Mostrando postagens com marcador Líbia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Líbia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

BRICS, China/OPINIÃO: Envolvimento estadunidense em “revolução de cor” em Hong Kong será fútil

29.08.2019 15h37, Diário do Povo Online (China) http://portuguese.people.com.cn/n3/2019/0829/c309814-9610506.html     

Centenas de cidadãos de Hong Kong marcharam espontaneamente em direção ao Consulado Geral dos EUA em Hong Kong e gritaram o slogan “amotinadores de Hong Kong, fabricados nos EUA”, em protesto à interferência petulante dos Estados Unidos nos assuntos internos da China.

Ao longo de dois meses, as pessoas testemunharam a natureza violenta da “revolução de cor” nas ruas de Hong Kong, bem como a mão estadunidense na penumbra, mexendo os pauzinhos.

Existem indicações de que os EUA receiam que a situação em Hong Kong não se torne caótica. Arremesso de bombas de gasolina, destruição das principais artérias e estações de metro da cidade, demolição de semáforos, vandalismo, incendiarismo, ataques contra a polícia, ferimentos e outras atrocidades – os EUA têm cegamente feito uma apologia cega à violência, acusado a manutenção da lei na cidade, repreendendo a polícia e qualificando a violência como um “cenário de beleza aprazível”. Adicionalmente, referiram ainda que a política “um país, dois sistemas” e a “autonomia de Hong Kong” haviam sido erodidas, apontando o dedo ao governo central.

Como já é do conhecimento geral, os EUA não só apoiam expressamente os motins em Hong Kong, como participam ativamente em todo o processo -- desde o planejamento, organização e implementação. Desde o lançamento da do projeto da Lei de Extradição em fevereiro deste ano, o Departamento de Estado, o Congresso Nacional, o consulado em Hong Kong, a Câmara de Comércio Americana em Hong Kong e

terça-feira, 23 de julho de 2019

Direitos Humanos/“Assassinos do Mediterrâneo” abundam na União Europeia


23 de julho de 2019, Página Global https://paginaglobal.blogspot.com (Portugal) https://paginaglobal.blogspot.com/2019/07/assassinos-do-mediterraneo-abundam-na.html#more

Os responsáveis da União Europeia, eleitos e não eleitos, assim como os responsáveis dos respetivos países integrantes da dita união, demonstrariam ser homens e mulheres com alguma vergonha se borrassem as suas caras com o negro mais negro existente em fossas e esgotos de modo a demonstrar a sua auto-condenação e auto-critica pelas responsabilidades acrescidas que lhes cabe na mortandade que há anos se regista nas águas do Mediterrâneo. 

Pelo menos 14 mil pessoas morreram no Mediterrâneo por morte provocada pela UE. Afinal estamos a referir-nos a engravatados de colarinhos brancos (ou não) mais conhecidos por “Assassinos do Mediterrâneo”, como

terça-feira, 25 de outubro de 2016

A VERDADEIRA CRISE HUMANITÁRIA NÃO É ALEPO

24 outubro 2016, Odiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Uma retrospectiva da intervenção dos EUA no Médio Oriente desde o 11 de Setembro mostra uma implacável marcha em direcção à trágica perspectiva hoje colocada: o confronto militar com a Rússia, a segunda maior potência nuclear. A previsível eleição de Hillary Clinton será um passo mais em direcção a essa catástrofe.

Porque será que apenas ouvimos falar da “crise humanitária em Alepo” e não da crise humanitária em todo o resto da Síria, onde a perversão que governa Washington desencadeou os seus mercenários do ISIS para trucidarem o povo sírio? Porque será que não ouvimos falar da crise humanitária no Iémen onde os EUA e o seu vassalo saudita estão a massacrar mulheres e crianças? Porque será que não ouvimos falar da crise humanitária na Líbia onde Washington destruiu um país deixando o caos em seu lugar? Porque será que não ouvimos falar na crise humanitária no Iraque, que já se arrasta há 13 anos, ou a crise humanitária no Afeganistão, que já vai em 15 anos?

A resposta é que a crise em Alepo é a crise de Washington estar a perder os seus mercenários do ISIS perante o exército sírio e a força aérea russa. Os jihadistas enviados por Obama e pela assassina criatura Hillary (“We came, we saw, he died”; “Viemos, vimos, ele morreu”) para destruir a Síria

sábado, 2 de julho de 2016

BRICS/O POVO CHINÊS SENTE-SE ULTRAJADO: "A CHINA IRÁ REAGIR SE PROVOCADA NOVAMENTE. ESTÁ-SE A ARRISCAR UMA GUERRA" -- Andre Vltchek*



1 julho 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

Alessandro Bianchi -- Começo com uma pergunta brutal: em que se tornou um país que propõe Donald Trump como seu "melhor candidato"'?

AV - Não é muito diferente do país que costumava ser há décadas, até há séculos. Desde o início, os presidentes dos Estados Unidos (todos de stock europeu, claro), promoveram a escravidão, campanhas de extermínio contra a população nativa da América do Norte, bárbaras guerras de agressão contra o México e outros países da América Latina, Filipinas, etc. Mudou alguma coisa agora? Duvido muito. Donald Trump é horroroso, mas ele também é honesto. Ambos os presidentes Clinton e Obama foram grandes oradores, mas impenitentes assassinos em massa.

AB - Numa pesquisa recente mais de 53% dos americanos estavam contra Hillary Clinton e Donald Trump. Quanto tempo mais se vai continuar a considerar os Estados Unidos uma democracia? E porquê, na sua opinião, é a abstenção a única forma de "rebelião" de uma população completamente excluída das tomadas de decisão?

AV - "Democracia" significa nada mais que, "governo do povo", em grego. Não há nada de democrático nos conceitos políticos dos Estados Unidos e da Europa. E não há absolutamente nada democrático no "acordo global", através do qual o Ocidente tem governando sobre o resto do mundo durante décadas e séculos. A segunda parte, estou convencido, é muito mais

quarta-feira, 25 de maio de 2016

ESTRATÉGIA DO GOLPE GLOBAL



24 maio 2016, Resistência http://www.resistencia.cc (Brasil)

ESTRATÉGIA IMPERIALISTA

Por Manlio Dinucci, Jornalista e geógrafo

Que ligação existe entre entre sociedades geográfica, histórica e culturalmente distantes, do Kosovo à Líbia e a Síria, do Iraque ao Afeganistão, da Ucrânia ao Brasil e a Venezuela?

O traço comum é serem sociedades arrastadas à estratégia global dos Estados Unidos, exemplificada pela “geografia” do Pentágono. O mundo inteiro se encontra dividido em “áreas de responsabilidade”, cada uma confiada a um dos seis “comandos combatentes unificados” dos Estados Unidos: o Comando Norte cobre a América do Norte, o Comando Sul a América do Sul, o Comando Europeu a região que compreende a Europa e a Rússia, o Comando África o continente africano, o Comando Central Oriente Médio e Ásia, e o Comando Pacífico a região da Ásia/Pacífico. Aos seis comandos geográficos se somam três operando em escala mundial: o Comando estratégico (responsável pelas forças nucleares), o Comando para as operações especiais e o Comando para o transporte.

À frente do Comando Europeu se encontra um general ou um almirante nomeado pelo presidente dos Estados Unidos, que assume automaticamente o encargo de Comandante supremo aliado na Europa. A Otan é assim inserida na cadeia de comando do Pentágono, ou seja, opera

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A RESPONSABILIDADE DO EUA NA PERIGOSA VAGA DE TERRORISMO

15 novembro 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Os trágicos atentados terroristas de Paris foram condenados a nível mundial pela humanidade solidária com o povo francês, alvo da monstruosa e repugnante chacina.

Milhões de palavras sobre o acontecimento foram escritas ou pronunciadas em dezenas de países em muitas línguas.

Dirigentes políticos, personalidades destacadas, politólogos de serviço nos grandes media, comentaram os atentados.

Chama a atenção o facto de na Comunidade Europeia nenhum chefe de estado ou de governo ter nas suas intervenções abordado a questão fundamental das causas da vaga de terrorismo que assola o mundo. Obama também se absteve de tocar no tema.

Qual o motivo de tão estranha omissão? Resposta é simples, mas incómoda para os detentores do poder.

O principal responsável pelo alastramento do terrorismo

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Angola/OS ACTIVISTAS E A “MEMÓRIA DE PASSARINHO”

8 novembro 2015, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

De forma recorrente temos ouvido a oposição angolana a propalar que em Angola vive-se num regime ditatorial. Os autoproclamados activistas políticos fazem coro em fila indiana com a oposição e, cá dentro e lá fora, vão repetindo a mesma cantilena.

O objectivo dessa campanha -- é disso que na verdade se trata - é o de criar as condições psicológicas para mais facilmente poderem justificar as acções de subversão política e desacreditar tudo de bom que até agora tem sido feito em Angola e apresentar ao mundo o Executivo angolano como uma instituição que atropela todos os valores da democracia.

É preciso ser pouco criativo para conceber e alinhar numa campanha desse tipo.

Em Angola o partido que perdeu as primeiras eleições multipartidárias na história do país, realizadas em Setembro de 1992, rejeitou os resultados eleitorais e partiu para a guerra. Esse partido foi militarmente derrotado e os seus dirigentes foram salvos da morte certa, levados a reorganizar a sua formação política e a concorrer de forma livre em eleições. Em que ditadura isso acontece?

Em que ditadura se permite que esse mesmo partido seja a maior formação política da oposição e tenha uma rádio que ataque diária e sistematicamente o Governo?

Em que ditadura já se realizaram três eleições, duas das quais simultaneamente legislativas  e presidenciais, e os partidos políticos ocuparam os seus lugares no Parlamento? Em que ditadura existe

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

DE PORTUGAL NADA SE ESPERA

25 outubro 2015, Jornal de Angola http://www.jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

A ingerência desabrida que Portugal faz nos assuntos da soberania de Angola está a ultrapassar todos os limites.

A cruzada anti-angolana já não pode ser ignorada. O nível que atinge a ingerência portuguesa nos assuntos estritamente angolanos só encontra paralelo em duas ocasiões: quando Angola proclamou a sua independência em 1975 e quando se aproximava a derrota da UNITA de Jonas Savimbi, antes de 4 Abril de 2002. Nesses dois momentos, a raiva cravada e sempre latente na sociedade portuguesa, pronta a declarar-se à mínima oportunidade, manifestou-se de forma prejudicial para as relações entre os dois países.

Os ataques diários e injustos desferidos a partir de Portugal surgem agora revestidos da fina película da luta pelos direitos humanos. Mas antes lançaram os processos judiciais contra os dirigentes angolanos, estratégia que fracassou redondamente.

Portugal atravessa uma profunda crise. Todos os projectos nacionais, dos europeístas aos atlantistas e africanistas, estão bloqueados. Na prática, a economia portuguesa já não existe e a crise social profunda tende a agravar-se com a falta de patriotismo e de entendimento entre os políticos. A única saída que resta é procurar culpados e para isso, como há mais de 60 anos, só resta uma porta: Angola, o país com

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

BRICS, БРИКС, Rússia/EUA não temem uma 'intervenção': temem é o plano de paz da Rússia

15 setembro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Os russos estão chegando! Os russos estão chegando! Ora essa! Os russos estão sempre chegando. Os russos nunca pararam de estar chegando, desde aqueles enlouquecedores dias da Guerra Fria. Os russos estão "invadindo" a Ucrânia. Invadiram todos os dias. Já faz mais de um ano. E agora os russos estão "invadindo" a Síria.

É só um prelúdio. Logo-logo os russos estarão invadindo todo o Oriente Médio, toda a Europa Oriental, toda Europa Ocidental e também todo o Ártico. Até que um dia, sub-repticiamente, lá estarão os russos, de volta a Cuba, prontos a invadir a Florida e toda a mãe-pátria.

9/9/2015, Make bombs, not refugees Pepe Escobar, RT (e Rússia Insider)

Dessa vez a história se repete como farsa recorrente. A melhor ilustração do modus operandi de propaganda que subjaz à atual histeria excepcionalista em torno da dita "incursão militar" dos russos na Síria foi escrita antes, em 2011, em Counterpunch, pelo falecido grande Alex Cockburn. Curtam:

"Suponha que a CIA vaze documento de segurança nacional que conclua que a lua é realmente feita de queijo, e que os chineses têm planos para enviar um casal de ratos biônicos gigantes para lá se reproduzirem em números suficientes para comer todo o queijo e, assim, sabotar os planos norte-americanos para instalar um radar de defesa antimísseis no

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Cerimônia memorial para os soldados de Donetsk caídos em combate na guerra civil

Frente Brasileira de Solidariedade com a Ucrânia
YOUTUBE.COM


---------

Frente Brasileira de Solidariedade com a Ucrâniacompartilhou um link.
Lindas imagens de Donetsk antes do golpe dos EUA/OTAN em 2014. Acesse o site Guerra na...
YOUTUBE.COM

--------

Frente Brasileira de Solidariedade com a Ucrâniacompartilhou um link.
20 h 
Acesse o site Guerra na Ucrânia: http://bit.ly/siteucraCurta a Página Comunistas:http://on.fb.me/1kSVHAw Siga-me no Twitter: https:/...
YOUTUBE.COM

--------

DNR-LNR-INFO-14/15-09-2015
Facebook Reinhard Lenfant
22 h · 
DNR-LNR-INFO-14/15-09-2015
BREAKING NAF positions are ander UAF tank fire in ‪#Gorlovka's outskirts. UAF & NAF exchange small arms fire ‪#donbass
Exploration DNI track the movement of columns APU technology to the western suburbs of Donetsk | Russian Springhttp://rusvesna.su/news/1442242387
Ucrainian man kill his wife in Mariupol because she was russian with grenade.grenade used in family conflict ukraine husband ,wife russian
Germany may soon recognize Donezk and Lugansk republics. (Merkel/Steinmeier ? Never ! and Russia ?) http://english.pravda.ru/…/131949-germany_donetsk_luhansk-0/ 
DPR Army Recruiting Video | The Vineyard of the Sakerhttp://thesaker.is/dpr-army-recruiting-video/ 
14.09.2015 Military Report of Novorossia | The Vineyard of the Sakerhttp://thesaker.is/14-09-2015-military-report-of-novorossia/ 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A PRIMAVERA ÁRABE AFOGA-SE NO MEDITERRÁNEO

1 agosto 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Não faltam reportagens sobre a tragédia da emigração clandestina no Mediterrâneo. O que as câmaras não mostram e os jornais não contam é onde começou a penúria desses desgraçados. Todos consideram normal que na África sempre tenham existido miseráveis e que muitos dos seus filhos abandonem os seus lares. Que no Médio Oriente sempre tenham existido guerras e os seus filhos procurem outra vida abandonando as suas terras. Porém, nunca tantos como nestes últimos anos. Em 2014 foram resgatados do mar entre cento e cinquenta e cento e setenta mil migrantes. E acredita-se que cerca de seis mil e quinhentos morreram afogados em sucessivos naufrágios.

O mundo chora quando em todos os jornais, em todos os shows periódicos, nas redes sociais, pelo menos do Ocidente, são mostrados os naufrágios do Mediterrâneo e aqueles que não tiveram a sorte de chegar sem que se note, ainda que tenham tido a sorte de chegar ao local seco, porém molhados.

Despojando-os da pouca dignidade que ficava, as câmaras gravam os olhares apagados, os olhos vermelhos, os semblantes quebrados, as peles rachadas, os gestos titubeantes daqueles que se aventuraram a abandonar a miséria e a violência de seus países.

Com medo, com terror, com fome, com angústia, com desespero, os resgatados recebem das mãos dos socorristas as mantas térmicas e até a primeira sopa quente como aviso de que suas penúrias terminaram por um segundo. Depois, terão outras, porém secos e em terra firme. Sem dúvida, para os imigrantes o pior já passou.

Em um ano já são mais de quarenta e dois mil resgatados do mar e mais de dois mil os que não tiveram essa sorte. Nada se sabe de quantos chegaram com êxito a

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Angola/O “ESTADO ISLÂMICO” INFILTRADO

3 fevereiro 2015, Jornal de Angola (Angola)

Benjamim Formigo

O belo trabalho feito por americanos, britânicos e franceses na Líbia está à vista. Não gostavam de Kadhafi porque não se submetia aos jogos das petrolíferas estrangeiras e aos desejos externos.

A tal “Primavera Árabe” serviu às mil maravilhas para uma intervenção dos três países, sob a capa da OTAN, para mal disfarçar a agressão externa, a pretexto de defesa de civis, para intervirem bombardeando as tropas governamentais, impedindo Kadhafi de controlar a situação.

Na altura escrevemos que estavam a quebrar um equilíbrio instável que só Kadhafi conseguira até então gerir.

Kadhafi caiu e foi barbaramente assassinado por um dos grupos defensores dos “valores democráticos” que assaltava o poder com o apoio activo no terreno da aviação dos Estados UNidos, Inglaterra, França e as armas que eles e

domingo, 12 de outubro de 2014

Angola/"VAMOS TER FORÇAS ARMADAS MODERNAS"

9 outubro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Cândido Bessa

No dia em que se comemora 23 anos da fundação das Forças Armadas Angolanas,  Geraldo Sachipengo Nunda garante que já não há guerra em Angola, avança que a última acção da FLEC, em Cabinda, ocorreu em Maio de 2011, mas afirma que é preciso estar preparado para os riscos internos e externos.

Dá exemplos da  Líbia, Tunísia, Síria e Nigéria onde o Boko Haram conseguiu criar situações de instabilidade com o rapto de centenas de crianças, que ainda não foram encontradas. Na entrevista, o chefe do Estado-Maior General fala do momento actual das FAA, do processo de reedificação que vai torná-las num exército moderno e pronto para responder aos desafios do futuro.


Jornal de Angola - Hoje, 23 anos após a sua fundação, que Forças Armadas o país tem?
Sachipengo Nunda -
 Hoje temos Forças Armadas Angolanas definidas pela direcção política do nosso país e que tem como orientação principal realizar o seu reequipamento, uma reestruturação adequada aos desafios do momento e do futuro. Em termos mais concretos, se

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Angola/Conjuntura regional analisada em Luanda

16 setembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Kumuênho da Rosa

A presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini Zuma, reuniu-se ontem, em Luanda, para consultas, com o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Em trânsito para Bangui, onde foi testemunhar a transferência de mandato da Força da União Africana (MISCA) para Missão das Nações Unidas para a República Centro Africana (MINUSCA), a presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini Zuma, reuniu-se ontem em Luanda para consultas com o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

À saída do Palácio da Cidade Alta, Nkosazana Dlamini Zuma destacou a importância do encontro com o Chefe de Estado angolano, líder em exercício da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos, num dia marcante para a região, e também para Angola, cujo mandato iniciado em Janeiro à frente da CIRGL tem sido marcado por um grande esforço político e diplomático para

sábado, 3 de maio de 2014

Entrevistade John Catalinotto* ao Algeriepatriotique: O TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL É UMA FERRAMENTA UTILIZADA CONTRA OS PAÍSES FRACOS

1 maio 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Mohsen Abdelmoumen

O Tribunal Penal Internacional, como quase todos os organismos das Nações Unidas, está controlado pelo imperialismo mundial. As versões precedentes do tribunal foram utilizadas contra países específicos; o Ruanda, a Jugoslávia, o Camboja. Mais tarde, o Tribunal Penal Internacional tornou-se essencialmente uma ferramenta política utilizada contra os líderes de países relativamente fracos concentrados na África.


Algeriepatriotique: Foi testemunha dos atentados do 11 de Setembro em Nova Iorque, acredita na versão oficial ou trata-se de «um trabalho interno» para usar um termo dos agentes secretos?

John Catalinotto: Trabalhava para uma empresa de seguros de saúde na torre n.o1 do World Trade Center. Felizmente tinha o hábito de chegar tarde ao trabalho. Nesse dia, estava ainda em casa quando o primeiro avião embateu. Liguei para o escritório e como ninguém respondeu, permaneci em casa. Alguns minutos mais tarde, soube que um segundo avião tinha embatido na torre n.o2. Vi imediatamente que a administração Bush ia utilizar esse acontecimento como pretexto para iniciar a guerra, fosse quem fosse o autor desses atentados. Nunca acreditei na versão oficial. Aqui, a classe dirigente mente a propósito de tudo o que é importante. Mas não creio que a administração tenha organizado e executado o ataque do 11 de Setembro. Uma conspiração dessa envergadura tão vasta requer unidade, lealdade, espírito de decisão e audácia tão completos, de dezenas até de centenas de pessoas, que era impossível. Mas se «trabalho interno» significar simplesmente que alguém dentro da CIA, deliberadamente omitiu um relatório do FBI anunciando que alguns terroristas poderiam ir sequestrar um avião, fica mais fácil de acreditar. Posso entender porque muitas pessoas estão convencidas de que se tratou de um «trabalho interno». O ataque do 11 de Setembro permitiu à administração Bush partir para a guerra no Afeganistão e no Iraque. É semelhante ao ataque de japonês de Pearl Harbour em 1941, que permitiu à administração Roosevelt entrar na Segunda Guerra mundial com um apoio total. O «síndrome do Vietname» tinha praticamente eliminado o patriotismo, o 11 de Setembro trouxe-o de volta.

A Administração Bush partiu para a guerra no Afeganistão e no Iraque, acha que já era um programa preparado com antecedência?

O Pentágono planifica todo o tipo de guerras em todo o mundo com antecedência. No que diz respeito ao Iraque, claro que houve uma conspiração. O imperialismo americano queria os recursos energéticos iraquianos. Muitas pessoas e empresas americanas esperavam enriquecer com a pilhagem do Iraque. Os neoconservadores da Administração Bush reuniram-se na semana do 11 de Setembro e combinaram a guerra contra o Iraque, embora sabendo que este nada tinha a ver com o atentado do 11 de Setembro.

quarta-feira, 5 de março de 2014

OS ESTADOS UNIDOS CONTRA O MUNDO

27 fevereiro 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Os Estados Unidos não intervêm apenas no seu próprio quintal, mas também do outro lado mundo, na Ucrânia.

Margaret Kimberley, Black Agenda Report

O imperialismo mundial caiu em desuso nas últimas décadas. Se está parecendo um pouco retrô, é porque não existem americanos suficientes comprometidos a contar a verdade sobre seus governos.

Durante a Guerra Fria, nos disseram que o comunismo aumentou sua influência como em um efeito dominó, derrubando nações uma por uma e as empurrando para as órbitas de Moscou ou Pequim. No século 21 há uma nova teoria, que coloca todas as partes do mundo na mira dos EUA.

Barack Obama teve sucesso ao expandir a influência yankee de um jeito que George W. Bush e Dick Cheney apenas sonharam. O projeto neo-conservador para um novo século americano se consolidou sob o governo de um presidente democrático, que agora tem muitas cartas na manga. Ele e o resto dos líderos do OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) começaram seu rastro de destruição com a Líbia, dilacerando o país em dois sob o pretexto de

terça-feira, 4 de março de 2014

UCRÂNIA: O PLANO MAIS IDIOTA DE OBAMA

3 março 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Aliar-se com os neonazistas na Ucrânia: de todos os planos idiotas que Washington elaborou nos últimos dois anos, este é o mais idiota de todos.

Mike Whitney - CounterPunch

“Washington e Bruxelas apoiaram um golpe nazista, realizado por insurgentes, terroristas e políticos da ultradireita europeia para atender aos interesses geopolíticos do Ocidente". --- Natalia Vitrenko , do Partido Socialista Progressista da Ucrânia

Como você provavelmente já sabe, Obama e companhia ajudaram a depor o presidente democraticamente eleito da Ucrânia, Viktor Yanukovych, com a ajuda de ultra-direita, paramilitares, gangues neonazistas que invadiram e queimaram escritórios do governo, mataram soldados da tropa de choque, e espalharam o caos e terror em todo o país. Estes são os novos aliados dos Estados Unidos no grande jogo para estabelecer uma cabeça de ponte na Ásia, empurrando os russos mais para o leste, derrubando governos eleitos, garantindo corredores de oleodutos e gasodutos vitais, acessando escassas reservas de petróleo e gás natural e trabalhando pela desmontagem da Federação Russa, segundo a estratégia geopolítica proposta por Zbigniew Brzezinski.

A grande obra de Brzezinski, “The Grand Chessboard: American Primacy and it’s Geostrategic Imperatives”(O Grande Tabuleiro de Xadrez: a Primazia Americana e seus Imperativos Geoestratégicos), tornou-se o Mein Kampf de aspirantes imperialistas ocidentais. O livro fornece a estrutura básica para o estabelecimento da hegemonia militar, política e econômica dos EUA na região mais promissora e próspera do século, na Ásia. Em um artigo publicado na Foreign Affairs, Brzezinski apresentou suas idéias sobre como neutralizar a Rússia, dividindo o país em partes menores e permitindo, assim, que os EUA mantenham seu papel dominante na região, sem ameaças, desafios ou interferências. Aqui está um trecho do artigo:

"Dado o tamanho (da Rússia) e sua diversidade, um sistema político descentralizado e uma economia de livre mercado seriam a mais provável via para desencadear o potencial criativo do povo russo e (explorar) os vastos recursos naturais da Rússia. Uma Rússia vagamente confederada - composta por uma Rússia européia, uma república da Sibéria, e uma república do Extremo Oriente - também tornaria mais fácil cultivar relações econômicas mais estreitas com seus vizinhos. Cada um dessas regiões confederadas seria capaz de explorar o seu potencial criativo local, sufocado por séculos de controle da mão burocrática pesada de Moscou. Além disso, a Rússia descentralizada seria menos suscetível a uma mobilização de tipo imperial”. (Zbigniew Brzezinski , "A Geoestratégia para a Eurasia ")

Moscou, é claro, está ciente dessa estratégia de dividir e conquistar de Washington, mas minimizou a questão, a fim de evitar um confronto. O golpe de Estado apoiado pelos EUA na Ucrânia significa que essa opção não é mais viável. A Rússia terá de responder a uma provocação que ameaça tanto a sua segurança como seus interesses vitais na região. Os primeiros informes indicam

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

48 BASES MILITARES DOS EUA NA ITÁLIA PARA GUERREAR NA ÁFRICA E NO ORIENTE MÉDIO



12 novembro 2013, Correio da Cidadania http://www.correiocidadania.com.br (Brasil)

Escrito por Achille Lollo*, de Roma para o Correio da Cidadania   

Durante a guerra fria os generais do Pentágono acreditavam que a Alemanha e a Itália eram as regiões geoestratégicas mais importantes da Europa e do Mar Mediterrâneo à causa de suas características geográficas, políticas e econômicas. Por isso, até 1990, os EUA aquartelaram na Alemanha 200.000 fuzileiros e 50.000 “especialistas”, isto é: pilotos, técnicos de radares, de telecomunicações e, sobretudo, as unidades operativas dos grupos especiais. Após a reunificação alemã, somente os “especialistas” permaneceram na Alemanha.

Aquartelamento da Itália pelos EUA
Na Itália, o contingente de militares estadunidenses permaneceu intacto até 1990, com seus 13.000 “especialistas”. Depois, houve um aumento gradual até 2001, quando 20.000 “especialistas” operavam nas 48 bases militares (da USArmy, USAF, USNavy e da OTAN), nas 40 estações radar e centros de telecomunicações (USAF e NSA) e nos 15 depósitos e polígonos que o Pentágono obteve do governo italiano graças aos acordos bilaterais ou no âmbito da OTAN. Uma maquina bélica que, em 1999, jogou um papel fundamental na “guerra humanitária nos Bálcãs” (Bósnia, Croácia, Macedônia, Sérvia e Kossovo) para a completa desestabilização da Federação Iugoslava. É suficiente lembrar que as duas esquadrilhas de F-16 do 31º Esquadrão de Caça da USAir Force (31st Fighter Wing) realizaram 9.000 missões de combates e bombardeios nos céus da Iugoslávia a partir da base italiana de Aviano em apenas 78 dias!!

Depois, em 2011, o sistema logístico e operacional criado pelo Pentágono na Itália teve uma importância decisiva na destruição do exército de Gheddafi, pois, sem o suporte do referido sistema -- em particular das bases de Aviano, de Pisa (Camp Darby), de Vicenza (Camp Ederle) e de Sigonella na Sicília ---, a aviação francesa e a britânica e os navios lança-foguetes da VIª frota estadunidenses nunca teriam conseguido bombardear sem interrupção, durante 29 dias, as cidades onde se havia entrincheirado o exército de Gheddafi .

De fato, a Casa Branca, antes de criar as conjeturas diplomáticas e políticas para derrubar o governo dos Talebani no Afeganistão, para destruir fisicamente o Iraque de Saddam, para manter em estado de assédio o Irã, a Síria e o Líbano e, depois, em 2011, acabar com o regime de Gheddafi, precisava exercer o controle total no Mar Mediterrâneo e, portanto,

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ATAQUE UNILATERAL À SÍRIA: OBAMA DECIDIU SER MAIS SEGURO COMPRAR O CONGRESSO DO QUE AVANÇAR SÓ



4 agosto 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)


por Paul Craig Roberts


Enquanto continua a reclamar poderes ditatoriais para iniciar uma guerra por conta própria, Obama adiou seu ataque unilateral à Síria ao receber uma carta de mais de 160 membros da Câmara dos Deputados recordando-o que levar o país à guerra sem aprovação do Congresso é ofensa punível com o impedimento (impeachment). Além disso, teve de adiar quando viu que nenhum país poderia servir como cobertura para um crime de guerra, pois nem mesmo o governo fantoche britânico e os estados fantoches da NATO apoiariam a anunciada agressão militar da América contra a Síria.

No ataque à Líbia Obama conseguiu escapar sem um OK do Congresso porque utilizou fantoches da NATO e não forças militares dos EUA. Aquele estratagema permitiu a Obama afirmar que os EUA não estavam directamente envolvidos.

Agora que a falta de cobertura e o desafio do Congresso levou o aspirante a tirano Obama a adiar seu ataque à Síria, o que se pode esperar?

Se Obama fosse inteligente

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Síria/EM DEFESA DA PAZ



3 agosto 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Comité de cidadãos para a paz e contra a ingerência*

Os tambores da guerra rufam mais uma vez no Médio Oriente, desta vez com a possibilidade de um ataque iminente à Síria, após a alegada utilização de armas químicas pelo seu governo. É precisamente em tempos de crise como este que a defesa da paz pode ser feita da maneira mais clara e mais óbvia.

Em primeiro lugar, não temos qualquer prova sólida de que o governo sírio tenha utilizado armas químicas. Mesmo se tal prova fosse apresentada por governos ocidentais teríamos de permanecer cépticos, recordando os muitos incidentes dúbios ou falsificados utilizados para justificar corridas à guerra: o incidente do Golfo de Tonquim, o massacre de bebés na incubadora do Kuwait, o massacre Racak no Kosovo, as armas de destruição maciça no Iraque e a ameaça de um massacre em Bengazi. Vale a pena notar que a evidência que aponta a utilização de armas química pelo governo sírio foi proporcionada aos Estados Unidos pela inteligência israelense, a qual não é exactamente um actor neutro.

Mesmo que desta vez as provas fossem autênticas, isso não legitimaria acção unilateral por parte de ninguém. A acção militar ainda precisa de uma autorização do Conselho de Segurança. Aqueles que se queixam da sua "inacção" deveriam ter em mente que a oposição russa e chinesa à intervenção na Síria é motivada em parte pelo abuso das potências ocidentais da resolução do Conselho de Segurança a fim de executar "mudança de regime" naquele país. Aquilo que no Ocidente é chamado de uma "comunidade internacional" desejosa de atacar a Síria está reduzido essencialmente a dois países importantes (Estados Unidos, e França), dentre as quase duas centenas de países do mundo. Não é possível qualquer respeito pelo direito internacional sem o respeito pela opinião decente do resto da humanidade.

Mesmo se uma acção militar fosse permitida e executada, o que podia ela conseguir? Ninguém pode controlar armas química seriamente sem por "botas sobre o terreno", o que não é considerado uma opção realista após os desastres do Iraque e do Afeganistão. O Ocidente não tem aliado verdadeiro e confiável na Síria. Os jihadistas a combaterem o governo não tem mais amor ao Ocidente do que aqueles que assassinaram o embaixador dos EUA na Líbia. Uma coisa é receber dinheiro e armas de um país, mas outra muito diferente é ser um aliado genuíno.

Tem havido ofertas de negociação provenientes dos governos sírio, iraniano e russo, as quais têm sido tratadas com arrogância pelo Ocidente. Aqueles que dizem "não podemos conversar ou negociar com Assad" esquecem que isto foi dito acerca da Frente de Libertação Nacional na Argélia, de Ho Chi Minh, Mao, a União Soviética, a OLP, o IRA, a ETA, Mandela e o ANC e muitas guerrilhas na América Latina. A questão não é se alguém fala com o outro lado, mas após quantas mortes desnecessárias se aceita fazê-lo.

O temor que os EUA e seus poucos aliados remanescentes actuassem como polícia global está realmente ultrapassado. O mundo está a tornar-se mais multipolar e os povos do mundo querem mais soberania, não menos. A maior transformação social do século XX foi a descolonização e o Ocidente deveria adaptar-se ao facto de que não tem nem o direito, nem a competência, nem os meios para dominar o mundo.

Em parte alguma a estratégia de guerras sem fim fracassou mais miseravelmente do que no Médio Oriente. No longo prazo, o derrube de Mossadeg no Irão, a aventura do Canal de Suez, as muitas guerras israelenses, as duas guerras do Golfo, as ameaças constantes e sanções assassinas primeiro contra o Iraque e agora contra o Irão, a intervenção líbia, não conseguiram nada mais do que novos banhos de sangue, ódio e caos. A Síria só pode ser mais um fracasso para o Ocidente sem uma mudança radical na política.

A verdadeira coragem não consiste em lançar mísseis de cruzeiro meramente para exibir um poder militar que se está a tornar mais ineficaz. A verdadeira coragem jaz e romper radicalmente com essa lógica mortal. Em obrigar, ao invés, Israel a negociar de boa fé com os palestinos, convocar a conferência Genebra II sobre a Síria e discutir com os iranianos o seu programa nuclear, levando em conta honestamente os legítimos interesses económicos e de segurança do Irão.

A recente votação contra a guerra no Parlamento Britânico, bem como reacções nos media sociais, reflectem uma alteração maciça de opinião pública. Nós no Ocidente estamos cansados de guerras e estamos prontos para juntarmo-nos à comunidade internacional real exigindo um mundo baseado na Carta das Nações Unidas, desmilitarização, respeito pela soberania nacional e igualdade de todas as nações.

O povo do Ocidente também pede para exercer seu direito à auto-determinação: se tiverem de ser travadas guerras, elas devem tem como base debates abertos e a preocupação pela nossa segurança nacional e não sobre alguma mal definida noção de um "direito a intervir", o qual pode ser facilmente manipulado e abusado.

Cabe a nós obrigar nossos políticos a respeito esse direito.

PELA PAZ E CONTRA A INTERVENÇÃO

Signatários:
·         Denis J. Halliday, Secretário-Geral Adjunto da ONU, 1994-98
·         Cornelio Sommaruga, antigo Presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Suíça
·         Dick Marty, antigo membro do Conselho Suíço de Estado e da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Suíça
·         Hans Christof Graf von Sponeck, secretário-geral adjunto das Nações Unidas, foi Coordenador Humanitário da ONU para o Iraque, Alemanha
·         Saïd Zulficar, antigo funcionário da UNESCO, Director da Divisão do Património Cultural, Egipto
·         Véronique de Keyser, deputada ao Parlamento Europeu, Bélgica
·         Samir Basta, director do gabinete regional da UNICEF para a Europa, 1990-1995
·         Samir Radwan, antigo ministro das Finanças do Egipto, Janeiro-Julho de 2011

------------ O original encontra-se em www.lemonde.fr/...


"PLAIDOER POUR LA PAIX EN SYRIE"

Le Monde.fr | 02.09.2013 à 16h12 • Mis à jour le 03.09.2013 à 16h23

Par Dr. Samir Basta ( directeur du bureau régional pour l'Europe de l'Unicef de 1990 à 1995.), Hans-Christof Von Sponeck (secrétaire général adjoint des Nations Unies, 1998-2000), Denis Halliday (secrétaire général adjoint des Nations Unies, 1994-1998), Saïd Zulficar (directeur adjoint chargé de la liste du patrimoine mondial à l'Unesco), Samir Radwan (ancien ministre des finances égyptien, janvier-juillet 2011) et Miguel Miguel d'Escoto Brockmann (Président de l'Assemblée générale (2008-2009) et ministre des affaires étrangères du Nicaragua (1979-1990).)

Les bruits de bottes se font entendre une nouvelle fois au Moyen Orient, avec la possibilité d'une attaque imminente sur la Syrie, suite aux allégations d'usage d'armes chimiques par son gouvernement. C'est précisément dans des temps de crise comme ceux-ci que les arguments en faveur de la paix sont les plus clairs et les plus évidents.

Tout d'abord, nous n'avons pas de véritables preuves de l'usage des armes chimiques par le gouvernement syrien. Et même si des preuves étaient fournies par des gouvernements occidentaux, il y a lieu de rester sceptiques, en se souvenant de tous les prétextes discutables ou fabriqués utilisés pour justifier les guerres antérieures; l'incident du Golfe du Tonkin et la guerre du Vietnam, les couveuses koweitiennes et la première guerre du Golfe, le massacre de Racak et la guerre du Kosovo, les armes de destruction massive irakiennes et la deuxième guerre du Golfe, les menaces sur Benghazi et la guerre de Libye. Notons aussi que d'après le journal britannique, The Guardian, certaines preuves de l'usage d'armes chimiques sont fournies aux Etats-Unis par les services de renseignement israéliens, qui ne sont pas une source tout-à-fait neutre.

Même si, cette fois-ci, les preuves sont authentiques, cela ne légitimerait en aucune façon une quelconque action unilatérale. Toute action militaire nécessite l'aval du Conseil de sécurité de l'ONU. Ceux qui se plaignent de "l'inaction" de ce Conseil devraient se rappeler que l'opposition de la Chine et de la Russie à une intervention en Syrie est en partie motivée par l'abus par les puissances occidentales des résolutions sur la Libye, de façon à opérer un "changement de régime" dans ce pays. Ce qu'on appelle en Occident la "communauté internationale", prête à attaquer la Syrie, est réduite à essentiellement à deux pays importants (Etats-Unis et France), sur les presque deux cents pays au monde. Aucun respect du droit international n'est possible sans un minimum de respect pour ce qu'il y a de décent dans les opinions du reste du monde.

Même si une action militaire était autorisée et menée, que pourrait-elle accomplir ? Personne ne peut sérieusement contrôler des armes chimiques sans troupes au sol, option que nul ne considère comme réaliste après les désastres en Irak et en Afghanistan. L'Occident n'a pas réellement d'allié fiable en Syrie. Les djihadistes qui combattent le gouvernement n'ont pas plus d'amour pour l'Occident que ceux qui ont assassiné l'ambassadeur américain en Libye. C'est une chose d'accepter de l'argent et des armes venant d'un pays donné, une toute autre d'être son véritable allié.

Les gouvernements syriens, iraniens et russes ont fait des offres de négociations qui ont été traitées par le mépris en Occident. Ceux qui disent "nous ne pouvons pas parler ou négocier avec Assad" oublient qu'on a dit la même chose du FLN algérien, d'Ho chi Minh, de Mao, de l'URSS, de l'OLP, de l'IRA, de l'ETA, de Mandela et de l'ANC, ainsi que de plusieurs guérillas en Amérique Latine. La question n'est pas de savoir si on va parler à l'adversaire, mais après combien de morts inutiles on va accepter de le faire. L'époque où les Etats-Unis et les quelques alliés qui leur restent agissaient comme gendarme du monde est révolue. Le monde devient plus multipolaire, et les peuples du monde veulent plus de souveraineté, pas moins.

La plus grande transformation sociale du vingtième siècle a été la décolonisation et l'Occident doit s'adapter face au fait qu'il n'a ni le droit ni les compétences ni les moyens pour gouverner le monde.

Il n'y a pas d'endroit où la stratégie de guerre permanente a échoué plus misérablement qu'au Moyen-Orient. A long terme, le renversement de Mossadegh en Iran, l'aventure du canal de Suez, les nombreuses guerres israéliennes, les deux guerres du Golfe, les menaces et sanctions d'abord contre l'Irak, ensuite contre l'Iran, n'ont rien accompli d'autre qu'augmenter le sang versé, la haine et le chaos. La Syrie ne peut être qu'un nouvel échec occidental sans un changement radical de politique.

Le véritable courage ne consiste pas à envoyer des missiles de croisière pour exhiber une puissance militaire qui devient de plus en plus inefficace. Le véritable courage consiste à rompre radicalement avec cette logique mortifère: obliger Israel à négocier de bonne foi avec les Palestiniens, convoquer la conférence Genève II sur la Syrie, et discuter avec les Iraniens de leur programme nucléaire, en prenant honnêtement en compte les intérêts légitimes de l'Iran en matière de sécurité et d'économie.

Le vote récent contre la guerre au Parlement britannique, ainsi que les réactions sur les médias sociaux, reflètent un changement massif de l'opinion publique. Nous, Occidentaux, sommes fatigués des guerres et nous sommes prêts à rejoindre la véritable communauté internationale, en exigeant un monde fondé sur la Charte de l'ONU, la démilitarisation, le respect de la souveraineté nationale et l'égalité de toutes les nations.

Les peuples en Occident veulent aussi exercer leur droit à l'auto-détermination: si des guerres doivent être menées, elles doivent l'être après un débat ouvert et en tenant compte de préoccupations affectant directement notre sécurité, et non sur une notion mal définie de "droit d'ingérence", qui peut être aisément manipulée et qui est ouverte à tous les abus.

Il nous reste à forcer nos hommes et femmes politiques à respecter ce droit.

Dr. Samir Basta ( directeur du bureau régional pour l'Europe de l'Unicef de 1990 à 1995.), Hans-Christof Von Sponeck (secrétaire général adjoint des Nations Unies, 1998-2000), Denis Halliday (secrétaire général adjoint des Nations Unies, 1994-1998), Saïd Zulficar (directeur adjoint chargé de la liste du patrimoine mondial à l'Unesco), Samir Radwan (ancien ministre des finances égyptien, janvier-juillet 2011) et Miguel Miguel d'Escoto Brockmann (Président de l'Assemblée générale (2008-2009) et ministre des affaires étrangères du Nicaragua (1979-1990).