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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Angola e Uruguai/Projecto a "Rota dos Escravos" na agenda cultural do Uruguai

3 novembro 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

O estreitamento dos laços de cooperação no domínio cultural entre Angola e Uruguai foi analisado durante uma audiência concedida pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, ao embaixador Alvaro Gonzalez Otero.

Na ocasião, Alvaro Gonzalez Otero destacou a necessidade da interactividade cultural entre os dois países, o reforço dos laços comuns, refazendo o percurso através de um projecto de pesquisa documental sobre a “Rota de Escravos” e

sábado, 3 de novembro de 2007

Repórter Brasil lança radionovela sobre trabalho escravo

Programa com cinco capítulos conta história de trabalhador rural que caiu na rede da escravidão; arquivos de áudio estão disponíveis para download e veiculação livres


Repórter Brasil/29 outubro 2007


A radionovela "Escravo, Nem Pensar!", lançada este mês (outubro) pela Repórter Brasil, pretende ensinar aos trabalhadores rurais como eles podem se defender do trabalho escravo de uma forma diferente.

Produzida em parceria com a Radiobrás, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) e o Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia (CDVDH), a produção tem 41 minutos e está disponível na internet para download e veiculação livre. O programa já foi veiculado pela Rádio Nacional da Amazônia e pela Rádio Nacional AM Brasília, e será distribuído em CD para rádios comunitárias.

A novela retrata a história de uma família do Semi-Árido nordestino, em que cada irmão tem um destino diferente. A partir desta narrativa central, a peça abre espaço para a discussão de problemas e situações do dia-a-dia dos trabalhadores, entre elas o trabalho escravo e o degradante, a dura vida do "peão do trecho", a luta pela terra, a formação de cooperativas e o trabalho infantil. As questões dos direitos fundamentais e o registro civil também são tratadas. A leitura dramatizada foi feita por atores do CDVDH.

Para Sofia Hammoe, chefe do Departamento de Rádio da Radiobrás, campanhas de interesse social, principalmente quando voltadas para comunidades longínquas, ganham poder quando veiculadas pelo rádio: "O Rádio é o único meio de comunicação de consegue alcançar grandes distâncias, é portátil, é muito mais barato do que qualquer outro veículo e permite que a pessoa esteja fazendo outras coisas enquanto escuta. Essas características, que já são importantes, aprofundam seu sentido quando ocorrem num país como Brasil, com locais de acesso mais demorado e onde outros meios que necessitam de energia elétrica ou de enormes antenas de transmissão local não chegam."

A radionovela "Escravo, nem pensar!" faz parte do projeto "Vozes da Liberdade", que também engloba um programa de rádio de mesmo nome, que é produzido pela Repórter Brasil. Disponível para acesso e download por qualquer internauta, o programa trata de temas cotidianos do universo do trabalhador e é veiculado por rádios comunitárias e comerciais em diversas regiões do país.

Ouça a radionovela "Escravo, Nem Pensar!"

A radionovela "Escravo, nem pensar!" faz parte do projeto "Vozes da Liberdade", que também engloba um programa de rádio de mesmo nome, que é produzido pela Repórter Brasil. Disponível para acesso e download por qualquer internauta, o programa trata de temas cotidianos do universo do trabalhador e é veiculado por rádios comunitárias e comerciais em diversas regiões do país.


http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1215


Ouça a radionovela "Escravo, Nem Pensar!"


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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Angola/Palestra sobre “Universo panteísta angolano em Cuba” é realizada sexta-feira

Luanda, 30 agosto 2007 - Uma palestra sobre “ O universo panteísta angolano em Cuba”, que terá como orador o director do Museu Nacional da Escravatura, Simão Souindoula será realizada sexta-feira, no Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), em Luanda.

De acordo com um comunicado a que a Angop teve hoje acesso, o encontro é realizado, pela Comissão Preparatória do Terceiro Encontro Internacional de Historia de Angola, que decorrerá, em Luanda, de 25 a 28 de Setembro.

Segundo o comunicado Simão Souindoula, na sua comunicação, vai abordar a componente “angolana”, do ponto de vista linguístico e antropológico, das práticas religiosas afro-cubanas, as suas principais componentes e as suas características.

Insistirá, particularmente, sobre a notável perpetuação naquela grande ilha das Caraíbas, que recebeu, clandestinamente, significativos contingentes de escravos“ angolanos “no período pós – Abolição, as práticas rituais ligadas as Reglas del Palo Congo e Mayombe.

Antigo perito do Centro Internacional das Civilizações Bantu, organismo de cooperação cultural, Simão Souindoula, cumpriu, entre outras tarefas, encarregue de coordenar os programas daquela instituição ligadas com a diáspora além Atlântico.

O Director do Museu Nacional da Escravatura, Publicou, neste quadro, dezenas de artigos, comunicações e recensões sobre diversos aspectos da evolução histórica, as realidades antropológicas e linguísticas assim com as expressões artísticas (artes visuais, música) das comunidades bantu – descendentes atestadas no Golfe de Guiné, na Península Ibérica, nas Américas e nas Caraíbas. (AngolaPress)

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Angola/Conferencistas da SADC visitam Museu da Escravatura

Luanda, 23 Agosto 2007 - Os delegados à nona Conferência do Fórum das Comissões Eleitorais da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral(SADC), realizada de 20 a 21 deste mês em Luanda, visitam na manhã de hoje o Museu Nacional de Escravatura.


A visita dos delegados ao local histórico tem como objectivo saudar o 23 de Agosto, Dia Internacional da Comemoração do Tráfico Negreiro e da Abolição da Escravatura.


Em função da importância desta fase histórica para África e o Mundo, a Unesco tem um projecto denominado "A Rota dos Escravos" que visa promover diversos eventos em prol da reflexão do período da escravatura.


Às 16H00 do mesmo dia haverá, no Museu de História Natural, uma exposição iconográfica, bibliográfica, exibição de imagens áudio visual sobre a escravatura e a entoação de vários cânticos pelo coro feminino da Igreja Teosófica Espírita pela memória dos milhões de angolanos, vítimas do tráfico negreiro.


Uma palestra sobre "Porto Rico, uma ilha angolana", a ser proferida pelo director do Museu Nacional da Escravatura e Coordenador do Comité de Angola do Projecto da Unesco "A Rota do Escravo", Simão Souindoila, bem como uma peça teatral sobre o negócio de madeira de ébano no actual território angolano, pelo Grupo Experimental do Ministério da Cultura fazem ainda parte da agenda.


O 23 de Agosto, Dia Internacional da Comemoração do Tráfico Negreiro e da sua Abolição, foi instituído pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em referência a insurreição de escravos organizada na noite de 22 a 23 de Agosto de 1791, nos actuais Haiti e República Dominicana. (AngolaPress)

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Moçambique/Escravatura : Um negócio com causas e efeitos ainda presentes

Maputo, 22 Agosto 2007 - Vários especialistas reflectem desde ontem na Ilha de Moçambique diversas matérias relacionadas com as diversas etapas da escravatura entre o território moçambicano e o mundo, com destaque para as ilhas do Oceano Índico. O seminário de dois dias decorre sob lema "As Causas e Consequências da Escravatura Ontem e Hoje" e junta historiadores e outros cientistas sociais moçambicanos, reunioneses, portugueses e italianos.

Um total de 14 painéis está em debate neste evento, entre eles "O contexto da 'exclusão' da mulher na rota de escravos de Moçambique para o comércio transfronteiriço, c. 1730-1830", apresentado pela pesquisadora Benigna Zimba, "O percurso comum africano e especificidades das experiências moçambicanas com a escravidão local e o tráfico de escravos", Gerhard Liesegang, "Vida e morte dos africanos de Moçambique deportados à Ilha Bourbon no período da escravatura, 1724- 1848", apresentado pelo reunionês Sudel Fuma, "Aproximar as costas moçambicanas à Ilha Reunião pela actividade turística", Fabrice Folio (Reunião) ou "Tradições culturais de moçambicanos na Somália", pela italiana Francesca Declich.

Por estes dias, Moçambique e as ilhas do Índico comemoram a abolição da escravatura nos seus territórios, algo que, teoricamente, ocorreu há pouco mais de século e meio. No entanto, o fim efectivo do tráfico humano para trabalho escravo ocorreu apenas com a independência do país, em 1975. o trabalho forçado no tempo colonial pode considerar-se, pelos seus contornos, uma forma dissimulada e sofisticada da escravatura secular. A única diferença foi a ausência da caça ao homem para o trabalho escravo, sendo substituída por coacções de vária ordem, incluindo judicial, para pôr os moçambicanos a trabalharem para a prosperidade de Portugal.

As causas e os efeitos da escravatura no mundo são ainda presentes, o que faz com que algumas correntes defendam, mais do que o diálogo intercultural desenvolvido apenas pelas vítimas, a reparação dos danos causados aos povos pilhados dos seus homens e mulheres.

O seminário que decorre na Ilha de Moçambique é organizado em conjunto pelo Ministério da Educação e Cultura, através do Instituto de Investigação Sociocultural (ARPAC), em coordenação com a associação Historium, da Ilha Reunião.

Entretanto, amanhã, será inaugurado na Ilha de Moçambique o memorial Jardim da Memória, que pretende ser um espaço físico para fazer convergir o passado e o presente do povo da ilha e de outros com que se foi relacionando ao longo do tempo.

O projecto foi desenhado conjuntamente por Moçambique, ilha Reunião – domínio francês do Oceano Índico, que cresceu principalmente através do trabalho escravo de muitos moçambicanos arrancados de vários pontos do que é hoje o nosso país e transportados a partir da Ilha de Moçambique – e Madagáscar.

As ilhas do Índico, principalmente a Reunião, têm estado nos últimos anos a "perseguir" o seu passado. Muitos são os reunionenses que, à procura das suas origens moçambicanas, se tem deslocado ao nosso país. As autoridades de Saint-Denis assinaram com o governo moçambicano em finais do ano passado um projecto de cooperação cultural que prevê intercâmbios entre os dois povos principalmente para alimentar o velho objectivo de responder à questão "quem somos e de onde vimos". Este projecto destina-se a tornar presente à população do oceano Índico as relações históricas e culturais que a unem. Com efeito, todas as chamadas "ilhas crioulas" – Maurícias, Rodrigues, Seychelles e Reunião – foram povoadas a partir do continente africano – e um bocado da Ásia – no quadro de vários sistemas de dominação, nomeadamente da escravatura. O processo de mestiçagem que daí nasceu significou a confluência de várias tradições, religiões e outros que continuam em estreita ligação nos dias que correm.

O "Jardim da Memória" da Ilha de Moçambique será uma espécie de monumento no local de onde terá origem a maioria dos crioulos. À luz do projecto desenhado, o memorial estará localizado num ponto da parte oeste da ilha, em frente ao mar, confinado à uma praia onde atracam diariamente barcos modernos e arcaicos que transportam passageiros e carga provenientes do continente. O sítio foi escolhido pelo Ministério da Educação e Cultura em coordenação com as autoridades locais.

O memorial constitui parte de um grande projecto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) sobre as rotas dos escravos nesta região do mundo. a agência da ONU iniciou em 2004 um programa de valorização deste passado que a história preserva. Decidiu-se que em quatro pontos principais seriam instalados memoriais, nomeadamente a Ilha de Moçambique, Fort Dauphin em Madagáscar, Saint-Paul na Reunião e Pondichéry na Índia. (Noticias)