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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Brasil/AS OCUPAÇÕES E A LUTA CONTRA TEMER

3 novembro 2016, Blog do Miro http://altamiroborges.blogspot.com  (Brasil)

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Na tarde de ontem, quando Eleonora Menicucci, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para Mulheres no governo Dilma Rousseff, sentou-se para dar uma a entrevista ao 247, o mapa das mobilizações de estudantes contra a Reforma do Ensino Médio e contra a PEC 241, agora PEC 55, mostrava as dimensões de uma luta gigantesca. Eram 1149 instituições de ensino ocupadas no país: 1016 escolas, 51 universidades e 82 institutos federais, numa mobilização que tende a crescer, mesmo enfrentando medidas de repressão cada vez mais violentas. 

"A luta dos estudantes mostra que a resistência democrática continua cada vez mais ativa. Mesmo após as eleições municipais, que representaram uma derrota de toda a esquerda, o governo de Michel Temer está longe de ter o domínio da situação política,"diz Eleonora. "A luta continua, sempre."

Conhecida por uma militância política a favor dos direitos da mulheres e da defesa intransigente da democracia, a feminista Eleonora conhece as lutas estudantis por experiência própria. Estudante do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Minas Gerais, teve uma longa experiência nas mobilizações de sua geração, que marcaram a resistência à ditadura de 1964. Em 1965 foi vice-presidente da União Estadual de Estudantes/MG e no ano seguinte foi eleita vice-presidente da UNE, no Congresso de 1966, realizado em BH. Presa e torturada nas dependências do DOI-CODI de São Paulo, quando testemunhou a morte do jornalista militante Luiz Eduardo da Rocha Merlino, Eleonora foi companheira de cela de Dilma Rousseff. Professora titular de Medicina Coletiva na Universidade

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Brasil/AVISO A MICHEL TEMER: A LUTA CONTINUA

4 de Setembro de 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Paulo Moreira Leite
Jornalista e escritor, é diretor do 247 em Brasília

Estive na tarde de ontem na avenida Paulista, onde participei da concentração em frente ao MASP. À noite, acompanhei de carro uma imensa passeata pela Rebouças que fez o trajeto da Paulista até o Largo da Batata. Um colega que assistiu a passagem dos manifestantes de cima de um viaduto calcula que o cortejo prolongou-se por duas horas e acredita que pelo menos 100 000 pessoas desfilaram perante seus olhos. Os organizadores fazem o mesmo cálculo. Numa reação sintomática, a Policia Militar preferiu não revelar  sua estimativa. Ficou feliz em porrada, quando o protesto já estava terminado e calmo. 

Os números de todo ato político sempre possuem um viés a favor ou contra. Sempre serão louvados por um lado e questionados pelo outro. Seu significado político não pode ser colocado em dúvida, porém. Os protestos de ontem indicam que a luta contra o governo Temer segue seu curso e pode até ganhar um fôlego maior.

Cinco dias depois do impeachment de Dilma Rousseff, a base social de trabalhadores, mulheres e jovens que se tornaram  alvo preferencial das reformas estruturais inscritas na prancheta do golpe foi  às ruas para dizer que não pretende ficar quieta e que

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Brasil/APELO DE LULA À ONU MOSTRA RISCO DE DITADURA



29 de Julho de 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Paulo Moreira Leite*

A gravidade da denúncia de Lula contra o juiz Sérgio Moro no Conselho de Direitos Humanos da ONU não deve ser minimizada.

Mostra uma verdade importante, que é preciso encarar, ainda que seja dolorosa de reconhecer: a defesa dos direitos e garantias individuais no Brasil da Lava Jato tornou-se uma luta travada em situação desesperadora, na qual uma vítima, mesmo o cidadão que ocupou a presidência da República por dois mandatos, não tem a quem recorrer e precisa buscar auxílio internacional para proteger seus direitos.

A situação atual do país foi bem definida pelo professor Paulo Sérgio Pinheiro, com formação em História e Direito, que foi ministro da

terça-feira, 12 de abril de 2016

Brasil/PLACAR NA ILHA DA FANTASIA

12 abril 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Paulo Moreira Leite
Jornalista, escritor, diretor do 247 em Brasília

O placar da Comissão Especial do Impeachment, 38 votos contra 27, é um placar típico de ilha da fantasia e não reflete a luta política real em curso no país. O enfraquecimento do golpe parlamentar articulado pela oposição, apoiada pelo Judiciário e pela mídia grande, é um fenômeno visível nas ruas, nas pesquisas de opinião, nas articulações políticas e até por uma anedota significativa.
  
O discurso de Michel Temer revelou um conspirador de ópera-bufa e constitui um vexame político com poucos antecedentes comparáveis. O  caso mais semelhante ocorreu em 1985, quando

sábado, 19 de setembro de 2015

Brasil/Autor da denúncia do impeachment de Collor: Contra Dilma, não há nada

18 setembro 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)


Autor da denúncia que levou ao impeachment de Fernando Collor, em 1992, o advogado Marcelo Lavenère, afirmou, em entrevista ao jornalista Paulo Moreira Leite, no Brasil 247, que tem sido procurado com frequência por jornalistas: “Quando eu falo que não há a menor razão para se falar em impeachment da Dilma, eles perdem o interesse e desistem da entrevista”, revela.


“Vários jornalistas que cobrem as denúncias contra Dilma já me ligaram para pedir que eu fale sobre o impeachment do Collor. Mas quando eu digo que são situações muito diferentes e que eu acho que não há a menor razão para se falar em impeachment da Dilma, eles perdem o interesse e desistem da entrevista.”

Então eu vou fazer a pergunta ao senhor, que assinou a denúncia em 1992, ao lado do jornalista Barbosa Lima Sobrinho (morto em 2000). Por que não se pode comparar os dois casos?

A denúncia contra o Fernando Collor teve como base uma apuração detalhada sobre o envolvimento do presidente. Sob presidência do então senador Amir Lando, uma CPI mixta produziu um relatório denso e detalhado, mostrando seu envolvimento de forma clara. As conclusões contra Collor eram indiscutíveis, a tal ponto que o relatório foi aprovado por unanimidade. Quem ler o relatório, ainda hoje, ficará impressionado com