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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Brasil/RESISTÊNCIA CONTRA O GOLPE EM REPÚDIO À ESCALADA DA REPRESSÃO

24 outubro 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Tatiana Carlotti

Frente ao avanço do estado de exceção, entidades e movimentos populares promoveram um ato em defesa do direito de expressão e contra a criminalização dos movimentos sociais e a escalada de violência policial em curso no país.

Eles se reuniram na última sexta-feira (21.10.2016), no Sindicato dos Engenheiros, em São Paulo, no evento organizado pela Frente Brasil Popular (FBP), Fórum 21 e outras entidades.

Anivaldo Padilha (Fórum 21) deu início aos trabalhos, qualificando o golpe de Estado, em curso no país, como “um golpe contra a classe trabalhadora, os pobres, antinacional, contra a nação brasileira e totalmente entreguista”.

Destacando que o estado democrático de direito “nunca valeu para a população pobre, negra e da periferia, que sempre viveu sob o estado policial”, Padilha denunciou: “o que está em curso, atualmente, é a extensão deste estado policial a todo o conjunto da sociedade”.

Raimundo Bonfim (FBP e Central de Movimentos Populares), por sua vez,

terça-feira, 15 de março de 2016

Brasil/“ATO PELA LEGALIDADE DEMOCRÁTICA' ACONTECE NA QUARTA-FEIRA, 16/03”



14 março 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

 

Frente aos sucessivos abusos de setores do Judiciário brasileiro e a crescente onda golpista, o Ato se dirige a todos os defensores da ordem constitucional


Em defesa da Constituição de 88 e da democracia brasileira, o Fórum 21 e o Centro Acadêmico 22 de Agosto, da Faculdade de Direito da PUC-SP, com apoio de várias entidades da sociedade civil, promovem na quarta-feira, dia 16 de março às 19 horas, o Ato pela Legalidade Democrática.

Frente aos sucessivos abusos de setores do Judiciário brasileiro e a crescente onda golpista, insuflada pelos meios de comunicação, o Ato se dirige a todos os defensores da ordem constitucional, de todas as gerações e frentes de luta, que não admitem o retrocesso das conquistas democráticas do país.

A soma de forças e de gerações, em defesa da legalidade democrática, expressa-se na parceria firmada entre o Fórum 21 e o 22 de Agosto. Com apoio de entidades da sociedade civil,

sexta-feira, 4 de março de 2016

Brasil/VIOLÊNCIA CONTRA LULA AFRONTA O PAÍS E O ESTADO DE DIREITO



4 março 2016, Instituto Lula http://www.institutolula.org (Brasil)

Nota do Instituto Lula denunciando a atuação “arbitrária, ilegal e injustificável” da Policia Federal “contra o ex-presidente, sua familia, a ex-deputada Clara Ant e outros cidadãos ligados ao ex-presidente”. Esta “agressão ao estado de direito que atinge toda sociedade brasileira” incluiu  tambem o Instituto Lula.

O texto na íntegra:

A violência praticada hoje (4/3) contra o ex-presidente Lula e sua família, contra o Instituto Lula, a ex-deputada Clara Ant e outros cidadãos ligados ao ex-presidente, é uma agressão ao estado de direito que atinge toda sociedade brasileira. A ação da chamada Força Tarefa da Lava Jato é arbitrária, ilegal, e injustificável, além de constituir grave afronta ao Supremo Tribunal Federal.

1) Nada justifica um mandado de condução coercitiva contra um ex-presidente que colabora com a Justiça, espontaneamente ou sempre que convidado. Nos últimos meses, Lula prestou informações e depoimentos em quatro inquéritos, inclusive no âmbito da Operação Lava Jato.
Dezenas de testemunhas foram ouvidas sobre estes fatos alegados pela Força tarefa,  em depoimentos previamente marcados. Por que o ex-presidente Lula foi submetido ao constrangimento da condução coercitiva?

2) Nada justifica a quebra do sigilo bancário e fiscal do Instituto Lula e da empresa LILS Palestras. A Lava Jato já recebeu da Receita Federal, oficialmente, todas as informações referentes a estas contas, que

Brasil/URGENTE: Fórum 21 convoca a intelectualidade brasileira à defesa da democracia, contra o golpe



4 março 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

 

Resistir ao golpe para construir um Brasil mais justo e soberano: essa é a tarefa para a qual a História nos convoca nesse momento.


A democracia vive  horas decisivas em nosso país.

O ar empesteado de avisos da véspera, lubrificados pelo Jornal Nacional, e pelas manchetes desta fatídica 6ª feira, 4 de março de 2016, desdobrou-se na ruptura longamente cevada, desde outubro de 2014.

Os agentes da PF chegaram a residência do ex-presidente Lula e o levaram sob condução coercitiva. Praticamente sequestrado: durante horas não havia notícia oficial de seu paradeiro, com a desculpa de se evitar manifestações, ou seja, parecem temer o povo ou a democracia.

A revanche dos interesses derrotados nas eleições presidenciais do ano passado desfechou assim seu bote final contra a soberania das urnas.

Dê-se a isso o nome que se quiser dar.

Os acontecimentos das últimas horas, a obscena sintonia entre a mídia e a polícia partidarizada, falam

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Brasil/UM PASSAPORTE PARA O FUTURO: FRENTE BRASIL POPULAR

4 outubro 2015, Carta Maior EDITORIAL http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Calafetar a greta histórica é o salto ao qual se propõe a Frente Brasil Popular que precisa reunir a força necessária ao seu teste final: as urnas de 2018.


Por: Saul Leblon



A estreia da Frente Brasil Popular nas ruas do país neste sábado – com maior intensidade em São Paulo, onde oito mil pessoas atenderam ao chamado do novo comitê unificado do campo progressista brasileiro — merece atenção.
 
O que engatinha, ainda em fraldas, não é apenas a construção de um novo aparato mobilizador, mas sobretudo, a convergência de agendas que vão definir o programa único de lutas e reivindicações populares.
 
O desafio não é retórico.
 
Trata-se de sinalizar um futuro alternativo, e crível, ao assalto em curso da restauração neoliberal no país. 

Fazê-lo a partir de lutas e intervenções firmes e consequentes, a ponto de conquistar a adesão e o consentimento da maioria da população é a linha de passagem capaz de levar o país até 2018, sem o golpe.
 
E de vencer os golpistas consagradoramente então.
 
Essa é a essência do jogo que começou a ser jogado.
 
A Frente Brasil Popular içou velas no turbulento oceano político que nos separa daquele momento, disposta a ser o casco e o leme da candidatura que enfrentará a direita unificada no escrutínio histórico que ocorrerá então.
 
Todo o esforço do conservadorismo hoje consiste em fraturar e obstruir essa travessia.
 
Inviabilizar o governo Dilma, engessando-o em um pântano de sabotagem econômica e constrangimento institucional é a tática da hora.
 
Outra, consiste em excluir o nome do ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva, da cédula eleitoral de 2018, como possível candidato da frente que ora se forma.
 
É compreensível o temor que o confronto inspira nas elites e na borra reacionária que as sustenta.
 
Sem financiamento empresarial de campanha, com interesses e antagonismos explicitados pela transição de ciclo de desenvolvimento, e uma ênfase em ideias, não em publicidade, o embate sucessório de 2018 caminha para ser o palco pedagógico das contradições que