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sábado, 26 de setembro de 2009

Moçambique/Governo aposta em capacitar o Exército - Presidente da República, Armando Guebuza, nas celebrações dos 45 anos das FADM, em Chai

A contínua capacitação das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) continuará no topo das acções do Governo, declarou ontem no posto Administrativo de Chai, distrito de Macomia, província de Cabo Delgado, o Presidente da República, Armando Guebuza, falando no acto central das celebrações do 45º aniversário da criação das FADM. Intervindo na sua qualidade de Comandante Chefe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Armando Guebuza pronunciou-se a favor de uma defesa credível, actuante e pronta para defender a soberania, a paz e a estabilidade, condições fundamentais para o desenvolvimento do país.

26 setembro 2009/Notícias

Perante a mais alta hierarquia militar que o foi saudar por ocasião da passagem da data, o Chefe do Estado desafiou o Exército a criar capacidades para que, por um lado, cada unidade militar não dependa de terceiros em produtos de consumo, porque pode produzir, pois cada militar pode adquirir habilidades práticas que possam ser úteis à sua unidade e a si próprio, mesmo depois de passar à disponibilidade ou à reforma.

“Queremos, sobretudo, que continuem a manter a vossa prontidão combativa, quer para o cumprimento da vossa principal missão, quer para operações humanitárias como o resgate das populações vítimas das cheias que têm realizado com êxito, quer ainda para intervenções em missões de apoio à paz na região e noutros pontos do planeta”, sublinhou.

Explicou ainda que com a paz e estabilidade, o seu Executivo vai garantir que os moçambicanos se ocupem da prioridade nacional da actualidade que é a luta pela erradicação da pobreza. “Também com a paz e estabilidade atrairemos mais investimentos nacionais e estrangeiros para gerarem mais renda e postos de trabalho para os moçambicanos”, disse o estadista moçambicano.

Na circunstância, Armando Guebuza saudou a geração do 25 de Setembro, exaltando os homens e mulheres que consentiram sacrifícios, incluindo a sua própria vida para que hoje os moçambicanos fossem um povo livre e independente.

“Foi graças a essa geração de obreiros da nossa nacionalidade, destemidos combatentes e patriotas dedicados à causa maravilhosa do povo, que hoje ocupamos o nosso lugar no concerto das Nações e participamos de forma activa na defesa da paz, segurança e desenvolvimento internacionais”, afirmou.

Por seu turno, o Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyussi, reiterou a fidelidade das FADM para com o seu Comandante Chefe, assumindo o compromisso de que o Exército vai prosseguir com várias actividades, visando a operacionalização de várias actividades para o aperfeiçoamento da sua organização, disciplina e coesão, sempre colocando a formação do Homem no epicentro da sua acção.

“A situação operacional de hoje, porque configura uma realidade transformada, impõe novos desafios para o sector da defesa, no seu conjunto, e às FADM, em particular. A defesa da soberania e integridade territorial, a consolidação da unidade e paz, a garantia do funcionamento normal das instituições democráticas e a manutenção do prestígio de Moçambique no plano externo, particularmente na integração regional, são desafios que acrescentam a nossa responsabilidade e requerem de nós renovada vontade de aprender do exemplo de jovens do 25 de Setembro”, afirmou o titular da pasta da Defesa Nacional.

As cerimónias centrais do 25 de Setembro iniciaram ao princípio da manhã com uma cerimónia de deposição de flores no monumento erguido no local onde foi disparado o primeiro tiro que marcou o início da luta de libertação nacional. (Jaime Cuambe)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Moçambique/Passam hoje 45 anos do início da luta armada


Guerrilheiros da FRELIMO durante a luta armada. Foto: Noticias

Assinala-se hoje, em todo o país, o 45º aniversário do desencadeamento da Luta Armada de Libertação Nacional. A data coincide com mais um aniversário da criação das Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM), hoje Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

25 setembro 2009/Notícias

As celebrações que hoje atingem o seu ponto mais alto com a deposição de coroas de flores nos monumentos erguidos em memoria dos heróis nacionais tiveram o seu início no passado dia 10 de Setembro, num acto orientado pelo Chefe de Estado-Maior General das FADM, Paulino Macarringue.

Segundo este oficial superior, as FADM têm a missão de assegurar de forma permanente a manutenção dos desígnios da paz, de modo a contribuírem para o crescimento social e económico do país, missão que só será possível cumprir se se mantiver a coragem e bravura que sempre caracterizou o Exército moçambicano.

Na ocasião referiu ainda que a celebração desta data constitui um marco incontornável para os moçambicanos, pois reflecte o sentido de determinação do povo na procura da liberdade e da paz.

A ser celebrada sob o lema “Fazer dos 45 anos da criação das Forças Armadas, neste ano de Eduardo Mondlane, uma fonte de inspiração para o prosseguimento da capacitação das FADM” a data vai servir, igualmente, para exaltar a figura do arquitecto da unidade nacional, que inspirado pelo espírito libertador abriu caminho para a construção da moçambicanidade.

“É essa determinação que nos obriga a nós como FADM, a encararmos essa data como momento de reflexão sobre o que fizemos, o que fazemos e que desafios temos para o futuro”, disse Paulino Macaringue, acrescentando que é com base nessa perspectiva que as Forças Armadas têm sabido levar a efeito as suas obrigações quer no plano interno, quer no externo.

Com relação à missão das FADM, Paulino Macaringue explicou que internamente estão a ser desenvolvidas actividades de formação e adestramento visando aprimorar os efectivos como pretensão indispensável para a defesa da pátria e da integridade territorial.

No plano externo e como forma de satisfazer os compromissos internacionais, as FADM encontram-se a participar em diversas missões de apoio à paz como observadores militares.

O programa das comemorações do 25 de Setembro terá como ponto mais alto a deposição de uma coroa de flores no Monumento aos Heróis Moçambicanos, em Chai, província de Cabo Delgado, cerimónia a ter lugar esta manhã.

Refira-se que foi nesta localidade da província de Cabo Delgado que o ex-ministro da Defesa Nacional, Alberto Chipande, deu o primeiro tiro que deu iniciou à luta de libertação nacional a 25 de Setembro de 1964.