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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Moçambique/MARP encoraja acção governativa

A acção governativa do Executivo moçambicano está a produzir, de forma contínua, impacto positivo na vida da população, facto destacado e encorajado de forma particular pelo relatório de Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP). Quinta-feira, a cidade de Maputo acolheu um “workshop” para apresentação pública do relatório, num evento que contou com a participação maioritária de jornalistas, considerados fundamentais no processo.

18 julho 2009, Notícias

De acordo com o documento, na luta contra a corrupção, houve reforço das instituições de justiça, implementação rigorosa da estratégia de combate à corrupção, inspecção e auditorias, entre outras intervenções que trouxeram impacto positivo.
No ano passado, por exemplo, foram processados disciplinarmente 1590 funcionários, dos quais 468 foram expulsos ou demitidos. Entre 2006 e 2007 foram instaurados 2435 processos disciplinares, o que revela que não reina impunidade no sector público. Além destes casos, outros estão a seguir os devidos trâmites nas instituições especializadas. Na administração pública consta que o lançamento da segunda fase da reforma do sector público galvanizou a atitude positiva dos agentes e funcionários do Estado.
A formação dos quadros feita através das instituições públicas, dentre as quais o Instituto de Administração Pública e das três entidades de nível médio existentes no país são outros exemplos que ilustram os esforços para uma boa governação do executivo.
A presidência aberta e inclusiva é citada como sendo uma das medidas que está a criar impacto nas comunidades. Anualmente têm tido lugar 44 encontros populares, tendo sido realizados, até ao presente momento, 200 eventos em 208 distritos dos 228.
Na área de governação e gestão económica estão em curso reformas, bem assim reforço à gestão das finanças públicas, através do incremento dos padrões de eficácia e eficiência da administração fiscal. Este procedimento vai provocar um incremento da acção fiscal e o gradual aumento da receita interna.
Intervindo no encontro, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, destacou os ganhos que estão a ser alcançados a nível distrital com a alocação dos sete milhões de meticais.
Afirmou que em 2006 os fundos eram usados para as infra-estruturas, sobretudo administrativas. Porém, tal mudou. “Neste momento encorajamos e chamamos a atenção a todos os administradores para que esses fundos sejam usados exclusivamente para a produção de comida e para projectos de geração de rendimentos”, sublinhou.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Moçambique tem as maiores taxas de crescimento em África entre os países não produtores de petróleo

30 junho 2009/Notícias

Moçambique tem conseguido atingir as mais elevadas taxas de crescimento económico para um país não produtor de petróleo em África ao longo da última década e meia.
A constatação é feita pelo Comité Nacional do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP) e está inserido no relatório desta instituição a ser apresentado hoje pelo Presidente da República, Armando Guebuza, no encontro da União Africana a realizar-se na cidade de Sirte, na Líbia.

O documento elaborado por um grupo de altas individualidades nacionais (onde se inclui académicos, pesquisadores, políticos, religiosos e representantes de organizações da sociedade civil) refere ainda que uma gestão macroeconómica sólida contribuiu para o bom crescimento económico que se regista em Moçambique.

Depois de reconhecer que o Governo também tem realizado esforços consideráveis no sentido de ratificar e adaptar as regras e códigos internacionais à realidade nacional, o Comité Nacional do MARP refere, contudo, que uma grande deficiência verificada na gestão económica moçambicana prende-se ao facto de o processo de crescimento ter resultado, em grande medida, dos investimentos estrangeiros nos mega-projectos e de fluxo de ajudas em quantidade significativa.

Com a despesa estrangeira a totalizar mais de 50 por cento da despesa pública, Moçambique é um dos países mais dependente de ajuda em África.

O domínio dos mega-projectos de capital intensivo na economia de Moçambique está a levantar preocupações em alguns sectores da sociedade moçambicana.

Embora estes projectos pareçam impressionantes, os seus benefícios líquidos para o resto da economia é mínimo e praticamente não existe nenhum efeito de transferência de benefícios nem nenhuma criação de postos de trabalho significativos nas indústrias do ramo.

Até as receitas fiscais não aumentam porque os mega-projectos são quem usufrui de benefícios fiscais generosos.

Como forma de inverter esta situação, o Governo adoptou uma série de medidas que incluem leis aprovadas em 2007 que prevêem a tributação específica nos sectores mineiro e dos petróleos e detalha os incentivos e benefícios que aplicam a estes sectores.

Contudo, a sociedade civil, ouvida no âmbito da elaboração do Relatório do MARP, considera ser necessário adoptar-se mais medidas de grande alcance. `De forma particular o Governo deve abraçar uma estratégia de desenvolvimento de base ampla e em prol do crescimento, visando criar as condições estruturais para um crescimento sustentável e redução da pobreza. Uma estratégia desta natureza daria um papel significativo ao sector privado, especialmente às Pequenas e Médias Empresas. As actuais medidas que visam aumentar o nível de investimento em infra-estruturas social e física devem, igualmente, ser fortalecidas´, recomenda o MARP.

Um resultado importante de tal estratégia será uma maior mobilidade de recursos internos e uma menor dependência da ajuda externa, necessidade que o Governo já tomou consciência e que para o efeito está a introduzir, paulatinamente, reformas que se prendem com a redução do peso do pagamento de impostos e de alargar a base tributária.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Moçambique/Relatório de avaliação do MARP entregue ao PR

10 fevereiro 2009/Televisão de Moçambique

Moçambique está preparado para ser avaliado no Mecanismo Africano da Revisão de Pares, considerado como sistema de policiamento do desempenho de governação democrática dos líderes africanos.
O Presidente da República, Armando Guebuza, considera o mecanismo adoptado no âmbito da Nova Parceria para o Desenvolvimento de África, NEPAD, como um exercício que reforça o sentido de inclusão e de participação dos moçambicanos na construção da pátria.
O Chefe do Estado moçambicano recebeu,segunda-feira, o relatório de auto-avaliação e Plano de Acção, elaborados sob direcção do Embaixador Bethuel Kiplagat, personalidade eminente do MARP que se encontra em Mocambique. Os documentos vão ser entregues ao grupo dos Chefes de Estado e Governo da União Africana, que aderiram voluntariamente ao Mecanismo de Revisão de Pares.
O mecanismo africano de revisao de pares, MARP, é um exercicio que consiste na avaliacao da dinâmica de governação do país no seu todo e não se limita apenas à avaliação do desempenho do Governo.
Moçambique é um dos 28 países africanos que, de forma voluntária, decidiu integrar o MARP já há alguns anos.
O relatório entregue segunda-feira ao Chefe de Estado fecha a primeira fase da avaliação.
Durante os proximos 23 dias uma equipa de 18 personalidades, dirigida por Bethuel Kiplagat, do Quénia, vai promover seminários pelo país, de maneira independente. Concluído o trabalho, a equipa vai elaborar um outro relatório, que, por sua vez, será apresentado e debatido na União Africana.
Para todos os efeitos, os documento de auto-avaliação entregue ao Chefe do Estado aponta fraquezas que dificultam o crescimento, aprofundamento e consolidação do que é apontado como positivo. O relatório assinala que, no País, há percepção de que aumentou o fosso das diferenças sociais e que a distância entre pobres e ricos não só cresceu como também afunilou de tal maneira que pode colocar o país no clube das nações consideradas injustas.
O relatorio indica a ideia, segundo a qual a corrupção procura sobreviver a todas as tentativas de combate , o que dificulta a adopção de medidas que permitam o seu controlo e eventual eliminação.
Na soma das inquietacoes que abalam o País existe o problema da seguranca dos cidadaos, o HIV, conflitos laborais, desemprego, terra e imigração ilegal não controlada.
O Embaixador Bethuel Kiplagat sublinhou que a avaliação que é feita aos países não visa submetê-los a sanções ou a corte em financiamentos.
Vinte quatro países ainda não aderiram ao Mecanismo Africano de Revisão de Pares. A Mauritânia foi excluída pelo facto de ter registado um golpe de estado.