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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Financiamento da China a Moçambique aumentou 160% em 2 anos

27 julho 2015, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

A China já é o maior credor de Moçambique, depois de ter aumentado em 160 por cento, desde 2012, o financiamento ao país africano, onde estão a ser preparados importantes investimentos com capital chinês.

O peso do financiamento da China a Moçambique deverá crescer quase 50 por cento, face aos valores actuais do crédito bilateral concedido, com um novo empréstimo de 400 milhões de dólares anunciado na semana passada.

O novo empréstimo destina-se à construção de uma linha de transmissão

terça-feira, 18 de março de 2014

ACWA: O projecto energético bilionário em Moçambique

17 março 2014, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)

A futura ACWA Power Moatize Termoeléctrica (APMT), em Tete, será um dos maiores investimentos da história de Moçambique, mas também apenas o início de uma vaga de novas centrais eléctricas alimentadas a carvão.

A ACWA Power Moatize Termoeléctrica é um consórcio que reúne o grupo brasileiro Vale, a Mitsui do Japão, a ACWA Power da Arábia Saudita, além dos accionistas domésticos Electricidade de Moçambique (5%) e Whatana (8%), sociedade de investimento liderada por Graça Machel.

“Este projecto com um custo estimado em mil milhões de dólares representará

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Moçambique precisa diversificar fontes de energia para cobrir demanda



22 maio 2013, Radio Moçambique http://www.rm.co.mz

Galiza Matos

O vice-ministro da Energia, Jaime Himede, diz que Moçambique, a região da África Austral e o mundo em geral precisam de diversificar as suas fontes de energia para fazer face a demanda imposta pelo desenvolvimento do sector industrial, particularmente nos países em desenvolvimento.

Falando hoje, em Maputo, na cerimónia de abertura do Fórum sobre os Desafios da Indústria Energética

terça-feira, 10 de abril de 2012

Moçambique/Controlo efectivo da HCB permitirá sua integração nas políticas de desenvolvimento

Maputo, 10 abril 2012 (AIM) – O Presidente da República, Armando Guebuza, disse que o controlo efectivo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) pelo Estado moçambicano permitirá a sua integração plena nas políticas e estratégias de desenvolvimento das infra-estruturas energéticas que terão como suporte a diversidade de fontes para a produção de energia em diferentes partes do país. 

A segurança energética, segundo Guebuza, coloca-se como uma questão central à escala planetária dado o seu impacto na criação do bem-estar dos povos e no desenvolvimento das nações.

O Chefe de Estado falava na noite da última Segunda-feira no Banquete Oficial oferecido no Palácio da Ponta Vermelha, em Maputo, ao Primeiro-Ministro português, Pedro Passos Coelho, no âmbito da visita que o chefe do governo luso está a efectuar ao país. 

“Moçambique possui condições para contribuir na superação deste desafio quer a nível regional, quer a nível continental e mundial, a partir da diversidade de fontes para a produção de energia”, disse Guebuza. 

O primeiro desafio do país, segundo o estadista moçambicano, é garantir a segurança energética a nível nacional e, nessa perspectiva, a estratégia de energia consagra o desenvolvimento e aproveitamento do vasto e diversificado potencial de que o país é dotado.

Aliás, é fruto desse potencial diversificado que o país está a registar, com satisfação, progressos de vulto na implementação de projectos nos domínios da produção e transporte de energia eléctrica e do gás natural bem como da extracção do carvão e do uso de energias renováveis.

“A este respeito, merece destaque o projecto de construção da Espinha Dorsal da Rede Eléctrica Nacional, o qual será determinante no escoamento da energia eléctrica a ser produzida no Vale do Zambeze”, sublinhou o Presidente. 

Na materialização destes projectos, Cahora Bassa constitui uma base, não somente de referência mas, e sobretudo, um alicerce na expansão e integração das infra-estruturas energéticas e das indústrias de consumo de energia no país. 

Esses projectos, no seu conjunto, permitirão aumentar a disponibilidade de energia para responder às necessidades do crescimento económico e desenvolvimento social a curto, médio e longo prazo.

Neste contexto, o contributo de Cahora Bassa no fornecimento de energia limpa e a uma escala que acompanha a progressão dos consumos no país e no impulsionamento de novos projectos no quadro duma matriz energética diversificada, é determinante para a segurança e estabilidade energética.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Moçambique assume controlo total da Hidroeléctrica de Cahora Bassa em 2014

29 março 2012/Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China) 

Moçambique vai controlar a partir de 2014 a totalidade das acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), na sequência de um acordo alcançado quarta-feira em Lisboa após três dias de negociações entre delegações de Moçambique e de Portugal sobre o futuro do empreendimento situado na província moçambicana de Tete.

Desde 2007 que Moçambique controla 85 porcento das acções da HCB, sendo que os restantes 15 por cento pertencem a Portugal.

O acordo obtido quarta-feira prevê a alienação, numa primeira fase, de 7,5 por cento do capital social da HCB a favor do Estado moçambicano.

Um comunicado emitido no final dos trabalhos das equipas técnicas que estiveram a discutir o assunto indica que ficou igualmente acordado que a transmissão dos 7,5 por cento remanescentes deverá efectivar-se no prazo máximo de dois anos, altura em que Moçambique passará a deter a totalidade do capital social da barragem. O acordo não indica quanto terá de pagar Moçambique a Portugal pelos 15 por cento.

O jornal Notícias de hoje escreve que a assinatura final do acordo terá lugar em Maputo durante a próxima visita do Primeiro-Ministro português, Pedro Passos Coelho, a Moçambique.

Cahora Bassa, construída durante o regime colonial português, é uma das maiores barragens hidroeléctricas do mundo e tem a capacidade para gerar 2.015 MW de energia.(macauhub)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

China State Grid e REN partem para parcerias em Moçambique, Angola e Brasil


6 fevereiro 2012/Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

Lisboa, Portugal – A entrada da chinesa State Grid Corp no grupo português Redes Energéticas Nacionais (REN), como maior accionista, abre caminho a parcerias luso-chinesas no desenvolvimento de infra-estruturas energéticas em Moçambique, Angola e Brasil.

A criação de duas parcerias em Angola e Moçambique, detidas em partes iguais pela REN e China Grid, é um dos compromissos que o grupo chinês apresentou na sua oferta pela empresa portuguesa, segundo a secretária de Estado do Tesouro portuguesa, Maria Luís Albuquerque.

O grupo chinês fechou na quinta-feira a compra de 25% da REN por 387,15 milhões de euros, pouco mais de um mês depois de a China Three Gorges ter ganho a privatização do grupo EDP – Energias de Portugal, prevendo um investimento de 8,7 mil milhões de euros.

A China Grid entra na REN numa altura em que esta negoceia a aquisição de metade dos 15% do Estado Português na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), em Moçambique, transacção que carece do acordo do Estado moçambicano, que controla a empresa.

A entrada na HCB habilita a REN a participar no estratégico Projecto Cesul, no qual, até 2016, serão investidos 2,4 mil milhões de dólares, na construção de um sistema de transporte de electricidade entre a província de Tete, o sul de Moçambique e também para nações vizinhas.

Segundo a secretária de Estado do Tesouro portuguesa, a quem coube anunciar os resultados da venda de 40% da participação do Estado, o envolvimento entre as duas empresas irá alargar-se ainda ao Brasil, país que tem lugar de destaque nos planos da internacionalização da REN.

Já presente no Brasil, a China Grid assumiu o compromisso de contratar a assessoria técnica da REN naquele país além de, até final de 2012, identificar três projectos para investimento conjunto em redes de transmissão no Brasil.

Em aberto está ainda a extensão da parceria luso-chinesa também ao mercado da China.

O Estado português vendeu 15% da REN à Oman Oil, tendo privatizado um total de 40% do capital social da empresa, e obtido um encaixe de 592 milhões de euros com a operação.

Para o presidente do Banco Espírito Santo Investimento, que juntamente com o Deutsche Bank assessorou a China Grid e a Three Gorges, a REN foi “um segundo grande êxito do programa de privatizações português”, que tem tido “um excelente ritmo de execução”. (macauhub)

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Entrada na portuguesa REN abre o mercado de Moçambique à China State Grid

30 janeiro 2012/Macauhub (China)

Lisboa, Portugal, 30 Jan – A China State Grid está bem posicionada para se tornar no maior accionista do grupo português Redes Energéticas Nacionais (REN) e, por esta via, vir a deter uma participação na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), em Moçambique.

De acordo com a folha de informação Africa Monitor, está previsto que metade dos 15% do Estado Português na HCB sejam cedidos à REN, mas a transacção carece do acordo do Estado moçambicano, que controla a empresa.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Venda de acções de Portugal na HCB: Moçambique defende cumprimento do acordo

O governo moçambicano defende que o negócio de alienação de 15 porcento das acções detidas pelo Estado português na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) deve ser na base do acordo já existente e rubricado entre os dois países no mês de Março do ano passado. O acordo prevê que 7.5 porcento das acções que Portugal ainda detém no empreendimento serão transferidos para a empresa moçambicana, Companhia Eléctrica do Zambeze, devendo a parte igual remanescente ser confiada à RENE- Redes Energéticas Nacionais de Portugal, para posterior venda à empresas portuguesas. Concretizado o negócio, Moçambique passará a deter 92.5 porcento das acções da HCB.

21 junho 2011/Notícias

O negócio deveria estar concluído até 31 de Dezembro de 2010. Entretanto, o jornal “Diário Económico”, de Portugal, publicou numa das suas recentes edições que o processo se encontra bloqueado por divergências “consideráveis” na avaliação do empreendimento.

Reagindo a esta constatação, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, disse a jornalistas moçambicanos, há dias, em Lisboa, que o acordo está explícito e prevê que a venda seja prioritariamente para o Estado moçambicano.

O impasse ocorre num momento em que Portugal enfrenta uma acentuada crise económica e financeira que já levou aquele país a negociar com uma “troika” internacional uma assistência financeira de 78 mil milhões de euros, repartida em partes iguais de 26 mil milhões de euros pelo FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), MEEF (Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Questionado sobre se a situação prevalecente naquele país não estaria a acondicionar a venda das acções portuguesas, o ministro Cuereneia enfatizou que “ao abrigo do acordado entre os dois países há uma preferência por Moçambique”.

“Mesmo por razões do acordo entre Portugal e a “troika”, ainda não houve nenhum contacto com o Governo português em relação a esta matéria”, afirmou o ministro.

Aiuba Cuereneia chefiou uma delegação moçambicana que participou recentemente na quadragésima sexta reunião anual do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Em Lisboa, a equipa moçambicana manteve, de acordo com Cuereneia, contactos bilaterais com representantes do Banco Central e do Tesouro português, bem como de vários níveis de governação daquele país.

“Temos uma série de linhas de crédito com Portugal, na base de um compromisso do Estado português. Acreditamos que esse financiamento vai continuar, mas vamos esperar para ver se há um outro posicionamento do novo governo português”, disse.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Energia hidroeléctrica vai ter prioridade no investimento público em Angola

Luanda, Angola, 23 maio 2011 – O governo de Angola vai dar prioridade à produção de energia hidroeléctrica ao abrigo do programa de investimentos públicos para os próximos 6 anos, a fim de dotar o país de uma maior e mais eficiente capacidade de produção de electricidade, antecipando o consumo futuro, de acordo com a “newsletter” Africa Monitor.

A Africa Monitor, que cita um estudo do governo angolano, adianta que ao Estado caberá a construção de grandes barragens e que este esforço financeiro ascenderá a 20 mil milhões de dólares até 2017, a ser suportado por um fundo alimentado com receitas do petróleo.

O investimento vai dirigir-se ainda a sistemas de transporte e distribuição, adianta a Africa Monitor (http://www.africamonitor.net), que acrescenta estar previsto investimento privado, nomeadamente na construção e exploração de mini-hídricas produtoras de electricidade.

Entre os novos projectos previstos pelo Ministério da Energia e Águas, depois da conclusão da hidroeléctrica de Capanda (Malanje) estão Lahuca, cuja potência instalada é de 2 mil megawatts e Caculo Cabassa.

A elevação da cota da barragem de Cambambe deverá permitir também instalar uma segunda central nesta hidroeléctrica, dotada de 4 grupos de 80 megawatts cada.

Também as barragens do Gove, na província do Huambo, e da Matala vão beneficiar de reparações que permitirão fornecer energia eléctrica à região em que se encontram bem como à província do Bié e a algumas localidades da província de Benguela, segundo revelou recentemente a ministra da Energia e Águas, Emanuela Vieira Lopes.

De acordo com a Empresa Nacional de Electricidade (ENE) de Angola, outro aproveitamento hidroeléctrico em arranque é o das Mabubas, na província do Bengo, que recomeça a funcionar em Julho próximo, indo ainda a capacidade de produção da barragem da Matala, próximo do Lubango, ser aumentada de 26 para 40 megawatts.

Além da construção dos aproveitamentos hidroeléctricos, está em curso a construção de uma central térmica no Zaire, que deverá ter uma potência instalada de 400 megawatts.

Este ano, o governo prevê aumentar a produção de energia eléctrica para 7 mil megawatts, o que deverá satisfazer a maior parte das necessidades do país, mas os investimentos vão prosseguir.

De acordo com a Africa Monitor, a produção de electricidade é ainda considerada escassa, precária e produzida a custos muito altos, nomeadamente com recurso a geradores a gasóleo ou a gás, que asseguram o abastecimento público de energia às principais cidades.

No caso de Luanda, milhares de geradores compensam actualmente a insuficiência dos fornecimentos de energia das barragens de Cambambe e Capanda, inclusivamente para alimentar a iluminação pública.

A rede hidrográfica do território, em especial a bacia do Cuanza, permite produzir energia hídrica, barata e em abundância capaz de atender a grandes exigências domésticas de consumo.

O estudo sublinha que a maior abundância de electricidade, a preços mais competitivos, pode desencadear investimentos em sectores descritos como grandes consumidores de energia, casos das minas, indústria e agro-indústria. (macauhub)