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quinta-feira, 27 de março de 2014

O NOVO GRANDE JOGO (DE AMEAÇAS) NA EURÁSIA

26 março 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia, Россия)

Na Ucrânia, o Ocidente apoiou um golpe inconstitucional contra um governo eleito, perpetrado, entre outros, por guardas de assalto fascistas/neonazis (Svoboda, Setor Direita) instrumentalizado pela inteligência estadunidense. Depois de um contragolpe russo, o presidente Barack Obama proclamou que qualquer referendo na Crimeia "violaria a constituição ucraniana e violaria o direito internacional".

Pepe Escobar*, Asia Times Online

É apenas o último exemplo na violação serial do "direito internacional". O registro diário é enorme, e inclui: Os bombardeios da Servia pela OTAN durante 78 dias em 1999 para permitir a separação de Kosovo; a invasão dos Estados Unidos em 2003 e a posterior bilionária ocupação e criação de uma guerra civil no Iraque; os bombardeios da Líbia pela OTAN/AFRICOM em 2011 invocando a R2P ("a responsabilidade de proteger") como cobertura para provocar uma mudança de regime; o investimento dos EUA no desmembramento do Sul do Sudão, rico em petróleo, para que a China tenha outra dor de cabeça geopolítica; e o investimento estadunidense em uma perene guerra civil na Síria.

Não obstante, Moscou segue crendo (desatinadamente?) que se deve respeitar o direito internacional apresentando ao Conselho de Segurança da ONU informação classificada sobre todas as ações ocidentais de inteligência/operações psicológicas relativas ao golpe em Kiev, incluindo "treinamento" assegurado pela Polônia e Lituânia, para não mencionar a participação da inteligência turca para a realização de um segundo golpe na Crimeia. Diplomatas russos pediram uma investigação internacional imparcial. Esta nunca terá lugar; a narrativa de Washington seria totalmente desmascarada. Por isso haverá um veto dos EUA na ONU.

O ministro do exterior russo, Sergei Lavrov, também pediu que a Organização pela Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) investigue objetivamente os francoatiradores que dispararam contra todos os que tinham pela frente em Kiev, como foi revelado pelo Ministro do Exterior da Estônia