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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Brasil/Guarani é oficializado como segunda língua em município de MS

Agência de Informação Frei Tito para a América Latina (ADITAL)
16 junho 2010/ADITAL http://www.adital.com.br

Adital - O guarani é a segunda língua oficial do município de Tacuru, no Mato Grosso do Sul. O município foi o segundo do país a adotar um idioma indígena como língua oficial, após a sanção do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 de maio, da lei que oficializa a língua guarani em Tacuru. Com a nova lei, os serviços públicos básicos na área de saúde e as campanhas de prevenção de doenças neste município devem, a partir de agora, prestar informações em guarani e em português.

Com a nova lei, a Prefeitura de Tacuru se compromete a apoiar e a incentivar o ensino da língua guarani nas escolas e nos meios de comunicação do município. A lei estabelece também que nenhuma pessoa poderá ser discriminada em razão da língua oficial falada, devendo ser respeitada e valorizada as variedades da língua guarani, como o kaiowá, o ñandeva e o mbya.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Moçambique na reunião sobre línguas africanas

21 janeiro 2010/Notícias

Moçambique participa na reunião internacional sobre as línguas africanas, um encontro que decorre na capital do Burkina Faso, Ouagadougou, e que conta com a participação de outros 25 países do Continente africano. Este encontro sucede o realizado em Windhoek, Namíbia, em 2005, onde especialistas e actores das línguas e da Educação reconheceram a importância do ensino em línguas maternas no Continente africano.

A ideia da presente reunião, que decorre desde ontem naquele país, no qual o Moçambique é representado por quadros do Ministério da Educação, é encontrar uma plataforma comum de introdução das línguas africanas nos sistemas de educação escolar formal, como forma de garantir que elas não desapareçam.

Com efeito, há uma vontade expressa por parte dos dirigentes africanos de colocar as línguas africanas no ensino escolar. Contudo, para além das declarações de intenção, espera-se que os dirigentes africanos aceitem pôr em prática as resoluções da Conferência de Ouagadougou sobre a Educação Multilingue.

O encontro preparatório iniciou segunda-feira com a presença de técnicos e especialistas das línguas africanas, tendo ontem sido inaugurado formalmente.
Nesta conferência, ponto de partida duma mobilização para a efectividade do ensino das línguas e culturas africanas na educação, os Ministérios africanos da Educação, profissionais e peritos das mesmas instituições comprometer-se-ão a partilhar lições aprendidas sobre as práticas concretas que permitem instaurar políticas de educação multilingues eficazes.

As experiências dos países como Moçambique, Burkina Faso, Malawi e a Etiópia, permitirão mostrar aos ministros as linhas mestras para alcançar a integração das línguas e culturas africanas na educação e desenvolver pólos de qualidade interestaduais sobre a utilização das mesmas para criar uma rede de mutualização comum.

Às vezes criticada nalguns países, por causa de ramificações políticas, a utilização da língua materna é, no entender dos peritos, um factor importante para a inclusão e a qualidade na educação.

Segundo um estudo de 2005 encomendado pela Associação para o Desenvolvimento da Educação em África (ADEA), o Instituto da UNESCO para a Aprendizagem Durante toda a Vida (UIL), e pela Cooperação Alemã (GTZ), a educação multilíngue deverá ser encorajada como uma escolha estratégica para melhorar não só a aprendizagem nos alunos em todos os níveis, mas igualmente como um sistema educativo eficaz.

Avaliações revelam que os estudantes das escolas bilingues no Mali, na Zâmbia, no Níger, no Burkina Faso, no Senegal e na Nigéria dominam melhor a matemática, as ciências e línguas, incluindo o francês e o inglês, do que estudantes de instituições unilíngues.

Vários estudos elaborados por especialistas africanos e outros estrangeiros indicam que, o insucesso escolar, nomeadamente as taxas elevadas de abandono e repetição entre os alunos a todos os níveis de instruções, está numa larga medida ligada ao facto de as crianças aprenderem a ler, adquirir conhecimentos e passar provas numa língua que, muitas vezes não dominam nem praticam em casa com os seus pares.

A repetição do ano escolar é não só um fracasso em termos de custos, mas pode ainda desanimar os alunos ao ponto de os conduzir à desistência definitiva e ao regresso ao analfabetismo, deixando de gozar do seu direito à educação de base.

Por outro lado, a utilização das línguas como meios de instrução é considerada como um dos factores chaves na busca para a melhoria da qualidade e do acesso à educação em África.

Para o secretário-executivo da ADEA, Ahlin Byll Cataria, não é preciso ver na língua unicamente um instrumento de trabalho, mas todos os fundamentos das sociedades.
“Quando falamos das línguas africanas na educação é preciso, certamente, insistir na qualidade da aprendizagem que isso permite, mas para além da qualidade há todas as referências sociais, culturais e filosóficas”, disse.

As línguas africanas têm referências para a governação da sociedade e da democracia, existe expressões e provérbios que traduzem melhores estes conceitos, prosseguiu, Byll Cataria, indicando que são desenvolvidos princípios de justiça, solidariedade, ética e respeito individual.

A reunião de Ouagadougou será decisiva nesta iniciativa que apenas vai engrandecer a escola e reconciliar África consigo mesma.

Pretende-se, igualmente, que as riquezas linguísticas africanas saiam dos marés de esquecimento para enriquecer programas de ensino permitindo preparar a vida dos cidadãos que já não estarão desconectados com o seu meio ambiente, mas enraizar-se-ão na sua cultura para fazer face ao desenvolvimento dos respectivos países africanos.

domingo, 30 de setembro de 2007

II Encontro Internacional sobre Línguas e Culturas dos Povos Tupí

O Laboratório de Línguas Indígenas do Instituto de Letras da Universidade de Brasília propõe-se organizar, durante a primeira semana de outubro de 2007, o II Encontro Internacional sobre Línguas e Culturas dos Povos Tupí (1-3 de outubro) e o I Workshop sobre Línguas Indígenas Ameaçadas: estratégias de preservação e de revitalização (4-5 de outubro).

Os dois eventos se relacionam em vários aspectos. O primeiro caracteriza-se como encontro puramente científico, em que serão discutidos resultados de pesquisas sobre diferentes aspectos das línguas e culturas Tupí e o segundo focalizará a urgência da implementação de políticas e ações que possam frear os processos acelerados de morte de várias línguas indígenas brasileiras.

Maiores informações: http://www.unb.br/il/lali/

http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=2772&eid=142

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Pueblos indígenas venezolanos tendrán Academia de Idiomas y Culturas

Caracas, 4 Julio ABN (Emma Grand) - La Comisión de Pueblos Indígenas de la Asamblea Nacional (AN) aprobó este miércoles otorgar la condición de Academia de Idiomas y Culturas Indígenas al organismo responsable de aplicar en el país la Ley de Idiomas Indígenas que actualmente discute el Parlamento.

«Dotaremos a la República de un instrumento de apoyo al desarrollo lingüístico de los pueblos indígenas», expresó el presidente de la Subcomisión de Legislación de Pueblos Indígenas, diputado Arcadio Montiel, al dar a conocer la información.

La creación de la Academia de Idiomas y Culturas Indígenas estará contemplada en el artículo 10, capítulo II del proyecto de Ley de Idiomas y Culturas Indígenas, llamado Del ente nacional de idiomas y de la política lingüística.

Montiel precisó que la nueva institución tendrá una estructura horizontal y estará constituida por expertos en la materia.

Con respecto al proyecto de Ley de Idiomas Indígenas, la presidenta de la Comisión de Pueblos Indígenas, Noelí Pocaterra, destacó la importancia del idioma como elemento fundamental de la identidad cultural de los pueblos.

Por otra parte, el diputado Montiel explicó que además de la Ley de Idiomas Indígenas, esa subcomisión trabaja en la redacción y discusión de cuatro leyes para los pueblos indígenas.

Las restantes son: la Ley de Educación Intercultural Bilingüe y Uso de los Idiomas, la Ley de Elección de los Representantes Populares Indígenas y la Ley del Patrimonio Cultural para el Desarrollo de las Bellas Artes Indígenas

http://www.abn.info.ve/go_news5.php?articulo=96700&lee=Array%5b0]