24 março 2014, Vermelho
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Olhando para
trás, para o golpe em Kiev e as informações fornecidas durante o curso dos
acontecimentos, Manlio Dinucci descreve um dispositivo de décadas de idade,
usado pelos Estados Unidos e pela Otan, como aparece hoje: um novo
"Gládio", quer dizer, uma estrutura militar secreta capaz de
manipular fatos políticos.
Por Manlio Dinucci, no Il Manifesto
Por Manlio Dinucci, no Il Manifesto
"Delta", um antigo oficial do exército israelita, comandando uma milícia liderada por judeus durante a "revolução Ucrainiana". Seu nome de guerra é Delta. Ele é um dos líderes militares da "revolução ucraniana", mesmo que, como ele mesmo diz, ele não se considere ucraniano. Sob o capacete, ele usa um kippa [NT: pequeno gorro usado pelos homens judeus ortodoxos].
A história foi lançada pela agência de imprensa judaica JTA (sediada em Nova York), depois de fazer uma entrevista anônima e fotografá-lo camuflado com um colete à prova de balas, o rosto escondido atrás de óculos escuros e um lenço preto [1].
"Delta" é um antigo veterano do exército israelense, que se especializou na guerra urbana como um membro da brigada de infantaria Givati, que esteve envolvida na Operação Chumbo Fundido e outros ataques em Gaza, incluindo o massacre de civis no bairro de Tel el-Hawa. Na Ucrânia há alguns anos, sob o disfarce de empresário, ele montou e treinou, juntamente com outros antigos soldados israelenses, os "Capacetes Azuis de Maidan", uma unidade de combate aplicando, em Kiev, as mesmas técnicas urbanas que foram experimentadas na faixa de Gaza.
Conforme ele disse à JTA, seu pelotão recebe ordens do Svoboda, isto é, de um partido que, por trás da sua nova fachada, mantém sua matriz neonazista.