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sexta-feira, 13 de junho de 2014
Angola/Acordo financeiro na visita ao Brasil
Angola e Brasil vão aproveitar a
deslocação do Presidente José Eduardo dos Santos para assinar acordos na área
financeira, além de rever outros documentos que regem a cooperação estratégica
existente entre os dois países.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Manual de instruções para perceber a tensão entre Angola e Portugal
16
Outubro 2013, Jornal de Negócios http://www.jornaldenegocios.pt (Portugal)
Por
Celso Filipe cfilipe@negocios.pt
As críticas de José Eduardo dos Santos em relação à
"cúpula" e ao "clima político actual reinante" entre
Portugal e Angola fizeram tremer as relações bilaterais.
O
presidente angolano disse, em 15 de Outubro, que esta situação não aconselha à
criação de uma "parceria estratégica" e as reacções às suas palavras
demonstraram, à sociedade, a componente emocional que caracteriza as relações
entre os dois países. O Negócios explica-lhe os factos que conduziram a estas
declarações e dá resposta às dúvidas que entretanto se foram colocando.
Qual é a
causa desta crise nas relações institucionais entre Portugal e Angola?
O pedido
de desculpas que Rui Machete fez às autoridades angolanas pelas investigações
judiciais a altas figuras do Estado daquele país, especialmente o
vice-presidente da República, Manuel Vicente, e o chefe da Casa Militar,
general Manuel Hélder Vieira Dias ("Kopelipa") e que foi conhecido em
4 de Outubro. Em Portugal, esta atitude foi altamente criticada, tendo o
ministro dos Negócios Estrangeiros sido acusado de ser subserviente em relação
a Angola. Em resposta, o "Jornal de Angola", através de editoriais e
artigos de opinião adoptou uma posição particularmente dura, falando inclusive
em "parlamentares e figuras públicas portuguesas, altamente
corruptas".
Quanto à
investigação em si, a publicação sublinhava em 12 de Outubro: "O
Ministério Público em Portugal é independente, faz gala da sua independência,
mas depois alimenta manchetes na imprensa portuguesa que apenas visam
julgamentos populares na praça pública, cujas vítimas inocentes são titulares
dos nossos órgãos de soberania. Investiguem quem quiserem. Mas não violem o
segredo de justiça para assassinarem a honra de altas figuras do Estado
angolano."
Qual foi
a reacção do Governo português?
Passos
Coelho desvalorizou as críticas feitas a Rui Machete, considerando que as suas
declarações não tinham a gravidade que a oposição lhes queria imputar.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Angola/A NAÇÃO É ASSIM
16 outubro 2013, Jornal de Angola EDITORIAL http://jornaldeangola.sapo.ao
O Presidente da República falou ontem aos deputados
sobre o Estado da Nação. O discurso é um marco histórico na cena política,
porque pela primeira vez José Eduardo dos Santos denuncia corajosamente as
fontes das intrigas e calúnias que diariamente são lançadas para manchar a
honra de altas figuras do Estado.
A chamada comunidade internacional exigiu que Angola enveredasse pela
democracia representativa e pela economia de mercado.
Como os resultados não agradam, os subterrâneos da propaganda entram em
acção.
O Presidente José Eduardo dos Santos chama a estas campanhas, manobras de
intimidação. Mas aconselha os angolanos a que não se deixem intimidar. Para
muitas organizações ocidentais, um africano rico só pode ser corrupto. Mas têm
que se habituar à realidade exposta pelo Chefe de Estado, revelada no discurso
do Estado da Nação. Os empresários angolanos precisam de músculo financeiro.
Angola precisa de uma classe que acumule capital. De resto, todo o mundo
ocidental fez isso há muitos séculos e essa é a base do sistema que hoje está
implantado no mundo. Por que haveríamos se ser nós diferentes? Não há igualdade
de direitos?
Angola tem os seus ricos e todos esperamos que haja cada vez mais. Os
fomentadores do sistema exigiram que Angola aderisse à economia de mercado. Aí
está ela. Mas quem fez essa exigência tinha uma ideia: dominarem eles o mercado
angolano e mandarem na nossa economia. Enganaram-se redondamente. Os angolanos
comandam a economia e dominam o mercado.
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