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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O FIM DE UMA ERA: ESTARÁ O PETRODÓLAR SOB AMEAÇA?

5 novembro 2014, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

André Topf

O declínio económico dos EUA e a emergência de outras potências tem expressão também na tendência para a redução do papel do dólar norte-americano enquanto moeda de reserva mundial. Se os mercados globais de energia abandonarem o petrodólar, o domínio global do dólar terá os dias contados.

Recentes negócios e cooperação a alto nível entre a Rússia e a China fizeram soar o alarme no Ocidente enquanto políticos e executivos do gás e petróleo vêem a balança do poder nos mercados globais de energia tender para Oriente.

As razões para um relacionamento mais amistoso entre os dois gigantes têm evidentemente origem na crise da Ucrânia e nas subsequentes sanções ocidentais contra a Rússia, combinadas com a necessidade da China garantir fornecimentos de energia a longo prazo. Mas uma consequência de ligações económicas mais estreitas entre a Rússia e a China pode indicar também o princípio do fim do domínio do dólar americano, e isso poderá

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O NASCIMENTO DO MUNDO DES-AMERICANIZADO

15 outubro 2013, http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

*Pepe Escobar, Asia Times OnlineThe Roving Eye


Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

É isso. A China decidiu que “basta!” Tirou as luvas (diplomáticas). É hora de construir um mundo “des-Americanizado”. É hora de “uma nova moeda internacional de reserva” substituir o dólar norte-americano.

Está tudo lá, escrito, em editorial da rede Xinhua, saído diretamente da boca do dragão. E ainda estamos em 2013. Apertem os cintos – especialmente as elites em Washington. Haverá fortes turbulências.

Longe vão os dias de Deng Xiaoping de “manter-se discreto”. O editorial de Xinhua mostra, em formato sintético, a gota d’água que fez transbordar o copo do dragão: o atual “trancamento” (shutdown) nos EUA. Depois da crise financeira provocada por Wall Street, depois da guerra do Iraque, um mundo “desentendido”, não só a China, quer mudança.

Esse parágrafo não poderia ser mais explícito:

Sobretudo, em vez de honrar seus deveres como potência liderante responsável, uma Washington interessada só em si mesma abusa de seu status de superpotência e gera caos ainda mais profundo no planeta, disseminando riscos financeiros para todo o mundo, instigando tensões regionais e disputas territoriais, e guerreando guerras ilegítimas, sob o manto de deslavadas mentiras.

A solução, para Pequim, é “des-Americanizar” a atual equação geopolítica – a começar