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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Brasil/SEMANA EM DEFESA DA TERRA, VIDA E FUTURO GUARANI-KAIOWÁ


1 dezembro 2011/Conselho Indigenista Missionário (CIMI) http://www.cimi.org.br


São Paulo, 05 a 08 de dezembro de 2011

O Conselho Aty Guasu e organizações de apoio e solidárias aos povos indígenas convidam para a Semana em Defesa da Terra, Vida e Futuro Guarani-Kaiowá, a realizar-se no período de 05 a 08 de dezembro de 2011, na cidade de São Paulo.

Confira a programação de atos, debates, lançamento e homenagens:

- Dia 5 - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Plenário Juscelino Kubitschek

Av. Pedro Álvares Cabral, 201 - São Paulo – SP.

19hs: As lideranças acompanharão o Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos oferecido para a advogada de Direitos Humanos Michael Mary Nolan e farão a leitura do Manifesto do Conselho Aty Guasu, elaborado no último 27 de novembro de 2011, no Mato Grosso do Sul.

- Dia 6 - Câmara Municipal de São Paulo, na Sala Tiradentes

Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista (próximo ao metrô Anhangabaú).

18hs30min: Entrevista coletiva com lideranças Guarani Kaiowá representantes da Aty Guasu

19hs30min: Lançamento do Comitê Nacional em Defesa da População Indígena de Mato Grosso do Sul, com a presença de representantes do Comitê, lideranças Guarani Kaiowá e da Dra. Lucia Helena Rangel, do Departamento de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP.

- Dia 7 - Centro da Cultura Judaica

Rua Oscar Freire, 2.500 - (próximo ao metrô Sumaré)

20hs30min: Exibição do Documentário “À Sombra de um Delírio Verde”, seguido de debate com as lideranças Guarani Kaiowá do MS.

- Dia 8 - Sesc Consolação

Avenida Paulista, 119 (próximo ao metrô Brigadeiro)

18hs30min: Homenagem e voz ao Povo Guarani Kaiowá durante o lançamento do Relatório de Direitos Humanos da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.

Organização e Solidariedade:

Conselho Aty Guasu, Cimi SP, Cimi MS, CPT, Pastoral Indigenista de São Paulo, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, Museu da Cultura e Programa Pindorama de estudantes indígenas da PUC-SP, MAB, Instituto Terra Trabalho e Cidadania, Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos,Fórum de Participação da V CELAM, Comissão de Articulação dos Povos Indígenas de São Paulo, NEMA-PUC (Núcleo de Estudos de Etnologia indígena, meio ambiente e populações tradicionais).

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Marcha contra genocídio indígena.wmv

Enviado por guaranifilmes em 02/12/2011

Povo Indigena Kaiowa Guarani e Terena, no Mato Grosso do Sul participam de marcha contra o genocídio e pela paz.

Fonte: Conselho Indigenista Missionário (CIMI) http://www.cimi.org.br

terça-feira, 10 de julho de 2007

Brasil/Movimentos fazem nota de tristeza e revolta pela morte de Ortiz Lopes

Nota à opinião Pública
Rio Brilhante, 9 de julho de 2007


Nós dos movimentos sociais e representantes do poder público, reunidos no Seminário Impactos Sociais Ambientais e Econômicos da Expansão nas Usinas de Cana, realizado no município de Rio Brilhante, (Mato Grosso do Sul), viemos a público externar nossa tristeza e revolta com o assassinato da liderança Guarani Kaiowá, Ortiz Lopes, de 46 anos, da terra indígena Kurusu Ambá, município Coronel Sapucaia.

Em janeiro deste ano, Ortiz participou da retomada da fazenda Madama, onde a anciã Kuretê Lopes, 70 anos, foi assassinada à tiros por um grupo de pistoleiros armados. De lá pra cá, Ortiz havia sobrevivido a um atentado e vinha sofrendo várias ameaças de morte. Segundo as testemunhas o assassinato foi cometido em frente à casa da vítima.

Nosso encontro aqui neste seminário é justamente para denunciar os efeitos de um modelo de desenvolvimento excludente que se impõe através concentração terra e poder no Mato Grosso do Sul.

Negamos este modelo de morte, porque a partir de nossas vivências cotidianas sabemos que ele tem sido o principal responsável pela escravidão de trabalhadores rurais, pelas mortes de rios, florestas e fauna e o pelos assassinatos de Kuretê, Ortiz, Marçal, Dorvalino, Verón e tantos outros indígenas que reivindicaram a vida na terra.

Ortiz morreu lutando, porque não queria ver seus parentes trabalhando como escravos nas usinas de álcool – o que acontece com a maioria dos homens adultos do povo Guarani Kaiowá.

Consideramos que além de não trazer o desenvolvimento humano tão propagado pelos meios de comunicação, os 5 bilhões de reais em investimentos anunciados pelo Governo Federal para construção de 53 usinas de álcool no Mato Grosso do Sul agravarão a situação do povo Guarani Kaiowá.

Por isso afirmamos que reconhecer o direito à vida deste povo a partir de suas terras, como determina Constituição Federal de 88, é a única forma de apagar a mancha mais terrível de nossa história e iniciar a construção de um novo modelo de desenvolvimento que inclua a todos e todas.

Assinam os 122 participantes do seminário que representam as seguintes entidades

Centro de Defesa de Direitos Humanos Marçal de Souza
Gabinete do deputado Estadual Pedro Kemp
Federação dos Trabalhadores da Agricultura do MS
Acampamentos de trabalhadores Rural Geraldo Teixeira, Forutna, Esperança, Nova Esperança
Secretaria municipal de Educação de Rio Brilhante
Assentamentos de trabalhadores rurais Pará, Taubinha, Taquara e Lagoa Azul
Agrovila de Rio Brilhante
Movimento de Mulheres Camponesas
Movimento Negro de Rio Brilhante
Sindcato dos Trabalhadores da Educação de Rio Brilhantes
Sindicato dos Trabalahdores Rurais do MS
Conselho Indigenista Missionário MS
Instituto do Meio Ambiente e Desenvolvimento do MS
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
Federação dos Trabalhadores da Educação do Mato Grosso do Sul
Central Única dos Trabalhadores MS
Conselho Municipal de RecursosAmbientas de Rio Brilhante

(Fonte: Conselho Indigenista Missionário/CIMI)

http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=2664&eid=352

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Brasil/Outra liderança indígena é assassinada no Mato Grosso do Sul

Brasília, 9 Julho 2007 (CIMI) - Na noite de ontem, 8 de julho, foi assassinado o líder indígena Ortiz Lopes, 46 anos. Liderança do povo Guarani-Kaiowá, Ortiz sempre esteve à frente das lutas pela recuperação de suas terras, já havia sobrevivido a outro atentado e vivia sob fortes ameaças de morte. Segundo depoimento da esposa de Ortiz Lopes, por volta das 18h30 do domingo, quando já estava escuro, um homem se aproximou da frente de sua casa, desejou boa noite e chamou por Ortiz. Ao perguntar quem era, a vítima se dirigiu à porta e foi recebida por tiros. Enquanto disparava sua arma, o assassino informou: “os fazendeiros mandaram acertar contas com você”.

Este é o 20o. assassinato no Mato Grosso do Sul em 2007. O total de asssassinatos já se igualou ao número registrado pelo Cimi durante todo o ano de 2006.

Em janeiro deste ano, juntamente com um grupo de 300 pessoas, Ortiz participou da retomada da terra indígena Kurussu Ambá, no município de Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai. Uma semana depois, o grupo foi violentamente expulso do local por uma operação conjunta entre policiais militares e seguranças da fazenda Madama, uma das invasoras da terra indígena. Na ocasião, a líder religiosa Xurete Lopes, 70 anos foi executada em seu barraco na presença de seus familiares e o jovem Valdeci Ximenes, 22, ficou baleado. Estranhamente, nenhum agressor foi preso, ao passo que 12 indígenas, inclusive crianças, foram levados à delegacia de Amambai e 4 deles, as principais lideranças do povo, permanecem presos, acusados de roubo e invasão de terra.

Depois da expulsão, o grupo ficou acampado às margens da rodovia MS 289, município de Coronel Sapucaia. Como o cacique Francisco Ernandes encontra-se na prisão, Ortiz assumiu a liderança do grupo e no dia 6 de maio os Kaiowá realizaram mais uma ocupação da terra indígena Kurussu Ambá.

Para que os índios deixassem a área, foi feito um acordo verbal no qual o filho do dono da fazenda, na presença de policiais federais e de um representante da Funai, se comprometia em devolver as terras aos indígenas no prazo de um ano.

A gravidade do caso requer a imediata instalação de inquérito pela polícia Federal, medidas de proteção à integridade física de membros da comunidade e a imediata demarcação da terra indígena Kurussu Ambá. (Fonte: Cimi – Conselho Indigenista Missionário)

http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=2662&eid=352