto em que se desenvolveu a actividade de recomposição social evidencia também sinais de aprendizagem mútua, parecendo um renascimento, tal foi o nível de destruição. Os saberes científicos, competências e visões vindas de diferentes experiências históricas que

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Angola/A PROPÓSITO DO KUITO KUANAVALE – VI

18 abril 2015, Página Global http://paginaglobal.blogspot.pt (Portugal)

 
Martinho Júnior, Luanda

15 – O agrupamento FAPLA/FAR/PLAN tiveram antecipadamente, ao nível do seu mando, ao nível de José Eduardo dos Santos, de Fidel de Castro, de Sam Nujoma e de Oliver Tambo, entre outros mais, a visão das possibilidades de criar vantagens estratégicas que inevitavelmente se iriam reflectir depois nas conversações, a fim de alcançar os objectivos maiores: a independência da Namíbia, por tabela o fim do regime de Ian Smith e a independência do Zimbabwe, bem como o fim do próprio “apartheid”, com a introdução de eleições abrangentes na base de 1 homem / 1 voto.

A plataforma ideológica permitia encontrarem-se denominadores comuns na luta.

Sem essa visão, fruto da doutrina progressista que dominava a “Linha da Frente”, seria impossível introduzir meios, em tempo oportuno, que resultaram no desequilíbrio a favor do Movimento de Libertação em África, no próprio teatro de operações.

A experiência das possibilidades estratégicas e dos cenários que seriam assim produzidos, era algo que estava antes da tomada efectiva das decisões, por via da paciente colecta de dados, assim como de sua análise e foram os aliados dos angolanos e por inerente tabela os próprios angolanos, que tiveram a noção mais exacta da situação internacional, da África Austral e

terça-feira, 7 de abril de 2015

Moçambique/Presidente Nyusi lança celebrações dos 40 anos da independência

7 abril 2015, Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

O Presidente Filipe Nyusi dirige hoje, na Aldeia Namatili, localidade de Nachitenje, posto administrativo de N’gapa, distrito de Mueda, em Cabo Delgado, a cerimónia do lançamento das comemorações do 40.º aniversário da independência nacional bem como da circulação da chama da unidade, que a partir de hoje percorre todos os distritos do país até que a 25 de Junho entre na capital, Maputo.

A povoação de Namatili, vai, por outro lado, acolher as cerimónias centrais do 7 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana, e a explicação da reunião de todas estas realizações, naquela parcela geográfica de Cabo Delgado, é o reconhecimento de que foi ali onde se travou uma das batalhas mais decisivas da luta armada de libertação nacional dirigida pela FRELIMO - Frente de Libertação de Moçambique.

Em Namatili, com efeito, foi travado a 1 de Agosto de 1974 o combate do qual não foi disparado nenhum tiro, tendo sido capturados 137 soldados da tropa colonial, que se renderam, e posteriormente entregues, por razões humanitárias, à Cruz Vermelha Internacional, facto que

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Angola/DEMOCRACIA E BRANQUEAMENTO POLÍTICO

29 março 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Filomeno Manaças

Não há país sem história e os angolanos orgulham-se de terem uma das mais ricas e brilhantes, apesar do pouco tempo de independência que têm. A proclamação da independência deu-se em meio a batalhas ferozes contra forças invasoras apoiadas por mercenários e aliados internos que pretendiam impedir a consagração desse momento histórico.

Esse feito está devidamente registado e os heróis dessa nova madrugada para Angola são conhecidos e merecem todo o nosso reconhecimento.

Agostinho Neto foi o timoneiro dessa grande epopeia e como político visionário cedo percebeu e conclamou que “Na Namíbia e na África do Sul estavam a continuação da nossa luta”.

Angola tem uma das histórias mais ricas e brilhantes porque além da luta pela sua libertação do jugo colonial fascista português, uma vez conquistada a independência nacional mergulhou no combate pela emancipação de outros povos. E isso foi alcançado com bravura.

A batalha do Cuito Cuanavale, que