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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Brasil/Diálogos Israel-Palestina: Ocupação em pauta e o Brasil como mediador

31 de agosto de 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A possibilidade de envolvimento do Brasil nas negociações entre Israel e Palestina tem sido considerada. Foi mencionada, por exemplo, por Mohamed Odeh, presidente do Comitê Ibero-Americano do partido à frente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), o Fatah, durante a importante Conferência “Encontros e Diálogos entre Palestinos e Israelenses - Dilemas e Perspectivas nos Caminhos para a Paz”, que terminou neste domingo (30).

Por  Moara Crivelente*, especial para o Vermelho

Pouco depois da primeira Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), em 2005, o então chanceler brasileiro Celso Amorim visitou Israel. Reunido com seu homólogo Silvan Shalom, Amorim, que narra o encontro em seu livro “Teerã, Ramalá e Doha - Memórias da Política Externa Ativa e Altiva”, entendeu que a iniciativa causou desconforto à liderança sionista. O mesmo valia para o posicionamento do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) contra a ocupação israelense dos territórios palestinos - que culminou com o reconhecimento do Estado da Palestina pelo Brasil em 2010. Entretanto, a “universalidade” da política externa brasileira buscaria um equilíbrio e poderia levar o país a desempenhar um papel na mediação entre palestinos e israelenses.

A conferência realizada pela Comissão da Anistia do Ministério da Justiça do Brasil, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e a Fundação Getúlio Vargas reuniu líderes religiosos, políticos e estudantes israelenses e palestinos em São Paulo e

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O CESSAR-FOGO PROLONGADO ENTRE PALESTINOS E AGRESSORES SIONISTAS

27 agosto 2014, Vermelho EDITORIAL http://vermelho.org.br (Brasil)

Os palestinos comemoram o fim de mais um episódio do massacre que sofreram por Israel. Um cessar-fogo prolongado, mediado pelo Egito, deve ser o ponto de partida para negociações mais abrangentes a serem retomadas em um mês. Entre os pontos centrais estão alívio do bloqueio de quase oito anos imposto ao estreito território palestino da Faixa de Gaza, para o envio de ajuda humanitária e materiais para a enésima reconstrução do enclave de 365 quilômetros quadrados, com quase 1,8 milhão de habitantes, uma das áreas mais densamente povoadas do mundo.

O fim dos bombardeios diários da “operação Margem Protetora” – que, em hebraico, foi intitulada “Penhasco Poderoso” – obtido em negociações importantes, é uma vitória para os palestinos, vítimas de ataques brutais que incluíram também, por algumas semanas, a invasão terrestre com tanques e artilharia pesada. A agência da ONU