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terça-feira, 12 de julho de 2016

Moçambique/SOBRE MOÇAMBIQUE E O INTERNACIONALISMO



4 Junho 2016,  O País http://opais.sapo.mz/index.php (Moçambique)

Sérgio Vieira*
Em sua coluna “Carta a muitos amigos”

A República do Uganda acaba de agraciar com a sua mais alta ordem, a Estrela de Kagera, os camaradas Ntumuke e o saudoso Chikuza, que com os nossos voluntários defenderam a agressão de Idi Amin contra a Tanzânia e apoiaram a libertação do país de um carniceiro que a tempo e horas se pôs em fuga.

Os nossos entraram em primeiro lugar em Campala e Nyerere pô-los à frente no desfile celebrando a vitória e a paz. Obrigado Uganda por se lembrar de quem esteve convosco nas horas difíceis.
 
Não mencionando a Avenida Samora Machel em Harare, parece que o Zimbabué se esqueceu de quem apoiou a libertação do país, os mil voluntários moçambicanos que ali batalharam e até atacaram o aeroporto militar da então Salisbúria.

A África do Sul parece que também não se lembra dos vizinhos que muito sofreram para que se libertasse da tirania do apartheid. Incluindo quando armas nucleares ameaçavam os vizinhos. Pena! Angola e Moçambique pagaram penas pesadas pela causa da solidariedade.

Samora e vários companheiros, trinta e três no total, assassinados pelo apartheid através de um

quarta-feira, 24 de junho de 2015

JOAQUIM CHISSANO, EX-CHEFE DO ESTADO: Rejeitámos negociar com os portugueses de cá

Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)


Moçambique vai celebrar na quinta-feira 40 anos de proclamação da sua independência. O percurso para que esta fosse alcançada foi longo e, em muitas das suas etapas, sinuoso.

A heroicidade dos moçambicanos, que durante dez anos, até 1974, derrotaram os portugueses nos campos de batalha, é conhecida de diversas formas. Os livros de história, biografias, memórias e os depoimentos de muitos dos protagonistas, principalmente, revelam-nos os contornos da luta que permitiu que a 25 de Junho de 1975 o nosso país nascesse como nação. Um desses protagonistas é o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, a quem entrevistámos sobre o 40.º aniversário da independência nacional. Com Chissano falámos dos Acordos de Lusaka, o último grande passo para a proclamação da independência e concluídos entre a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e o Governo português a 7 de Setembro de 1974, as opções diplomáticas de Moçambique e a sua visão sobre o legado dos chefes de Estado que o nosso país teve neste percurso de quatro décadas. Eis, a seguir, alguns excertos da entrevista com o homem a quem os moçambicanos reconhecem principalmente como o obreiro da paz para o nosso país, em alusão ao final da guerra dos 16 anos que desestabilizou Moçambique até 1992:

NOTÍCIAS (Not)- Os Acordos de Lusaka foram uma espécie de “finalmente” para que Portugal reconhecesse o direito de Moçambique à autodeterminação. Sabemos que houve anteriormente iniciativas de diálogo que não resultaram devido à relutância do colonizador. Dessas, quais é que foram as mais marcantes até se chegar ao acordo?

Joaquim Chissano (JC)- Vou aproveitar esta ocasião para recuar um pouco, não muito, no tempo. Devo dizer que desde os anos 70, nos princípios, estava claro que o povo moçambicano estava a conquistar a sua independência. Isso era percetível por causa do avanço da luta armada, mas também pelo crescente apoio internacional que nós tínhamos, de tal ponto que nesses anos já a Frelimo era considerada mais ou menos como um governo de Moçambique independente. Daí todas honras que

sexta-feira, 21 de março de 2014

Moçambique/Lago Niassa: Conflito fronteiriço debate-se em Maputo

21 março 2014, http://www.rm.co.mz (Moçambique)

Delegações do Malawi e da Tanzania estão reunidas na cidade de Maputo, para debater as disputas fronteiriças sobre o Lago Niassa.

O encontro decorre sob a mediação dos antigos presidentes de Moçambique, Joaquim Chissano, da África do Sul, Thabo Mbeki e do Botswana, Festus Muhai.

O presidente do Fórum dos Antigos Chefes do Estado e de Gpverno da SADC e chefe da equipa de mediação sobre a disputa do Lago Niassa, Joaquim Chissano, disse que a disputa fronteiriça sobre o Malawi e a Tanzania, é um dos legados do colonialismo português, que deve ser removido, para a materialização dos sonhos dos africanos de construírem países prósperos, num clima de paz uns com os outros.

terça-feira, 11 de março de 2014

Moçambique/Disputa do lago Niassa: Malawi e Tanzania reunem-se em Maputo

10 março 2014, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)
Os governos do Malawi e da Tanzânia reúnem-se a partir do dia 20 deste mês em Maputo em torno do diferendo que os opõe sobre os limites do lago Niassa, disputado pelos dois países há cerca de cinquenta anos.
Falando no decurso da sessão do Conselho de Ministros da Sadc que teve início esta segunda-feira em Lilongwe, o ministro malawiano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional, Efraim Chiume, aproveitou a ocasião para informar os seus homólogos da região sobre os últimos desenvolvimentos em torno do diferendo fronteiriço.

segunda-feira, 10 de março de 2014

UMA ÁFRICA ESTÁVEL É O ÚNICO CAMINHO

10 março 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Adalberto Ceita

Antigo representante do arquipélago de Zanzibar junto da Internacional Socialista no Cairo, Ali Sultan Issa está entre as vozes autorizadas quando o assunto é a luta que culminou com a independência e auto-determinação das colónias africanas.


Aos 82 anos e pela primeira vez de visita a Luanda, não disfarça a emoção quando recorda figuras como Ernesto “Che” Guevara, Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Kwame Nkrumah, Marcelino dos Santos, Nelson Mandela, Oliver Thambo, Sam Nujoma e outros companheiros de luta.

Jornal de Angola - Em que circunstâncias aderiu à luta pela libertação da Tanzânia?

Ali Sultan Issa
 - Nasci a 4 de Março de 1932, na ilha de Pemba, em Zanzibar. Na infância já me interessava pela realidade social em que estava inserido. Foi aos 21 anos que decidi entrar na vida política e na luta de libertação nacional que culminou com a libertação do jugo colonial. 

JA - Quando inicia a sua ligação com o movimento pan-africano?

ASI - Nos anos 60, quando estudava ciência política em Inglaterra. Aderi ao Partido Comunista. Daí até chegar ao movimento pan-africano foi um passo inevitável. Devido às actividades que desenvolvia, recebia com frequência convites vindos de países comunistas, em particular, da União Soviética. Concluídos os estudos regressei a Zanzibar.

JA - A sua ligação ao comunismo foi bem aceite? 

ASI - As simpatias comunistas do Partido Nacional de Zanzibar, onde militava, preocupavam o Ocidente e uma vez que Zanzibar se situava dentro da esfera da influência britânica, o governo de Londres vezes sem conta tentou eliminar uma possível revolução. Durante o domínio britânico a temida revolução comunista nunca se materializou. A revolução veio depois e foi responsável pela deposição do sultão de Zanzibar e do seu governo de maioria árabe, dando lugar à República Unida da Tanzânia,

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Livro/TWO NATIONS ONE VISION: A TRAJECTÓRIA COMUM DE MOÇAMBIQUE E ÁFRICA DO SUL



19 junho 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Um livro sobre as relações entre Moçambique e a África do Sul acaba de ser lançado em Maputo, no que é visto como um contributo para que ambas nações continuem a construir relações viradas para o bem comum dos dois países.

Da autoria da diplomata Thandi Lujabe-Rankoe, a obra, “Two Nations One Vision” (Duas nações, uma visão) aborda vários aspectos da trajectória comum dos dois países, sempre com enforque na multiplicidade de relações que vêm sendo construídas desde tempos passados.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Angola/Tanzânia: Líderes africanos apoiam candidatura de França Van-Dúnem

Arusha, 4 junho 2008 - O presidente da União Africana, Jakaya Kikwete, reiterou hoje (quarta-feira), em Arusha (Tanzânia), o seu apoio à candidatura do angolano França Van-Dúnem ao cargo de um dos juízes do Tribunal Internacional do Mar.

Jakaya Kikwete, que é igualmente Presidente da República Unida da Tanzânia, manifestou o seu desejo durante uma audiência, a segunda em menos de 48 horas, concedida ao vice-ministro das Relações Exteriores, George Chikoti, que chefia a delegação angolana à oitava Cimeira "Leon H. Sullivan".

Os presidentes de Moçambique, Armando Guebuza, do Rwanda, Paul Kagame, e do Quénia, Mwai Kibaki, também reiteraram o seu apoio à candidatura de França Van-Dúnem, em encontros separados mantidos com o diplomata angolano.

George Chikoti, que coordena a campanha, foi portador recentemente de mensagens do presidente José Eduardo dos Santos aos seus homólogos de Moçambique, Quénia e do Rwanda, solicitando apoio à candidatura do jurista angolano às eleições de juízes do Tribunal Internacional do Mar, previstas entre os dias 13 e 16 deste mês, em Nova Iorque (EUA).

O vice-ministro das Relações Exteriores manteve encontros com os estadistas africanos, à margem da plenária presidencial hoje observada, no prosseguimento dos trabalhos da oitava Cimeira "Leon H. Sullivan", com término previsto para quinta-feira.

Os delegados provenientes de todos os países de África e dos Estados Unidos da América abordaram hoje as vias a seguir para promoção de políticas coerentes e objectivas sobre as agências de viagens e operadores de turismo, com vista a tornar a industria turística mais forte. (AngolaPress)

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Moçambique e Tanzânia/Investimentos vão acelerar cooperação - destaca Presidente da Republica, no termo da visita a Dar-es-Salaam

O presidente da República, Armando Guebuza, considerou que existem enormes potencialidades para mais investimentos entre Moçambique e a Tanzania, os quais irão acelerar cada vez mais as relações históricas de amizade e cooperação existentes entre os dois países. Falando ontem a jornalistas no termo da visita de trabalho que vinha efectuando desde terça-feira àquele país, Guebuza disse acreditar que a ponte sobre o rio Rovuma, a ser inaugurada próximo ano e o Corredor de Mtwara, irão espevitar o necessário desenvolvimento para benefício das populações dos dois países.

Noticias / Felisberto Arnaça

Maputo, 6 Julho 2007 - Sobre o teor das conversações que manteve com o seu homólogo tanzaniano, Jakaya Kikwete, o Presidente da República afirmou que o espírito é de que se mantenham as relações bilaterais e que as oportunidades de cooperação em vários domínios são imensas, cabendo aos políticos a missão de impulsionar uma parceria global.

“Juntos lutámos e juntos devemos hoje prosperar”, destacou Guebuza na cerimónia de abertura, quarta-feira, da 31ª edição da Feira Internacional de Dar-es-Salaam.
Solicitado a reveler o conteúdo do encontro com os veteranos que apoiaram a luta de libertação nacional, disse que os tanzanianos falaram com muita emoção e amor sobre Moçambique, acrescentando que o país continuará a beneficiar da sua experiência para os seus desafios.

Entretanto, o Alto-Comissário de Moçambique na Tanzania, Amour Zacarias Kupela, disse a jornalistas nacionais que acompanharam a visita do Chefe do Estado que no encontro as partes concluíram que deve haver troca de delegações entre os veteranos que apoiaram a luta de libertação e os antigos combatentes moçambicanos.

As partes concordaram ainda que a ex-base Kongwa, que serviu de berço para treino de guerrilheiros dos movimentos de libertação da África Austral, merece um tratamento condigno, havendo possibilidades de poder vir a ser constituída num museu histórico.

Entretanto, o presidente tanzaniano, que também esteve na conferência de Imprensa, disse que os progressos para a construção da ponte sobre o rio Rovuma, vulgo Ponte da Unidade, são encorajadores e tudo indica que poderá ser concluída próximo ano. Segundo Jakaya Kikwete, as duas partes estão neste momento a conceber novo conceito sobre o Corredor de Mtwara, pois observou, não se pode almejar o desenvolvimento dos dois países a partir da ponte sobre o rio Rovuma sem aquele corredor.

O presidente tanzaniano deverá visitar Moçambique nos próximos tempos a convite do seu homólogo moçambicano, devendo as diplomacias das duas partes precisar a data.