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segunda-feira, 8 de junho de 2015

BRICS, БРИКС/BANCO DOS BRICS ENTERRA UMA ERA

4 junho 2015, http://www.conversaafiada.com.br (Brasil)

O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:
Quem mandou os EUA trancarem a porta do FMI?



Em julho de 1944, quando os destinos da 2a. Guerra Mundial já estavam definidos, uma conferência internacional – essencialmente ocidental – criou as duas instituições que, durante mais de meio século, tiveram a hegemonia da relações monetárias e das condições de cooperação financeira entre os países do mundo.

Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial (então, Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) foram ferramentas importantíssimas na implantação do domínio econômico da potência vencedora – os EUA – sobre a face da Terra e o nascedouro do padrão-dólar nas relações cambiais, dando um indescritível poder a quem o emitia, pois passou não apenas a ser a referência de valor das moedas como, cruelmente, passou a ser mundialmente entesourado, permitindo a emissão de moeda sem o efeito inflacionário que isso traz: a moeda que não circula não  gera inflação, obvio

A Europa, em frangalhos, pendurou-se na hegemonia norte-americana e, na economia – ao contrário do que ocorreria na política, meses depois, na Conferência de Yalta – o mundo tornou-se unipolar. A tentativa de escapar dela, pela Europa, primeiro através do Mercado Comum Europeu e, depois, pela unificação monetária no Euro, levou 50 anos, e deu uma sobrevida à decadente economia do Velho Continente que, se não podia mais projetar-se globalmente, como na primeira metade do século 20, ao menos conseguiu – aos trancos e barrancos e

domingo, 27 de maio de 2007

Brasil quer mudar forma de escolha de membros do FMI e Bird

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, manifestou neste sábado (26), formalmente, a posição do governo brasileiro contra os atuais critérios no processo de escolha dos dirigentes de instituições financeiras multilaterais.

Em comunicado sobre a reforma no processo de escolha dos presidentes do Banco Mundial (Bird) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), Mantega afirmou que os diretores desses organismos devem ser definidos "segundo processos abertos e transparentes, sem restrição a candidaturas em função da nacionalidade".

A posição do Brasil é compartilhada pelos membros do G-20 financeiro, grupo que congrega ministros e presidentes de bancos centrais das economias mais avançadas e dos principais emergentes.

Um comunicado semelhante está sendo emitido pelo ministro das Finanças da África do Sul, Trevor Manuel, atual presidente do G-20, e pelo secretário do Tesouro da Austrália, Peter Costello, segundo Mantega.

Só norte-americanos
De acordo com os critérios adotados desde a criação das duas instituições, há 60 anos, a presidência do Banco Mundial é ocupada por um cidadão norte-americano, indicado pelo presidente dos Estados Unidos, e o diretor-gerente do FMI é escolhido por indicação dos principais países da Europa Ocidental.

Diz a nota: "O governo brasileiro entende que tal costume não encontra fundamento na realidade contemporânea, constituindo anacronismo que deve ser superado no contexto das instituições financeiras multilaterais. Num momento em que a legitimidade, a representatividade e a eficácia do Banco Mundial e do FMI precisam ser restauradas, seria de lamentar que a escolha do novo presidente do Banco Mundial não fosse baseada no mérito de candidatos apresentados por qualquer dos Estados membros da instituição".

O cargo de presidente do Banco Mundial está vago desde que Paul Wolfowitz pediu demissão, após denúncia de favorecer a própria namorada e ex-funcionária do banco com promoções. Wolfowitz estava na presidência do Banco Mundial desde 2005. Antes disso, foi membro do Pentágono e ajudou na formulação da estratégia para a invasão ao Iraque.

O comunicado divulgado hoje pelo Ministério da Fazenda diz que a posição do G-20 é reforçada "à luz dos recentes acontecimentos no Banco Mundial". (Agência Brasil / Vermelho / 26 de maio de 2007)