segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Angola/Número de estudantes conheceu grande aumento na última década

Luanda, 27 agosto 2012 (Lusa) - Um dos sucessos registados nos últimos 10 anos do executivo do MPLA, partido que governa Angola desde a independência, em 1975, foi o aumento do número de alunos não universitários em 268 por cento.

Aquele valor consta do conjunto de sucessos referenciados no Programa de Governo do partido, elaborado para as eleições gerais a realizar na próxima sexta-feira.

Em 2002 o efetivo escolar não universitário era de 2.565.542 alunos, em 2008 deu um salto para os 5.658.993 e em 2010 o valor ultrapassou a barreira dos 6 milhões, com 6.168.454, fixando-se este efetivo em 2011 nos 6,7 milhões.

O ano de 2002 foi tomado como referência por ser esta a data da assinatura do Memorando de Entendimento entre as Forças Armadas Angolanas e a guerrilha da UNITA, que pôs fim à guerra civil no país.

Ainda no setor da Educação, o corpo docente também registou naquele período uma evolução assinalável, tendo passado de 83.601 efetivos em 2002, para 179.928 efetivos em 2008 e para 215.412 efetivos em 2010. Em 2011 os docentes não universitários eram 218 mil.

No domínio do ensino superior foram criadas sete universidades públicas, sendo uma academia e 19 instituições públicas autónomas, com as universidades a constituírem-se em 51 unidades orgânicas, integradas em 7 regiões académicas.

Neste setor de ensino universitário, o número de estudantes assou de 13.861 em 2002 para 95.000 em 2008, ultrapassando a fasquia dos 100 mil em 2010, com 116.805, e fixando-se um ano depois nos 150 mil.

São mais de 2 mil os docentes no ensino universitário, que forma anualmente, em média, 1.200 licenciados.

Este aumento foi acompanhado da ampliação do 'campus' universitário da Universidade Agostinho Neto, a mais importante do país, com a inauguração da I fase, estando em conclusão as infraestruturas para os 'campus' universitários da Universidade 11 de Novembro, em Cabinda, e da Universidade Kimpa Vita, na província do Uíge.

Angola conta atualmente com 22 instituições de ensino superior privadas, sendo 10 universidades e 12 institutos superiores.

No programa de governo para a próxima legislatura, o MPLA quer instituir na área da educação o ensino obrigatório e gratuito até ao 1º ciclo do ensino secundário (9 anos de escolaridade), assegurar a entrada de mais 200 mil alunos no ensino superior e enviar mais 6.000 estudantes para o exterior, sobretudo em pós-graduações.

No domínio da saúde é de destacar a descentralização da gestão dos serviços de saúde a nível municipal, o que permitiu um maior foco das administrações e equipas de saúde municipais na melhoria da gestão da saúde e do funcionamento dos serviços.

O resultado tem sido o aumento do acesso universal das populações a cuidados integrados de saúde no nível primário da atenção.

O crescimento económico teve como reflexos positivos, destacados no Manifesto Eleitoral do MPLA, o aumento dos níveis de emprego, com a informação de 2008 para cá foram criados mais de 700 mil postos de trabalho, sobretudo nos domínios da Agricultura e Pescas, Urbanismo e Construção, Comércio, Energia e Águas e Hotelaria e Turismo, embora abaixo do milhão prometidos.

Este desafogo refletiu-se ainda na diminuição dos níveis de incidência da pobreza em Angola que passaram, nos últimos 10 anos, de 68 da população para 36,6% em 2009.


 

Moçambique/Aeroportos internacionais inauguram novos "scanners"

27 agosto 2012/Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz

Aeroportos internacionais moçambicanos inauguraram hoje, em todo o país, novos equipamentos para a inspecção não intrusiva de mercadoria diversa. As cerimónias centrais tiveram lugar no Aeroporto de Chingodzi, na província central de Tete.
Trata-se de “scanners” portáteis que permitem a visualização e detecção de metais, drogas, explosivos, entre outros.
A montagem do referido equipamento deve-se ao empenho da Autoridade Tributária de Moçambique e a empresa concessionária “Kudumba Investimentos”.
Este equipamento enquadra-se no esforço do Governo moçambicano para a modernização tecnológica e aplicação de automatização na fiscalização e controlo aduaneiro.
Falando durante o evento, no Aeroporto Internacional do Maputo, o director-geral adjunto das Alfandegas, Aly Malá, disse que o sistema foi igualmente instalado e inaugurado nos portos e linhas ferroviárias de Nampula, Tete, Inhambane e Maputo no norte, centro e sul do país, e irá permitir uma maior celeridade e segurança no desembaraço aduaneiro.
A modernização dos serviços também visa a facilitação do comércio legítimo, bem como o controlo e fiscalização aduaneiras em todas fronteiras, para impedir a entrada de mercadorias contrabandeadas e contrafeitas, incluindo substâncias nocivas ao ambiente.
”No quadro das facilitações do comércio regional e internacional, o novo equipamento vai contribuir para o desenvolvimento económico e uma perfeita circulação de pessoas, bens e alcance de níveis sustentáveis de arrecadação de receitas aduaneiras, promoção e protecção da economia nacional”, explicou Malá.

Por seu turno, o director de operações da Kudumba, explicou que o equipamento faz uma radiografia (Raio X) do conteúdo embalado, permitindo aos operadores apurar o conteúdo.
(RM/AIM)

 

Venezuela/DECLARACIÓN FINAL DE V CONGRESO DE LOS PUEBLOS DE ABYA YALA


10 agosto 2012/Prensa Indígena, Rádio Nacional de Venezuela http://www.rnv.gob.ve (Venezuela)
 
Para los asistentes al V Congreso de los pueblos de Abya Yala, las palabras más contundente y de compromiso como originarios fue el pronunciamiento de Rosa Montaño Salgado originaria Senut de Colombia “Soy indígena de sangre y corazón”.

El representante de la Confederación Sindical de Comunidades Interculturales de Bolivia Diego Mamani originario Quechua, manifestó, “salvar al plantea, es la tarea de todas las organizaciones del mundo, y en especial de los pueblos indígena, además de defender el agua como derechos humano de todos y para todos”.

Por su parte Enerio Logones, originarios de la nación Tonocoté de Argentina presentó su propuesta “la creación de una oficina dentro de la administración de MERCOSUR ya que Venezuela ahora integra esta organización, la otra propuesta acompañando a lo que propone el presidente Chávez; es que los pueblos indígenas en un tiempo prudencial se conviertan en ejemplo del resto de los pueblos indígenas, que sean un ejemplo de la limpieza de sus suelos y declarar por lo menos en menos de un año libre de basura los territorios indígenas”.

Por la Republica Bolivariana de Venezuela Bernardo Aray, “la experiencia que se tiene en este momento con las poblaciones originarias de Venezuela, es avance importante que debe ser tomado en cuenta por países con poblaciones indígenas sobre todo porque se destaca lo que es la corresponsabilidad entre el gobierno y las poblaciones indígenas a tal cumplimiento de la ley y es la voluntad política del gobierno venezolano de cumplir con esta deuda histórica”.

Las mesas de trabajo que discutieron estuvieron enmarcadas en la climatización, , Integración latinoamericana ALBA, TCP, CELAC y MERCOSUR, lucha por los territorios ancestrales, generar alternativa socio productiva propios de las culturas ancestrales para impulsar el socialismo con la solución a la salvación del planeta frente al insostenible modelo capitalista y autogobierno.

Tres días de debate hasta el amanecer logró la construcción de la declaración final del V congreso Gran Nación Abya Yala, que acontinuamos les presentamos.

DECLARACIÓN FINAL DEL V CONGRESO GRAN NACIÓN ABYA YALA DE LOS PUEBLOS ANTIIMPERIALISTA, POR LA PRESERVACIÓN DE LA PACHAMAMA Y LA SALVACIÓN DE LA ESPECIE HUMANA

Declaración de Kavanayen:

Nosotras y nosotros lideres, voceros, guerreros socialistas y miembros de las comunidades indígenas de Venezuela acompañados de hermanas y hermanos provenientes de argentina, Bolivia, Brasil, Canadá, Colombia, chile, dominica, ecuador, el salvador, estados unidos, Guatemala, México, Nicaragua, panamá, Paraguay, Perú, Surinam y Uruguay reunidos los días 7,8 y 9 de agosto de 2012 en Kavanayen Municipio Gran Sabana del estado Bolívar tierra del pueblo Pemón en ocasión del V congreso gran nación Abya Yala de los pueblos antiimperialista, por la preservación de la pachamama y la salvación de la especie humana desde nuestra cosmovisión y cosmogonía de los pueblos ancestrales del Abya Yala, decidimos:

1. Ratificar nuestra condición antiimperialista consiente que el imperialismo y su faceta belicista representa un peligro cierto para la paz y convivencia mundial perpetuando un sistema de relacionamiento humano basado en la conflictividad social y constituyendo un principal causante del cambio climático que vivimos actualmente.

2. Asumir nuestra condición de defensores de la unidad dentro de la diversidad con un aporte de nuestros pueblos con la integración latinoamericana y caribeña y el fortalecimiento de la soberanía de la región nuestra americana.

3. Reivindicar nuestras prácticas ancestrales en todos los ámbitos de la vida cotidianas como una forma de preservar nuestra identidad, defender nuestros valores la riqueza de los conocimientos en la sociedad y reivindicar la seguridad y soberanía alimentaria de los pueblos milenarios donde se valore la instrumentación de la medicina indígena y los resanadores naturales.

4. Reconocer que la planta sagrada de la coca, es parte de nuestra vida cultural y espiritual.

5. Solicitar una mayor inclusión de los pueblos indígenas en espacios de integración y concertación regional como: ALBA, TCP, MERCOSUR, CELAC Y UNASUR a efectos de visibilizar los movimientos y luchas indígenas y genera redes entre nuestros pueblos para articular propuestas y acciones comunes estamos convencidos que la incorporación de Venezuela al MERCOSUR, podrá fortalecer nuestra presencia y nuestros interés en este bloque integracionista.

6. Promover el intercambio cultural, político y deportivo entre los pueblos, para profundizar el socialismo indoamericano del siglo XXI.

7. Condenar las acciones criminales contra los líderes indígenas que luchan por sus tierras, así como por el derecho a la salud, educación y la defensa del ambiente de sus pueblos.

8. Instar a aquellos estados que aun no lo han hecho como Uruguay y El Salvador a ratificar el convenio 160 de la OIT, el cual constituye un importante instrumento para reconocer la importancia de nuestros derechos.

9. Aplaudir la entrega de titulo de tierra que ha venido adelantado el Gobierno Revolucionario de Venezuela, como una muestra de su voluntad por reconocer el derecho a la demarcación de los territorios ancestrales, en muchos países todavía existimos en una expropiación y explotación de las tierras indígenas con estrategias que responden las políticas de seguridad nacional e interés del gran capital terrateniente que debe dar paso al reconocimiento del derecho de los pueblos indígenas de poseer sus tierras tradicionales.

10. Ratificar la importancia de la formación para la preservación de nuestras culturas y la generación de conciencias criticas que contribuyan a fortalecer el socialismo indoamericano se hace necesario promover talleres, programas universitarios y actividades educativos de nivel básico, medio y técnico superior, mediante las cuales los pueblos indígenas coartamos conocimientos con el resto de la sociedad y evitemos la estigmatización cultural.

11. Generar actividades específicas para sanear nuestros lagos, ríos quebradas y manantiales de todos los cuales deben considerarse técnicas ancestrales que conjuguen las necesidades de nuestras poblaciones para la preservación de la fauna y la flora autóctona de cada pueblo indígena.

12. Diseñar campañas de concientización hacia la población de América Latina y el Caribe para contribuir con la preservación y limpieza de los espacios naturales, así como con los reciclaje y el uso racional de los recursos energéticos.

13. Difundir y visibilizar las experiencias de nuestros pueblos en defensa de los derechos de la pachamama a través de mecanismos escritos, orales y tecnología de información y comunicación.

14. Promover las experiencia de autogestión y transferencia de recursos a las poblaciones indígenas, como una forma de consolidar el poder popular en la democracia participativa y protagónica en este aspecto, saludamos la experiencia conducida por el gobierno revolucionario de Venezuela, de transferir recursos a las comunidades a través de los consejos comunales.

15. saludar el convenio Cuba-Venezuela en materia agroecológica, el cual ha permitido implementar técnicas para la conservación de la tierra y nuevas formas de cultivo a menor escala para el alto consumo y de esta forma encaminar a nuestras comunidades hacia la auto sustentabilidad.

16. Fortalecer el reconocimiento de la mujer como la esencia de la vida y promover la articulación de las redes de mujeres que contribuyan a los procesos formativos políticos y sociales de nuestros pueblos.

17. Exigir el retorno de la abuela Kueca a su territorio ancestral Pemón y denunciar cualquier forma de violación al patrimonio cultural de nuestros pueblos.

18. Fortalecer los procesos organizativos del Congreso Gran Nación Abya Yala y agradecer la hospitalidad del pueblo Pemón y la hermosa Gran Sabana que nos recibió con sus majestuosidad de sus tepuyes y esa energía milenaria, asimismo manifestando la solidaridad y compromiso al comandante presidente Hugo Chávez Frías, para quien invocamos las más altas bendiciones y agradecimiento para su mejoría de salud y quien saldrá victorioso de la nueva batalla de Carabobo en defensa de la patria venezolana que es igualmente la patria de nuestros ancestros.

Dado en Kavanayen a los nueve días del mes de agostos de 2012.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

“IMPÉRIO SE NEGA A ACEITAR NOVA REALIDADE LATINO-AMERICANA”

22 agosto 2012/Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O secretário geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ali Rodríguez Araque, afirmou nesta quarta (22), no Equador, que os países imperiais se negam a assumir as novas realidades vividas pela região latino-americana.

Em uma entrevista à Prensa Latina em Quito, Rodríguez Araque expôs que essa concepção teria levado o Reino Unido a emitir um comunicado com a ameaça de ingressar na embaixada do Equador em Londres para prender o fundador de Wikileaks, Julian Assange.

Depois de qualificar este fato como detestável e indignante para qualquer nação, assinalou que os estados imperiais têm dificuldade de modificar sua cultura, que vai para além do emprego da força, porque estão acostumados a dominar.

Ele disse que como ficam atrasados, presos a essa prática, não terminam de assumir as mudanças experimentadas no mundo e, em particular, nesta região; no entanto, disse, terão que ir assumindo as realidades.

"Os impérios estão hoje em decadência, não só o inglês, mas também o estadunidense, mas resistem a ceder em sua condição e a acatar as relações diplomáticas sobre a base do respeito mútuo entre as nações, de não intervenção nos assuntos internos de outros países e do abandono do uso da força", refletiu.

Rodriguez Araque assinalou que exemplo dessa ação é a instalação de bases militares longe de seus territórios, como o caso das Ilhas Malvinas (pelo Reino Unido), com o pretexto de proteger sua soberania, mas violando sistematicamente a soberania de outro país.

"Terão que reconhecer que o mundo está mudando, segue mudando e o melhor para todos é manter a paz, sustentar relações em igualdade de condições e tirar proveito do que representa uma solução pacífica para o mundo", asseverou.

Considerou que o apoio unânime da Unasul ao Equador é relevante, já que se trata de uma condenação imediata a uma ameaça à soberania de um país da região por um Estado que segue sendo uma potência mundial, ainda que não seja o que foi em décadas anteriores.

Em segundo lugar, reforçou, os países deste bloco integracionista responderam ao tratado constitutivo deste bloco, aos princípios da cooperação e da solidariedade, à identidade de sua cidadania e à defesa do direito internacional, como são a Carta da ONU e a Convenção de Viena.

Considerou que existe abundância de argumentos e fundamentos para o apoio unânime dado ao Equador no seio da Unasul já que, ademais, nesta área geográfica, o direito de asilo é uma tradição comum que deve ser aceita em outras regiões, para uma convivência pacífica na órbita.

O secretário executivo deste agrupamento assinalou que as partes em conflito devem encontrar uma saída. No entanto, alertou, "de Londres deverá ser retirada a ameaça para poder continuar um diálogo, pois, caso contrário, à nação sul-americana será difícil negociar com um revólver apontando à cabeça".

Ele asseverou que a Unasul fará seus esforços para que se atinja uma solução pacífica, como mandam as práticas do direito internacional e como é sua vocação fundacional, além da integração. (Fonte: Prensa Latina)

 

Chomsky: NO SE DEBE DESCARTAR UN POSIBLE ASALTO A LA EMBAJADA DE ECUADOR EN LONDRES

20 agosto 2012/Patria Grande http://www.patriagrande.com.ve (Venezuela)

El intelectual estadounidense Noam Chomsky no descarta la posibilidad de que el Reino Unido pueda incursionar en la Embajada del Ecuador en Londres con el fin de capturar al periodista y fundador de Wikileaks, Julian Assange.

En una entrevista concedida a José María León, del sitio www.gkillcity.com, Chomsky pone de manifiesto su postura ante el papel del Estado en cuanto a su tratamiento con los medios de comunicación; además, habla de una posible intención de Inglaterra de agotar a Assange para que este –cansado y aburrido de estar en un cuarto modesto- se vea obligado a dejar la sede diplomática.

A continuación replicamos una parte de la entrevista publicada en el mencionado sitio web. El documento completo se encuentra en esta dirección: http://bit.ly/QidZJ1

- El gobierno de los Estados Unidos ha emitido una declaración en la cual expresa que este es un problema entre los británicos, los ecuatorianos y los suecos. ¿Cree que es un argumento honesto? ¿Realmente están los Estados Unidos interesados en el destino de Julian Assange?

La afirmación no puede ser tomada en serio, sencillamente. La sombra que acecha sobre todo este asunto es la expectativa de que Suecia envíe de forma rápida a Assange a los Estados Unidos, donde las oportunidades de que reciba un juicio justo son, virtualmente, cero. Eso se evidencia por el trato brutal e ilegal a Bradley Manning y la histeria generalizada del gobierno y los medios sobre Assange. Más allá de esto, para aquellos que creen que los ciudadanos tienen el derecho a saber qué es lo que su gobierno planea y hace –esto es, quienes tienen un persistente afecto por la democracia– Assange no debería enfrentar un proceso judicial sino, por el contrario, ser condecorado con una medalla al honor.

- En una entrevista con Amy Goodman, de Demcoracy Now! usted afirmó que la mayor razón para los secretos gubernamentales es proteger a esos mismos gobiernos de su gente ¿Por primera vez en la historia el mundo está viendo la verdadera cara de la diplomacia?

Cualquiera que estudie documentos desclasificados pronto advierte que el secretismo gubernamental es un esfuerzo para proteger a los hacedores de políticas públicas del escrutinio ciudadano, no para proteger el país de enemigos. Sin duda, ese secretismo es a veces justificado, pero es algo raro, y en el caso de las filtraciones hechas por Wikileaks, no he visto un solo ejemplo que así lo hubiese ameritado.

Sin embargo, esta no es -de ninguna manera- la primera vez que documentos filtrados han expuesto la “verdadera cara de la diplomacia”. Los Papeles del Pentágono es un caso famoso pero la verdad es que este es un asunto constante. Los registros expuestos, inclusive los documentos desclasificados oficialmente, son por lo general bastante impresionantes; aunque es muy raro que esta información sea conocida por el público en general e, inclusive, por la mayoría de la academia.

- En el asunto específico del asilo otorgado por el Ecuador a Assange, se ha argumentado que el gobierno ecuatoriano ha mostrado ambigüedad hacia la libertad de prensa: por un lado mantienen un constante confrontación retórica (que ha sido llevada a las cortes, como los casos de Diario El Universo y los periodistas Juan Carlos Calderón y Christian Zurita, autores del libro Gran Hermano) y por la otra, le otorgan el asilo a Assange ¿Ve usted también la contradicción en esto? ¿O tiene una lectura diferente?

Personalmente, pienso que solo en extremas circunstancias debe ser utilizado el poder estatal para restringir la libertad de prensa, sin importar cuan desgraciado y corrupto sea el comportamiento de los medios. Y sin duda ha habido muchos abusos severos –por ejemplo, hubo un escándalo internacional hace unos años cuando las leyes británicas sobre calumnias fueron utilizadas por una gran corporación mediática para destruir a un pequeño diario disidente por publicar una crítica a una noticia publicada por la gran corporación-. Eso no generó, virtualmente, ninguna crítica. El caso ecuatoriano debe ser examinado individualmente, pero más allá de cualquier conclusión, no tiene porqué pesar en el otorgamiento del asilo a Assange, así como la vergonzosa supresión de la libertad de expresión en el caso británico que mencioné no tendría porqué pesar si Inglaterra otorgase asilo a alguien que justamente tema ser perseguido. Y nadie diría lo contrario en casos de cualquier Estado occidental poderoso.

- Ya que estamos hablando de ambigüedad, ¿hay un doble estándar en la aplicación de la ley por parte de los británicos, ya que en el caso Pinochet la extradición solicitada por Baltazar Garzón fue rechazada?

El estándar gobernante es la subordinación a los intereses del poder. Rara vez hay una desviación.

- ¿Cuál es, en su opinión, el futuro inmediato del caso Assange? ¿Va la policía británica a asaltar la Embajada ecuatoriana? ¿Podrá Assange salir del Reino Unido y, después de ello, permanecer fuera de todo riesgo incluso llegando al Ecuador?

Virtualmente, no hay ninguna posibilidad de que Assange pueda salir del Reino Unido, ni de la Embajada de Ecuador. Dudo mucho de que Inglaterra vaya a asaltar la Embajada, que sería una violación radical del Derecho Internacional, pero tampoco creo que esa opción deba ser descartada. Vale la pena recordar, por ejemplo, el asalto contra la Embajada del Vaticano hecha por fuerzas estadounidenses después de invadir Panamá, en 1989. Las grandes potencias se consideran a sí mismas inmunes al Derecho Internacional y las clases educadas por lo general protegen esa postura. Mi previsión es que los británicos esperarán hasta que Assange no tolere más estar confinado a un pequeño cuarto en la Embajada (que de hecho es un departamento de tamaño modesto).

- En un aspecto más amplio, y para terminar esta entrevista, Slavoj Zizek dijo que no estamos destruyendo el capitalismo, sino atestiguando cómo el sistema se destruye a sí mismo ¿Son los movimientos Occupy, las crisis financiera en Europa y Estados Unidos, el surgimiento de Latinoamérica y otras regiones antes reputadas marginales y el caso Wikileaks signos del derrumbe del sistema capitalista?

Lejos de eso. La crisis financiera en Europa podría ser resuelta, pero está siendo utilizada de palanca para socavar el contrato social europeo; es, básicamente, un caso de lucha de clases. Los registros de la Reserva Federal de los Estados Unidos lucen mejor que la de su par europeo, pero es aún demasiado limitada, y hay otras medidas que podrían adoptarse para paliar la crisis en Estados Unidos, que es una crisis de desempleo, principalmente. Para la población en general, el desempleo es la mayor preocupación pero las instituciones financieras, que tienen una posición dominante en la economía y el sistema político, están más interesadas en recortar el déficit y sus intereses prevalecen. En general, hay una brecha gigante entre el interés público y las políticas públicas. Este es un solo caso. El surgimiento de América Latina es un fenómeno con significado histórico, pero está lejos de remover el sistema de estado capitalista. Y mientras Wikileaks y los movimientos Occupy son irritantes para los poderosos –y una gran ayuda para el público– no son una amenaza para los poderes fácticos dominantes.

Nacido en EE.UU., Noam Chomsky –lingüista y filósofo- es una de las figuras más destacadas del siglo XX, gracias a sus trabajos en teoría lingüística y ciencia cognitiva. Es, asimismo, reconocido por su activismo político, caracterizado por una fuerte crítica del capitalismo contemporáneo y de la política exterior de los Estados Unidos.

Ecuador/MOORE, GLOVER, STONE, MAHER, GREENWALD, WOLF, ELLSBERG URGE CORREA TO GRANT ASYLUM TO ASSANGE

25 June 2012/Just Foreign Policy http://www.justforeignpolicy.org (USA)  

The following letter has been circulated mostly in the United States by Just Foreign Policy. It was hand-delivered to the Embassy of Ecuador in London by Just Foreign Policy's Policy Director Robert Naiman on Monday, June 25. Read the press release.

We also hand-delivered the online petition circulated by Just Foreign Policy, which has been signed by more than 7000 people. That petition - which you can still sign - is here: http://www.justforeignpolicy.org/act/assange-asylum


June 25, 2012

Dear President Correa,

We are writing to urge you to grant political asylum to Julian Assange.

As you know, British courts recently struck down Mr. Assange’s appeal against extradition to Sweden, where he is not wanted on criminal charges, but merely for questioning. Mr. Assange has repeatedly made clear he is willing to answer questions relating to accusations against him, but in the United Kingdom. But the Swedish government insists that he be brought to Sweden for questioning. This by itself, as Swedish legal expert and former Chief District Prosecutor for Stockholm Sven-Erik Alhem testified, is “unreasonable and unprofessional, as well as unfair and disproportionate.”

We believe Mr. Assange has good reason to fear extradition to Sweden, as there is a strong likelihood that once in Sweden, he would be imprisoned, and then likely extradited to the United States.

As U.S. legal expert and commentator Glenn Greenwald recently noted, were Assange to be charged in Sweden, he would be imprisoned under “very oppressive conditions, where he could be held incommunicado,” rather than released on bail. Pre-trial hearings for such a case in Sweden are held in secret, and so the media and wider public, Greenwald notes, would not know how the judicial decisions against Mr. Assange would be made and what information would be considered.

The Washington Post has reported that the U.S. Justice Department and Pentagon conducted a criminal investigation into "whether WikiLeaks founder Julian Assange violated criminal laws in the group's release of government documents, including possible charges under the Espionage Act." Many fear, based on documents released by Wikileaks, that the U.S. government has already prepared an indictment and is waiting for the opportunity to extradite Assange from Sweden.

The U.S. Justice Department has compelled other members of Wikileaks to testify before a grand jury in order to determine what charges might be brought against Mr. Assange. The U.S. government has made clear its open hostility to Wikileaks, with high-level officials even referring to Mr. Assange as a “high-tech terrorist,” and seeking access to the Twitter account of Icelandic legislator Birgitta Jónsdóttir due to her past ties to Wikileaks.

Were he charged, and found guilty under the Espionage Act, Assange could face the death penalty.

Prior to that, the case of Pfc. Bradley Manning, the U.S. soldier accused of providing U.S. government documents to Wikileaks, provides an illustration of the treatment that Assange might expect while in custody. Manning has been subjected to repeated and prolonged solitary confinement, harassment by guards, and humiliating treatment such as being forced to strip naked and stand at attention outside his cell. These are additional reasons that your government should grant Mr. Assange political asylum.

We also call on you to grant Mr. Assange political asylum because the “crime” that he has committed is that of practicing journalism. He has revealed important crimes against humanity committed by the U.S. government, most notably in releasing video footage from an Apache helicopter of a 2007 incident in which the U.S. military appears to have deliberately killed civilians, including two Reuters employees. Wikileaks’ release of thousands of U.S. State Department cables revealed important cases of U.S. officials acting to undermine democracy and human rights around the world.

Because this is a clear case of an attack on press freedom and on the public's right to know important truths about U.S. foreign policy, and because the threat to his health and well-being is serious, we urge you to grant Mr. Assange political asylum.

Thank you for your consideration of our request.


Michael Moore, Film Director
Danny Glover, Film Director
Oliver Stone, Film Director
Bill Maher, Comedian, Television Host, Political Commentator, Author
Naomi Wolf, Author
Daniel Ellsberg, Vietnam War Whistleblower
Glenn Greenwald, Constitutional lawyer and columnist, Salon.com
Noam Chomsky
Patch Adams, MD
Chris Hedges, Journalist
Tariq Ali, Historian and Filmmaker (UK)
Jemima Khan, Writer and Campaigner (UK)
Ron Kovic, Vietnam veteran, anti-war activist, author of Born on the Fourth of July
Coleen Rowley, retired FBI agent & former Minneapolis Division Legal Counsel, one of three “whistleblowers” named Time Magazine’s “Persons of the Year” in 2002
Ann Wright, US Army Colonel (Retired) and former US diplomat
Ray McGovern, Former U.S. Army officer and longtime senior CIA analyst (ret.)
Thomas Drake, NSA Whistleblower, Bill of Rights Activist
Sibel Edmonds, Founder & Director- National Security Whistleblowers Coalition (www.nswbc.org )
Linda Lewis, Board Member, Whistleblower Support Fund
Kent Spriggs, Guantanamo habeas counsel
Jesselyn Radack, National Security & Human Rights Director, Government Accountability Project
Jacob Appelbaum, Developer, The Tor Project
Mark Weisbrot, Co-Director, Center for Economic and Policy Research
Medea Benjamin, Cofounder, Global Exchange
Kathy Kelly, Co-coordinator, Voices for Creative Nonviolence
Kevin Martin, Executive Director, Peace Action
Mark Johnson, Executive Director, Fellowship of Reconciliation
Annie Bird, co director, Rights Action
Denis J. Halliday, UN Assistant Secretary-General 1994-98. National of Ireland
Leslie Cagan, co-founder, United for Peace and Justice
Bill Fletcher, Jr., Co-author, "Solidarity Divided: The Crisis in Organized Labor and A New Path Toward Social Justice"
Kevin Gosztola, writer for Firedoglake, co-author, Truth & Consequences: The US vs. Bradley Manning
Russ Wellen, Foreign Policy in Focus
James Early, Board Member, Institute for Policy Studies
Jim Naureckas, Fairness & Accuracy in Reporting
Sam Husseini, Director, Washington Office of the Institute for Public Accuracy
Robert Naiman, Policy Director, Just Foreign Policy

Jane Hirschmann, Jews Say No! New York, organizer, U.S. Boat to Gaza
Richard Levy, lawyer, passenger, U.S. Boat to Gaza
Kit Kittredge, Passenger, US Boat to Gaza
Erin Deramus, passenger, U.S. Boat to Gaza
Nic Abramson, passenger, U.S. Boat to Gaza
Helaine Meisler, Orton-Gillingham Learning Specialist, Helaine Meisler Learning Center, Woodstock, New York
Laurie Arbeiter, Artist/Activist, WE WILL NOT BE SILENT
Johnny Barber, Photographer/Activist
Gail Miller, Social Worker/Activist, Women of a Certain Age
Carol Murry, Doctor of Public Health, Hawaii
Libor Von Schönau, OccupyWallStreet Legal, New York
Charlotte Wiktorsson, Doctor, Sweden
David K. Schermerhorn, Deer Harbor, WA, passenger, U.S. Boat to Gaza
Hedy Epstein, St. Louis, passenger, U.S. Boat to Gaza
Paki Wieland, MA, passenger, U.S. Boat to Gaza
Felice Gelman, Wespac, New York
Linda Durham, Founder, The Wonder Institute
Winston Weeks, Policy Analyst, Citizens Education Project, Salt Lake City, UT
Ellen Barfield, Veterans For Peace
Gar W. Lipow, journalist, member of Olympia Movement for Justice and Peace, author of Solving the Climate Crisis through Social Change
Stephen Sander, Lawyer, Sydney, Australia

Mayo C. Toruño, Professor and Chair, Economics Department, California State University, San Bernardino
Julio Huato, Associate Professor of Economics, St. Francis College
Michael Brun, Visiting Assistant Professor, Department of Economics, Illinois State University
James G. Devine, Professor of Economics, Loyola Marymount University

Michael A Leb
owitz, Professor Emeritus, Economics (Canada)
Marta Harnecker, writer (Chile)
Dana Frank, Professor, Department of History, University of California, Santa Cruz
Adrienne Pine, Assistant Professor of Anthropology, American University
Miguel Tinker Salas, Professor, Latin American History, Pomona College
Steve Ellner, Professor of Political Science, Johns Hopkins University/Universidad de Oriente, Venezuela
Marc Becker, Professor of Latin American History, Truman State University
Dr Francisco Dominguez, Head of Centre for Brazilian and Latin American Studies, Middlesex University, London, UK
Peter Hallward, Professor of Philosophy, Kingston University London
Doug Hertzler, Associate Professor of Anthropology, Eastern Mennonite University
Arturo Escobar, Dept. of Anthropology, University of North Carolina, Chapel Hill
Carolyn Eisenberg, Professor of US Foreign Policy, Hofstra University
Vijay Prashad, Professor of International Studies, Trinity College, USA
T.M. Scruggs, Professor Emeritus, University of Iowa
Ellen Schrecker, Professor of History, Yeshiva University
Antonia Darder, Leavey Endowed Chair of Ethics and Moral Leadership, Loyola Marymount University, Los Angeles
Demetra Evangelou, Professor, Purdue University
Gilbert G. Gonzalez, Professor Emeritus, University of California, Irvine
Renate Bridenthal, Professor (retired), City University of New York
A. Belden Fields, Professor Emeritus, Political Science, University of Illinois
C. G. Estabrook, Visiting Professor (retired), University of Illinois


 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Persiste amenaza británica contra Ecuador, advierte Correa

21 agosto 2012/Prensa latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)
 
El presidente de Ecuador, Rafael Correa, advirtió que persiste hoy la
amenaza de intervención del Reino Unido en la Embajada de este país en Londres para arrestar al australiano Julian Assange, fundador de Wikileaks. (RadioPL)

"Lo dijeron por escrito. En todo caso el Reino Unido no se ha retractado, no ha pedido disculpas. Existe el peligro", precisó Correa en un programa televisivo hace pocas horas.

Respecto a los pasos a seguir por Ecuador, dijo que se reaccionará con firmeza, con la ley en la mano y el respeto al derecho internacional ante este hecho intolerable.

Correa consideró la intención expresada desde el Reino Unido como una violación de la soberanía y además una acción suicida porque, argumentó, más tarde se podrían violar las sedes diplomáticas de ese país en todos los rincones del mundo.

"Sería un precedente nefasto", aseveró el mandatario en el programa Perspectiva 7 de la televisión pública nacional, en la que agregó que el mayor perjudicado será el propio Reino Unido, si tomara una acción de ese tipo.

Manifestó que se proseguirán las gestiones ecuatorianas en organismos internacionales, tras la condena unánime de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) y la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA).

En el caso de la Organización de Estados Americanos (OEA), cuyos cancilleres se reunirán el venidero día 24 en Washington, Correa indicó que espera también el rechazo a las advertencias británicas a Quito.

Adelantó que apelarán a la solidaridad internacional y llegarán a instancias de la ONU, aunque descartó que sea en la Asamblea General, al considerar que en esa reunión se pierde tiempo y existen otros niveles a los cuales es posible acudir.

Se cuestionó el hecho de que Estados Unidos y el Reino Unido no sean signatarios indistintamente de convenciones o tratados internacionales, como el Pacto de San José y la Corte Internacional de La Haya, como sí lo son la mayoría de los países latinoamericanos.

Sobre la posición de Canadá y Estados Unidos en el seno de la OEA de que la amenaza británica a Ecuador es un asunto que deben resolver los dos países en cuestión, Correa señaló que en caso de que fuera uno de ellos, seguro sería un asunto de preocupación mundial.

Refirió que estas crisis sirven para que se consolide la patria grande latinoamericana, porque unen a sus pueblos de manera impresionante y eso ayuda a la integración.

También negó que Assange o Ecuador impidan la aplicación de la justicia sueca y señaló que por el contrario se brindaron las facilidades en la legación diplomática para su declaración por presuntos delitos sexuales.

En este caso, explicó, no se dieron garantías de que no sería extraditado a Estados Unidos, donde probablemente sea juzgado con pena de muerte al existir presiones políticas sobre él.

Correa afirmó que siempre han estado abiertos al diálogo, pero jamás negociaron la soberanía de Ecuador, por lo que la actitud británica fue de intransigencia, y sin embargo, desde ese país no se extraditó a Augusto Pinochet (exdictador chileno) en su momento.

Señaló que agradece los buenos oficios de cualquier nación, pero Ecuador y el Reino Unido son dos gobiernos responsables que pueden conversar directamente sobre el tema.

Assange permanece refugiado desde el pasado 19 de junio en la Embajada de Ecuador en Londres y procura evitar su entrega a Suecia, y desde allí ser extraditado a Estados Unidos, el país más perjudicado por los cables de WikiLeaks.

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Equador/"UNIR CONTRA A OPRESSÃO"-- Julian Assange

DECLARAÇÃO OFICIAL A PARTIR DA EMBAIXADA EQUATORIANA


por Julian Assange*

20 agosto 2012, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)


Estou aqui porque não posso estar mais próximo de vocês.

Obrigado por estarem aqui.

Obrigado pela vossa resolução e generosidade de espírito.

Na quarta-feira à noite, depois de uma ameaça enviada a esta embaixada e de a polícia ter descido sobre este edifício, vocês vieram no meio da noite para guardarem-no e convosco trouxeram os olhos do mundo.

Dentro da embaixada, após escurecer, eu podia ouvir equipes da polícia a enxamearam dentro do edifício através da escada de incêndio interna.

Mas eu sabia que ali estariam testemunhas.

Se o Reino Unido não jogou fora as Convenções de Viena naquela noite foi porque o mundo estava a observar.

E o mundo estava a observar porque vocês estavam ali.

Da próxima vez que alguém lhes disser que é inútil defender os direitos que valorizamos, recordem-se da vossa vigília na escuridão do lado de fora da Embaixada do Equador – e de como pela manhã o sol nasceu num mundo diferente, e de uma corajosa nação latino-americana que se ergue pela justiça.

E assim, àquelas pessoas corajosas:

Agradeço ao Presidente Correa pela coragem que tem mostrado ao considerar e garantir-me asilo político.

E agradeço ao governo e ao ministro das Relações Exteriores, Ricardo Patiño, que tem sustentado a constituição equatoriana e a sua noção de direitos universais ao considerar o meu caso.

E ao povo equatoriano por apoiar e defender a sua constituição.

Tenho uma dívida de gratidão para com a equipe desta embaixada cujas famílias vivem em Londres e que têm manifestado hospitalidade e gentileza para comigo apesar das ameaças que têm recebido.

Nesta sexta-feira haverá uma reunião de emergência em Washington D.C. dos ministros dos Negócios Estrangeiros da América Latina para tratar desta situação.

Assim, estou grato aos povos e governos da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Peru, Venezuela e todos os outros países latino-americanos que vieram em defesa do direito de asilo.

Ao povo dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Suécia e da Austrália que me têm apoiado com força, ao passo que os seus governos não. E àquelas cabeças mais sábias no governo que ainda estão a combater pela justiça. Este dia chegará.

À equipe, apoiantes e fontes do WikiLeaks cuja coragem, compromisso e lealdade nunca se viu igual.

À minha família e meu filho a quem foi negado o seu pai. perdoe-me. Estaremos reunidos em breve.

Como a WikiLeaks permanece sob ameaça, assim também permanece a liberdade de expressão e a saúda das nossas sociedades.

Devemos utilizar este momento para articular a opção com que se depara o governo dos Estados Unidos da América.

Retornará e reafirmará os valores sobre os quais foi fundado?

Ou inclinar-se-á para o precipício arrastando-nos todos para um mundo perigoso e opressivo no qual jornalistas caem silenciosos sob o medo da perseguição e os cidadãos devem murmurar na escuridão?

Digo que deve voltar atrás.

Peço ao Presidente Obama que faça a coisa certa.

Os Estados Unidos devem renunciar à sua caçada de feiticeiras contra a WikiLeaks.

Os Estados Unidos devem desfazer a sua investigação do FBI.

Os Estados Unidos devem prometer que não procurarão processar nossa equipe ou nossos apoiantes.

Os Estados Unidos devem comprometer-se perante o mundo a que não perseguirão jornalistas por lançarem uma luz sobre os crimes secretos dos poderosos.

Não deve haver mais conversas tolas acerca de processar qualquer organização de media, seja a WikiLeaks ou o New York Times.

A guerra da administração estado-unidense aos denunciantes deve acabar.

Thomas Drake, William Binney, John Kirakou e os outros heróicos denunciantes dos EUA devem ser perdoados e compensados pelos sofrimentos que aguentaram ao serviço do registo público.

E o soldado do Exército que permanece numa prisão militar em Fort Leavenworth, Kansas, que a ONU descobriu tem aguentado meses de detenção tormentosa em Quantico, Virginia, e que ainda tem – após dois anos de prisão – de ir a julgamento, deve ser libertado.

E se Bradley Manning realmente fez aquilo de que é acusado, ele é um herói, um exemplo para todos nós e um dos mais importantes prisioneiros políticos do mundo.

Bradley Manning deve ser libertado.

Na quarta-feira, Bradley Manning passou o seu 815º dia de detenção, sem julgamento. O máximo legal é 120 dias.

Na quinta-feira, meu amigo Nabeel Rajab, foi sentenciado a três anos por um tweet.

Na sexta-feira, uma banda russa foi sentenciada a dois anos na prisão por uma actuação política.

Há unidade na opressão.

Deve haver absoluta unidade e determinação na resposta.


19/Agosto/2012
*Fundador da WikiLeaks .

O original encontra-se em
http://www.countercurrents.org/assange190812.htm

O REINO UNIDO COMO "ESTADO CANALHA"

21 agosto 2012/Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)


por Atilio A. Boron*


A partir de fins do século passado, ganhou crescente aceitação na opinião pública internacional a expressão "estado canalha". Incentivado pela máquina propagandística norte-americana, o conceito tinha como objetivo satanizar os países hostilizados por Washington, com a evidente intenção de justificar as agressões do império. Nesta lista estavam inclusos Afeganistão, Coreia do Norte, Cuba, Iraque, Irã, Líbia, Sérvia-Montenegro, Sudão e Síria. Atualmente, a listagem se reduziu a cinco países, porque graças às políticas de promoção de "mudanças de regime" (eufemismo para evitar dizer "intervenção aberta dos EUA"), Afeganistão, Iraque, Líbia e Sérvia-Montenegro foram incorporados à categoria de nações democráticas. O Sudão, por sua vez, foi dividido em dois e a região rica em petróleo se converteu em Sudão do Sul. O resto continua sendo um "estado canalha".

Porém, as reviravoltas da história ou a "astúcia da razão" hegeliana fizeram com que hoje esse termo se volte contra seu criador. Os estigmatizados o eram por sua pretensa violação aos direitos humanos, seu apoio ao terrorismo e suas armas de destruição maciça constituíam ameaças letais à comunidade de nações. Cuba, a maior exportadora mundial de professores e médicos permanece nessa lista da infâmia até os dias de hoje! Em síntese, eram governos que violavam a legalidade internacional e, por isso mesmo, a obrigação dos Estados Unidos e seus aliados era acabar com esse flagelo. No entanto, foram dois eminentes intelectuais norte-americanos, Noam Chomsky e William Blum, e um cineasta, Oliver Stone, que desconstruíram o argumento da Casa Branca ao fundamentar as razões pelas quais o principal "estado canalha" do planeta e a maior ameaça terrorista à paz mundial não era outro senão os Estados Unidos.

O Reino Unido não fica atrás como "estado canalha". Nos últimos tempos fez mais que o suficiente para dividir o pódio com seu descendente do outro lado do Atlântico. A evidência é espantosa e se algo faltava às suas reiteradas manifestações de desprezo perante a legalidade internacional, representada pelas resoluções da Assembleia Geral e o Comitê de Descolonização das Nações Unidas, no caso das Ilhas Malvinas (bem como em mais outros 9 casos, totalizando 16), a atitude de Londres em relação à Julian Assange acaba com qualquer dúvida sobre o assunto. Seria possível afirmar que, com a gestão de David Cameron, o Reino Unido se converteu em um autêntico "violador em série" de leis e tratados internacionais.

Bravatas, como o envio do destróier Dauntless às Malvinas, empalidecem diante da denúncia do chanceler equatoriano Ricardo Patiño afirmando que o governo britânico transmitiu a Quito uma "ameaça expressa e por escrito de que poderiam assaltar nossa Embaixada do Equador em Londres caso não entregassem Julian Assange". O Secretário de Assuntos Estrangeiros do RU ratificou, posteriormente, essa ameaça que viola a Convenção de Viena, onde se estabelece a inviolabilidade das sedes diplomáticas (extensiva à residência dos embaixadores, automóveis das embaixadas e às bagagens diplomáticas), coisa que nem os sanguinários ditadores como Jorge R. Videla e Augusto Pinochet atreveram a desrespeitar. Basta lembrar que o ex-presidente Héctor Cámpora ficou refugiado na embaixada do México em Buenos Aires durante cinco anos e, quando obteve asilo político, saiu do país sem ser molestado. No entanto, Londres assegurou, ainda que o Equador já tenha concedido o asilo a Assange, não o deixará sair da embaixada.

Assim, transgride o que explicitamente estabelece a Convenção sobre o Estatuto dos Refugiados que o próprio RU assinou, descumprindo na prática com sua desobediência. É que o delito cometido por Assange tornou-se imperdoável ao tornar pública a corrupção e os crimes cometidos e mantidos em segredo pelo império. Em consequência, os Estados Unidos vem mobilizando suas forças a nível mundial para acossá-lo, ainda que seja violando todas as leis e tratados internacionais e atropelando todas as liberdades e direitos humanos, para dar a ele o castigo que merece.

A imprensa hegemônica de todo o mundo aplaude a "coragem de Londres". É que o RU é um dócil peão da estratégia imperial, como também o é o atual governo sueco e, pior ainda, o da Austrália, país do qual é oriundo Assange e que, de maneira escandalosa, ignorou o caso. Claro, em novembro de 2011, Barack Obama anunciou que enviaria uma tripulação de 2.500 marines a uma nova base a ser inaugurada em Camberra, na Austrália, como primeiro passo de uma estratégia muito mais ambiciosa para conter o "expansionismo chinês" nesse país. Diante disso, como poderia o governo australiano preocupar-se com a sorte do atualmente mais famoso de seus cidadãos?

17/Agosto/2012
 
*Sociólogo, professor universitário, argentino.

THE NEXT NEO-CON/GLOBALIST TARGET: THE INVIOLABILITY OF EMBASSIES AND DIPLOMATIC MISSIONS

20 August 2012/ Strategic Culture Foundation on-line journal http://www.strategic-culture.org
The forces of globalist neo-conservatism have now decided to attack another institution long-protected by international law: the extraterritorial diplomatic protection afforded to foreign embassies and diplomatic missions. Although WikiLeaks founder Julian Assange is a very unsympathetic figure – owing to his outlandish ego, attempts to extort money from donors and newspapers in return for releasing classified U.S. State Department cables, and his reported personal hygiene issues – the threat by the United Kingdom to forcibly enter the embassy of Ecuador in London to arrest Assange on an arrest warrant from Sweden is an attempt by a World War II-era five-nation intelligence partnership to flex its muscles. But the threats against Ecuador’s embassy could have tremendous blow-back if the protection afforded to embassies becomes yet another victim of the steady march toward global fascism.
To protect its power, which has never been greater, the UK-USA alliance of intelligence-sharing nations, which includes the «First Party,» the United States, and the «Second Parties» of the United Kingdom, Australia, Canada, and New Zealand in a core group of «Five Eyes» English-speaking nations but also includes a number of non-English speaking «Third Party» nations, including Sweden, which share varying degrees of intelligence with the alliance, is flexing its muscles in the Assange case. Sweden continues to provide the UK-USA alliance with signals intelligence data, which, ironically, is collected from Swedish embassies abroad. In fact, former British MI-5 counterintelligence officer Peter Wright and former Canadian Communications Security Establishment (CSE) agent Mike Frost wrote books detailing the repeated breaking and entering into embassies and other diplomatic missions by Western intelligence agencies to plant bugs, steal cryptographic code books, and photograph classified documents. Missions involved in the UK-USA alliance’s violation of diplomatic protocol included the Egyptian embassy in Stockholm, broken into by Swedish intelligence and the Israeli Mossad, and the presence inside the Swedish embassy in Helsinki, Finland of a covert signals intelligence unit linked to NSA that monitored the Soviet Union. It should be no surprise that Britain’s threat against the Ecuadorian embassy could result in a number of nations deciding to storm Western embassies to retrieve the spy equipment that routinely eavesdrops on government and commercial communications in various capital cities around the world, from Abidjan and Bangkok to Quito and Caracas.
The Obama administration, in particular, has been very aggressive in its pursuit of government leakers and has already convicted or indicted six U.S. intelligence agency personnel under the arcane and rarely used 1917 Espionage Act. Among those indicted is Army Private First Class Bradley Manning, who is being court-martialed at the Fort Meade, Maryland U.S. Army base where the U.S. National Security Agency (NSA) happens to be headquartered.
Manning has been charged with leaking over 250,000 State Department cables to WikiLeaks and the Obama administration has shown it is willing to go to great lengths to stage criminal trials to send a message to any other would-be leakers.
The United States would also like to get its hands on Assange for the leaking of private e-mails from the intelligence firm Stratfor, which employs a number of former U.S. intelligence agency officials and appears to have more than a casual relationship with Israel.
In what can only be described as a vendetta for the State Department cable, Stratfor e-mail and other disclosures, the United States, working with its intelligence partners Britain, Australia, and Canada, are trying to get Assange bagged by the British. Sent to Sweden to answer questions about sexual assault charges, and ultimately be transferred to the United States to stand trial under the Espionage Act.
The 1961 Vienna Convention on Diplomatic Relations explicitly states in Article 22 that «the premises of a diplomatic mission, such as an embassy, are inviolate and must not be entered by the host country except by permission of the head of the mission.
Furthermore, the host country must protect the mission from intrusion or damage. The host country must never search the premises, nor seize its documents or property. Article 30 extends this provision to the private residence of the diplomats». The Vienna Convention on Consular Relations of 1063 explicitly states in Article 31 that «the host nation may not enter the consular premises, and must protect the premises from intrusion or damage». The United States, Britain, Sweden, and Australia, the countries that are involved in Britain issuing a demarche to the Ecuadorian embassy, which, citing an obscure 1987 British law called the Diplomatic and Consular Premises Act, stated that the diplomatic immunity of the embassy could be revoked long enough for British police to enter the building to arrest Assange. Former British diplomats decried the demarche as a violation of international law.
The Sydney Morning Herald obtained documents from the Australian Department of Foreign Affairs and Trade that Australian government officials, including Prime Minister Julia Gillard, ambassador to the United States Kim Beazely, Foreign Minister Bob Carr, Deputy Foreign Secretary Gillian Bird, and former Foreign Minister Kevin Rudd, were all involved in classified briefings with the Australian Security Intelligence Organization (ASIO) and the Australian Secret Intelligence Service (ASIS) concerning the Manning trial – including «WikiLeaks release of ASIO-derived information» – and the possible extradition of Assange to the United States to face charges under the Espionage Act.
The United States cried foul when Iranian students stormed the U.S. embassy in Tehran in 1979 and held a number of diplomats and military personnel hostage for 444 days. It should also be noted that the Reagan-Bush campaign was secretly negotiating with Iran to keep the hostages until after the 1980 presidential election as a way to cost embattled President Jimmy Carter the election. The hostages in Iran were released at the very moment Reagan was sworn in as president on January 20, 1981. The Vienna Conventions were perfectly negotiable to the Reagan-Bush campaign team in their successful attempt to cost Carter the White House.
President George H. W. Bush had no problem violating the diplomatic immunity of the Vatican embassy in Panama City in 1989’s Operation Nifty Package, which saw U.S. special operations personnel surround the embassy and subject it to a psychological warfare operation, including playing deafening rock music, to force the Papal Nuncio to order Panamanian dictator Manuel Noriega to leave the embassy and be arrested by U.S. troops.
However, in the same year that saw Noriega plucked from the Vatican embassy in Panama, the United States protected Chinese dissident Fang Lizhi in its embassy in Beijing. Fang was allowed to depart the embassy for the United States after negotiations between Washington and Beijing. At no time did China threaten to invade the U.S. embassy. In April of this year, Chinese dissident Cheng Guangchen sought asylum in the U.S. embassy in Beijing. The U.S. worked out a deal that saw Cheng, his wife, and two children allowed to fly to the United States after he voluntarily left the embassy.
Hungarian Roman Catholic Cardinal Jozsef Mindszenty gained asylum and lived in the U.S. embassy in Budapest from 1956 to 1971. Again, at no time did Hungary threaten to invade the embassy to arrest the prelate.
However, the United States and its intelligence allies now seek to violate international law to snatch someone who poses a threat to the special intelligence alliance. In Noriega’s case, Bush knew the wily Panamanian leader threatened to expose Bush’s personal involvement in Iran-contra and drug smuggling by the CIA into the United States.
The UK-USA alliance will stop at nothing to make an example of Manning and Assange, even though the damage from the leak of the State Department cables is negligible. Most of the cables’ information, none of which was higher than Secret, was based on conversations heard at diplomatic cocktail receptions, over coffee between U.S. diplomats and host country officials, and even English translations of gossip from foreign tabloids. Ever since 9/11, the United States has over-classified government information, a policy that has resulted in criticism from government information security oversight officials.
Heads of government of alliance nations have literally been thrown out of office in carefully-plotted constitutional coups or from «sudden death syndrome» after they threatened to expose aspects of the intelligence alliance. The leaders include New Zealand Labor Prime Minister Norman Kirk, who died suddenly from heart failure in 1974 at the age of 51; Australian Prime Minister Gough Whitlam, ousted in 1975 in a CIA-inspired government coup; and New Zealand Prime Minister David Lange, ousted in a Cabinet revolt in 1989.
The United States and Canada voted «no» on a request by Ecuador to hold an emergency foreign ministers meeting of the Organization of American States (OAS) on Britain’s threat to the London embassy. But an overwhelming number of Latin American and Caribbean nations voted «yes». The «Five Eyes» are increasingly worried that they will be poked out by a gathering force of nations no longer willing to put up with the Anglo-Saxon chicanery.