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terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Chile/Governo chileno continua sem explicar supostos benefícios do Acordo Transpacífico
quarta-feira, 16 de julho de 2008
América Latina e Caribe/No ar o programa de rádio Voz dos Movimentos
[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina www.adital.com.br
Adital - Já está no ar o primeiro programa radialista a "Voz dos Movimentos", um espaço de expressão plural com a voz dos próprios atores sociais: camponeses, indígenas, afro-descendentes, mulheres, entre outros. A produção é responsabilidade da Minga Informativa de Movimentos Sociais, que congrega uma dezena de redes e Coordenações sociais da América Latina e do Caribe, com edição da Radio agencia NP do Brasil.
O programa está disponível em: http://www.radioteca.net/temas.php?t=13&st=3
Nesta primeira edição, o Conacami do Peru se refere ao plantão que os movimentos indígenas realizaram em frente a OEA para que este organismo exija ao Estado peruano o cumprimento do convênio 169 da OIT, e designe um relator que constate e investigue a violação de DDHH.
A Campanha "Haiti somos todos", reporta Jubileo Sur, recebeu apoio da Cúpula dos Povos realizada em Lima em maio passado, convocando a multiplicar as mobilizações nos distintos países por este motivo.
Os movimentos de direitos humanos do Brasil estão opostos à condenação de militantes de organizações sociais, por meio da qual se busca criminalizar o protesto social. No Pará, um advogado da Comissão Pastoral da Terra e um ex-coordenador regional da federação dos trabalhadores da agricultura são vitimas destas medidas.
No Equador, a Assembléia Constituinte entrou na reta final. Humberto Cholango, dirigente da Ecuarunari, fala sobre a plurinacionalidade e a necessidade de mudanças sociais a ser considerados na nova carta magna, e uma moderação da Corporação de Emissoras das Nacionalidades do Equador.
"A terra não agüenta mais", assinala o teólogo brasileiro Leonardo Boff ao comentar as reuniões das Nações Unidas sobre a crise alimentar e a mudança climática. Eventos onde não se quis escutar a voz de quem historicamente tem assegurado alimento a humanidade: os camponeses e camponesas.
Propague este e os próximos programas que apresentaram as lutas e os fatos, assim como os desafios, as propostas e as diversas expressões dos movimentos sociais do continente.
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33958
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terça-feira, 3 de junho de 2008
Peru/Organizações continuam protestos contra venda de terras indígenas
2 junho 2008/Conselho Inidigenista Missionário (CIMI) http://www.cimi.org.br
Os manifestantes denunciam que haverá uma divisão e uma apropriação dos territórios indígenas, promovendo a entrada de interesses de grupos econômicos. Eles comparam essa situação ao que ocorreu na ditadura militar chilena nos anos 70: "Essa ditadura, por meio de decreto-lei, impôs uma maciça divisão das terras das comunidades indígenas, principalmente do Povo Mapuche, atentando contra seus direitos coletivos e causando a perda de milhares de hectares que foram parar nas mãos de particulares e grandes empresas".
A Aidesep está preparando uma sustentação legal da demanda de inconstitucionalidade do ato legislativo. A entidade afirma que o decreto viola o artigo 6 do Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que exige aos Estados uma consulta aos povos indígenas cada vez que forem previstas medidas legislativas ou administrativas que podem afetá-los.
O decreto atenta também contra a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas que foi aprovada pelo Estado Peruano no dia 13 de setembro de 2007. Além disso, a organização lembra que a medida viola vários artigos da Constituição, que estabelecem que as comunidades são autônomas em suas organização, e que garante a propriedade coletiva.
O decreto (1015) possibilita que as empresas de exploração ambiental, como mineradoras, não precisem mais da aprovação de três quartos das comunidades para comprar terras, apenas 50% mais um dos participantes de uma Assembléia da Comunidade. Essa modificação na Lei 26505 faz parte do Tratado de Livre Comércio, assinado com os Estados Unidos, que busca promover e facilitar o investimento privado em terras comunitárias.
http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=3241&eid=246
