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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Brasil/UM PASSAPORTE PARA O FUTURO: FRENTE BRASIL POPULAR

4 outubro 2015, Carta Maior EDITORIAL http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Calafetar a greta histórica é o salto ao qual se propõe a Frente Brasil Popular que precisa reunir a força necessária ao seu teste final: as urnas de 2018.


Por: Saul Leblon



A estreia da Frente Brasil Popular nas ruas do país neste sábado – com maior intensidade em São Paulo, onde oito mil pessoas atenderam ao chamado do novo comitê unificado do campo progressista brasileiro — merece atenção.
 
O que engatinha, ainda em fraldas, não é apenas a construção de um novo aparato mobilizador, mas sobretudo, a convergência de agendas que vão definir o programa único de lutas e reivindicações populares.
 
O desafio não é retórico.
 
Trata-se de sinalizar um futuro alternativo, e crível, ao assalto em curso da restauração neoliberal no país. 

Fazê-lo a partir de lutas e intervenções firmes e consequentes, a ponto de conquistar a adesão e o consentimento da maioria da população é a linha de passagem capaz de levar o país até 2018, sem o golpe.
 
E de vencer os golpistas consagradoramente então.
 
Essa é a essência do jogo que começou a ser jogado.
 
A Frente Brasil Popular içou velas no turbulento oceano político que nos separa daquele momento, disposta a ser o casco e o leme da candidatura que enfrentará a direita unificada no escrutínio histórico que ocorrerá então.
 
Todo o esforço do conservadorismo hoje consiste em fraturar e obstruir essa travessia.
 
Inviabilizar o governo Dilma, engessando-o em um pântano de sabotagem econômica e constrangimento institucional é a tática da hora.
 
Outra, consiste em excluir o nome do ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva, da cédula eleitoral de 2018, como possível candidato da frente que ora se forma.
 
É compreensível o temor que o confronto inspira nas elites e na borra reacionária que as sustenta.
 
Sem financiamento empresarial de campanha, com interesses e antagonismos explicitados pela transição de ciclo de desenvolvimento, e uma ênfase em ideias, não em publicidade, o embate sucessório de 2018 caminha para ser o palco pedagógico das contradições que