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quinta-feira, 19 de novembro de 2015
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Brasil/Segundo mandato terá como lema principal a Educação, garante Dilma
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Cursos superiores poderão ter selo de qualidade do Mercosul
Uma centena de cursos superiores brasileiros poderá ganhar um selo de qualidade reconhecido pelos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Essa é a idéia do Sistema de Acreditação Regional de Cursos Universitários do Mercosul (ArcuSul), que além de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, membros do bloco, incluirá Venezuela, Chile e Bolívia.
Na primeira fase, que já está aberta para inscrições, serão avaliadas graduações em agronomia e arquitetura. Ao todo, serão reconhecidos 100 cursos. O objetivo do sistema é estabelecer um padrão de qualidade para estreitar as relações entre os países. Entre as possibilidades estão programas de intercâmbio de estudantes e professores, a dupla diplomação em universidades de dois países e a simplificação do processo de validação de diplomas estrangeiros.
“A acreditação é um processo de conferir um selo de qualidade, não é uma avaliação no sentido que se faz hoje no Brasil. É pegar só os que já são bons e dar o selo aos melhores”, explica o presidente do Conselho Nacional de Avaliação Superior (Conaes), Sérgio Franco.
Para se inscrever, a instituição precisa atender a dois critérios básicos: ter pelo menos 10 anos de existência e ser uma universidade, ou seja, integrar ensino, pesquisa e extensão. O processo é voluntário, e o selo será concedido a no máximo 20 cursos brasileiros em cada uma das áreas. No primeiro semestre do ano que vem, poderão se inscrever cursos de medicina veterinária e enfermagem, em seguida, os de engenharia e, em 2010, os de medicina e odontologia.
“No acordo, pediu-se um limite por país – 40% das vagas – para que um só não dominasse o processo. E esse país era o Brasil, porque aqui há uma quantidade muito maior de cursos. Se forem somados todos os cursos de agronomia e arquitetura, o país chega quase ao total de cursos de todas as áreas do Paraguai”, compara Franco.
O presidente da Conaes não acredita que o novo sistema seja excludente. “A idéia não é deixar ninguém de fora, mas favorecer os bons. O nome da instituição que solicitar a acreditação, mas não conseguir, não será divulgado. A lógica aqui é de um selo de qualidade, diferente da lógica do Sinaes [Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior], que é de avaliação e inclusive pode ajudar a separar o joio do trigo.”
Depois de inscrita, a instituição terá quatro meses para fazer uma auto-avaliação e preparar-se para a visita de uma comissão internacional formada por um especialista brasileiro e dois estrangeiros. Os critérios serão a organização didático-pedagógica, a qualidade do corpo docente e técnico, a infra-estrutura e uma avaliação institucional.
O selo será concedido no prazo de um ano e terá validade por seis anos. Após esse período, a universidade que quiser a renovação do selo deve participar de outra convocatória.
O Sistema ArcuSul foi discutido nesta semana, em Brasília, durante o 2° Seminário Internacional de Avaliação da Educação Superior. “Na Europa, existe o chamado Acordo de Bolonha, que partiu de uma tentativa de padronização dos cursos. O que nós queremos aqui é criar critérios de qualidade de nível internacional, para que no futuro possamos trabalhar um acordo Europa-América para que haja integração entre os dois sistemas de acreditação”, adianta Franco.
Na próxima semana, o Conaes divulga uma publicação com todos os detalhes do processo. As instituições interessadas em participar do sistema ArcuSul podem entrar em contato com o conselho pelo e-mail conaes@mec.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email (Agência Brasil)
http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=14783&Itemid=195
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Frustração em Doha exige que Brasil e Argentina multipliquem esforços, diz Lula
Paula Laboissière, enviada especial
4 agosto 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br
Buenos Aires - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (4) que a “frustração” durante as negociações da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), exige que Brasil e Argentina multipliquem esforços para eliminar “distorções” nas barreiras ao comércio exterior. De acordo com Lula, os dois países podem liderar a resposta do Mercado Comum do Sul (Mercosul) ao desafio.
“Nossa aliança estratégica é a espinha dorsal desse projeto. Com o fortalecimento de nosso bloco e as iniciativas de integração regional, estamos lançando as bases de um estado sul-americano verdadeiramente unido e capaz de nos projetar globalmente.”
Ao participar de encontro empresarial entre Brasil e Argentina, Lula destacou que os biocombustíveis, em particular, podem se tornar “importante alternativa” para retirar países pobres da insegurança alimentar e energética, além de representarem promessa na geração de emprego e renda.
O presidente lembrou que o Brasil já é o terceiro maior investidor na Argentina – desde 2002, é o primeiro investidor no país em fluxo de capital. Lula ressaltou que muitas empresas brasileiras apostam na Argentina, por meio de fábricas “tecnologicamente avançadas e competitivas” provenientes de setores “estratégicos” como energia, alimentos, bebidas, têxtil, cimento e siderurgia e que, da mesma forma, capitais argentinos no Brasil conquistam espaço em áreas “cruciais” como infra-estrutura, alimentos e fármacos.
“Uma Argentina industrializada e competitiva fortalece o Brasil e o Mercosul. Por isso, Cristina Kirchner [presidente da Argentina] e eu examinamos medidas concretas para reforçar esse ciclo virtuoso. No Brasil, já estamos dando um passo importante, com a criação de um fundo soberano que ajudará empresas brasileiras e investir na América do Sul e na América Latina.”
De acordo com o presidente, “não tem sido fácil” construir alternativas para resgatar a dívida social brasileira, tarefa que exige vontade política e compromisso, além de políticas macroeconômicas “resistentes”, que possam estimular o investimento produtivo e garantir o crescimento a longo prazo.
Lula disse que a economia mundial vive um momento de turbulências e de incerteza e que as pressões inflacionárias em escala global e a especulação financeira encarecem alimentos, energia e matérias primas.
Ele destacou ainda que os subsídios provenientes de países ricos inibem investimentos em países com vocação agrícola como Brasil e Argentina. “Nossos empresários dos setores agroalimentares têm relevante papel na superação da crise alimentar que o mundo vive. As parcerias entre empresas da região são decisivas para nossa inserção competitiva na economia mundial.”
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/08/04/materia.2008-08-04.2891973966/view
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