24 setembro 2014, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
Nas
últimas semanas, em meio ao saudável e necessário debate de ideias sobre os rumos
do Brasil decorrente do processo eleitoral, observamos com grande preocupação a
defesa de medidas que se levadas adiante contestarão o caminho da
industrialização como base da prosperidade e do desenvolvimento nacional.
Por Carlin Moura* e Ronaldo Carmona**
Primeiro, vimos o
economista-chefe da campanha de Marina Silva, Eduardo Giannetti, conhecido por
seu radicalismo liberal, defender, em entrevista ao Valor Econômico (08/09/14)
“que a indústria deve se preparar para uma operação desmame” com a revisão das
desonerações e dos subsídios a atividade industrial e com a realização de “uma
nova rodada de abertura comercial”.
Uma semana depois, foi a vez do coordenador de campanha, Walter Feldman, criticar em encontro com empresários de São Paulo a política de conteúdo local do pré-sal – para ele “doutrinária” (Folha de S.Paulo, 16/09/14) –, que estabelece que 60% dos componentes industriais para a exploração dessa grande riqueza dos brasileiros deve ser produzidos pela indústria nacional.
Uma semana depois, foi a vez do coordenador de campanha, Walter Feldman, criticar em encontro com empresários de São Paulo a política de conteúdo local do pré-sal – para ele “doutrinária” (Folha de S.Paulo, 16/09/14) –, que estabelece que 60% dos componentes industriais para a exploração dessa grande riqueza dos brasileiros deve ser produzidos pela indústria nacional.
