quarta-feira, 3 de abril de 2013

O VATICANO E A AMÉRICA LATINA



31 março 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Por Fernando Damasceno, no sítio da CTB

Nas últimas semanas, não foram poucas as análises que tentaram explicar os motivos que levaram o Vaticano a escolher um papa latino-americano. Um ponto de vista expressado tanto por autores mais à esquerda quanto à direita viram no gesto uma tentativa de combater dois “males” que afetam a América Latina neste começo de século: o crescimento evangélico e a ascensão de líderes políticos progressistas em diferentes países da região.

De ingênua a Igreja Católica, obviamente, não tem nada. No final dos anos 70, a escolha do papa João Paulo 2º já se dera para fortalecer o combate ao comunismo no leste europeu. Para alguns autores, o papel desempenhado pelo Vaticano, somado à política implementada por Margaret Thatcher e Ronald Reagan durante a década de 80, foi fundamental para a derrocada da União Soviética. O cenário atual, no entanto, é bem diferente.

Em meio à atual crise capitalista em todo o planeta, a América Latina é a única região que tem colocado em prática uma fórmula diferente do que pregava a cartilha neoliberal das últimas décadas, a partir de uma firme aposta na integração regional, no fortalecimento da economia interna de cada nação, na consolidação da democracia e na soberania de seus povos.

O avanço da influência das religiões denominadas evangélicas na América Latina não está ligado às mudanças políticas ocorridas no último período (mais especificamente a partir de 1998, data em que Hugo Chávez foi eleito presidente da Venezuela), mas é inegável que as mazelas sociais causadas pelo neoliberalismo na região criaram um terreno fértil para o discurso protestante baseado na Teologia da Prosperidade.

Pesquisas no Brasil e em outros países da região apontam que a escolha do papa Francisco foi muito bem recebida pela maioria da população. Partidos de direita e a mídia conservadora não têm escondido sua satisfação nas últimas semanas, esperançosos em retomar o controle da agenda política do continente. Apesar dessa euforia, a América Latina vive novos tempos, nos quais os religiosos de diferentes crenças ainda mantêm certa influência social e política, mas em dimensão bastante reduzida – a eleição de 2010, quando Dilma foi atacada por setores católicos e evangélicos, é um exemplo concreto dessa limitação.

O Vaticano precisará perceber que, na América Latina, sua influência poderá ter algum nível de recuperação se a Igreja souber como se somar às mudanças que vêm sendo colocadas em prática – o papel dos católicos na Nicarágua é emblemático nesse atual cenário político. Se ela se mantiver caminhando ao lado do que há de mais conservador na região, perderá mais uma vez o bonde da história e em nada contribuirá para combater a desigualdade.

Feira Internacional de Cabo Verde 2013 realiza-se em Novembro



3 abril 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

A XVII edição da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC 2013) realiza-se de 20 a 24 de Novembro, na cidade do Mindelo, na ilha de São Vicente, anunciou o presidente do certame, citado pela agência noticiosa cabo-verdiana Inforpress.
Luís Cardoso adiantou que o certame incluirá este ano encontros de negócios na cidade da Praia e em Santo Antão e será dividida, à semelhança das edições anteriores, em segmentos de negócio, nomeadamente máquinas e equipamentos, construção civil, habitação, transporte, tecnologias de informação, comércio e serviços, banca, seguros e serviços financeiros.
A Feira Internacional de Cabo Verde é um evento multissectorial que se realiza, anualmente, em Novembro, com o objectivo de estimular o desenvolvimento de negócios entre empresários de vários países.
A iniciativa é a principal manifestação do género em Cabo Verde tendo registado em 2012 o número recorde de 203 “stands” e a participação de 180 expositores cabo-verdianos e estrangeiros. (macauhub)

Correios de Moçambique cria instituição bancária



31 março 2013 Portal do governo http://www.portaldogoverno.gov.mz (Moçambique)

Maputo (AIM) – A Empresa Correios de Moçambique vai passar a operar nos serviços financeiros até finais do corrente ano, através da criação de um banco designado Banco Postal de Moçambique cujo processo está em fase de licenciamento.

José Rego, Presidente do Conselho de Administração (PCA) dos Correios de Moçambique, diz que o banco será estabelecido em vários pontos do território nacional com destaque para as zonas rurais, com vista a incrementar o desenvolvimento local através da prestação de serviços financeiros.

O PCA é citado pelo jornal “Diário de Moçambique” explicando que nas zonas rurais as populações querem serviços financeiros para fazerem suas poupanças, acesso a crédito para fazerem investimentos em diversas áreas de actividade desde a agricultura ao comércio.
 
“Achamos que podemos participar neste processo de bancarização”, disse Rego, adiantando que com o surgimento de novas tecnologias o envio de cartas deixou de constituir negócio em Moçambique.

A empresa Correios de Moçambique, segundo Rego, com sua rede espalhada por todo o território nacional, principalmente nos distritos, pode estabelecer um banco para atender a situações específicas das pessoas que vivem nas zonas rurais. 

A fonte explicou que com a queda dos seus serviços tradicionais a empresa experimentou imensas dificuldades, sobretudo de ordem financeira, tendo contraído dívidas com instituições nacionais e estrangeiras no valor de 150 milhões de meticais (cerca de cinco milhões de dólares ao câmbio corrente).

Parte desta dívida está relacionada com o pagamento de quotas em instituições internacionais ligadas ao ramo em que os correios estão filiados, esperando-se que dentro dos próximos sete anos as condições venham a melhorar. 

Rego sublinhou que a empresa procura melhorar a sua posição nos mercados nacional e internacional, o que passa pela sua remodelação e introdução de serviços que permitam uma maior arrecadação de receitas.

Para o efeito, explicou Rego, a empresa Correios de Moçambique precisa de 15 milhões de dólares norte-americanos para implementar vários projectos em carteira para melhorar a sua situação financeira. 

Os projectos incluem a criação de empresas de logística e de correio híbrido adequadas as Tecnologias de Informação e Comunicação para flexibilizar o processo de encomendas.

O correio híbrido, segundo Rego permite que as encomendas sejam identificadas de forma digital com destaque especial para a documentação, porque “os correios podem participar na digitalização de tudo quanto for documentação”.
O PCA admitiu a possibilidade de a empresa recorrer a empréstimos para tornar estas iniciativas exequíveis, incluindo a criação do Banco Postal.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Brasil/31 DE MARÇO E 1º DE ABRIL DE 1964: QUE NUNCA MAIS SE REPITA



1º abril 2013, EDITORIAL Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Há 49 anos, entre os dias 31 de março e 1º de abril de 1964, as Forças Armadas brasileiras derrubaram o governo legítimo e constitucional do país, encabeçado pelo presidente João Goulart e implantaram a ditadura militar, que durou 21 anos.

O golpe militar de 1964 culminou a ocorrência de sucessivas crises políticas que se arrastavam desde o período do imediato pós-guerra e que tiveram como episódios mais marcantes os retrocessos das conquistas democráticas da Constituinte de 1946, golpeadas pelo governo Dutra, o suicídio em 1954 do presidente Getúlio Vargas, cujo governo foi alvo de ofensiva imperialista e conservadora, a tentativa de impedir a posse do presidente Juscelino Kubitscheck, a renúncia de Jânio Quadros e a intentona golpista para impedir a posse de João Goulart e depois para que não governasse com os poderes que lhe assegurava a Constituição.

Tudo isso eram episódios de uma luta de fundo entre as forças que se empenhavam para democratizar o país e incorporar as massas populares na vida política nacional e por reformas econômicas e sociais que superassem a pobreza, o atraso e a dependência do país, por um lado e, por outro, as classes dominantes e o imperialismo, cujo projeto para o país excluía o povo e os trabalhadores e pressupunha um “desenvolvimento nacional” dependente. A grande bandeira do governo derrocado era a realização das reformas de base, cuja essência era a conquista de direitos sociais e do desenvolvimento nacional soberano.

Foi contra esta tendência de mudanças que as classes dominantes retrógradas aliadas ao imperialismo e apoiadas nas Forças Armadas se insurgiram. Completava o quadro de ameaças à democracia e à soberania nacional, que vieram a se concretizar com o golpe militar, a conjuntura internacional de então, marcada por uma ofensiva do imperialismo estadunidense para consolidar seu domínio estratégico na região da América Latina.

É necessário reavivar a memória dos brasileiros sobre o que foi o regime militar implantado em 1964. De todos os regimes e formas de governo a que as classes dominantes recorreram no período republicano para assegurar o poder político, a ditadura dos generais foi o mais danoso à democracia, aos direitos humanos, aos direitos sociais e à soberania nacional, mesmo quando travestida de “nacionalista” e “desenvolvimentista”. Tinha na sua essência o caráter antipopular e antinacional.

Foi um regime facínora que causou irreversíveis danos ao país, deixando feridas ainda hoje não cicatrizadas.

Um regime que, tendo aderido à lógica de ferro da guerra fria como aliado do imperialismo estadunidense, desencadeou brutal guerra ao povo brasileiro, durante a qual não se deteve quando se tratou de reprimir a ferro e fogo as forças políticas resistentes, fazendo uso, quando julgou necessário, de métodos fascistas de governo, entre estes uma ignominiosa repressão policial-militar, cujo consagrado método foi a tortura e o assassínio de opositores.

Um regime moldado pelos e para os interesses das classes dominantes retrógradas, cujo pavor e aversão atávicos a mudanças progressistas levaram-nas a instituir mecanismos arbitrários para o exercício do poder a fim de assegurar a edificação de um modelo econômico e social que concentrou renda e consolidou o apartheid social.

A um ano de completar-se meio século, o dia em que foi deflagrado o golpe militar no Brasil deve ser lembrado e compreendido como algo que o povo brasileiro não consentirá que se repita jamais. Exercendo hoje maior protagonismo e adquirindo mais consciência do seu papel, o povo brasileiro extrai as lições do passado para compreender melhor o quanto é necessário lutar no presente e abrir mais caminhos para que o Brasil seja uma nação progressista, apanágio da liberdade, da soberania nacional e da justiça social.

Destaca Maduro compromiso con el socialismo en Venezuela



1 abril 2013, Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)

Caracas (PL) --- El presidente encargado de Venezuela, Nicolás Maduro, destacó hoy el compromiso de las instituciones de seguridad con el proceso de transformacion socialista de la sociedad en beneficio del ser humano.
En el marco de la activación del equipo nacional del Movimiento por la Paz y la Vida, Maduro consideró que en el país se impone la presencia de una sola policía, la del pueblo.

Desde las instalaciones de la Universidad Experimental de la Seguridad (UNES), aseguró que ese cuerpo tiene que ser "un instrumento fundamental de paz y de protección al pueblo".

Al dirigirse a los estudiantes del centro, los llamó a ser "profundos bolivarianos en su moral y honestidad, antiimperialistas y humanistas" para proteger a quienes lo necesiten.

Ustedes, dijo, serán la columna vertebral de un esquema para que en el país se respete la ley y la autoridad, con lo cual se crean condiciones dirigidas a la convivencia hermosa y socialista,

El Movimiento por la Paz y la Vida es una organización que agrupa a distintos actores del estado, involucrados en el tema de la seguridad y que dirigirá sus funciones principalmente a la juventud, por ser el sector más vulnerable de la población.


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Venezuela Opinión pública venezolana favorece en encuesta a Nicolás Maduro
1 abril 2013, Prensa Latina http://www.prensa-latina.cu (Cuba)

Caracas (PL) --- El 60 por ciento de los venezolanos opina que conviene más a su país una victoria del candidato socialista, Nicolás Maduro, en las elecciones presidenciales del 14 de abril, reveló hoy un estudio de una encuestadora local.

De acuerdo con la indagación realizada del 18 al 23 de marzo por el Grupo de Investigación Social Siglo XXI (GIS XXI), apenas el 26 por ciento de los mil 500 consultados cree en la conveniencia de un triunfo electoral del opositor Henrique Capriles.

Esta estadística complementa los resultados de la pesquisa de intención de voto, que también muestra ventaja para Maduro (55,3 por ciento) sobre el gobernador del estado de Miranda (44,7).

En tal contexto, el director del GIS XXI, Jesse Chacón, declaró a Prensa Latina que uno de los mayores retos de las fuerzas socialistas y sus aliados del Gran Polo Patriótico consiste en "evitar el triunfalismo", pues -apuntó- las encuestas ofrecen una percepción del panorama comicial, pero lo más importante es materializar el voto en las urnas.

Por otra parte, Chacón insistió en la importancia de que Maduro, actual presidente encargado de la República, mantenga como hasta ahora su estrategia electoral, sin dejarse tentar por el nivel de agresividad que debe introducir Capriles durante la campaña con el objetivo de revertir su desventaja.

Según la consulta de GIS XXI -con margen de error declarado de más o menos un 2,5 por ciento-, casi tres cuartos de los entrevistados sigue con mucho o bastante interés las informaciones relativas al proceso comicial; mientras que el 78 por ciento considera que estos sufragios son más trascendentes que los del 7 de octubre.

La pesquisa reveló asimismo que el 53 por ciento de los encuestados califica de bueno o muy bueno el desempeño general de Maduro durante el último año; en tanto, un 26 por ciento opina lo contrario.

En cambio, solo un 31 por ciento ve con buenos ojos el desempeño de Capriles durante el mismo lapso; frente a un 44 por ciento que lo juzga como malo o muy malo.

Las cifras son aun más elocuentes cuando se averigua la opinión del público acerca del comportamiento de los postulantes tras el deceso el 5 de marzo del presidente Hugo Chávez.

En ese caso, un 52 por ciento califica de mala la actuación de Capriles; mientras, el 30 por ciento la aprecia positivamente.

Maduro, a su vez, ostenta un 60 por ciento de aprobación de su comportamiento tras la muerte del líder bolivariano.