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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Brasil/PEC 55 não! Ocupações pedem doações para garantir caravana a Brasília



22/11/2016, União Nacional dos Estudantes –UNE http://www.une.org.br (Brasil)

por Cristiane Tada

UNE abriu cadastro para os interessados em viajar até a capital federal; entidade busca agora recursos para viabilizar o transporte

Já são quase 2 mil pessoas inscritas para a caravana que vai fazer de Brasília a capital das ocupações estudantis no dia da votação da PEC 55 em primeira instância no Senado Federal. São estudantes de universidades federais, estaduais, particulares, Ifes e escolas de todos as regiões do país.

A UNE tem feito um cadastro de interessados em participar para poder estruturar ônibus que sairão de várias cidades brasileiras rumo ao Distrito Federal.

Os estudantes vão pressionar senadores para que não aprovem a mudança na constituição que, além de desvincular recursos para Saúde e Educação, vai congelar os investimentos nas áreas durante 20 anos.

Para viabilizar essa a ida dos estudantes à Brasília, a UNE também realiza uma arrecadação de doações de

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Moçambique/Campanha eleitoral: Frelimo foi o mais visível

A campanha eleitoral para o sufrágio presidencial, legislativo e provincial de 28 de Outubro entrou ontem no seu segundo dia, com a Frelimo a demonstrar, em diferentes pontos do país, maiores iniciativas, tanto do ponto de vista organizacional como logístico. Com efeito, na maior parte dos círculos eleitorais do país as caravanas do partido no poder coloriam as ruas, bairros e vilas, com cartazes e bandeiras, bem como com desfiles de carros alegóricos acompanhados de motorizadas e bicicletas.

15 setembro 2009/Notícias

Entretanto, os partidos da oposição, com destaque para a Renamo, MDM e PDD, iam surgindo aqui e acolá, em grupos mais ou menos numerosos a cantar e a dançar, numa iniciativa de contacto interpessoal com os eleitores.

No que respeita à corrida presidencial, Armando Guebuza, candidato da Frelimo, foi ontem o único candidato à Ponta Vermelha que se fez à rua, tendo orientado comícios populares nas vilas sedes dos distritos de Pebane e Gilé, na província da Zambézia, durante os quais prometeu mais emprego para os jovens.

Armando Guebuza, que falava a milhares de cidadãos, comprometeu-se também a continuar a implementar, caso seja eleito, o seu programa de governação iniciado em 2004 que prevê, entre outros, a construção de escolas, centros de saúde, hospitais, para além da extensão da rede de abastecimento de água.

O candidato da Frelimo à sua própria sucessão na chefia do Estado referiu ainda que nos próximos cinco anos vai trabalhar no sentido de se estender as redes eléctricas e de telefonia móvel no país, visto que actualmente muitos moçambicanos ainda não beneficiam destes serviços.

Daviz Simango, do MDM, e Afonso Dhlakama, da Renamo, não trabalharam na rua. O primeiro era esperado na cidade de Montepuez, para onde tinha agendado um comício popular, mas até ao fecho desta edição não tinha sido realizado. Entretanto, o programa deste candidato a que o “Notícias” teve acesso indica que Daviz Simango escala hoje a cidade de Lichinga, onde orientará um comício popular.

De fontes da Renamo soubemos que o líder desta formação política deixa hoje a capital do país com destino à província de Nampula. Prevê-se que Afonso Dhlakama dê início à sua campanha com vista às eleições de 28 de Outubro na cidade de Angoche, onde está programado um comício popular.

Entretanto, mais de 19 partidos políticos extra-parlamentares que viram os seus processos de candidatura “chumbados” pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) com vista às eleições legislativas e provinciais do próximo mês reuniram-se ontem em Maputo para definir novas estratégias de actuação.

Estes partidos, encabeçados pela coligação Unidos por Moçambique (UM), decidiram durante o encontro aguardar pelo veredicto final a ser proferido amanhã pelo Conselho Constitucional, face às reclamações que submeteram àquele órgão, em razão da decisão da CNE de os excluir total ou parcialmente do sufrágio previsto para este ano.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Brasil/MJ anuncia julgamento histórico da Guerrilha do Araguaia

Ministério da Justiça http://www.mj.gov.br

Brasília, 17 junho 2009 (MJ) – O episódio de repressão à Guerrilha do Araguaia, que deixou cerca de 70 mortos e desaparecidos, terá uma reparação histórica nesta quinta-feira (18). A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça vai a São Domingos do Araguaia, no sul do Pará, para anunciar, em ato público, o resultado do julgamento de 91 processos de anistia política. Todos de camponeses da região, que tiveram suas vidas transformadas na década de 1970 por um episódio ainda obscuro da história do país.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, e a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, abrirão a 24ª Caravana da Anistia às 14 horas, na praça da cidade. Será realizada uma sessão de memória, em homenagem aos moradores da região perseguidos pela ditadura – muitos foram torturados, seqüestrados e até assassinados para dar informações que, muitas vezes, não tinham. Em seguida, o resultado dos julgamentos será anunciado pelo presidente da Comissão, Paulo Abrão.
A Comissão de Anistia aproveitará a Caravana para, na sexta-feira (19), realizar sessões complementares de oitivas na chácara da paróquia do município, a partir das 9 horas. Quatro turmas da Comissão tomarão cerca de 90 depoimentos de camponeses, como parte da instrução dos demais processos que aguardam decisão.
No total, foram protocolados 304 pedidos de anistia política referentes à Guerrilha do Araguaia, incluindo requerimentos de militantes (26) e camponeses (278). Após esta Caravana, restarão 191 processos deste que é um dos casos mais complexos da Comissão de Anistia, em razão da dificuldade em obter provas documentais.
Dois anos de trabalho
Para elucidar o caso, o órgão do Ministério da Justiça criou um grupo de trabalho, que atua no caso há mais de dois anos. Após duas visitas da Comissão à região do Araguaia, em 2007 e 2008, foram colhidos 287 depoimentos de moradores.
Esses relatos foram cruzados com documentos da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e do Ministério Público, além de registros bibliográficos existentes sobre a guerrilha. O resultado será divulgado no dia 18, na presença dos camponeses envolvidos numa guerra da qual não queriam fazer parte. Será o primeiro ato público de reparação coletiva da Comissão.
“Mais de 30 anos depois, o Brasil pedirá desculpas oficiais aos moradores e camponeses vitimados por esta que é considerada a maior operação militar do país desde a participação na 2ª Guerra Mundial”, afirma Paulo Abrão.
A Guerrilha
Os registros históricos apontam que, a partir de 1966, membros do PCdoB se instalaram na região situada à margem esquerda do Rio Araguaia, no interior do Pará, e instauraram a Guerrilha do Araguaia. Os “paulistas”, como eram chamados pelos moradores locais, foram descobertos pelo Exército e se transformaram em alvo de operações militares entre 1972 e 1975.
O objetivo dos militantes era montar uma guerrilha rural, exército popular de libertação inspirado no processo revolucionário da China, ocorrido entre 1927 e 1949. No entanto, antes mesmo de iniciar a luta armada contra a ditadura militar, o movimento foi exterminado.
Corte Interamericana
Em função da Guerrilha do Araguaia, o Brasil é réu na Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão judicial autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA) com sede na Costa Rica. É o primeiro caso relacionado à ditadura que se transforma em processo contra o país na Corte.
O Estado brasileiro está sendo processado pela detenção arbitrária, tortura e desaparecimento de cerca de 70 pessoas, entre militantes do PCdoB e camponeses, pela não punição dos responsáveis e pela “falta de acesso à justiça, à verdade e à informação”. Neste último ponto, o julgamento da Comissão de Anistia é um passo fundamental para a restauração da verdade e reparação dos perseguidos políticos.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, sediada em Washington (EUA), entrou com o processo na Corte em 26 de março deste ano. No documento, o órgão pede que a Corte ordene ao Brasil medidas como a determinação da responsabilidade penal pelos desaparecimentos forçados das vítimas da guerrilha e a reparação aos familiares dos mortos e desaparecidos.
Clique aqui para acessar a íntegra do relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos sobre a Guerrilha do Araguaia.