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terça-feira, 11 de março de 2014

Moçambique/Disputa do lago Niassa: Malawi e Tanzania reunem-se em Maputo

10 março 2014, Rádio Moçambique http://www.rm.co.mz (Moçambique)
Os governos do Malawi e da Tanzânia reúnem-se a partir do dia 20 deste mês em Maputo em torno do diferendo que os opõe sobre os limites do lago Niassa, disputado pelos dois países há cerca de cinquenta anos.
Falando no decurso da sessão do Conselho de Ministros da Sadc que teve início esta segunda-feira em Lilongwe, o ministro malawiano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional, Efraim Chiume, aproveitou a ocasião para informar os seus homólogos da região sobre os últimos desenvolvimentos em torno do diferendo fronteiriço.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Colômbia/AS FARC-EP E O ACORDO DE PAZ



11 junho 2013, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

ENTREVISTA COM PABLO CATACUMBO



Nesta entrevista com Pablo Catacumbo, membro do Estado-Maior Central das FARC-EP explica como e por que razão as FARC-EP a negociar com o governo de Juan Manuel Santos: «Sentimos que havia a possibilidade de alcançar uma solução política, que nunca esteve ausente da nossa abordagem estratégica».

Maria Jimena Duzan (MJD): Há quanto tempo não saía das montanhas?
Pablo Catatumbo (PC): À civilização não venho desde as negociações de Tlaxcala. Ou seja, há quase 25 anos. E há 12 que não via Iván Marquez.

MJD: Você foi o primeiro membro do Secretariado, a dar o passo que iniciou o processo de paz. O que o levou a isso?
PC: Certo. As explorações começaram com o governo de Uribe, quando nos enviou uma carta, assinada pelo então comissário Frank Pearl. Naquela época, no entanto, consideramos que não era viável entrar num processo de paz quando o seu mandato estava terminando.

MJD: E por que decidiram iniciar conversações exploratórias com o governo de Santos?
PC: Porque as cartas que nos enviou e as mensagens que nos fez chegar tinham outros conteúdos. Além disso, iniciava-se um novo governo e desde o dia de sua posse o presidente disse que não tinha fechadas as portas da paz e que as chaves as tinha ele. Com Alfonso Cano e o secretariado analisámos o discurso e pareceu-nos que havia nele uma mensagem. Sentimos que havia a possibilidade de alcançar uma solução política, que nunca esteve ausente da nossa abordagem estratégica.