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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Angola/Acordo financeiro na visita ao Brasil

12 junho 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Angola e Brasil vão aproveitar a deslocação do Presidente José Eduardo dos Santos para assinar acordos na área financeira, além de rever outros documentos que regem a cooperação estratégica existente entre os dois países.


O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, mencionou o sector das infra-estruturas, a facilitação de vistos e de transferência de presos dos dois países como outros assuntos constantes da agenda de negociações e que vão merecer destaque  durante a visita do Presidente José Eduardo dos Santos ao Brasil, onde se encontra desde segunda-feira a convite da sua homóloga Dilma Rousseff.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Manual de instruções para perceber a tensão entre Angola e Portugal



16 Outubro 2013, Jornal de Negócios http://www.jornaldenegocios.pt (Portugal)

Por Celso Filipe cfilipe@negocios.pt

As críticas de José Eduardo dos Santos em relação à "cúpula" e ao "clima político actual reinante" entre Portugal e Angola fizeram tremer as relações bilaterais.

O presidente angolano disse, em 15 de Outubro, que esta situação não aconselha à criação de uma "parceria estratégica" e as reacções às suas palavras demonstraram, à sociedade, a componente emocional que caracteriza as relações entre os dois países. O Negócios explica-lhe os factos que conduziram a estas declarações e dá resposta às dúvidas que entretanto se foram colocando.

Qual é a causa desta crise nas relações institucionais entre Portugal e Angola?
O pedido de desculpas que Rui Machete fez às autoridades angolanas pelas investigações judiciais a altas figuras do Estado daquele país, especialmente o vice-presidente da República, Manuel Vicente, e o chefe da Casa Militar, general Manuel Hélder Vieira Dias ("Kopelipa") e que foi conhecido em 4 de Outubro. Em Portugal, esta atitude foi altamente criticada, tendo o ministro dos Negócios Estrangeiros sido acusado de ser subserviente em relação a Angola. Em resposta, o "Jornal de Angola", através de editoriais e artigos de opinião adoptou uma posição particularmente dura, falando inclusive em "parlamentares e figuras públicas portuguesas, altamente corruptas".

Quanto à investigação em si, a publicação sublinhava em 12 de Outubro: "O Ministério Público em Portugal é independente, faz gala da sua independência, mas depois alimenta manchetes na imprensa portuguesa que apenas visam julgamentos populares na praça pública, cujas vítimas inocentes são titulares dos nossos órgãos de soberania. Investiguem quem quiserem. Mas não violem o segredo de justiça para assassinarem a honra de altas figuras do Estado angolano."

Qual foi a reacção do Governo português?
Passos Coelho desvalorizou as críticas feitas a Rui Machete, considerando que as suas declarações não tinham a gravidade que a oposição lhes queria imputar.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Angola/A NAÇÃO É ASSIM



16 outubro 2013, Jornal de Angola EDITORIAL http://jornaldeangola.sapo.ao

O Presidente da República falou ontem aos deputados sobre o Estado da Nação. O discurso é um marco histórico na cena política, porque pela primeira vez José Eduardo dos Santos denuncia corajosamente as fontes das intrigas e calúnias que diariamente são lançadas para manchar a honra de altas figuras do Estado.

A chamada comunidade internacional exigiu que Angola enveredasse pela democracia representativa e pela economia de mercado.

Como os resultados não agradam, os subterrâneos da propaganda entram em acção.

O Presidente José Eduardo dos Santos chama a estas campanhas, manobras de intimidação. Mas aconselha os angolanos a que não se deixem intimidar. Para muitas organizações ocidentais, um africano rico só pode ser corrupto. Mas têm que se habituar à realidade exposta pelo Chefe de Estado, revelada no discurso do Estado da Nação. Os empresários angolanos precisam de músculo financeiro. Angola precisa de uma classe que acumule capital. De resto, todo o mundo ocidental fez isso há muitos séculos e essa é a base do sistema que hoje está implantado no mundo. Por que haveríamos se ser nós diferentes? Não há igualdade de direitos?

Angola tem os seus ricos e todos esperamos que haja cada vez mais. Os fomentadores do sistema exigiram que Angola aderisse à economia de mercado. Aí está ela. Mas quem fez essa exigência tinha uma ideia: dominarem eles o mercado angolano e mandarem na nossa economia. Enganaram-se redondamente. Os angolanos comandam a economia e dominam o mercado.