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segunda-feira, 11 de julho de 2016
Uruguai vence batalha contra Phillip Morris e gera jurisprudência internacional antitabagista
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Brasil/Veto ao fumo em lugares fechados é tema de campanha nacional
Petterson Rodrigues e Paulo Montoia / Repórteres da Agência Brasil
São Paulo, 28 agosto 2007 - Ambientes Livres do Tabaco é o tema deste ano do Dia Nacional de Combate ao Fumo, data que será marcada amanhã (29) por atividades com o objetivo de conscientizar e mobilizar prefeituras, governos e a sociedade para a importância de proibir cigarros em locais públicos fechados, segundo o diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Luiz Santini.
A proibição está definida no segundo artigo da Lei 9.294, de 15 de julho de 1996, que ressalva o uso de "área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente", os fumódromos.
A Coordenação Nacional de Controle do Tabagismo e Prevenção Primária de Câncer (Contapp), do Inca, conduz as políticas nesse setor da saúde. O Brasil assinou a Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2003. O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional em 2005 e a adesão final se deu pelo Decreto nº 5.658, de 2 de janeiro de 2006.
São Paulo Respirando Melhor é o nome dado à versão paulistana da campanha nacional. Santini destacou o aspecto de "questão cultural" do tabagismo, ao defender o envolvimento de instituições "não de uma forma preconceituosa, mas entendendo que esse é um problema grave de saúde pública, um problema de qualidade de vida – a vida fica pior para as pessoas que fumam e para as pessoas que não fumam diretamente, mas fumam passivamente nos ambientes produzidos pelos fumantes".
Santini lembrou que no país o tema está diretamente vinculado ao início da Convenção-Quadro da OMS, e que envolveu particularidades: "Não só políticas em relação ao combate ao tabagismo, mas políticas em relação a substituição agrícola, porque nós olhamos o tabaco na ponta que está o consumidor, o fumante. Mas o tabaco é um produto, existe uma indústria, uma produção da folha de tabaco. O Brasil é o maior exportador de tabaco do mundo e o segundo maior plantador do mundo. Então não foi fácil no Brasil implementar essas políticas. E nem é fácil resolver o problema dos agricultores, principalmente os pequenos, explorados pelas indústrias".
Ele defendeu que por meio dos ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Agrário sejam criadas "políticas para a mudança da cultura, mas essa mudança é muito difícil e é preciso uma grande participação governamental no processo – é um longo histórico, mas é um histórico de sucesso".
No Rio de Janeiro, amanhã, as atividades incluem a divulgação de pesquisa que mostra a prevalência do fumo entre os universitários e que poderá ser significativa para os trabalhos de prevenção. "É importante saber como cada grupo social percebe isso, às vezes pode ser diferente e a mensagem tem que ser diferente. Se não se faz uma comunicação uniforme de que câncer e fumo são associados, mas como isso se expressa para cada grupo da sociedade, para os jovens, para os mais idosos, é diferente. Então nós temos que ver algumas pesquisas focais para podermos dirigir campanhas específicas", disse Santini.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/08/28/materia.2007-08-28.0253458801/view
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Brasil/Justiça condena empresas de cigarro
A décima nona Vara Cível de São Paulo obrigou as empresas Souza Cruz e Philip Morris Brasil a ressarcir municípios e estados pelo gasto com saúde em tratamentos contra o tabagismo.
A ação foi movida pelo promotor João Lopes Guimarães Júnior, que na petição responsabiliza as empresas por desenvolverem atividades de risco a terceiros.
As empresas esperam a intimação oficial do Ministério Público para se defender.
Em nota lançada nesta segunda, a Souza Cruz afirma que a comercialização de cigarros é legal no Brasil e que os riscos do consumo são de amplo conhecimento público.
Esta é a segunda derrota judicial das empresas de cigarro nos últimos seis meses.
Em Fevereiro, uma ação coletiva movida pela Associação de Defesa da Saúde do Fumante obrigou as mesmas empresas a indenizarem em trinta bilhões de reais todos os fumantes em São Paulo
http://www.agenciachasque.com.br/boletinsdiarios2.php?iddata=2e730e57a4a7578cea25df7196fe401b
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Brasil/Promotoria do Consumidor entra com acção contra indústrias do tabaco
De acordo com a edição de hoje da "Folha de São Paulo", o pedido é para que as empresas recompensem municípios, Estados e União pelos gastos no tratamento de doenças causadas ou agravadas pelo cigarro, referentes a um período a definir em julgamento.
Em 1998, num processo semelhante nos Estados Unidos, quatro empresas comprometeram-se a ressarcir os cofres públicos em cerca de 200 mil milhões de dólares ao longo de 25 anos.
A acção pede ainda a indemnização a fumadores activos e passivos por danos morais e materiais provocados pelo consumo do cigarro.
Se este item da acção for acatado pela Justiça, qualquer consumidor poderá pedir, em processos individuais, para ser incluído no montante pago pelas indústrias, desde que prove que o cigarro lhe causou danos.
A Souza Cruz e a Philip Morris Brasil detêm, respectivamente, 65 por cento e 15 por cento do mercado de cigarros no Brasil.
De acordo com o promotor João Lopes de Guimarães Júnior, autor da acção, a responsabilidade de cada empresa pelos danos totais deverá ser proporcional à sua participação nas vendas. (RTP/Lusa)