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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Brasil/Exibição do filme Tupac Amaru terá debate com diretor dia 8

30 de Novembro de 2011/Vermelho http://www.vermelho.org.br

A Fundação Maurício Grabois e a Cinemateca Brasileira, com apoio do Portal Vermelho e outras entidades, promovem uma sessão especial do longa-metragem peruano Tupac Amaru, de Federico García Hurtado, seguido de conversa com o diretor, dia 8 de dezembro, em São Paulo. Inédito nas telas brasileiras, o filme trata de um episódio da história da colonização espanhola no Peru, o levante conduzido pelo líder indígena Tupac Amaru, no final do século 18.

Tupac Amaru conta a história dos últimos anos da vida do primeiro herói e mártir da independência da América Latina. Ele liderou uma revolta popular de base indígena que abalou os alicerces da dominação colonial e a própria oligarquia “crioula”. Derrotado, preso, torturado, foi brutalmente assassinado em 1781. Seu corpo foi despedaçado por quatro cavalos.

Considerado pela crítica internacional como um dos mais importantes da história do cinema peruano e latino-americano, o filme foi coproduzido pelo Instituto Cubano del Arte y la Industria Cinematográficos (ICAIC) e contou com a participação de organizações populares de Cusco, no Peru.

Foi exibido em festivais em inúmeros países e recebeu, entre outros, o Prêmio Saúl Yelín, oferecido pela Associação de Cineastas Latino-americanos em Havana, em 1985, e a Menção Honrosa no Festival de Cinema de Londres de 1986. Pela primeira vez, o filme Tupac Amaru será exibido com legenda em português.

Este lançamento da versão legendada é uma parceria entre a Fundação Maurício Grabois e a Cinemateca, onde será feita a exibição dia 8, quinta-feira, às 20h (Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Mariana).

Federico García Hurtado

Escritor, jornalista e cineasta, Federico García Hurtado nasceu em 1937. Iniciou sua carreira como diretor na segunda metade dos anos 1960 com os curtas Huando, Tierra sin patrones e Inkari, proibidos pela ditadura militar. Estreou no longa em 1975 com o documentário Donde nacen los cóndores, película financiada por um grupo de camponeses de uma cooperativa peruana.

Outro destaque de sua vasta obra é Melgar, sangre de poeta (1982), que trata da vida de outro herói independentista de seu país, o jovem revolucionário Mariano Melgar. O seu último filme foi El Forastero (2002).

Federico dirigiu também uma minissérie para televisão chamada El Amauta, sobre a juventude do dirigente e teórico comunista peruano José Carlos Mariategui. Foram feitos os cinco primeiros capítulos; projeto pretendia abarcar toda vida de Mariategui – sua participação na criação da central sindical e do Partido Comunista –, mas não conseguiu ser concluído. O filme foi proibido em seu próprio país, acusado de incentivar o terrorismo senderista.

Durante o governo democrático e popular do General Juan Velasco Alvarado, entre 1968 e 1975, o diretor realizou inúmeras filmagens da revolução que se processava no país. O material bruto ainda não foi editado e se encontra ameaçado pelo descaso governamental.

Ficha técnica
Filme : Tupac Amaru
Direção: Federico García Hurtado
Elenco: Reynaldo Arenas, Zully Azurin, Carlos Cano de la Fuente
Origem: Cuba, Peru
Duração: 95 min
Legenda em português
Ano: 1984

Fonte: Augusto Buonicore / Fundação Maurício Grabois

sábado, 20 de outubro de 2007

Bolivia/Capacitan a comunidades para difundir la cultura andina en los trabajos textiles

La Paz, 20 octubre 2007 (ABI) - La Asociación de Artesanos Andinos (AAA) capacitan a más de 400 artesanos en 61 comunidades del país para rescatar y difundir la identidad indígena en los trabajos textiles, pese a la imposición de otras culturas.

En base a la ayuda de algunos organismos internacionales, desde hace tres años se viene fortaleciendo la AAA, constituida por sus asociaciones: Aramasi, Totora Pampa, Villa Pereira y Chuñu-Chuñuni.

Estos prestan servicio a más de 400 artesanos, en 61 comunidades, beneficiando a indígenas aymaras y quechuas, con una presencia marcada de mujeres, aunque la introducción de telares horizontales lleva a incorporar a un número cada vez más importante de hombres.

El objetivo que aglutina a la asociación es rescatar y difundir la artesanía textil de estos pueblos brindando un apoyo de capacitación en tintes, tejidos, producción y comercialización de estos productos.

En Bolivia, la producción textil indígena abarca varias poblaciones como Leque, Tarata, Bolívar, Arque, Tapacarí y otras en Cochabamba, Chipaya, Toledo en Oruro, Llallagua, Caiza, Yura en Potosí, Tarabuco en Sucre, Calamarca, Charazani y otras en La Paz.

En el Perú también se cuenta con producción textil, en el Cuzco, Puno y poblaciones cercanas al lago Titicaca.

La textilería refleja el encuentro con otras culturas, el sometimiento al dominio español y la permanencia de un lenguaje propio, que si bien admitió elementos extranjeros conservó la esencia, por lo tanto se dice que en la técnica y en el arte del tejido indígena, existen "reminiscencias anteriores y añadidos posteriores".

Origen
La primera influencia del textil empezó mucho antes de la llegada española, cuando existían las culturas de los Lupacas, Chillacas, Urus, Charcas, Caracaras, los Chichas, Mitmas, Callawayas, que se influenciaron entre si con elementos que se distinguen en sus productos textiles.

Las prendas de vestir representaban a los dioses, el signo de origen y el linaje de sus portadores. Muchos de estos dioses eran figuras de animales como aves, serpientes llamados "guacas", el mítico cóndor y en otras culturas veneraban al sol, la luna, las estrellas y los rayos.

De la cultura de los incas se conserva la utilización de figuras geométricas, cuadrados rectángulos y rombos ordenados sucesivamente en forma vertical u horizontal. Estas prendas se denominaban"tocapo", su uso se extendió desde las poblaciones del Cuzco hasta la zona de Charcas en Bolivia.

Otra típica decoración incaica es la figura de la estrella de 8 puntas, como la iconografía relacionada con el caudillo indígena Tupac Amaru.

De esa manera el textil no es un arte arcaico y anquilosado, sino que se descubre como el arte que lleva plasmado el origen indígena, sus relaciones y mezclas con otras culturas, para finalmente formar parte de lo que es en la actualidad la sociedad boliviana.

http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto_paleta&j=20071020134156