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quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Moçambique vai produzir 1,5 milhões de toneladas de aço
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Arcelor Mittal suspende fábrica de aço em Boane e fecha no Maputo em Moçambique
A fábica de aço de Boane, cuja primeira pedra foi lançada em Março do ano passado representa um investimento de 40 milhões de dólares que iria criar 200 empregos.
A nova fábrica, que seria a maior de Moçambique e da África Austral, deveria produzir numa primeira fase 30 mil toneladas de aço por ano para depois atingir uma capacidade de 200 mil toneladas/ano.
O anúncio da suspensâo da construção da fábrica de Boane surge dias depois da ArcelorMittal ter encerrado a fábrica de aço em Maputo, alegando que a crise internacional fez baixar o preço do produto no mercado internacional provocando o desemprego a uma centena de pessoas.
A fábrica tinha sido inaugurada em Abril do ano passado pela ArcelorMittal, que a adquiriu a antiga Companhia Siderúrgica de Moçambique, CIFEL.
O director nacional da Indústria de Moçambique, Sidónio dos Santos, disse que o baixo preço dos varões para construção e do aço ditaram o encerramento da fábrica.
“A antiga CIFEL está novamente paralisada devido à crise financeira internacional. A questão aqui é que a fábrica produzia varões para construção e aço. Devido à crise, o preço de venda destes produtos baixou no mercado internacional tornando a produção não rentável. Os custos de produção são elevados e o preço não compensa”, explicou.
A antiga CIFEL já tinha estado fechada durante dez anos, até que em 2007 foi adquirida pela multinacional, que ali investiu 11 milhões de dólares onde estavam a ser produzidos diferentes tipos de aço e ferro para a construção civil.
A ArcelorMittal, resultante da fusão entre a Arcelor e a Mittal Steel, considerada a maior companhia da indústria do aço ao nível mundial, conta com cerca de 320 mil trabalhadores em mais de 60 países, tendo a sua sede no Luxemburgo. (macauhub)
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Fábrica de tubos de aço de 50 milhões de dólares com capital chinês inaugurada em Moçambique
Construída no Parque Industrial de Beleluane, sul de Moçambique, com 700 hectares, a fábrica de tubos de aço de Moçambique é propriedade da Capital Star Steel (CSS) S.A., uma empresa de capitais privados, resultado de uma parceria entre a companhia sul-africana Capital Africa Steel (Pty) Ltd, e o gigante chinês Seven Star Group, com 40 por cento cada.
Os restantes 20 por cento do projecto pertencem a um grupo de empresas moçambicanas: a Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabué, Petromoc, Electricidade de Moçambique, Matola Gas Company e Petroline.
Com mercados já assegurados em África e nos Estados Unidos, ligados à indústria de transporte de derivados de petróleo e gás natural, o empreendimento terá, na fase inicial, capacidade para produzir 200 mil toneladas de tubos de aço por ano.
A matéria-prima para a produção da fábrica deverá ser importada de países como Turquia, China e África do Sul. (macauhub)
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Moçambique/Consórcio com capital sul-africano, chinês e moçambicano investe em fábrica de aço nos arredores do Maputo
O jornal refere que a fábrica deverá começar a produzir no final do ano, ou início de 2009, com mercados já assegurados em África e nos Estados Unidos ligados à indústria de transporte de derivados de petróleo e gás natural.
A fábrica terá, numa primeira fase, capacidade para produzir 200 mil toneladas de tubos de aço por ano, com perspectiva de se avançar para as 700 mil toneladas por ano.
A matéria-prima para a produção da referida fábrica deverá ser importada de países como Turquia, China ou e África do Sul.
O empreendimento junta capitais nacionais e estrangeiros, sendo 50 por cento da Capital Star Steel, da África do Sul, 40 por cento do Seven Star Group, da China, e dez por cento de um grupo de empresas moçambicanas, nomeadamente a Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe, Petromoc, Electricidade de Moçambique, Matola Gas Company e Petroline.
O Ministro da Indústria e Comércio de Moçambique António Fernando disse, durante o lançamento do projecto que o projecto ficará instalado na "zona franca industrial criada pelo Governo com o objectivo de estimular o investimento estrangeiro e a promoção do emprego para os moçambicanos".
António Fernando referiu que a instalação do projecto no Parque Industrial de Beluluane teve em consideração "a disponibilidade de energia eléctrica a um custo mais baixo comparativamente a outros países da região, a disponibilidade de mão-de-obra, bem como a proximidade de um porto através do qual a fábrica se vai abastecer de matéria-prima e exportar grande parte da sua produção".
O Parque Industrial de Beluluane, com 700 hectares, é uma parceria entre o Governo de Moçambique e a empresa Chiefton Mozambique e tem acesso ao Porto do Maputo localizado a vinte quilómetros. (macauhub)
quarta-feira, 16 de abril de 2008
África do Sul/Governo estuda apoio a fundição de aço em Moçambique
Em declarações à imprensa sul-africana, o ministro sul-africano do Comércio e Indústria, Mandisi Mpahlwa, afirmou que estão a ser consideradas "várias alternativas" para aumentar a produção de aço na África do Sul.
Sipho Zikode, director da Industrial Development Corp., empresa pública responsável pela supervisão dos estudos de viabilidade, adiantou que até Setembro, o governo sul-africano deverá ter na sua posse os elementos necessários para tomar uma decisão sobre os projectos a apoiar.
"Vai depender dos estudos se é possível ter ambas" as fundições de aço, uma na África do Sul e outra em Moçambique, afirmou Zikode.
A construção de uma fundição na África do Sul conta com o interesse assumido da indiana Tata Steel, enquanto a sul-africana Palabora (grupo Rio Tinto) e a Anglo-American estão a estudar a construção de uma unidade semelhante no porto moçambicano de Maputo.
O projecto moçambicano está a ser acompanhado pelo governo moçambicano e pela empresa de investigação mineira Mintek, detida pelo Estado sul-africano. (macauhub)
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Parceira chinesa da Vale investirá US$ 3,3 bi no Brasil
Pequim, 10 outubro - A Baosteel, maior produtora de aço chinesa, vai investir no Brasil US$ 3,3 bilhões em parceria com a Companhia Vale do Rio Doce, anunciou nesta quarta-feira um porta-voz da empresa.
"O projeto brasileiro exige um investimento de cerca de US$ 5,5 bilhões e nós prevemos investir US$ 3,3 bilhões, uma vez que detemos 60% do capital", disse à Agência Lusa um responsável do Departamento de Negócios Internacionais da Baosteel, que pediu o anonimato por falar sem autorização superior.
No passado dia 3 de outubro, no Brasil, a Companhia Vale do Rio Doce, segunda maior produtora de minério de ferro do mundo, e a Baosteel formalizaram a parceria para a criação de uma siderúrgica no Espírito Santo.
A construção da unidade - Companhia Siderúrgica Vitória - deverá ter início na primeira metade de 2009 e começará a produzir 5 milhões de placas de aço para exportação a partir de 2012, segundo o acordo assinado entre a Baosteel e a Vale.
Para o presidente da Vale, Roger Agnelli, o projeto da Siderúrgica Vitória exigirá um investimento de US$ 4,5 bilhões para a construção da fábrica, US$ 500 milhões para o desenvolvimento da infra-estrutura do porto de Ubu e US$ 400 milhões para desenvolver a ferrovia que servirá o porto.
Atualmente, a estatal chinesa Baosteel é o quinto maior produtor de aço do mundo e tem com o objetivo quadruplicar a sua capacidade para 80 milhões de toneladas até 2012, se tornando a segunda maior empresa do setor, atrás apenas da Arcelor Mittal.
A Vale tornou-se, em 2006, o maior fornecedor de minério de ferro da China, com exportações de 20,4 milhões de toneladas.
Em novembro de 2006, a Vale assinou contratos com a China para uma exportação média anual de 19,4 milhões de toneladas de minério de ferro no período de 2007 a 2017, e 8,1 milhões de toneladas por ano de 2018 a 2031.
No momento, a empresa brasileira exporta 100 milhões de toneladas de minério de ferro para o país asiático, quatro vezes mais do que há cinco anos. (Lusa)
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Moçambique negoceia fundição de ferro e aço
Maputo, 8 outubro 2007 - Moçambique poderá contar, a partir de 2011, com uma indústria de fundição de ferro e aço, um empreendimento cujos investimentos estarão acima de um bilião de dólares norte-americanos. Entre as razões da implantação da unidade no território moçambicano está a disponibilidade de gás natural de Pande, um dos pressupostos importantes quer para a produção de ferro quer do aço, cuja cotação no mercado internacional tende a melhorar.
Para o efeito, os governos de Moçambique e da África do Sul, representados pelos respectivos ministros da Indústria e Comércio, sentaram-se sábado último à mesma mesa, para discutir o estudo de pré-viabilidade do projecto, elaborado e apresentado por uma equipa de consultores.
Segundo o director nacional da Indústria, Sérgio Macamo, citando o estudo de pré-viabilidade apresentado na África do Sul, há condições para a viabilização do projecto, porque do lado de Moçambique há gás, água e electricidade em quantidades suficientes para uma indústria desta envergadura e, do da África do Sul estão garantidos os minérios também em porções consideradas satisfatórias.
Além disso, de acordo com Sérgio Macamo, o mercado internacional do ferro e aço apresenta-se favorável em termos de preço e procura, tendo destacado, nesta última componente, uma maior procura na China e outros países da Ásia.
Conforme o estudo de pré-viabilidade citado pelo director nacional da Indústria, o minério poderá ser transportado a partir de Phalaborowa, na África do Sul, para Moçambique por linha férrea ou mediante uma conduta (minereduto), senão a combinação dos dois mecanismos.
Foi entendimento das duas delegações reunidas na África do Sul que os governos têm um mês para fazer consultas internas, antes da realização de uma nova ronda sobre o projecto.
“Se tudo correr bem, de Janeiro a Junho do próximo ano deverá decorrer o estudo de viabilidade propriamente dito, o qual não será mais do que a actualização dos dados do projecto MISP”, disse ontem, o director nacional da Indústria, num breve contacto telefónico com a nossa Reportagem.
Sérgio Macamo demonstrou algum optimismo ao afirmar que “se tudo correr bem podemos ter os primeiros lingotes de ferro e aço em princípios de 2011, sobretudo porque os governos dos dois países estão comprometidos com o projecto”.
A deslocação da delegação moçambicana à África do Sul, chefiada pelo Ministro da Indústria e Comércio, António Fernando, constitui a prossecução das negociações havidas entre as partes em Maio, sendo que na altura, uma das recomendações foi a necessidade de se analisar aspectos-chave, antes da sua formalização.
Este projecto tinha sido idealizado em finais da década de 1990, na altura pela ENRON, mas que não chegou a avançar devido à falência desta multinacional norte-americana, na sequência de um escândalo financeiro e, por outro lado, pela queda dos preços de ferro e aço no mercado internacional.
Trata-se de um projecto descrito como sendo de grande envergadura sob ponto de vista de impacto socioeconómico, se se considerar que para além de poder dinamizar o surgimento doutras unidades industriais em seu redor, tem potencial para empregar pelo menos cinco mil pessoas durante a fase de construção e outros mil quando laborar em pleno.
Ao abrigo do acordo que tinha sido alcançado entre o Governo moçambicano e a ENRON, esta última tinha se comprometido a desenvolver um mercado para o gás natural de Pande (província de Inhambane), tendo como principal consumidor deste hidrocarboneto o projecto de fundição de ferro e aço.
Contas feitas na altura indicavam para a probabilidade de a fundição ter uma capacidade para exportar qualquer coisa como dois milhões de toneladas de lingotes de ferro e aço/ano, para os mercados europeu, asiático e para os Estados Unidos da América, através do Porto de Maputo.
Quando da assinatura do acordo para a implementação do projecto, em Maio de 2001, uma das preocupações do Governo tinha a ver com questões ambientais, particularmente no que diz respeito à proveniência da água para o arrefecimento dos metais. (Notícias)