4 outubro 2015,
Carta Maior EDITORIAL http://www.cartamaior.com.br (Brasil)
Calafetar a greta histórica é o salto ao qual se
propõe a Frente Brasil Popular que precisa reunir a força necessária ao seu
teste final: as urnas de 2018.
Por:
Saul Leblon
A estreia da Frente Brasil Popular nas ruas do
país neste sábado – com maior intensidade em São Paulo, onde oito mil pessoas
atenderam ao chamado do novo comitê unificado do campo progressista brasileiro
— merece atenção.
O que engatinha, ainda em fraldas, não é apenas a construção de um novo aparato mobilizador, mas sobretudo, a convergência de agendas que vão definir o programa único de lutas e reivindicações populares.
O desafio não é retórico.
Trata-se de sinalizar um futuro alternativo, e crível, ao assalto em curso da restauração neoliberal no país.
O que engatinha, ainda em fraldas, não é apenas a construção de um novo aparato mobilizador, mas sobretudo, a convergência de agendas que vão definir o programa único de lutas e reivindicações populares.
O desafio não é retórico.
Trata-se de sinalizar um futuro alternativo, e crível, ao assalto em curso da restauração neoliberal no país.
Fazê-lo a partir de lutas e intervenções firmes e consequentes, a ponto de
conquistar a adesão e o consentimento da maioria da população é a linha de
passagem capaz de levar o país até 2018, sem o golpe.
E de vencer os golpistas consagradoramente então.
Essa é a essência do jogo que começou a ser jogado.
A Frente Brasil Popular içou velas no turbulento oceano político que nos separa daquele momento, disposta a ser o casco e o leme da candidatura que enfrentará a direita unificada no escrutínio histórico que ocorrerá então.
Todo o esforço do conservadorismo hoje consiste em fraturar e obstruir essa travessia.
Inviabilizar o governo Dilma, engessando-o em um pântano de sabotagem econômica e constrangimento institucional é a tática da hora.
Outra, consiste em excluir o nome do ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva, da cédula eleitoral de 2018, como possível candidato da frente que ora se forma.
É compreensível o temor que o confronto inspira nas elites e na borra reacionária que as sustenta.
Sem financiamento empresarial de campanha, com interesses e antagonismos explicitados pela transição de ciclo de desenvolvimento, e uma ênfase em ideias, não em publicidade, o embate sucessório de 2018 caminha para ser o palco pedagógico das contradições que
E de vencer os golpistas consagradoramente então.
Essa é a essência do jogo que começou a ser jogado.
A Frente Brasil Popular içou velas no turbulento oceano político que nos separa daquele momento, disposta a ser o casco e o leme da candidatura que enfrentará a direita unificada no escrutínio histórico que ocorrerá então.
Todo o esforço do conservadorismo hoje consiste em fraturar e obstruir essa travessia.
Inviabilizar o governo Dilma, engessando-o em um pântano de sabotagem econômica e constrangimento institucional é a tática da hora.
Outra, consiste em excluir o nome do ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva, da cédula eleitoral de 2018, como possível candidato da frente que ora se forma.
É compreensível o temor que o confronto inspira nas elites e na borra reacionária que as sustenta.
Sem financiamento empresarial de campanha, com interesses e antagonismos explicitados pela transição de ciclo de desenvolvimento, e uma ênfase em ideias, não em publicidade, o embate sucessório de 2018 caminha para ser o palco pedagógico das contradições que
