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terça-feira, 9 de agosto de 2016

BRICS, Rússia/A guerra das sanções: novas baixas na União Europeia/Санкционная война: новые потери Евросоюза



9 agosto 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Pyotr Iskenderov

DIRIGENTES DA UE AO SERVIÇO DOS EUA ACTUAM CONTRA OS INTERESSES DOS POVOS EUROPEUS

O Ministério do Desenvolvimento Económico russo publicou algumas estatísticas que muitos no ocidente preferem ignorar. Estas revelam que a União Europeia, EUA, Canadá, Noruega e Austrália perderam um mercado anual no valor de US$8,6 mil milhões devido às sanções que aprovaram contra a Rússia. Em tonelagem, as importações russas de alimentos daqueles países diminuíram 98,9% – de 4.331 milhões de toneladas para 46.500. "Poder-se-ia dizer que as vendas perdidas dentro do mercado da Federação Russa foram o equivalente à redução em importações agrícolas daqueles países", enfatizou uma declaração do ministro russo do Desenvolvimento Económico.

Aquele serviço também apresentou uma estimativa aproximada da

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O EURO E O DESEMPREGO EM PORTUGAL

17 agosto 2015, Resistir.info http://resistir.info resistir.info (Portugal)

por Manuel Brotas [1]

Com o euro o país subiu para um novo patamar estrutural de desemprego. E dentro do euro não tem nem os meios nem as possibilidades de vir a descer dele.

Oficialmente, em Portugal, a taxa de desemprego em junho era de 12,4%. Na União Europeia era de 9,6% e na zona euro de 11,1%. Mas o cálculo é muito restritivo. Por exemplo, basta que alguém tenha trabalhado uma hora na semana de referência do inquérito para ser logo considerado empregado. A taxa oficial de desemprego, por conseguinte, não é uma boa medida do desaproveitamento da força de trabalho na sociedade.

Se considerássemos os subempregados (que trabalham menos do que gostariam), os inativos desencorajados (que querem mas já não procuraram trabalho) ou temporariamente indisponíveis, os desempregados ocupados em cursos de formação ou programas governamentais, os que se viram obrigados a emigrar para ganhar a vida, a verdadeira taxa de desemprego em Portugal seria muitíssimo maior (mais do dobro da oficial, se os emigrados cá ficassem).

O crescimento demográfico aumenta a oferta de trabalho, mas as sociedades europeias, muito especialmente a portuguesa, estão muito envelhecidas, geralmente com taxas de fecundidade longe de assegurar sequer a reposição da população. Na verdade, é a imigração que atenua a tendência longa das sociedades europeias para a extinção! São massas humanas dos países subdesenvolvidos, despojadas das suas condições e modos tradicionais de vida, destruídos pela globalização capitalista e as guerras incentivadas pelo imperialismo, que se lançam, através ou à margem dos circuitos legais da imigração, em busca de sobrevivência e de uma vida melhor nos países europeus, para que o grande capital possa afinal aproveitar e explorar, simultaneamente lá e cá, essa força de trabalho mais barata e disponível. Ainda recentemente, no mês de abril, morreram mais de mil e duzentas pessoas, incluindo dezenas de crianças, em trágicos naufrágios de